Tag: trem do fim do mundo

  • Ushuaia Vale a Pena? O Que Fazer e Quando Ir

    Ushuaia Vale a Pena? O Que Fazer e Quando Ir

    Ushuaia é tudo isso que o Instagram mostra? Relato real dos passeios, roupas, seguro viagem e o que ninguém conta sobre a cidade do fim do mundo.

    Ushuaia é realmente tudo isso? Antes de conhecer a cidade, essa foi uma das perguntas que eu mais me fiz.

    Nas redes sociais, Ushuaia parece quase um cenário de filme: montanhas enormes, neve, lagos, geleiras, trilhas, barcos navegando pelo Canal Beagle e aquela sensação de estar literalmente no fim do mundo.

    Mas uma coisa é ver tudo isso em fotos e vídeos. Outra é estar lá.

    Depois de conhecer Ushuaia e fazer alguns dos passeios mais conhecidos da região, posso dizer que minha resposta é: sim, Ushuaia é tudo isso — mas não exatamente da maneira que o Instagram mostra.

    A cidade é muito mais do que neve e paisagens bonitas. E, ao mesmo tempo, existem algumas expectativas que podem fazer uma pessoa se decepcionar se chegar ao destino imaginando que encontrará neve em todos os cantos, temperaturas congelantes o tempo inteiro e uma aventura extraordinária em cada esquina.

    Neste post, vou contar como foi minha experiência em Ushuaia, quais passeios fiz, o que realmente achei de cada um e o que eu gostaria de saber antes de viajar.

    Neste post você vai encontrar:

    • Onde fica Ushuaia
    • Ushuaia é realmente tudo isso?
    • Trem do Fim do Mundo: é tudo isso mesmo?
    • Navegação pelo Canal Beagle
    • Glaciar Martial: vale a pena?
    • Laguna Esmeralda: a aventura começa antes de chegar
    • Roupas para Ushuaia
    • Seguro viagem para Ushuaia
    • Chip internacional: vale a pena?
    • Museu do Presídio: o passeio que foge do óbvio
    • Afinal, Ushuaia vale a pena?
    • Quanto tempo ficar em Ushuaia?
    • Dá para combinar Ushuaia com outros destinos da Argentina?
    • O Instagram exagera sobre Ushuaia?

    Onde fica Ushuaia?

    Ushuaia está localizada na Argentina, na região da Terra do Fogo, no extremo sul do país.

    É conhecida mundialmente como “a cidade mais austral do mundo”, e essa característica por si só já faz parte do encanto do destino.

    Quando comecei a pesquisar uma viagem para Ushuaia, confesso que o fato de estar tão distante de tudo também me atraía.

    Não era simplesmente conhecer mais uma cidade argentina.

    Era conhecer um lugar que transmite aquela sensação de estar chegando ao limite do mapa.

    E talvez seja justamente essa sensação que torne Ushuaia tão especial.

    A cidade é cercada por montanhas, florestas, lagos e pelo Canal Beagle. Dependendo da época da viagem, o cenário pode mudar completamente.

    No inverno, a neve transforma a região.

    Em outras épocas do ano, as trilhas, lagos e montanhas ganham outro protagonismo.

    Por isso, uma das primeiras coisas que percebi é que Ushuaia não precisa necessariamente ser uma viagem exclusivamente para quem quer ver neve.

    Ushuaia é realmente tudo isso?

    Depois de conhecer o destino, eu diria que sim.

    Mas existe um detalhe importante: Ushuaia não é um destino que você aproveita apenas olhando a paisagem.

    Grande parte da experiência está nos passeios.

    E foi fazendo esses passeios que comecei a entender por que tanta gente se apaixona pela cidade.

    Eu conheci o Trem do Fim do Mundo, fiz a navegação pelo Canal Beagle, conheci o Glaciar Martial, fiz a trilha da Laguna Esmeralda e também visitei o Museu do Presídio.

    Cada experiência mostrou um lado completamente diferente de Ushuaia.

    E essa variedade foi uma das coisas que mais gostei.

    Trem do Fim do Mundo: é tudo isso mesmo?

    O famoso Trem do Fim do Mundo é provavelmente uma das imagens mais associadas a Ushuaia.

    Antes de viajar, eu tinha aquela expectativa de que seria um passeio bonito, mas talvez apenas turístico.

    E sim, existe uma parte bastante turística.

    Mas o contexto histórico torna a experiência muito mais interessante.

    O trem percorre uma antiga rota relacionada ao presídio de Ushuaia, e durante o passeio é possível conhecer um pouco da história dos antigos presos que eram enviados para aquela região.

    A paisagem também ajuda muito.

    Você passa por áreas de floresta, rios e montanhas, e existe uma sensação diferente em saber que está viajando por uma região tão extrema.

    Eu faria novamente?

    Sim.

    Principalmente para quem está conhecendo Ushuaia pela primeira vez.

    Mas eu não colocaria o trem como o único motivo para visitar a cidade. Para mim, ele funciona melhor como parte de um roteiro que combina história, natureza e aventura.

    Navegação pelo Canal Beagle

    Se existe um passeio que considero indispensável em Ushuaia, é a navegação pelo Canal Beagle.

    E aqui o Instagram não exagerou.

    Estar dentro do barco, cercada pelas montanhas e olhando a cidade de outro ângulo é uma experiência completamente diferente.

    O Canal Beagle também é conhecido pela presença de animais marinhos e aves, dependendo do roteiro e das condições do dia.

    Mas, para mim, o mais impressionante foi o conjunto.

    Montanhas.

    Água.

    Céu.

    Frio.

    E aquela sensação de estar em um lugar muito distante de casa.

    É o tipo de passeio que eu acho difícil explicar apenas por fotos.

    Você precisa estar lá.

    E talvez esse seja um dos maiores problemas das redes sociais: elas mostram uma imagem bonita, mas não conseguem transmitir a dimensão real do lugar.

    Glaciar Martial: vale a pena?

    O Glaciar Martial foi outro lugar que conheci em Ushuaia.

    E aqui eu faria uma ressalva.

    É importante entender que o acesso e as condições do local podem variar bastante de acordo com a época do ano e o clima.

    Por isso, não dá para planejar o passeio esperando encontrar exatamente a mesma paisagem que aparece em uma fotografia vista na internet.

    A natureza não funciona como um cenário montado.

    E esse é um ponto que considero muito importante quando falamos de Ushuaia.

    Você pode chegar esperando uma determinada quantidade de neve e encontrar outra realidade.

    Pode esperar determinado clima e pegar outro completamente diferente.

    Por isso, minha recomendação é pesquisar as condições do destino na época específica da sua viagem.

    Laguna Esmeralda: a aventura começa antes de chegar

    A Laguna Esmeralda foi uma das experiências que mais me fizeram sentir que estava realmente vivendo uma aventura.

    Aqui não é simplesmente chegar, tirar uma foto e voltar.

    Existe a trilha.

    Existe o esforço.

    Existe o clima.

    Existe o terreno.

    E existe aquela expectativa de finalmente chegar à lagoa.

    O nome já entrega um pouco do que você encontra: a água tem uma coloração muito bonita e o cenário ao redor é impressionante.

    Mas eu colocaria a Laguna Esmeralda em uma categoria diferente dos passeios mais tranquilos de Ushuaia.

    Se você não está acostumado com trilhas, precisa considerar o nível de esforço, as condições climáticas e os equipamentos adequados.

    E essa é uma coisa que eu gostaria de reforçar para quem está planejando uma viagem para Ushuaia:

    não subestime o clima.

    Roupas para Ushuaia: não viaje pensando apenas na temperatura

    Essa foi uma das coisas que mais percebi durante a viagem.

    Quando pensamos em Ushuaia, automaticamente pensamos em frio.

    Mas escolher roupas para esse destino não significa simplesmente colocar o casaco mais grosso que você tem dentro da mala.

    Dependendo da atividade, você precisa pensar em camadas.

    Uma primeira camada confortável, uma camada de aquecimento e uma camada externa capaz de proteger contra vento e, dependendo da época, chuva ou neve.

    Para trilhas, também é importante pensar nos calçados.

    Um tênis comum pode não ser suficiente para determinados terrenos e condições.

    Em passeios de aventura, equipamentos adequados fazem diferença não apenas no conforto, mas também na segurança.

    E uma dica que vale para praticamente qualquer viagem de natureza:

    não compre tudo antes de pesquisar.

    Dependendo do seu roteiro, alguns equipamentos podem ser alugados no destino.

    Faça as contas antes de encher a mala de coisas que talvez você use uma única vez.

    E o seguro viagem para Ushuaia?

    Outro item que eu considero importante colocar no planejamento é o seguro viagem.

    Mesmo viajando para a Argentina, eu não gosto de tratar seguro viagem como algo dispensável.

    Principalmente em uma viagem que envolve trilhas, navegação, frio, deslocamentos e atividades ao ar livre.

    Não significa que alguma coisa vai acontecer.

    A ideia é justamente viajar sabendo que, caso aconteça algum imprevisto, você tem uma assistência para recorrer.

    Antes de contratar, vale comparar coberturas e verificar se elas fazem sentido para o tipo de viagem que você está fazendo.

    E aqui entra uma dica importante para quem pretende fazer trilhas ou atividades consideradas de aventura:

    Leia as condições da apólice e não escolha simplesmente pelo menor preço.

    Verifique assistência médica, cobertura para bagagem, atendimento durante a viagem e, principalmente, as regras relacionadas às atividades que você pretende realizar.

    Por esses motivos eu sempre fecho o seguro com a Real Seguro viagem, grande cobertura, melhores preços e melhor atendimento.
    Consegui cupom de desconto caso você compre por esse link aqui – use o cupom PASSEPASSEANDO

    Chip internacional: vale a pena?

    Outro detalhe que muita gente deixa para resolver em cima da hora é a internet.

    Eu considero o chip ou eSIM internacional um daqueles itens pequenos que fazem uma diferença enorme durante uma viagem.

    Em Ushuaia, ter internet facilita bastante para consultar mapas, transporte, reservas, horários, localização de restaurantes e comunicação, sempre que saio do Brasil eu já compro meu eSim daAiralo, de todos que já havia comprado foi de longe o mais fácil de instalar, já chego no destino conectada, a internet é ultra rápida. Você pode fechar o seu nesse link com cupom: PATRIC28900

    E existe outro detalhe: se você estiver fazendo trilhas ou passeios, não conte exclusivamente com o celular para sua segurança.

    Baixe mapas e informações importantes antes de sair.

    Dependendo da atividade e da região, o sinal pode ser limitado ou inexistente.

    Internet é uma comodidade.

    Não deve ser seu único recurso de orientação.

    Museu do Presídio: o passeio que foge do óbvio

    Nem todo mundo coloca o Museu do Presídio entre os primeiros lugares do roteiro de Ushuaia.

    Mas eu gostei justamente por ser uma experiência completamente diferente das paisagens naturais.

    Depois de passar por montanhas, lagos e navegação, conhecer a história do antigo presídio ajuda a entender melhor como aquela região se desenvolveu.

    É um passeio para quem gosta de história e quer enxergar Ushuaia além das fotos bonitas.

    E, para mim, foi justamente essa mistura que tornou a viagem mais interessante.

    Ushuaia não foi apenas natureza.

    Foi natureza + história + aventura.

    Afinal, Ushuaia vale a pena?

    Depois de conhecer a cidade, minha resposta é sim.

    Mas eu faria uma ressalva:

    Ushuaia vale a pena para quem escolhe o destino sabendo o que vai encontrar.

    Se você está procurando uma viagem em que basta caminhar pelo centro, tirar algumas fotos e voltar para o hotel, talvez não consiga aproveitar todo o potencial do destino.

    Ushuaia pede um pouco mais.

    Pede planejamento.

    Pede disposição.

    Pede roupas adequadas.

    E, dependendo do roteiro, pede preparo físico.

    Em compensação, entrega experiências que ficam na memória.

    Quanto tempo ficar em Ushuaia?

    Essa é uma pergunta difícil porque depende muito dos passeios que você pretende fazer.

    Se a ideia for conhecer apenas os principais pontos turísticos, alguns dias podem ser suficientes.

    Mas se você quiser combinar navegação, trilhas, atrações históricas e outros passeios de natureza, eu reservaria mais tempo.

    Uma coisa que aprendi viajando é que tentar colocar tudo em poucos dias pode transformar uma viagem incrível em uma corrida contra o relógio.

    E Ushuaia é justamente o tipo de destino que merece ser aproveitado com calma.

    Dá para combinar Ushuaia com outros destinos da Argentina?

    Sim — e essa pode ser uma excelente ideia para quem está planejando uma viagem maior pela Argentina.

    Ushuaia pode ser combinada, por exemplo, com El Calafate, outro destino que conheci e que tem uma proposta completamente diferente.

    Enquanto Ushuaia mistura montanhas, trilhas, navegação e a experiência de estar no extremo sul, El Calafate é muito marcada pelos glaciares e pelo impressionante Perito Moreno.

    Foi em El Calafate que fiz um passeio de 4×4 com visita a sítios arqueológicos e jantar dentro de uma caverna.

    Também conheci o Parque Nacional Los Glaciares e fiz um minitrekking sobre o Glaciar Perito Moreno.

    E posso dizer uma coisa: se você gosta de destinos de natureza, colocar Ushuaia e El Calafate na mesma viagem pode transformar o roteiro em uma experiência completamente diferente.

    Também é possível pensar em outros destinos argentinos dependendo do tempo disponível e da época da viagem.

    O Instagram exagera sobre Ushuaia?

    Depois de conhecer Ushuaia, eu diria que não exatamente.

    O Instagram não inventou as paisagens.

    Não inventou as montanhas.

    Não inventou o Canal Beagle.

    Não inventou a Laguna Esmeralda.

    Não inventou a experiência de conhecer uma cidade tão distante no extremo sul.

    O problema é que as redes sociais mostram apenas uma parte da história.

    Elas não mostram necessariamente o cansaço depois de uma trilha.

    Não mostram o planejamento das roupas.

    Não mostram o custo dos passeios.

    Não mostram quando o clima muda seus planos.

    Não mostram que uma fotografia de neve pode ter sido tirada em uma época completamente diferente da sua viagem.

    E principalmente:

    não mostram como é estar lá.

    Por isso, se você está pensando em conhecer Ushuaia, minha recomendação é não desistir do destino por achar que as redes sociais exageram.

    Mas também não monte sua viagem baseada apenas no Instagram.

    Pesquise.

    Compare.

    Entenda a época do ano.

    Escolha os passeios de acordo com seu perfil.

    Prepare suas roupas e equipamentos.

    Faça um seguro viagem adequado.

    E deixe espaço para aquilo que nenhuma foto consegue prever.

    Porque, no meu caso, depois de conhecer Ushuaia, posso dizer que a cidade não me pareceu exagerada.

    Ela só é muito mais real do que parece nas fotos.

    E talvez seja justamente isso que faça o destino valer tanto a pena.


    📌 Salve este post para planejar sua viagem para Ushuaia

    Se Ushuaia está na sua lista de destinos, salve este conteúdo para consultar quando começar a montar seu roteiro.

    E se você gosta de viagens pela Argentina, vale também conhecer minha experiência em El Calafate, no Perito Moreno, além de outros conteúdos sobre destinos de neve e viagens internacionais que estou compartilhando aqui no blog.

    Porque viajar não precisa ser apenas chegar ao destino.

    É também entender o que realmente vale a pena, evitar perrengues desnecessários e aproveitar melhor cada experiência.

    Em minhas redes sociais sempre tem atualização e dicas em tempo real. No meu canal no Youtube também posto os relatos das viagens, então quero te ver lá também:

    Instagram: @pattycampossilva / @passepasseando

    Youtube: Passe Passeando

    Fale conosco: contato@passepasseando.com.br

    Read more: Ushuaia Vale a Pena? O Que Fazer e Quando Ir
  • Trem do Fim do Mundo: Preço, História e Dicas para Ushuaia)

    Trem do Fim do Mundo: Preço, História e Dicas para Ushuaia)

    Trem do Fim do Mundo em Ushuaia: história, preços atualizados, horários e como foi nossa experiência pegando o trem com neve caindo.

    Arquivo acervo pessoal

    Hoje vou contar nossa experiência com esse passeio que super recomendo, tenho post completo sobre Ushuaia aqui, se não viu ainda veja!!
    A agência nos buscou por volta das 6h da manhã. Chegamos à estação e já caía uma tímida neve — nossa primeira experiência com neve caindo naquela viagem, e confesso que ficamos completamente empolgados, ainda meio sonados de tão cedo. A Estação do Fim do Mundo já é linda por si só, e o passeio de trem que se seguiu foi um dos mais especiais de toda a nossa passagem por Ushuaia.

    Neste post, conto como funciona o Trem do Fim do Mundo, sua história curiosa (e um pouco sombria), quanto custa hoje e as dicas práticas para você aproveitar bem esse passeio clássico da cidade.

    Neste post você vai encontrar:

    • A história por trás do trem
    • Como funciona o passeio
    • Quanto custa
    • Horários e duração
    • O que esperar da experiência
    • Dicas práticas
    • Vale a pena?
    • Frequently asked questions

    A história por trás do Trem do Fim do Mundo

    Esse não é um trem turístico qualquer — ele carrega uma história real e bastante particular da cidade. A origem de Ushuaia está diretamente ligada a um presídio, o mais isolado de toda a Argentina, criado no final do século XIX. Para lá eram enviados criminosos considerados de alta periculosidade, em meio ao frio extremo e aos cenários inóspitos da Terra do Fogo — tudo pensado propositalmente para dificultar ao máximo qualquer tentativa de fuga.

    Os presidiários acabaram sendo responsáveis por boa parte da construção da cidade — pontes, edifícios públicos, obras no cais — e também pela ferrovia que hoje dá nome ao passeio turístico. Os últimos 7 km da rota original eram o trajeto que os presos faziam para o trabalho de tala de árvores na floresta, décadas atrás.

    Hoje, o trem até brinca com essa história: é comum encontrar atores vestidos com uniformes listrados de presidiário, posando para fotos com os turistas ao longo do percurso — um contraste curioso entre o passado sombrio e o clima leve e turístico de hoje.

    Se você quiser se aprofundar ainda mais nessa história antes ou depois do passeio de trem, vale complementar com uma visita ao Museu Marítimo e Presídio do Fim do Mundo, que fica no centro da cidade — foi o que fizemos, e ajudou muito a entender o contexto por trás de tudo que vimos depois no trem.


    Como funciona o passeio

    O trem sai da Estação do Fim do Mundo, percorrendo os 7 km da rota original através do Parque Nacional Tierra del Fuego, seguindo ao longo do Rio Pipo. No meio do trajeto, há uma parada na Estação Macarena, de cerca de 15 minutos, para fotos e uma visita rápida.

    Arquivo acervo pessoal

    A bordo, o passeio conta com narração em áudio por fones individuais — inclusive em português —, contando a história do presídio, dos presidiários e da construção da própria ferrovia. É bem emocionante ouvir esse contexto histórico enquanto o trem atravessa aquela paisagem que, no nosso caso, ainda estava recebendo uma leve nevasca.

    Importante: o ingresso ao Parque Nacional Tierra del Fuego geralmente não está incluído no valor do bilhete do trem — é uma cobrança separada, obrigatória para quem embarca, já que o trajeto passa por dentro do parque.

    Quanto custa

    Os preços na Argentina mudam com frequência, por isso fiz um post sobre o câmbio na Argentina aqui, recomendo a leitura, mas para você ter uma referência: em julho de 2026, o ticket normal para adultos custava cerca de 70.000 ARS (por volta de R$ 240), e o ticket premium saía por cerca de 217.000 ARS (por volta de R$ 750). Esses valores não incluem a entrada do Parque Nacional, que é cobrada à parte.

    Para famílias, vale destacar: crianças de até 3 anos costumam viajar gratuitamente, e de 4 a 12 anos costuma haver o pagamento de meia passagem.

    Dica prática: compare as classes disponíveis (turística, premium) antes de decidir — a diferença de conforto entre elas pode ser significativa, dependendo da época do ano e da lotação do trem.

    Horários e duração

    As saídas costumam acontecer diariamente, em horários típicos como 9h30, 12h e 15h — mas isso pode variar conforme a época do ano, então vale confirmar antes de ir. O percurso total dura entre 1h45 e 2h, considerando a parada na Estação Macarena.

    Recomendamos chegar com pelo menos 30 minutos de antecedência ao horário de embarque, já que a estação também tem uma cafeteria e uma lojinha de souvenirs para aproveitar enquanto aguarda.


    O que esperar da experiência

    Arquivo acervo pessoal

    Vale ir com expectativas realistas: o trem é um passeio de ritmo tranquilo, não uma trilha ou aventura radical. A paisagem ao longo do trajeto é bonita — floresta, o Rio Pipo, montanhas ao fundo — mas o ritmo é lento, e alguns visitantes relatam que a volta pode parecer repetitiva, já que percorre a mesma paisagem em sentido contrário.

    Para nós, especialmente com a neve caindo naquela manhã, a experiência foi mágica — mas é justo dizer que parte do encanto teve a ver com a sorte do clima daquele dia específico. Mesmo em dias sem neve, a combinação da narração histórica com a paisagem da Terra do Fogo já torna o passeio válido.

    Os vagões costumam ser relativamente estreitos, então se você estiver com um grupo grande, pode ser um pouco mais apertado do que imagina — vale ter isso em mente, principalmente se viajar com idosos que precisem de mais espaço para se acomodar.


    Dicas práticas

    • Reserve com antecedência na alta temporada (outubro a março). Os horários costumam esgotar rápido, principalmente nas classes turística e superior.
    • Combine o passeio com uma visita ao Parque Nacional, já que o trem já te deixa dentro dele — muita gente aproveita a parada final para explorar trilhas curtas, mirantes e lagos ali mesmo.
    • O pagamento costuma ser exigido apenas em pesos, então tenha dinheiro em espécie disponível se for pagar ingressos complementares (como o do Parque Nacional) diretamente no local.
    • O trem funciona o ano inteiro, inclusive em dias de neve ou chuva leve — então não é necessário se preocupar com cancelamento por causa do clima, como pode acontecer em outros passeios de Ushuaia.
    • É uma ótima opção para todas as idades, incluindo crianças pequenas e idosos — as passarelas são seguras e o trem é confortável, mesmo sem ser um passeio fisicamente exigente.

    Vale a pena?

    Arquivo acervo pessoal

    Na nossa experiência, sim — principalmente pela combinação da história curiosa do presídio com a paisagem da Terra do Fogo. É importante, porém, ajustar as expectativas: não é um passeio de grandes emoções ou paisagens dramáticas o trajeto inteiro, mas sim uma experiência tranquila, educativa e visualmente bonita, especialmente se você pegar como nós, com neve caindo.

    Se seu tempo em Ushuaia for bem limitado, vale pesar esse passeio contra outros, como o Canal Beagle ou o Glaciar Martial, que trazem uma experiência um pouco mais intensa. Mas se você tem interesse em história, ou está viajando com crianças e idosos que talvez prefiram algo mais tranquilo, o Trem do Fim do Mundo entrega exatamente essa experiência.

    Trem do Fim do Mundo dentro do roteiro completo

    No nosso caso, esse passeio funcionou bem como o programa da manhã, já que a agência nos buscou bem cedo e nos deixou de volta no centro por volta das 13h — deixando a tarde inteira livre para outro passeio, que acabou sendo a visita ao Glaciar Martial. Se você está organizando seu próprio roteiro em Ushuaia, essa combinação de meio período de manhã com o trem, seguido de um passeio mais curto à tarde, funciona muito bem para aproveitar melhor cada dia na cidade.


    Frequently asked questions

    Quanto custa o Trem do Fim do Mundo em Ushuaia? Os valores mudam com frequência devido à inflação argentina, dá uma olhada nesse post sobre o câmbio na Argentina para entender melhor, mas em julho de 2026 o ticket normal para adultos custava cerca de 70.000 ARS, e o premium cerca de 217.000 ARS — sem incluir a entrada do Parque Nacional, cobrada separadamente.

    O ingresso do Parque Nacional está incluído no bilhete do trem? Geralmente não. É uma cobrança separada, obrigatória para quem embarca no trem, já que o trajeto passa por dentro do Parque Nacional Tierra del Fuego.

    Quanto tempo dura o passeio de trem? Entre 1h45 e 2h, incluindo uma parada de cerca de 15 minutos na Estação Macarena.

    O Trem do Fim do Mundo funciona o ano todo? Sim, opera o ano inteiro, inclusive em dias de neve ou chuva leve.

    Vale a pena para quem está com pouco tempo em Ushuaia? Depende do seu perfil de viagem. É uma ótima opção para famílias com crianças ou idosos, ou para quem se interessa por história. Se você prefere passeios mais intensos e tem pouco tempo, talvez valha priorizar o Canal Beagle ou o Glaciar Martial.


    Em minhas redes sociais sempre tem atualização e dicas em tempo real. No meu canal no Youtube também posto os relatos das viagens, então quero te ver lá também:

    Instagram: @pattycampossilva / @passepasseando

    Youtube: Passe Passeando

    Fale conosco: contato@passepasseando.com.br

    Read more: Trem do Fim do Mundo: Preço, História e Dicas para Ushuaia)
  • Canal Beagle em Ushuaia: Passeio de Barco, Preço e Vale a Pena?

    Canal Beagle em Ushuaia: Passeio de Barco, Preço e Vale a Pena?

    Passeio pelo Canal Beagle em Ushuaia: preços, duração, o que ver e como foi avistar baleias na nossa navegação. Dicas reais e atualizadas.

    Arquivo acervo pessoal

    Esse foi o passeio que eu estava mais ansiosa para fazer logo no nosso primeiro dia inteiro em Ushuaia. Compramos o ingresso ainda pela manhã, andando pela orla, e passamos o resto do período até a tarde contando os minutos. E valeu cada segundo de expectativa: no meio da navegação, avistamos baleias — um momento que parou todo mundo no barco, com celular em punho e aquela cara de “não acredito que estou vendo isso ao vivo”.

    Neste post, conto como funciona o passeio de navegação pelo Canal Beagle, quanto custa, o que dá para ver ao longo do trajeto e as dicas práticas que valem a pena saber antes de reservar o seu.

    Neste post você vai encontrar:

    • O que é o Canal Beagle
    • Como funciona o passeio
    • Quanto custa
    • O que dá para ver: fauna e pontos turísticos
    • Avistamento de baleias: dá para garantir?
    • Dicas práticas para o passeio
    • Vale a pena?
    • Frequently asked questions

    O que é o Canal Beagle

    Arquivo acervo pessoal

    O Canal Beagle é um estreito que corta a região da Terra do Fogo, fazendo a divisa natural entre Argentina e Chile e conectando os oceanos Atlântico e Pacífico. Ele banha toda a extensão da cidade de Ushuaia, e — detalhe curioso — costuma ser a primeira coisa que os turistas veem pela janela do avião, ainda antes de pousar.

    Navegar por ele é considerado um dos passeios mais tradicionais da cidade, e não é para menos: além da paisagem — com a cordilheira ao fundo e a cidade vista de outro ângulo —, o canal abriga uma fauna riquíssima, com lobos-marinhos, aves diversas e, em dias de sorte, baleias.


    Como funciona o passeio

    O embarque acontece direto no porto turístico de Ushuaia, bem próximo ao centro da cidade — o que facilita bastante a logística, já que dá para ir a pé desde a maioria das hospedagens na região central.

    A maior parte dos passeios é feita em catamarãs com área fechada e aquecida, além de banheiro e cafeteria a bordo (consumo à parte, na maioria dos casos). Alguns roteiros também têm guia por áudio, explicando os pontos de parada e a fauna avistada ao longo do trajeto.

    Duração: varia bastante conforme o roteiro escolhido — de passeios mais curtos, de cerca de 2h30, até roteiros combinados de dia inteiro, incluindo caminhada na Ilha Bridges ou visita à Estância Harberton, que podem chegar a 5 horas ou mais.

    Quanto custa

    Os valores variam bastante conforme a duração e o tipo de roteiro escolhido — de passeios mais simples, a partir de cerca de US$ 65, até roteiros mais completos de dois dias, incluindo visita ao Parque Nacional da Terra do Fogo, que podem passar de US$ 380.

    Para famílias, vale destacar: a maioria das operadoras oferece desconto por faixa etária — crianças de 0 a 3 anos costumam não pagar, e crianças de 4 a 11 anos costumam ter cerca de 50% de desconto sobre o valor cheio. A partir dos 12 anos, geralmente já é cobrado o valor integral.

    Dica prática: compare pacotes entre diferentes operadoras antes de fechar — alguns incluem parada na Ilha Bridges para uma caminhada curta (quando as condições climáticas permitem), o que agrega bastante à experiência sem custo muito maior.


    O que dá para ver: fauna e pontos turísticos

    Arquivo acervo pessoal

    Ao longo da navegação, os pontos mais comuns de parada e observação incluem:

    Arquivo acervo pessoal
    • Farol Les Eclaireurs, conhecido popularmente como o “Farol do Fim do Mundo” — um dos pontos mais fotografados do passeio
    • Ilha Bridges, onde alguns roteiros incluem uma caminhada curta, dependendo das condições climáticas do dia

    Além disso, é comum avistar cormorões, leões-marinhos e, em alguns passeios mais completos, até pinguins nadando — embora a caminhada entre pinguins propriamente dita costume ser vendida como um passeio separado, geralmente combinado com a Isla Martillo.

    Avistamento de baleias: dá para garantir?

    Aqui vai uma dose de honestidade: não é possível garantir o avistamento de baleias. Nós tivemos sorte — foi um dos momentos mais marcantes de toda a viagem, ver aquelas baleias subindo à superfície para respirar, bem próximas do barco.

    Mas essa não é uma experiência garantida em todo passeio. A presença de baleias no Canal Beagle depende de fatores sazonais e de pura sorte no dia. Se você está indo especificamente pela chance de ver baleias, vale perguntar à operadora sobre a frequência recente de avistamentos, mas tenha em mente que é um bônus, não uma garantia do passeio.


    Dicas práticas para o passeio

    • Escolha uma embarcação com área fechada. Ushuaia é uma cidade fria mesmo fora do inverno, e o vento sobre o canal intensifica ainda mais a sensação térmica. Área fechada e aquecida faz muita diferença no conforto do passeio.
    • Vá bem agasalhado de qualquer forma, mesmo optando pela área interna — sempre vale a pena sair para o deque externo nos melhores momentos de fotos e avistamento.
    • Os passeios são diários, mas dependem do clima. Roteiros podem sofrer alteração parcial ou até cancelamento por questões climáticas ou mecânicas — vale ter isso em mente na hora de organizar o restante do roteiro do dia.
    • Compre o ingresso com alguma antecedência, principalmente na alta temporada (novembro a março, ou junho a agosto). Fora desses períodos, como fizemos, é tranquilo comprar já na própria cidade, direto na orla.
    • Leve a câmera com bateria carregada. Entre a paisagem, a fauna e um possível avistamento de baleias, é fácil gastar bateria rápido demais no meio do passeio.

    Vale a pena?

    Sem dúvida, sim. Independentemente do tempo que você tiver disponível em Ushuaia, recomendamos não deixar de fazer esse passeio. Mesmo sem o bônus das baleias, a paisagem do canal, a fauna marinha e a vista da cidade a partir da água já valem a experiência — e com sorte, como tivemos, o passeio pode se tornar um dos pontos mais marcantes de toda a viagem.

    Canal Beagle x outros passeios de Ushuaia

    Se você está tentando montar seu roteiro e decidir quais passeios priorizar, vale colocar o Canal Beagle entre os primeiros da lista — ele é relativamente acessível em termos de esforço físico (diferente de trilhas como a da Laguna Esmeralda) e funciona bem tanto para famílias com crianças pequenas quanto para grupos com idosos, já que não exige nenhum preparo físico especial.

    Comparado a outros passeios clássicos da cidade, como o Trem do Fim do Mundo ou a visita ao Glaciar Martial, o Canal Beagle tem a vantagem de reunir paisagem, história e fauna num único programa — o que o torna uma ótima escolha para quem tem poucos dias na cidade e precisa priorizar.

    Melhor época para o passeio

    Os passeios pelo Canal Beagle acontecem o ano todo, mas a experiência muda bastante conforme a estação. No verão (dezembro a março), os dias são mais longos e as temperaturas mais amenas, o que facilita a permanência no deque externo por mais tempo. No outono e inverno, como foi nossa viagem em maio, o frio é mais intenso, mas as paisagens ganham um charme especial, com neve nas montanhas ao redor do canal — e a vantagem extra de menos turistas, o que costuma facilitar tanto a compra do ingresso quanto o conforto a bordo, com embarcações menos cheias.


    Frequently asked questions

    Quanto custa o passeio pelo Canal Beagle em Ushuaia? Os valores variam de cerca de US$ 65, em passeios mais curtos, até mais de US$ 380 em roteiros de dois dias com visita ao Parque Nacional da Terra do Fogo. A maioria dos passeios tradicionais de meio período fica numa faixa intermediária.

    Dá para ver baleias no passeio do Canal Beagle? É possível, mas não garantido — depende de fatores sazonais e sorte no dia da navegação. Nós tivemos a sorte de avistar baleias durante nosso passeio.

    Quanto tempo dura o passeio pelo Canal Beagle? Varia entre 2h30 e 5 horas, dependendo do roteiro escolhido. Passeios combinados, com caminhada na Ilha Bridges ou visita a estâncias, tendem a durar mais.

    Precisa reservar o passeio com antecedência? Na alta temporada (novembro a março ou junho a agosto), recomendamos reservar com antecedência. Fora desses períodos, como foi nossa experiência em maio, é tranquilo comprar o ingresso já na própria cidade.Crianças pagam o valor integral no passeio? Normalmente não. Crianças de 0 a 3 anos costumam não pagar, e de 4 a 11 anos costumam ter cerca de 50% de desconto. A partir de 12 anos, o valor integral costuma ser cobrado.

    Em minhas redes sociais sempre tem atualização e dicas em tempo real. No meu canal no Youtube também posto os relatos das viagens, então quero te ver lá também:

    Instagram: @pattycampossilva / @passepasseando /

    Youtube: Passe Passeando

    Fale conosco: contato@passepasseando.com.br

  • Ushuaia: Roteiro Completo, O Que Fazer e Quantos Dias Ficar

    Ushuaia: Roteiro Completo, O Que Fazer e Quantos Dias Ficar

    Roteiro real de Ushuaia, a cidade do fim do mundo: como chegar, onde ficar, passeios e dicas de quem planejou essa viagem por 2 anos.

    Arquivo – acervo pessoal

    Se você já leu a história de como essa viagem começou, sabe que Ushuaia não foi só mais um destino no mapa — foi o lugar que escolhi para provar a mim mesma que eu era capaz de realizar um sonho sozinha. No fim, fui acompanhada do meu marido, Gustavo, mas a intenção e o planejamento inteiro nasceram de um desejo solo, pesquisado e sonhado por dois anos inteiros antes de finalmente acontecer.

    Neste post, reúno o roteiro completo de Ushuaia: como chegamos, onde ficamos, os passeios que fizemos e tudo que vivemos na cidade mais ao sul do continente — a cidade do fim do mundo.

    Neste post você vai encontrar:

    • Como chegar a Ushuaia (voos e conexão em Buenos Aires)
    • Câmbio: como levamos dinheiro para a viagem
    • Chegada e primeira noite na cidade
    • Onde ficamos
    • Passeio de navegação pelo Canal Beagle
    • Museu do Presídio
    • Trem do Fim do Mundo
    • Glaciar Martial
    • Trilha da Laguna Esmeralda
    • Quando ir: temporada em Ushuaia
    • Frequently asked questions

    Como chegar a Ushuaia

    Existe voo direto do Brasil para Ushuaia, mas a nossa opção foi fazer conexão em Buenos Aires. Voamos pela GOL, em parceria com a Aerolíneas Argentinas, com conexão no aeroporto AEP (Aeroparque Jorge Newbery), o aeroporto doméstico da cidade.

    Dica prática: o ideal é ter pelo menos 4 horas de intervalo entre os voos na conexão, para não correr risco em caso de atrasos — foi a margem que deixamos, e funcionou bem tranquilo.

    Câmbio: como levamos dinheiro para a viagem

    Ainda no aeroporto de Buenos Aires, fomos até o Banco Nación para trocar alguns reais por pesos argentinos. Na Argentina, cartão também é bem aceito, mas ainda costuma valer mais a pena trocar dinheiro em espécie — não necessariamente em bancos ou casas de câmbio tradicionais. Como precisávamos chegar em Ushuaia já com alguns pesos na mão, fizemos essa primeira troca ali mesmo no aeroporto.

    Esse é um assunto que merece bastante atenção — tem toda uma lógica de câmbio na Argentina, incluindo as vantagens e desvantagens de usar a Western Union, que uso e recomendo há anos nas minhas viagens pela Argentina. Detalho tudo isso neste post específico sobre câmbio na Argentina

    Chegada e primeira noite em Ushuaia

    Chegamos à noite em Ushuaia — uma noite fria de maio, com uma leve garoa. O aeroporto já é um charme por si só: construção de madeira, pequeno, mas super aconchegante. Na saída, é fácil conseguir táxi, com valores tabelados.

    A cidade recebe muitos turistas brasileiros, assim como em boa parte da Argentina, o que facilita bastante a comunicação.

    Escolhemos uma hospedagem pelo Booking, bem próxima ao centro — a apenas duas ruas da Avenida San Martín, a rua principal, que concentra agências de turismo, lojas de suvenir e boa parte do movimento da cidade.

    Arquivo – acervo pessoal

    Nessa primeira noite, só guardamos as malas e saímos para explorar a rua principal e tomar um vinho, relaxando da viagem. Andando pela San Martín, eu mal acreditava que estava ali — no lugar que eu tanto sonhei, tanto planejei. Já tinha pesquisado tanto, assistido tantos vídeos, que aquela rua já parecia familiar, como se eu já tivesse estado ali antes.

    A manhã seguinte: as montanhas de Ushuaia

    Na manhã seguinte, eu queria muito ver o nascer do sol — que, nessa época do ano (outono), acontece quase às 9h da manhã. Como chegamos à noite, não tínhamos visto muita coisa da cidade ainda. Mas pela manhã, dava para ver, em todas as direções, montanhas e mais montanhas nevadas.

    Que cidade linda! É impressionante a quantidade de montanhas próximas à cidade — parecem coladas, de tão perto que estão.

    Arquivo – acervo pessoal

    Fomos caminhar pela orla, admirando tudo. Aproveitamos para ir à Western Union trocar mais dinheiro, e passamos no mercado para comprar alguns lanchinhos para levar nos passeios e comer na hospedagem.

    Tenho post dedicado a explicar como funciona o câmbio na Argentina aqui.

    Ainda na orla, já compramos o ingresso para o passeio de navegação pelo Canal Beagle, que eu estava ansiosa para fazer logo naquela tarde. Conto essa experiência com todos os detalhes aqui, e você pode reservar o mesmo passeio aqui diretamente no melhor site de experiências pelo mundo, Get Your Guide.

    Museu do Presídio

    Aproveitamos a manhã livre para visitar o Museu do Presídio, que fica bem próximo ao centro. Vale muito a pena — aprendemos e conhecemos bastante sobre a história da cidade, que está diretamente ligada à antiga colônia penal que deu origem a Ushuaia.

    Também passamos por algumas agências para escolher os demais passeios da viagem, já que não tínhamos fechado nada ainda no Brasil. Isso porque maio não é alta temporada em Ushuaia — a alta temporada vai de novembro a março (verão) e de junho a agosto (inverno, temporada de neve). Se você for viajar num desses períodos, recomendo fechar alguns passeios com antecedência, já que a procura é bem maior.

    Fechamos, para os próximos dias, o Trem do Fim do Mundo e um passeio de mini-trekking em El Calafate, nosso próximo destino na sequência da viagem.

    Passeio de navegação pelo Canal Beagle

    À tarde, fizemos o passeio de navegação pelo Canal Beagle — e foi incrível. Chegamos a avistar baleias durante o trajeto! Foi um dos pontos altos da viagem inteira, e [detalho toda a experiência neste post específico].

    Depois do passeio de barco, fomos descansar na hospedagem, já que na manhã seguinte seria o dia do Trem do Fim do Mundo, e a agência passaria bem cedo para nos buscar.

    Trem do Fim do Mundo

    A agência nos buscou por volta das 6h da manhã. Chegamos à estação e já caía uma tímida neve — nossa primeira experiência com neve caindo naquela viagem, e ficamos super empolgados. A estação em si já é linda, e o passeio foi maravilhoso. [Detalho toda a experiência e a história por trás do trem neste post].

    Glaciar Martial

    Esse passeio de meio dia terminou por volta das 13h, quando a agência nos deixou de volta no centro da cidade. Como tínhamos a tarde livre, tive a ideia de pegar um táxi e visitar o Glaciar Martial, uma montanha bem próxima da cidade — cerca de 15 minutos de táxi, e já estávamos na entrada da trilha, em frente a uma charmosa casa de chá que fica no alto da montanha.

    Foi ali que começamos a ver neve de verdade. Foi um fim de tarde cheio de experiências, que [relato com todos os detalhes neste post].

    Para voltar à cidade, foi bem tranquilo — havia táxi disponível, e retornamos à hospedagem. Jantamos num restaurante com parrilla que o taxista local indicou, e amamos a experiência.

    Trilha da Laguna Esmeralda

    Nosso último dia inteiro em Ushuaia foi dedicado à trilha para a Laguna Esmeralda. Quando eu pensava em fazer essa viagem sozinha, esse era um dos lugares que eu mais queria conhecer — mas, planejando ir sem companhia, acabei tirando essa trilha do roteiro por insegurança, mesmo sabendo que existia a possibilidade de ir com agência.

    Como no fim das contas fui acompanhada pelo meu marido, a trilha voltou com tudo para o roteiro. Esse é mais um daqueles lugares que pesquisei tanto, vi tantos vídeos, que parecia que eu já conhecia como a palma da minha mão.

    Pegamos um transfer na orla que nos deixou na entrada da trilha. Decidimos arriscar ir sem guia — não recomendo essa escolha, e [conto o porquê, com toda a experiência e o que poderia ter dado errado, neste post específico].

    Mesmo assim, deu tudo certo e foi perfeito. O caminho, de aproximadamente 5km, é relativamente tranquilo, mas impressionantemente lindo. A laguna estava parcialmente congelada — maio é outono na região, e o frio só aumenta a partir dali. O retorno dos 5km foi tão bom quanto a ida, e ao chegar ao final da trilha, esperamos um pouco até que chegasse o transfer de volta à cidade, que já tem horários pré-definidos.

    De volta à cidade, fomos direto descansar — o dia tinha sido bem intenso.

    Último dia: San Martín e despedida

    Nosso voo saía por volta das 11h do último dia. Aproveitamos a manhã para voltar à San Martín, comprar as últimas lembrancinhas, e seguimos para El Calafate, nosso próximo destino — [que vocês vão conhecer em detalhes aqui].


    Quando ir a Ushuaia: entendendo a temporada

    Fomos em maio, no outono, fora da alta temporada. Isso trouxe vantagens (menos gente, mais facilidade para fechar passeios na própria cidade) e algumas particularidades (nem tudo estava tão nevado quanto seria no inverno). A alta temporada em Ushuaia se divide em dois momentos: novembro a março, verão no hemisfério sul, e junho a agosto, inverno e temporada de neve mais intensa. Se você for viajar nesses períodos, vale fechar alguns passeios com antecedência, já que a procura aumenta bastante.

    Arquivo – acervo pessoal

    Frequently asked questions

    Vale a pena fazer conexão em Buenos Aires para chegar a Ushuaia? Existe voo direto do Brasil, mas a conexão em Buenos Aires também funciona bem, especialmente se você já planeja aproveitar para trocar dinheiro ou conhecer um pouco da cidade durante a escala. O importante é deixar uma margem segura entre os voos — recomendamos pelo menos 4 horas.

    Precisa fechar os passeios de Ushuaia com antecedência? Depende da época. Fora da alta temporada (como fizemos, em maio), é tranquilo fechar tudo já na cidade, direto nas agências. Na alta temporada (novembro a março ou junho a agosto), vale reservar com mais antecedência.

    Dá para fazer a trilha da Laguna Esmeralda sem guia? É possível, mas não recomendamos — no post específico sobre essa trilha, explico os riscos e o que poderia ter dado errado com a gente.

    Vale a pena visitar o Glaciar Martial? Sim, principalmente se você tiver uma tarde livre na cidade. Fica bem próximo do centro (cerca de 15 minutos de táxi) e já entrega neve de verdade e paisagens lindas, sem precisar de um dia inteiro de passeio.

    Em minhas redes sociais sempre tem atualização e dicas em tempo real. No meu canal no Youtube também posto os relatos das viagens, então quero te ver lá também: Instagram: @pattycampossilva / @passepasseando /
    Youtube: Passe Passeando
    Fale conosco: contato@passepasseando.com.br