Tag: Ushuaia

  • Trem do Fim do Mundo em Ushuaia: Vale a Pena? Preço e Relato

    Trem do Fim do Mundo em Ushuaia: Vale a Pena? Preço e Relato

    Sim! E talvez essa não seja a resposta que muita gente espera quando começa a pesquisar se o passeio realmente vale a pena.

    Antes de viajar para Ushuaia, eu também fiquei naquela dúvida: será que esse é um daqueles passeios que parecem incríveis nas fotos, mas que, quando chegam na hora, são apenas uma atração turística cara?

    Afinal, estamos falando de um trem.

    Um trem antigo, em uma região conhecida como o “fim do mundo”, passando por paisagens bonitas e carregando uma história bastante particular.

    Mas será que isso é suficiente para justificar colocar o passeio no roteiro?

    Depois de fazer o passeio durante minha viagem para Ushuaia, minha resposta é sim, eu faria novamente.

    Só que existe uma diferença importante entre dizer “vale a pena” e dizer que esse é obrigatoriamente o melhor passeio de Ushuaia.

    Não acho que seja.

    Na minha opinião, o Trem do Fim do Mundo vale a pena pelo conjunto da experiência: a história, a paisagem, o simbolismo de estar naquele lugar e a própria sensação de percorrer uma antiga ferrovia em uma das regiões mais ao sul do planeta.

    E é justamente isso que quero contar neste post.

    Não quero apenas repetir informações que você encontra em qualquer site de turismo.

    Quero contar como eu enxerguei o passeio depois de ter estado lá.


    O que é o Trem do Fim do Mundo?

    O Trem do Fim do Mundo, em Ushuaia, é uma das atrações turísticas mais conhecidas da cidade.

    O passeio está relacionado à história do antigo presídio de Ushuaia e à ferrovia utilizada pelos presos para transportar madeira e outros materiais.

    E foi justamente essa parte histórica que fez o passeio ter um significado diferente para mim.

    Antes de viajar, eu imaginava que seria basicamente um trem turístico passando por uma paisagem bonita.

    Mas, quando você conhece um pouco da história por trás daquela ferrovia, começa a olhar para o passeio de outra maneira.

    Você não está simplesmente entrando em um trem antigo.

    Está percorrendo um caminho que faz parte da história de Ushuaia.

    E isso, para mim, muda bastante a experiência.


    Mas o Trem do Fim do Mundo é realmente bonito?

    É.

    Só que eu não iria para Ushuaia esperando encontrar um cenário congelado durante todo o trajeto.

    Essa é uma expectativa que as redes sociais podem criar.

    Ushuaia tem paisagens impressionantes, mas a aparência da região muda de acordo com a estação do ano, as condições climáticas e o momento da viagem.

    Durante o passeio, o trem atravessa uma paisagem cercada por natureza, com montanhas, vegetação, rios e áreas que remetem à antiga ferrovia.

    E existe uma coisa que fotografia nenhuma consegue reproduzir direito:

    a sensação de estar ali.

    Talvez pareça clichê, mas é verdade.

    Você olha pela janela e pensa:

    “Eu realmente vim parar no fim do mundo.”

    E esse sentimento faz parte da experiência.


    Eu achei o passeio muito turístico?

    Sim.

    E não vejo isso necessariamente como algo ruim.

    O Trem do Fim do Mundo é uma atração turística.

    Ele foi criado para receber visitantes e contar parte da história da região.

    Então, se você estiver procurando uma experiência totalmente selvagem, isolada e sem estrutura turística, provavelmente esse não é o passeio que você está procurando.

    Agora, se a ideia é conhecer Ushuaia, entender um pouco da história local e ainda passar por uma paisagem muito bonita, eu considero uma boa escolha.

    Na minha viagem, eu não quis escolher apenas atividades de aventura.

    Eu queria conhecer diferentes lados do destino.

    E foi justamente por isso que gostei de combinar o trem com outras experiências.

    Fiz a navegação pelo Canal Beagle, conheci o Glaciar Martial, fiz a Laguna Esmeralda e também visitei o Museu do Presídio.

    Cada passeio tinha uma proposta diferente.

    E isso deixou minha experiência em Ushuaia muito mais completa.


    A história do Trem do Fim do Mundo faz diferença?

    Para mim, faz muita diferença.

    Se eu simplesmente embarcasse sem saber absolutamente nada sobre a história da ferrovia, talvez eu enxergasse o passeio apenas como um trem turístico bonito.

    Mas quando você entende que aquele caminho está relacionado ao antigo sistema penitenciário de Ushuaia, a viagem ganha outra dimensão.

    O presídio tinha uma relação direta com a construção e utilização da ferrovia.

    Os presos eram utilizados em diferentes trabalhos, incluindo atividades ligadas à extração de madeira.

    Por isso, o trem não é apenas uma atração criada do nada para turistas.

    Ele está conectado à história da cidade.

    E eu acho que esse é justamente um dos motivos que fazem o passeio funcionar tão bem para quem gosta de conhecer um destino além das fotografias.


    Quanto tempo dura o passeio?

    A duração pode variar conforme o roteiro e a operação escolhida, então eu recomendo conferir as informações atualizadas no momento da reserva.

    Mas uma coisa é importante para quem está montando um roteiro em Ushuaia:

    não pense apenas no tempo dentro do trem.

    Você precisa considerar o deslocamento até a estação, o horário de embarque e o restante do seu planejamento naquele dia.

    Isso parece óbvio, mas é justamente o tipo de detalhe que pode fazer diferença quando você está tentando encaixar vários passeios em poucos dias.

    Eu prefiro sempre deixar uma margem de tempo.

    Principalmente em destinos de natureza.

    O clima pode mudar.

    Um passeio pode atrasar.

    Um deslocamento pode levar mais tempo do que você imaginava.

    E ninguém merece passar as férias correndo de um lugar para outro só para cumprir uma lista de atrações.


    Trem do Fim do Mundo vale a pena?

    Para mim, sim.

    Mas vou colocar de uma maneira ainda mais prática.

    Eu faria novamente se:

    • fosse minha primeira viagem para Ushuaia;
    • gostasse de história;
    • quisesse conhecer uma atração tradicional da cidade;
    • gostasse de paisagens naturais;
    • estivesse viajando em família;
    • quisesse uma atividade que não exigisse o mesmo esforço físico de uma trilha;
    • tivesse interesse em entender melhor a relação entre o antigo presídio e a ferrovia.

    Talvez eu não priorizasse se:

    • tivesse pouquíssimo tempo em Ushuaia;
    • meu objetivo principal fosse fazer apenas trilhas e atividades de aventura;
    • já tivesse feito o passeio anteriormente e precisasse escolher entre ele e uma experiência completamente nova.

    Essa é a minha opinião depois de ter feito o passeio.

    E acho importante deixar isso claro porque “vale a pena” é uma resposta muito pessoal.

    O que eu considero imperdível pode não ser prioridade para outra pessoa.


    Eu faria o Trem do Fim do Mundo ou a Laguna Esmeralda?

    Essa é uma comparação interessante.

    Porque são experiências completamente diferentes.

    A Laguna Esmeralda envolve trilha, esforço físico, contato mais intenso com a natureza e uma sensação maior de aventura.

    Já o Trem do Fim do Mundo é uma experiência mais tranquila, histórica e contemplativa.

    Se eu tivesse que escolher apenas um, dependeria muito do perfil da pessoa.

    Para alguém apaixonado por trilhas, talvez a Laguna Esmeralda seja mais interessante.

    Para quem gosta de história, paisagens e quer uma atividade mais confortável, eu escolheria o trem.

    No meu caso, eu não precisei escolher.

    E ainda bem.

    Porque uma das coisas que mais gostei em Ushuaia foi justamente poder experimentar propostas diferentes.


    E se eu estiver viajando com crianças?

    Essa é outra situação em que eu considero o trem uma opção interessante.

    Nem todo mundo consegue ou quer fazer trilhas longas durante uma viagem.

    Crianças pequenas, pessoas mais velhas ou viajantes que não estão acostumados com atividades físicas podem aproveitar muito mais um passeio como o trem.

    Além disso, existe o próprio elemento lúdico.

    A ideia de entrar em um trem chamado Trem do Fim do Mundo já desperta curiosidade.

    E quando você acrescenta a história, as paisagens e o contexto da viagem, o passeio deixa de ser apenas um deslocamento.

    Vira uma experiência.

    Se você estiver viajando em família, vale apenas conferir as condições atuais do passeio, horários e regras para crianças antes de reservar.


    O que levar para o Trem do Fim do Mundo?

    Aqui entra uma dica que vale não só para o trem, mas para praticamente toda viagem para Ushuaia:

    não confie apenas na previsão de temperatura.

    O frio pode ser influenciado pelo vento e pelas condições do dia.

    Por isso, eu prefiro pensar em roupas por camadas.

    Uma boa combinação pode incluir:

    • roupa térmica;
    • segunda camada para aquecimento;
    • casaco corta-vento ou impermeável;
    • calça confortável;
    • calçado adequado;
    • gorro;
    • luvas;
    • cachecol ou proteção para o pescoço.

    E claro: isso precisa ser adaptado à época do ano.

    Não é porque você vai para Ushuaia que necessariamente precisa comprar um guarda-roupa inteiro de inverno.

    Antes da viagem, eu recomendo verificar o clima esperado e avaliar o que você realmente vai usar.

    Em alguns casos, também pode fazer sentido alugar equipamentos e roupas no destino, especialmente itens específicos para neve ou atividades de aventura.


    Preciso de seguro viagem para Ushuaia?

    Eu considero uma boa ideia viajar com seguro viagem.

    E não apenas por causa do Trem do Fim do Mundo.

    No meu roteiro de Ushuaia, havia navegação, trilha, deslocamentos e atividades em contato com a natureza.

    E, quando uma viagem envolve esse tipo de experiência, eu prefiro não contar com a sorte.

    Seguro viagem não é garantia de que nada vai acontecer.

    É uma forma de ter assistência caso surja algum problema.

    Antes de contratar, é importante verificar as coberturas e as condições específicas da apólice, principalmente se você pretende fazer trilhas ou outras atividades consideradas de aventura.

    Essa é uma daquelas coisas que eu prefiro pagar e não precisar usar.


    E a internet durante a viagem?

    Outro item que entrou no meu planejamento foi a internet.

    Hoje, eu considero chip internacional ou eSIM uma facilidade enorme em viagens internacionais, sempre uso e recomendo da Airalo e tenho cupom para vocês – PATRIC28900

    Em Ushuaia, ter conexão ajuda a consultar mapas, confirmar reservas, pesquisar horários, falar com familiares e acessar informações durante os deslocamentos.

    Mas existe uma regra que eu considero ainda mais importante:

    não dependa exclusivamente da internet para fazer trilhas ou atividades de natureza.

    Se você pretende fazer passeios como a Laguna Esmeralda, por exemplo, é interessante ter informações e mapas disponíveis também de forma offline.

    A conexão pode variar.

    E uma viagem de aventura exige um pouco mais de planejamento.


    O que eu faria diferente se voltasse a Ushuaia?

    Essa talvez seja a parte mais interessante.

    Porque depois que a viagem acaba, a gente começa a perceber pequenas coisas que faria diferente.

    Eu pesquisaria ainda mais os horários e a logística dos passeios antes de montar o roteiro.

    Também reservaria um tempo para simplesmente aproveitar a cidade sem transformar todos os dias em uma sequência de atrações.

    Essa é uma coisa que aprendi viajando:

    não é porque você viajou longe que precisa preencher cada minuto do dia.

    Às vezes, sentar em um lugar, observar a paisagem, tomar alguma coisa quente e simplesmente perceber onde você está também faz parte da viagem.


    Então eu pagaria novamente?

    Pagaria.

    E acho que essa é a melhor resposta que posso dar depois de ter vivido a experiência.

    Eu não sairia dizendo que o Trem do Fim do Mundo é o único passeio que você precisa fazer em Ushuaia.

    Também não diria que ele é necessariamente o mais emocionante.

    Mas ele tem uma combinação que funciona:

    história + paisagem + experiência.

    E, para mim, isso foi suficiente para fazer o passeio valer a pena.

    Se eu voltasse amanhã para Ushuaia e tivesse que montar um novo roteiro, provavelmente tentaria incluir novamente o trem.

    Talvez não exatamente pelo mesmo motivo da primeira vez.

    Na primeira viagem, existe a curiosidade.

    Você quer conhecer o famoso Trem do Fim do Mundo.

    Na segunda, você já sabe o que vai encontrar.

    E justamente por isso pode prestar atenção em outros detalhes.


    Minha conclusão: vale colocar o Trem do Fim do Mundo no roteiro?

    Se essa é sua primeira viagem para Ushuaia, eu colocaria.

    Principalmente se você tiver tempo suficiente para combinar o passeio com outras experiências.

    O Trem do Fim do Mundo não precisa ser o passeio mais radical da sua viagem.

    Ele não precisa disputar com a Laguna Esmeralda.

    Nem com a navegação pelo Canal Beagle.

    Nem com o Glaciar Martial.

    Cada um deles entrega uma experiência diferente.

    E foi justamente essa variedade que fez minha viagem a Ushuaia ser tão especial.

    Eu cheguei ao destino querendo conhecer o famoso “fim do mundo”.

    E voltei com muito mais do que algumas fotos bonitas.

    Voltei com histórias.

    Com experiências que eu ainda lembro.

    E com a certeza de que alguns passeios turísticos são, sim, turísticos — e ainda assim podem valer muito a pena.

    Então, se você me perguntar hoje: “Patty, você pagaria novamente pelo Trem do Fim do Mundo?”

    Minha resposta continua sendo:

    Sim. Eu pagaria novamente.

    E talvez o mais importante seja descobrir se, para você, ele também faria sentido.


    Quer conhecer mais da minha viagem pela Argentina?

    Ushuaia foi apenas uma parte da minha experiência pela Argentina.

    Também conheci El Calafate, onde fiz um passeio de 4×4 com visita a sítios arqueológicos e jantar dentro de uma caverna. Também conheci o Parque Nacional Los Glaciares e tive a experiência de fazer minitrekking sobre o Glaciar Perito Moreno.

    São dois destinos que podem formar uma viagem incrível pela Patagônia Argentina, mas entregam experiências completamente diferentes.

    Em breve, vou contar aqui no blog também se El Calafate realmente vale a pena, como foi caminhar sobre o Perito Moreno e quais experiências eu faria novamente.

    Porque essa é a proposta deste blog:

    não contar apenas o que é bonito nas fotos, mas o que eu realmente achei depois de estar lá.

    Em minhas redes sociais sempre tem atualização e dicas em tempo real. No meu canal no Youtube também posto os relatos das viagens, então quero te ver lá também:

    Instagram: @pattycampossilva / @passepasseando

    Youtube: Passe Passeando

    Fale conosco: contato@passepasseando.com.br

    Read more: Trem do Fim do Mundo em Ushuaia: Vale a Pena? Preço e Relato
  • Ushuaia Vale a Pena? O Que Fazer e Quando Ir

    Ushuaia Vale a Pena? O Que Fazer e Quando Ir

    Ushuaia é tudo isso que o Instagram mostra? Relato real dos passeios, roupas, seguro viagem e o que ninguém conta sobre a cidade do fim do mundo.

    Ushuaia é realmente tudo isso? Antes de conhecer a cidade, essa foi uma das perguntas que eu mais me fiz.

    Nas redes sociais, Ushuaia parece quase um cenário de filme: montanhas enormes, neve, lagos, geleiras, trilhas, barcos navegando pelo Canal Beagle e aquela sensação de estar literalmente no fim do mundo.

    Mas uma coisa é ver tudo isso em fotos e vídeos. Outra é estar lá.

    Depois de conhecer Ushuaia e fazer alguns dos passeios mais conhecidos da região, posso dizer que minha resposta é: sim, Ushuaia é tudo isso — mas não exatamente da maneira que o Instagram mostra.

    A cidade é muito mais do que neve e paisagens bonitas. E, ao mesmo tempo, existem algumas expectativas que podem fazer uma pessoa se decepcionar se chegar ao destino imaginando que encontrará neve em todos os cantos, temperaturas congelantes o tempo inteiro e uma aventura extraordinária em cada esquina.

    Neste post, vou contar como foi minha experiência em Ushuaia, quais passeios fiz, o que realmente achei de cada um e o que eu gostaria de saber antes de viajar.

    Neste post você vai encontrar:

    • Onde fica Ushuaia
    • Ushuaia é realmente tudo isso?
    • Trem do Fim do Mundo: é tudo isso mesmo?
    • Navegação pelo Canal Beagle
    • Glaciar Martial: vale a pena?
    • Laguna Esmeralda: a aventura começa antes de chegar
    • Roupas para Ushuaia
    • Seguro viagem para Ushuaia
    • Chip internacional: vale a pena?
    • Museu do Presídio: o passeio que foge do óbvio
    • Afinal, Ushuaia vale a pena?
    • Quanto tempo ficar em Ushuaia?
    • Dá para combinar Ushuaia com outros destinos da Argentina?
    • O Instagram exagera sobre Ushuaia?

    Onde fica Ushuaia?

    Ushuaia está localizada na Argentina, na região da Terra do Fogo, no extremo sul do país.

    É conhecida mundialmente como “a cidade mais austral do mundo”, e essa característica por si só já faz parte do encanto do destino.

    Quando comecei a pesquisar uma viagem para Ushuaia, confesso que o fato de estar tão distante de tudo também me atraía.

    Não era simplesmente conhecer mais uma cidade argentina.

    Era conhecer um lugar que transmite aquela sensação de estar chegando ao limite do mapa.

    E talvez seja justamente essa sensação que torne Ushuaia tão especial.

    A cidade é cercada por montanhas, florestas, lagos e pelo Canal Beagle. Dependendo da época da viagem, o cenário pode mudar completamente.

    No inverno, a neve transforma a região.

    Em outras épocas do ano, as trilhas, lagos e montanhas ganham outro protagonismo.

    Por isso, uma das primeiras coisas que percebi é que Ushuaia não precisa necessariamente ser uma viagem exclusivamente para quem quer ver neve.

    Ushuaia é realmente tudo isso?

    Depois de conhecer o destino, eu diria que sim.

    Mas existe um detalhe importante: Ushuaia não é um destino que você aproveita apenas olhando a paisagem.

    Grande parte da experiência está nos passeios.

    E foi fazendo esses passeios que comecei a entender por que tanta gente se apaixona pela cidade.

    Eu conheci o Trem do Fim do Mundo, fiz a navegação pelo Canal Beagle, conheci o Glaciar Martial, fiz a trilha da Laguna Esmeralda e também visitei o Museu do Presídio.

    Cada experiência mostrou um lado completamente diferente de Ushuaia.

    E essa variedade foi uma das coisas que mais gostei.

    Trem do Fim do Mundo: é tudo isso mesmo?

    O famoso Trem do Fim do Mundo é provavelmente uma das imagens mais associadas a Ushuaia.

    Antes de viajar, eu tinha aquela expectativa de que seria um passeio bonito, mas talvez apenas turístico.

    E sim, existe uma parte bastante turística.

    Mas o contexto histórico torna a experiência muito mais interessante.

    O trem percorre uma antiga rota relacionada ao presídio de Ushuaia, e durante o passeio é possível conhecer um pouco da história dos antigos presos que eram enviados para aquela região.

    A paisagem também ajuda muito.

    Você passa por áreas de floresta, rios e montanhas, e existe uma sensação diferente em saber que está viajando por uma região tão extrema.

    Eu faria novamente?

    Sim.

    Principalmente para quem está conhecendo Ushuaia pela primeira vez.

    Mas eu não colocaria o trem como o único motivo para visitar a cidade. Para mim, ele funciona melhor como parte de um roteiro que combina história, natureza e aventura.

    Navegação pelo Canal Beagle

    Se existe um passeio que considero indispensável em Ushuaia, é a navegação pelo Canal Beagle.

    E aqui o Instagram não exagerou.

    Estar dentro do barco, cercada pelas montanhas e olhando a cidade de outro ângulo é uma experiência completamente diferente.

    O Canal Beagle também é conhecido pela presença de animais marinhos e aves, dependendo do roteiro e das condições do dia.

    Mas, para mim, o mais impressionante foi o conjunto.

    Montanhas.

    Água.

    Céu.

    Frio.

    E aquela sensação de estar em um lugar muito distante de casa.

    É o tipo de passeio que eu acho difícil explicar apenas por fotos.

    Você precisa estar lá.

    E talvez esse seja um dos maiores problemas das redes sociais: elas mostram uma imagem bonita, mas não conseguem transmitir a dimensão real do lugar.

    Glaciar Martial: vale a pena?

    O Glaciar Martial foi outro lugar que conheci em Ushuaia.

    E aqui eu faria uma ressalva.

    É importante entender que o acesso e as condições do local podem variar bastante de acordo com a época do ano e o clima.

    Por isso, não dá para planejar o passeio esperando encontrar exatamente a mesma paisagem que aparece em uma fotografia vista na internet.

    A natureza não funciona como um cenário montado.

    E esse é um ponto que considero muito importante quando falamos de Ushuaia.

    Você pode chegar esperando uma determinada quantidade de neve e encontrar outra realidade.

    Pode esperar determinado clima e pegar outro completamente diferente.

    Por isso, minha recomendação é pesquisar as condições do destino na época específica da sua viagem.

    Laguna Esmeralda: a aventura começa antes de chegar

    A Laguna Esmeralda foi uma das experiências que mais me fizeram sentir que estava realmente vivendo uma aventura.

    Aqui não é simplesmente chegar, tirar uma foto e voltar.

    Existe a trilha.

    Existe o esforço.

    Existe o clima.

    Existe o terreno.

    E existe aquela expectativa de finalmente chegar à lagoa.

    O nome já entrega um pouco do que você encontra: a água tem uma coloração muito bonita e o cenário ao redor é impressionante.

    Mas eu colocaria a Laguna Esmeralda em uma categoria diferente dos passeios mais tranquilos de Ushuaia.

    Se você não está acostumado com trilhas, precisa considerar o nível de esforço, as condições climáticas e os equipamentos adequados.

    E essa é uma coisa que eu gostaria de reforçar para quem está planejando uma viagem para Ushuaia:

    não subestime o clima.

    Roupas para Ushuaia: não viaje pensando apenas na temperatura

    Essa foi uma das coisas que mais percebi durante a viagem.

    Quando pensamos em Ushuaia, automaticamente pensamos em frio.

    Mas escolher roupas para esse destino não significa simplesmente colocar o casaco mais grosso que você tem dentro da mala.

    Dependendo da atividade, você precisa pensar em camadas.

    Uma primeira camada confortável, uma camada de aquecimento e uma camada externa capaz de proteger contra vento e, dependendo da época, chuva ou neve.

    Para trilhas, também é importante pensar nos calçados.

    Um tênis comum pode não ser suficiente para determinados terrenos e condições.

    Em passeios de aventura, equipamentos adequados fazem diferença não apenas no conforto, mas também na segurança.

    E uma dica que vale para praticamente qualquer viagem de natureza:

    não compre tudo antes de pesquisar.

    Dependendo do seu roteiro, alguns equipamentos podem ser alugados no destino.

    Faça as contas antes de encher a mala de coisas que talvez você use uma única vez.

    E o seguro viagem para Ushuaia?

    Outro item que eu considero importante colocar no planejamento é o seguro viagem.

    Mesmo viajando para a Argentina, eu não gosto de tratar seguro viagem como algo dispensável.

    Principalmente em uma viagem que envolve trilhas, navegação, frio, deslocamentos e atividades ao ar livre.

    Não significa que alguma coisa vai acontecer.

    A ideia é justamente viajar sabendo que, caso aconteça algum imprevisto, você tem uma assistência para recorrer.

    Antes de contratar, vale comparar coberturas e verificar se elas fazem sentido para o tipo de viagem que você está fazendo.

    E aqui entra uma dica importante para quem pretende fazer trilhas ou atividades consideradas de aventura:

    Leia as condições da apólice e não escolha simplesmente pelo menor preço.

    Verifique assistência médica, cobertura para bagagem, atendimento durante a viagem e, principalmente, as regras relacionadas às atividades que você pretende realizar.

    Por esses motivos eu sempre fecho o seguro com a Real Seguro viagem, grande cobertura, melhores preços e melhor atendimento.
    Consegui cupom de desconto caso você compre por esse link aqui – use o cupom PASSEPASSEANDO

    Chip internacional: vale a pena?

    Outro detalhe que muita gente deixa para resolver em cima da hora é a internet.

    Eu considero o chip ou eSIM internacional um daqueles itens pequenos que fazem uma diferença enorme durante uma viagem.

    Em Ushuaia, ter internet facilita bastante para consultar mapas, transporte, reservas, horários, localização de restaurantes e comunicação, sempre que saio do Brasil eu já compro meu eSim daAiralo, de todos que já havia comprado foi de longe o mais fácil de instalar, já chego no destino conectada, a internet é ultra rápida. Você pode fechar o seu nesse link com cupom: PATRIC28900

    E existe outro detalhe: se você estiver fazendo trilhas ou passeios, não conte exclusivamente com o celular para sua segurança.

    Baixe mapas e informações importantes antes de sair.

    Dependendo da atividade e da região, o sinal pode ser limitado ou inexistente.

    Internet é uma comodidade.

    Não deve ser seu único recurso de orientação.

    Museu do Presídio: o passeio que foge do óbvio

    Nem todo mundo coloca o Museu do Presídio entre os primeiros lugares do roteiro de Ushuaia.

    Mas eu gostei justamente por ser uma experiência completamente diferente das paisagens naturais.

    Depois de passar por montanhas, lagos e navegação, conhecer a história do antigo presídio ajuda a entender melhor como aquela região se desenvolveu.

    É um passeio para quem gosta de história e quer enxergar Ushuaia além das fotos bonitas.

    E, para mim, foi justamente essa mistura que tornou a viagem mais interessante.

    Ushuaia não foi apenas natureza.

    Foi natureza + história + aventura.

    Afinal, Ushuaia vale a pena?

    Depois de conhecer a cidade, minha resposta é sim.

    Mas eu faria uma ressalva:

    Ushuaia vale a pena para quem escolhe o destino sabendo o que vai encontrar.

    Se você está procurando uma viagem em que basta caminhar pelo centro, tirar algumas fotos e voltar para o hotel, talvez não consiga aproveitar todo o potencial do destino.

    Ushuaia pede um pouco mais.

    Pede planejamento.

    Pede disposição.

    Pede roupas adequadas.

    E, dependendo do roteiro, pede preparo físico.

    Em compensação, entrega experiências que ficam na memória.

    Quanto tempo ficar em Ushuaia?

    Essa é uma pergunta difícil porque depende muito dos passeios que você pretende fazer.

    Se a ideia for conhecer apenas os principais pontos turísticos, alguns dias podem ser suficientes.

    Mas se você quiser combinar navegação, trilhas, atrações históricas e outros passeios de natureza, eu reservaria mais tempo.

    Uma coisa que aprendi viajando é que tentar colocar tudo em poucos dias pode transformar uma viagem incrível em uma corrida contra o relógio.

    E Ushuaia é justamente o tipo de destino que merece ser aproveitado com calma.

    Dá para combinar Ushuaia com outros destinos da Argentina?

    Sim — e essa pode ser uma excelente ideia para quem está planejando uma viagem maior pela Argentina.

    Ushuaia pode ser combinada, por exemplo, com El Calafate, outro destino que conheci e que tem uma proposta completamente diferente.

    Enquanto Ushuaia mistura montanhas, trilhas, navegação e a experiência de estar no extremo sul, El Calafate é muito marcada pelos glaciares e pelo impressionante Perito Moreno.

    Foi em El Calafate que fiz um passeio de 4×4 com visita a sítios arqueológicos e jantar dentro de uma caverna.

    Também conheci o Parque Nacional Los Glaciares e fiz um minitrekking sobre o Glaciar Perito Moreno.

    E posso dizer uma coisa: se você gosta de destinos de natureza, colocar Ushuaia e El Calafate na mesma viagem pode transformar o roteiro em uma experiência completamente diferente.

    Também é possível pensar em outros destinos argentinos dependendo do tempo disponível e da época da viagem.

    O Instagram exagera sobre Ushuaia?

    Depois de conhecer Ushuaia, eu diria que não exatamente.

    O Instagram não inventou as paisagens.

    Não inventou as montanhas.

    Não inventou o Canal Beagle.

    Não inventou a Laguna Esmeralda.

    Não inventou a experiência de conhecer uma cidade tão distante no extremo sul.

    O problema é que as redes sociais mostram apenas uma parte da história.

    Elas não mostram necessariamente o cansaço depois de uma trilha.

    Não mostram o planejamento das roupas.

    Não mostram o custo dos passeios.

    Não mostram quando o clima muda seus planos.

    Não mostram que uma fotografia de neve pode ter sido tirada em uma época completamente diferente da sua viagem.

    E principalmente:

    não mostram como é estar lá.

    Por isso, se você está pensando em conhecer Ushuaia, minha recomendação é não desistir do destino por achar que as redes sociais exageram.

    Mas também não monte sua viagem baseada apenas no Instagram.

    Pesquise.

    Compare.

    Entenda a época do ano.

    Escolha os passeios de acordo com seu perfil.

    Prepare suas roupas e equipamentos.

    Faça um seguro viagem adequado.

    E deixe espaço para aquilo que nenhuma foto consegue prever.

    Porque, no meu caso, depois de conhecer Ushuaia, posso dizer que a cidade não me pareceu exagerada.

    Ela só é muito mais real do que parece nas fotos.

    E talvez seja justamente isso que faça o destino valer tanto a pena.


    📌 Salve este post para planejar sua viagem para Ushuaia

    Se Ushuaia está na sua lista de destinos, salve este conteúdo para consultar quando começar a montar seu roteiro.

    E se você gosta de viagens pela Argentina, vale também conhecer minha experiência em El Calafate, no Perito Moreno, além de outros conteúdos sobre destinos de neve e viagens internacionais que estou compartilhando aqui no blog.

    Porque viajar não precisa ser apenas chegar ao destino.

    É também entender o que realmente vale a pena, evitar perrengues desnecessários e aproveitar melhor cada experiência.

    Em minhas redes sociais sempre tem atualização e dicas em tempo real. No meu canal no Youtube também posto os relatos das viagens, então quero te ver lá também:

    Instagram: @pattycampossilva / @passepasseando

    Youtube: Passe Passeando

    Fale conosco: contato@passepasseando.com.br

    Read more: Ushuaia Vale a Pena? O Que Fazer e Quando Ir
  • Seguro Viagem: Como Escolher a Cobertura Ideal para sua Viagem

    Seguro Viagem: Como Escolher a Cobertura Ideal para sua Viagem

    Seguro viagem: como funciona, coberturas essenciais, diferença entre seguradora e cartão de crédito, e por que uso a Real Seguro Viagem em todas as viagens.

    Arquivo acervo pessoal

    De todos os itens que entram no planejamento de uma viagem internacional, o seguro viagem é provavelmente o mais subestimado — até o dia em que você (ou alguém do seu grupo) realmente precisa dele. Nunca embarco para fora do Brasil sem um, e depois de anos viajando e testando diferentes opções, tenho hoje uma seguradora fixa que uso em todas as viagens: a Real Seguro Viagem.

    Neste post, vou além da recomendação — quero explicar de verdade como funciona um seguro viagem, por que ele importa tanto, a diferença entre contratar de uma seguradora ou confiar só no seguro do cartão de crédito, e como escolher a cobertura certa para o seu roteiro.

    Neste post você vai encontrar:

    • Por que o seguro viagem é importante
    • Seguro por região ou por país: como funciona
    • Coberturas essenciais para observar
    • Seguradora x seguro do cartão de crédito: as diferenças reais
    • Quando o seguro viagem é obrigatório
    • Como escolher o seguro ideal para sua viagem
    • Minha recomendação: Real Seguro Viagem
    • Frequently asked questions

    Por que o seguro viagem é importante

    Fora do Brasil, você não tem acesso ao SUS, e a saúde pública (quando existe) tem regras completamente diferentes das que estamos acostumados. Em muitos países, mesmo um atendimento simples em pronto-socorro pode custar milhares de dólares ou euros — sem seguro, essa conta sai inteiramente do seu bolso, no meio da viagem, muitas vezes num momento de estresse e vulnerabilidade.

    Além da parte médica, um bom seguro viagem também cobre situações como extravio de bagagem, cancelamento ou atraso de voo, perda de documentos e, dependendo do plano, até problemas com aluguel de carro. Ou seja: não é só sobre “e se eu ficar doente”, é sobre estar protegido diante de qualquer imprevisto real de viagem — e imprevistos, a essa altura do blog, você já sabe que acontecem (é só lembrar do nosso perrengue com a multa em Roma ou da falta de transporte em Bariloche).

    Seguro por região ou por país: como funciona

    Arquivo acervo pessoal

    Uma dúvida comum de quem está contratando o primeiro seguro viagem: é melhor contratar por país específico ou por região?

    A maioria das seguradoras oferece planos organizados por regiões amplas — “Europa”, “América do Sul”, “Mundo” (cobertura global) — em vez de planos individuais por país. Isso costuma ser vantajoso para quem está fazendo um roteiro por múltiplos países numa mesma viagem, como fizemos na Itália (com direito a um bate-volta para a Suíça) ou nas viagens pela Argentina.

    Atenção especial: se o seu roteiro passar por mais de uma região continental — por exemplo, começar na Europa e depois seguir para os Estados Unidos —, verifique se o seu plano cobre ambos os destinos, ou se será necessário contratar coberturas específicas para cada trecho. Não presuma que um plano “Europa” cobre automaticamente uma escala nos EUA, mesmo que seja rápida.

    Coberturas essenciais para observar

    Na hora de comparar planos, esses são os itens que mais importam:

    • Despesas médicas e hospitalares (DMH): o item mais importante de qualquer apólice. É o valor disponível para consultas, exames, internação e procedimentos médicos no exterior.
    • Despesas odontológicas: geralmente com um limite bem menor que o médico geral, mas cobre emergências como dor de dente forte ou problema decorrente de acidente.
    • Traslado médico e repatriação: cobre o transporte até um hospital adequado ou, em casos graves, a volta ao Brasil em condições especiais.
    • Extravio e atraso de bagagem: indenização em caso de mala extraviada ou atrasada pela companhia aérea.
    • Cancelamento ou interrupção de viagem: reembolso de custos não recuperáveis caso você precise cancelar ou encerrar a viagem antes do previsto, por motivo coberto na apólice.
    • Assistência 24h em português: um diferencial enorme na prática — em momentos de emergência, conseguir se comunicar no seu idioma facilita muito a resolução do problema.

    Seguradora x seguro do cartão de crédito: as diferenças reais

    Muita gente acredita que o seguro que já vem incluso em cartões de crédito das categorias mais altas (Platinum, Black, Infinite) é suficiente — e às vezes até é, dependendo do perfil da viagem. Mas vale entender as diferenças reais antes de contar só com esse benefício:

    O seguro do cartão de crédito:

    • Geralmente exige que a passagem aérea tenha sido comprada com aquele cartão específico, e que você emita o certificado de seguro antes de embarcar — esquecer esse passo significa não ter cobertura nenhuma, mesmo tendo o cartão “certo”.
    • Costuma ter cobertura padronizada, sem opção de personalizar conforme o seu perfil ou destino.
    • Frequentemente não cobre doenças preexistentes.
    • Nem sempre estende a cobertura para cônjuge e filhos — depende da bandeira e categoria do cartão, e geralmente exige que as passagens de todos também tenham sido compradas no mesmo cartão.
    • Em muitos casos, funciona por reembolso: você paga a despesa médica primeiro, do próprio bolso, e só depois é ressarcido — o que pode ser bem complicado numa emergência real, longe de casa.

    O seguro contratado com uma seguradora especializada:

    family
    Arquivo acervo pessoal
    • Permite escolher o plano de acordo com o seu roteiro, idade dos viajantes e tipo de atividade prevista (inclusive esportes de aventura, se for o caso).
    • Costuma oferecer rede credenciada com pagamento direto, sem você precisar adiantar o valor da despesa médica.
    • Cobre doenças preexistentes, em muitos planos.
    • Facilmente inclui todos os membros da família na mesma apólice, com valores compatíveis por faixa etária.

    Na prática: o seguro do cartão de crédito pode até funcionar como complemento, mas depender só dele — sem entender exatamente o que está (ou não está) coberto — é um risco real, especialmente em viagens internacionais mais longas ou com crianças e idosos no grupo.

    Quando o seguro viagem é obrigatório

    Para quem vai à Europa, esse é um ponto essencial: o seguro viagem é obrigatório para entrar nos 29 países do Espaço Schengen (que inclui destinos populares como Portugal, Itália, Espanha, França e Alemanha), com cobertura mínima exigida de 30 mil euros para despesas médicas e hospitalares. Sem uma apólice válida com esse valor mínimo destacado, você pode ser barrado ainda na imigração — um risco real que nenhuma economia vale a pena correr.

    Outros destinos fora da Europa também exigem seguro viagem obrigatório, então vale sempre confirmar essa exigência específica antes de fechar o roteiro.

    Como escolher o seguro ideal para sua viagem

    • Verifique a cobertura mínima exigida pelo destino (como os 30 mil euros do Espaço Schengen) e escolha um plano que já ultrapasse esse valor com folga, para ter uma margem de segurança real.
    • Considere o perfil da viagem: trilhas, esportes de aventura, esqui, mergulho — atividades assim geralmente exigem cobertura específica, que nem todo plano básico inclui.
    • Pense na idade dos viajantes. Planos para idosos costumam ter valores diferenciados, e vale garantir que a cobertura seja adequada para essa faixa etária, especialmente se estiver viajando com avós no grupo, como já fizemos em algumas das nossas viagens.
    • Verifique se há cobertura para doenças preexistentes, caso algum membro do grupo tenha alguma condição de saúde relevante.
    • Compare o atendimento 24h — assistência em português faz muita diferença na hora de resolver qualquer imprevisto rapidamente.

    Minha recomendação: Real Seguro Viagem

    Depois de anos viajando e comparando opções, minha escolha fixa é a Real Seguro Viagem. Uso em todas as viagens internacionais que faço, e recomendo pelos seguintes motivos:

    • Planos com cobertura acima do valor mínimo exigido pelo Espaço Schengen, ideal para quem viaja para a Europa;
    • Possibilidade de personalizar a apólice conforme o perfil da viagem — família, casal, viagem de aventura, idosos;
    • Rede de atendimento e suporte pensada para o viajante brasileiro;
    • Preços competitivos, especialmente com cupom de desconto.

    Se quiser contratar o seu seguro com desconto, use meu link e o cupom PASSEPASSEANDO:


    Frequently asked questions

    O seguro viagem é obrigatório para todos os destinos? Não para todos, mas é obrigatório para entrar nos 29 países do Espaço Schengen, na Europa, com cobertura mínima de 30 mil euros. Outros destinos também podem ter exigências específicas — vale sempre confirmar antes de viajar.

    O seguro do cartão de crédito é suficiente para viajar? Pode ser suficiente em alguns casos, mas tem limitações importantes: cobertura padronizada, exigência de compra de passagem com aquele cartão específico, muitas vezes sem cobertura para doenças preexistentes, e sistema de reembolso (você paga primeiro, recebe depois). Para viagens mais longas, em família, ou com atividades específicas, um seguro especializado costuma ser mais seguro.

    Qual o valor mínimo de cobertura para viajar para a Europa? 30 mil euros para despesas médicas e hospitalares (DMH), conforme exigência do Espaço Schengen. Esse valor precisa estar destacado especificamente na apólice, não apenas somado a outras coberturas.

    Vale a pena contratar seguro por região ou por país específico? Para roteiros que passam por múltiplos países numa mesma região (como vários países europeus), planos regionais costumam ser mais vantajosos. Fique atento apenas se o roteiro cruzar diferentes continentes, já que nem todo plano cobre automaticamente essa combinação.

    Onde contratar o seguro viagem com desconto? Uso e recomendo a Real Seguro Viagem, com desconto através do cupom PASSEPASSEANDO no meu link de parceria.

    Em minhas redes sociais sempre tem atualização e dicas em tempo real. No meu canal no Youtube também posto os relatos das viagens, então quero te ver lá também:

    Instagram: @pattycampossilva / @passepasseando

    Youtube: Passe Passeando

    Fale conosco: contato@passepasseando.com.br

    Read more: Seguro Viagem: Como Escolher a Cobertura Ideal para sua Viagem
  • Laguna Esmeralda sem Guia: Como Chegar, Riscos e Dicas de Segurança

    Laguna Esmeralda sem Guia: Como Chegar, Riscos e Dicas de Segurança

    Fizemos a trilha da Laguna Esmeralda em Ushuaia sem guia. Contamos os riscos reais, o que aprendemos e por que não recomendamos repetir sem apoio.

    Arquivo acervo pessoal

    Quando eu planejava ir para a Patagônia sozinha, a Laguna Esmeralda era um dos lugares que eu mais queria conhecer. Mas, pensando numa viagem solo, acabei tirando essa trilha do roteiro por insegurança — mesmo sabendo que existia a possibilidade de fazê-la com agência. Como no fim das contas fui acompanhada pelo meu marido, a trilha voltou com tudo para o roteiro. O problema é que decidimos ir sem guia — e essa foi uma escolha que, olhando em retrospecto e depois de pesquisar mais a fundo, não recomendo sem ressalvas.

    Neste post, conto como foi nossa experiência, o que deu certo, o que poderia ter dado muito errado, e o que aprendi depois pesquisando sobre os riscos reais dessa trilha — para te ajudar a decidir com mais informação do que tivemos na hora.

    Neste post você vai encontrar:

    • Como é a trilha da Laguna Esmeralda
    • Como chegamos até a entrada da trilha
    • Nossa experiência fazendo sem guia
    • Os riscos reais de ir sem guia
    • Quando vale a pena contratar um guia
    • Equipamento necessário
    • Vale a pena?
    • Frequently asked questions

    Como é a trilha da Laguna Esmeralda

    A Laguna Esmeralda é um dos cartões-postais mais visitados de Ushuaia — um lago em tons de verde-esmeralda e azul-turquesa, resultado do degelo glacial, cercado por montanhas e bosques patagônicos típicos da região. A trilha até lá atravessa floresta de lengas, pântanos de turfa e margeia um riacho que forma pequenas quedas d’água ao longo do caminho.

    O trajeto tem aproximadamente 5 km (algumas fontes mencionam até 9 km, dependendo de como se mede o percurso completo de ida e volta), com um caminho relativamente bem marcado, mas sem ser tecnicamente exigente em termos de inclinação — o maior desafio não é subir morro, e sim lidar com a turfa: um solo esponjoso, formado por matéria orgânica, que pode afundar até o joelho se você sair da trilha demarcada.

    Como chegamos até a entrada da trilha

    Arquivo acervo pessoal

    A trilha começa num estacionamento à margem da Ruta 3, a cerca de 17-18 km do centro de Ushuaia. Pegamos um transfer na orla da cidade, que nos deixou direto na entrada. Essa costuma ser a opção mais prática — outras alternativas incluem táxi, remis, ou até carro próprio, já que o estacionamento é aberto e gratuito.

    Ao final da trilha, esperamos um pouco até que chegasse o transfer de volta à cidade, que já tem horários pré-definidos combinados no momento da contratação.

    Nossa experiência fazendo sem guia

    Arriscamos ir sem guia. O caminho de aproximadamente 5 km foi relativamente tranquilo de seguir, e impressionantemente lindo — a laguna estava parcialmente congelada (fomos em maio, no outono, quando o frio já começa a intensificar), e o retorno dos 5 km foi tão bom quanto a ida.

    Deu tudo certo com a gente. Mas, sendo honesta: tivemos sorte nas condições do dia, e não tínhamos, na hora, real dimensão dos riscos que essa trilha pode oferecer fora de condições ideais.

    Os riscos reais de ir sem guia

    Depois da viagem, pesquisei mais a fundo sobre os riscos dessa trilha, e é importante compartilhar o que descobri — porque no calor da empolgação de estar ali, é fácil subestimar:

    • A turfa (é um tipo de solo esponjoso e encharcado, formado pelo acúmulo de matéria orgânica vegetal em decomposição ao longo de milhares de anos) é o maior risco físico do percurso. Sair da trilha demarcada, mesmo que pareça um atalho inofensivo, pode fazer você afundar até o joelho nesse solo esponjoso — além de danificar um ecossistema frágil, que demora muito para se regenerar.
    • O clima muda rápido e sem aviso. A trilha não é recomendada em dias de vento forte, pela possibilidade de queda de árvores e galhos ao longo do caminho.
    • Fora do verão, os riscos aumentam consideravelmente. Entre abril e setembro, placas na própria entrada da trilha advertem que as condições podem ficar altamente perigosas por causa da neve e das horas limitadas de luz do dia — justamente a época em que fizemos a trilha.
    • Horário de início importa mais do que parece. A recomendação é começar a trilha antes das 15h no verão, e antes do meio-dia no inverno, para evitar ficar no escuro durante o retorno.
    • Terreno gelado aumenta o risco de escorregões e desorientação, especialmente entre junho e setembro, quando o caminho costuma ficar coberto de neve e a própria laguna congela.

    Nenhum desses riscos nos afetou diretamente naquele dia — tivemos um dia de clima estável e conseguimos completar o percurso sem intercorrências. Mas é importante deixar claro: a ausência de problema no nosso caso não significa ausência de risco real na trilha.

    Quando vale a pena contratar um guia

    Guias garantem mais segurança, oferecem informações sobre a fauna e a flora local, e costumam já incluir transporte confortável até o início da trilha. Vale considerar contratar um guia especialmente se:

    • Você estiver viajando fora do verão (abril a setembro), quando as condições ficam objetivamente mais perigosas;
    • For sua primeira trilha nesse tipo de terreno, sem experiência prévia com turfa ou terrenos patagônicos;
    • Estiver viajando com crianças ou pessoas com mobilidade reduzida;
    • A previsão do tempo indicar vento forte ou instabilidade climática no dia planejado.

    Mesmo sendo uma trilha tecnicamente autoguiada — com sinalização e um caminho relativamente claro —, o acompanhamento de um especialista local torna a experiência mais segura, especialmente para quem está pisando ali pela primeira vez.

    Equipamento necessário

    Independentemente de ir com ou sem guia, alguns itens são praticamente obrigatórios para essa trilha:

    • Botas de trekking impermeáveis — tênis esportivo comum não é recomendado, pelo risco de entorses e por encharcar rapidamente na turfa
    • Roupas em camadas, com uma jaqueta corta-vento por cima
    • Água e lanches suficientes — por ser um trajeto relativamente curto, é comum subestimar a necessidade, mas vento e frio aumentam o gasto energético do corpo
    • Seguro de viagem que cubra trekking e atendimento médico — atividade ao ar livre em terreno irregular sempre tem algum risco, e consulta médica no exterior pode sair muito cara sem cobertura adequada

    Vale a pena?

    A Laguna Esmeralda continua sendo, para nós, um dos lugares mais bonitos que já visitamos — a paisagem realmente compensa o esforço da trilha. Mas, sendo honesta com você: não recomendamos repetir a experiência sem guia, especialmente fora do verão. Tivemos sorte com o clima e com as condições do dia, mas a trilha tem riscos reais que só entendi de verdade depois de pesquisar com calma, já de volta ao Brasil.

    Se você está decidido a fazer essa trilha, principalmente numa época de mais risco (outono ou inverno, como fizemos), o mais responsável é contratar um guia local ou, no mínimo, ir muito bem preparado, com equipamento adequado e ciente das condições climáticas do dia.

    O aprendizado que levo dessa trilha

    Arquivo acervo pessoal

    Olhando para trás, entendo que fomos favorecidos por uma combinação de sorte: clima estável, trilha bem sinalizada naquele dia específico, e nenhuma condição climática adversa que testasse de verdade nosso preparo. Mas decisões de segurança não deveriam se basear em sorte — deveriam se basear em preparo real.

    Se esse post puder evitar que outra família tome a mesma decisão que tomamos, sem entender de fato os riscos envolvidos, ele já terá cumprido seu propósito. Viajar com coragem não significa viajar sem prudência — e essa é uma linha que, admito, cruzamos sem perceber naquele dia em Ushuaia.

    Vale lembrar também que existem trilhas alternativas na mesma região para quem quer uma experiência parecida com um pouco mais de segurança ou menos tempo disponível — como a Laguna Turquesa, mais curta e íngreme, também com um lago colorido de tirar o fôlego.


    Frequently asked questions

    É seguro fazer a trilha da Laguna Esmeralda sem guia? É possível, e a trilha é relativamente bem sinalizada, mas envolve riscos reais — especialmente fora do verão, quando neve, gelo e horas de luz reduzidas aumentam bastante o perigo. Recomendamos contratar guia, principalmente entre abril e setembro.

    Quanto tempo dura a trilha da Laguna Esmeralda? O percurso de ida e volta gira em torno de 3 a 4 horas de caminhada, dependendo do ritmo do grupo e das paradas para fotos.

    Como chegar até a entrada da trilha? A trilha começa num estacionamento na Ruta 3, a cerca de 17-18 km do centro de Ushuaia. É possível ir de transfer contratado, táxi, remis ou carro próprio.

    Que equipamento é necessário para a trilha? Botas de trekking impermeáveis são essenciais, além de roupas em camadas, água, lanches e, idealmente, seguro de viagem que cubra atividades de trekking.

    Qual a melhor época para fazer a trilha da Laguna Esmeralda? O verão (dezembro a março) é considerado mais seguro, com menos risco de neve e gelo no caminho. Fora desse período, como fizemos, os riscos aumentam bastante, e vale reforçar os cuidados.

    Em minhas redes sociais sempre tem atualização e dicas em tempo real. No meu canal no Youtube também posto os relatos das viagens, então quero te ver lá também:

    Instagram: @pattycampossilva / @passepasseando

    Youtube: Passe Passeando

    Fale conosco: contato@passepasseando.com.br

    Read more: Laguna Esmeralda sem Guia: Como Chegar, Riscos e Dicas de Segurança
  • Glaciar Martial em Ushuaia: Como Chegar e O Que Esperar

    Glaciar Martial em Ushuaia: Como Chegar e O Que Esperar

    Glaciar Martial em Ushuaia: como chegar de táxi, o que ver, preços atualizados e por que foi onde vimos neve de verdade pela primeira vez.

    Arquivo acervo pessoal

    Depois do passeio de trem, a agência nos deixou de volta no centro de Ushuaia por volta das 13h, com a tarde inteira livre pela frente. Foi aí que tive a ideia: pegar um táxi e subir até o Glaciar Martial — uma montanha bem próxima da cidade que eu já tinha visto em tantos vídeos durante o planejamento da viagem. Cerca de 15 minutos depois, já estávamos na entrada da trilha, em frente a uma charmosa casa de chá no alto da montanha. Foi ali, naquele fim de tarde, que vimos neve de verdade pela primeira vez em toda a viagem.

    Neste post, conto como chegar ao Glaciar Martial, o que esperar da experiência, quanto custa e as dicas práticas para você aproveitar bem esse passeio — que, no nosso caso, virou um dos momentos mais bonitos e espontâneos de toda a estadia em Ushuaia.

    Neste post você vai encontrar:

    • O que é o Glaciar Martial
    • Como chegar
    • Trilha ou teleférico: qual escolher
    • Quanto custa
    • Melhor época para visitar
    • Nossa experiência
    • Dicas práticas
    • Frequently asked questions

    O que é o Glaciar Martial

    Arquivo acervo pessoal

    O Glaciar Martial fica a apenas 7 km do centro de Ushuaia, na encosta da Cordilheira Darwin — o que o torna uma das atrações mais acessíveis da cidade, sem exigir um dia inteiro de passeio como outras opções mais distantes. É tecnicamente classificado como um “glaciar de circo” (um remanescente glacial em forma de anfiteatro), situado a uma altitude entre 900 e 1.200 metros, dependendo do ponto de observação.

    O nome homenageia Louis Ferdinand Martial, comandante de uma expedição científica francesa que percorreu a Patagônia Argentina entre 1882 e 1883. A água do degelo do glaciar, aliás, alimenta um dos mananciais que abastecem parte da água potável da própria cidade de Ushuaia.

    Do alto, a vista é espetacular: Ushuaia, o Canal Beagle e as montanhas nevadas ao redor, tudo num único panorama — um dos cenários mais bonitos e fáceis de acessar em toda a cidade.

    Como chegar

    O acesso mais comum ao Glaciar Martial é de táxi, remise, ônibus/van ou carro particular, saindo do centro de Ushuaia. Como fica a apenas 7 km, o trajeto é rápido — no nosso caso, cerca de 15 minutos de táxi. A subida acontece pela Rua Luis Fernando Martial, uma estrada sinuosa e íngreme, cheia de mirantes naturais ao longo do caminho — o trajeto de subida, aliás, já é parte da experiência, com cada curva revelando uma vista diferente da baía.

    Trilha ou teleférico: qual escolher

    Existem duas formas principais de subir até o glaciar: fazendo a trilha a pé ou usando a aerosilla (o teleférico local, que na verdade são cadeiras abertas, sem cabine fechada).

    A trilha completa até o glaciar dura aproximadamente 1h45min de subida, passando primeiro por uma encosta usada no inverno como pista de esqui, até chegar à área onde sobe a aerosilla — a partir daí, o caminho segue subindo por uma trilha até a base do Glaciar Martial. Vale saber: além do glaciar, não é possível continuar sem equipamento especial e sem guia.

    Se você optar pela aerosilla, o trajeto dura cerca de 15 minutos, e é possível escolher entre subir e descer de teleférico, ou subir de teleférico e descer a pé (ou vice-versa) — a escolha depende da sua disposição física, financeira e do tempo disponível no seu roteiro.

    Quanto custa

    Os valores da aerosilla costumam ficar em torno de R$ 50 para o trajeto de ida e volta (o preço não varia muito entre escolher só ida ou ida e volta). É importante saber que o bilhete costuma ser vendido apenas na bilheteria física, no local — não há venda online.

    Como sempre acontece na Argentina, os preços mudam com frequência devido à inflação, então use esse valor como referência aproximada e confirme atualizado no dia da sua visita.

    Por isso temos um post detalhado sobre o câmbio na Argentina e recomendo a leitura.

    Melhor época para visitar

    O Glaciar Martial vale a pena em qualquer época do ano — muda apenas o tipo de experiência:

    • No verão, o glaciar vira destino de trilha e mirante, com trekking mais acessível e paisagens verdes ao redor da neve permanente do topo.
    • No inverno, se transforma num pequeno centro de neve, com esqui, snowboard e aluguel de equipamentos disponível no local.

    Fomos em maio, no início do outono, e ainda encontramos neve suficiente para tornar o passeio mágico — mas sem a estrutura completa de esqui que provavelmente estaria disponível no auge do inverno.


    Nossa experiência

    Arquivo acervo pessoal

    Fomos de táxi até a entrada da trilha, em frente à casa de chá que fica no alto da montanha — uma parada charmosa, ótima para descansar e se aquecer depois da subida, seja de trilha ou de aerosilla. Foi ali que finalmente vimos neve de verdade, depois de já termos visto uma leve nevasca no passeio do trem, mais cedo naquele mesmo dia.

    O fim de tarde no Martial foi um dos momentos mais espontâneos e bonitos da viagem — não estava fechado com antecedência, surgiu como ideia de última hora, aproveitando a tarde livre depois do trem. Às vezes são exatamente esses passeios menos planejados que rendem as melhores lembranças.

    Para voltar à cidade, foi bem tranquilo: havia táxi disponível na saída, e retornamos à hospedagem para depois jantar num restaurante com parrilla que o próprio taxista local nos indicou — e amamos a recomendação.


    Dicas práticas

    • Combine o Glaciar Martial com outro passeio de meio período no mesmo dia, como fizemos com o Trem do Fim do Mundo. A proximidade do glaciar com o centro (só 7 km) torna essa combinação bem tranquila de encaixar num único dia.
    • Leve roupa adequada para frio intenso, mesmo que o dia pareça ameno no centro da cidade — a temperatura sobe bastante conforme você ganha altitude.
    • Confirme o horário de funcionamento da aerosilla antes de subir, principalmente fora da alta temporada, quando o horário de operação pode ser mais restrito.
    • Aproveite a Casa de Té no alto para uma pausa quentinha, seja antes ou depois da caminhada — foi um dos detalhes mais charmosos do passeio.
    • Se for pela trilha a pé, tenha em mente que a subida completa (sem aerosilla) leva cerca de 1h45min — um esforço físico moderado, mas que vale considerar se estiver com idosos ou crianças pequenas no grupo.

    Vale a pena?

    Arquivo acervo pessoal

    Sem dúvida. O Glaciar Martial tem uma vantagem rara entre as atrações de Ushuaia: entrega uma vista panorâmica espetacular da cidade e do Canal Beagle, com muito pouco esforço logístico — nada de passeio de dia inteiro, nada de reserva com semanas de antecedência. É o tipo de passeio que cabe facilmente numa tarde livre, como foi o nosso caso, e ainda assim entrega uma das experiências mais bonitas da viagem.

    Glaciar Martial x outros passeios de Ushuaia

    Comparado a passeios mais estruturados, como o Canal Beagle ou o Trem do Fim do Mundo, o Glaciar Martial se destaca justamente pela flexibilidade: não precisa de reserva antecipada, o acesso é rápido e barato, e você decide na hora quanto tempo quer ficar — seja só para fotos no mirante inicial, seja para uma trilha mais longa até o glaciar propriamente dito.

    Se você está montando um roteiro de poucos dias em Ushuaia e quer aproveitar cada tarde livre da melhor forma possível, o Martial é uma excelente carta na manga — funciona tanto como passeio principal do dia quanto como complemento de última hora, exatamente como aconteceu com a gente.


    Frequently asked questions

    Quanto custa subir o Glaciar Martial de teleférico? Os valores costumam ficar em torno de R$ 50 para ida e volta, mas os preços na Argentina mudam com frequência — vale confirmar atualizado no dia da visita, já que o bilhete só é vendido na bilheteria física.

    Quanto tempo leva para chegar ao Glaciar Martial saindo do centro de Ushuaia? De táxi, cerca de 15 minutos, já que o glaciar fica a apenas 7 km da cidade.

    É melhor subir de trilha ou de teleférico (aerosilla)? Depende da sua disposição física e do tempo disponível. A trilha completa dura cerca de 1h45min de subida; a aerosilla leva cerca de 15 minutos. Muitos visitantes combinam as duas opções, subindo de um jeito e descendo de outro.

    Vale a pena visitar o Glaciar Martial no verão ou só no inverno? Vale a pena o ano todo — no verão, é melhor para trilha e mirante; no inverno, vira um pequeno centro de neve com esqui e snowboard disponíveis.Dá para combinar o Glaciar Martial com outro passeio no mesmo dia? Sim, e recomendamos. Por ficar tão próximo do centro, funciona muito bem como passeio de meio período, especialmente combinado com outra atividade pela manhã, como fizemos com o Trem do Fim do Mundo.

    Em minhas redes sociais sempre tem atualização e dicas em tempo real. No meu canal no Youtube também posto os relatos das viagens, então quero te ver lá também:

    Instagram: @pattycampossilva / @passepasseando

    Youtube: Passe Passeando

    Fale conosco: contato@passepasseando.com.br

    Read more: Glaciar Martial em Ushuaia: Como Chegar e O Que Esperar
  • Trem do Fim do Mundo: Preço, História e Dicas para Ushuaia)

    Trem do Fim do Mundo: Preço, História e Dicas para Ushuaia)

    Trem do Fim do Mundo em Ushuaia: história, preços atualizados, horários e como foi nossa experiência pegando o trem com neve caindo.

    Arquivo acervo pessoal

    Hoje vou contar nossa experiência com esse passeio que super recomendo, tenho post completo sobre Ushuaia aqui, se não viu ainda veja!!
    A agência nos buscou por volta das 6h da manhã. Chegamos à estação e já caía uma tímida neve — nossa primeira experiência com neve caindo naquela viagem, e confesso que ficamos completamente empolgados, ainda meio sonados de tão cedo. A Estação do Fim do Mundo já é linda por si só, e o passeio de trem que se seguiu foi um dos mais especiais de toda a nossa passagem por Ushuaia.

    Neste post, conto como funciona o Trem do Fim do Mundo, sua história curiosa (e um pouco sombria), quanto custa hoje e as dicas práticas para você aproveitar bem esse passeio clássico da cidade.

    Neste post você vai encontrar:

    • A história por trás do trem
    • Como funciona o passeio
    • Quanto custa
    • Horários e duração
    • O que esperar da experiência
    • Dicas práticas
    • Vale a pena?
    • Frequently asked questions

    A história por trás do Trem do Fim do Mundo

    Esse não é um trem turístico qualquer — ele carrega uma história real e bastante particular da cidade. A origem de Ushuaia está diretamente ligada a um presídio, o mais isolado de toda a Argentina, criado no final do século XIX. Para lá eram enviados criminosos considerados de alta periculosidade, em meio ao frio extremo e aos cenários inóspitos da Terra do Fogo — tudo pensado propositalmente para dificultar ao máximo qualquer tentativa de fuga.

    Os presidiários acabaram sendo responsáveis por boa parte da construção da cidade — pontes, edifícios públicos, obras no cais — e também pela ferrovia que hoje dá nome ao passeio turístico. Os últimos 7 km da rota original eram o trajeto que os presos faziam para o trabalho de tala de árvores na floresta, décadas atrás.

    Hoje, o trem até brinca com essa história: é comum encontrar atores vestidos com uniformes listrados de presidiário, posando para fotos com os turistas ao longo do percurso — um contraste curioso entre o passado sombrio e o clima leve e turístico de hoje.

    Se você quiser se aprofundar ainda mais nessa história antes ou depois do passeio de trem, vale complementar com uma visita ao Museu Marítimo e Presídio do Fim do Mundo, que fica no centro da cidade — foi o que fizemos, e ajudou muito a entender o contexto por trás de tudo que vimos depois no trem.


    Como funciona o passeio

    O trem sai da Estação do Fim do Mundo, percorrendo os 7 km da rota original através do Parque Nacional Tierra del Fuego, seguindo ao longo do Rio Pipo. No meio do trajeto, há uma parada na Estação Macarena, de cerca de 15 minutos, para fotos e uma visita rápida.

    Arquivo acervo pessoal

    A bordo, o passeio conta com narração em áudio por fones individuais — inclusive em português —, contando a história do presídio, dos presidiários e da construção da própria ferrovia. É bem emocionante ouvir esse contexto histórico enquanto o trem atravessa aquela paisagem que, no nosso caso, ainda estava recebendo uma leve nevasca.

    Importante: o ingresso ao Parque Nacional Tierra del Fuego geralmente não está incluído no valor do bilhete do trem — é uma cobrança separada, obrigatória para quem embarca, já que o trajeto passa por dentro do parque.

    Quanto custa

    Os preços na Argentina mudam com frequência, por isso fiz um post sobre o câmbio na Argentina aqui, recomendo a leitura, mas para você ter uma referência: em julho de 2026, o ticket normal para adultos custava cerca de 70.000 ARS (por volta de R$ 240), e o ticket premium saía por cerca de 217.000 ARS (por volta de R$ 750). Esses valores não incluem a entrada do Parque Nacional, que é cobrada à parte.

    Para famílias, vale destacar: crianças de até 3 anos costumam viajar gratuitamente, e de 4 a 12 anos costuma haver o pagamento de meia passagem.

    Dica prática: compare as classes disponíveis (turística, premium) antes de decidir — a diferença de conforto entre elas pode ser significativa, dependendo da época do ano e da lotação do trem.

    Horários e duração

    As saídas costumam acontecer diariamente, em horários típicos como 9h30, 12h e 15h — mas isso pode variar conforme a época do ano, então vale confirmar antes de ir. O percurso total dura entre 1h45 e 2h, considerando a parada na Estação Macarena.

    Recomendamos chegar com pelo menos 30 minutos de antecedência ao horário de embarque, já que a estação também tem uma cafeteria e uma lojinha de souvenirs para aproveitar enquanto aguarda.


    O que esperar da experiência

    Arquivo acervo pessoal

    Vale ir com expectativas realistas: o trem é um passeio de ritmo tranquilo, não uma trilha ou aventura radical. A paisagem ao longo do trajeto é bonita — floresta, o Rio Pipo, montanhas ao fundo — mas o ritmo é lento, e alguns visitantes relatam que a volta pode parecer repetitiva, já que percorre a mesma paisagem em sentido contrário.

    Para nós, especialmente com a neve caindo naquela manhã, a experiência foi mágica — mas é justo dizer que parte do encanto teve a ver com a sorte do clima daquele dia específico. Mesmo em dias sem neve, a combinação da narração histórica com a paisagem da Terra do Fogo já torna o passeio válido.

    Os vagões costumam ser relativamente estreitos, então se você estiver com um grupo grande, pode ser um pouco mais apertado do que imagina — vale ter isso em mente, principalmente se viajar com idosos que precisem de mais espaço para se acomodar.


    Dicas práticas

    • Reserve com antecedência na alta temporada (outubro a março). Os horários costumam esgotar rápido, principalmente nas classes turística e superior.
    • Combine o passeio com uma visita ao Parque Nacional, já que o trem já te deixa dentro dele — muita gente aproveita a parada final para explorar trilhas curtas, mirantes e lagos ali mesmo.
    • O pagamento costuma ser exigido apenas em pesos, então tenha dinheiro em espécie disponível se for pagar ingressos complementares (como o do Parque Nacional) diretamente no local.
    • O trem funciona o ano inteiro, inclusive em dias de neve ou chuva leve — então não é necessário se preocupar com cancelamento por causa do clima, como pode acontecer em outros passeios de Ushuaia.
    • É uma ótima opção para todas as idades, incluindo crianças pequenas e idosos — as passarelas são seguras e o trem é confortável, mesmo sem ser um passeio fisicamente exigente.

    Vale a pena?

    Arquivo acervo pessoal

    Na nossa experiência, sim — principalmente pela combinação da história curiosa do presídio com a paisagem da Terra do Fogo. É importante, porém, ajustar as expectativas: não é um passeio de grandes emoções ou paisagens dramáticas o trajeto inteiro, mas sim uma experiência tranquila, educativa e visualmente bonita, especialmente se você pegar como nós, com neve caindo.

    Se seu tempo em Ushuaia for bem limitado, vale pesar esse passeio contra outros, como o Canal Beagle ou o Glaciar Martial, que trazem uma experiência um pouco mais intensa. Mas se você tem interesse em história, ou está viajando com crianças e idosos que talvez prefiram algo mais tranquilo, o Trem do Fim do Mundo entrega exatamente essa experiência.

    Trem do Fim do Mundo dentro do roteiro completo

    No nosso caso, esse passeio funcionou bem como o programa da manhã, já que a agência nos buscou bem cedo e nos deixou de volta no centro por volta das 13h — deixando a tarde inteira livre para outro passeio, que acabou sendo a visita ao Glaciar Martial. Se você está organizando seu próprio roteiro em Ushuaia, essa combinação de meio período de manhã com o trem, seguido de um passeio mais curto à tarde, funciona muito bem para aproveitar melhor cada dia na cidade.


    Frequently asked questions

    Quanto custa o Trem do Fim do Mundo em Ushuaia? Os valores mudam com frequência devido à inflação argentina, dá uma olhada nesse post sobre o câmbio na Argentina para entender melhor, mas em julho de 2026 o ticket normal para adultos custava cerca de 70.000 ARS, e o premium cerca de 217.000 ARS — sem incluir a entrada do Parque Nacional, cobrada separadamente.

    O ingresso do Parque Nacional está incluído no bilhete do trem? Geralmente não. É uma cobrança separada, obrigatória para quem embarca no trem, já que o trajeto passa por dentro do Parque Nacional Tierra del Fuego.

    Quanto tempo dura o passeio de trem? Entre 1h45 e 2h, incluindo uma parada de cerca de 15 minutos na Estação Macarena.

    O Trem do Fim do Mundo funciona o ano todo? Sim, opera o ano inteiro, inclusive em dias de neve ou chuva leve.

    Vale a pena para quem está com pouco tempo em Ushuaia? Depende do seu perfil de viagem. É uma ótima opção para famílias com crianças ou idosos, ou para quem se interessa por história. Se você prefere passeios mais intensos e tem pouco tempo, talvez valha priorizar o Canal Beagle ou o Glaciar Martial.


    Em minhas redes sociais sempre tem atualização e dicas em tempo real. No meu canal no Youtube também posto os relatos das viagens, então quero te ver lá também:

    Instagram: @pattycampossilva / @passepasseando

    Youtube: Passe Passeando

    Fale conosco: contato@passepasseando.com.br

    Read more: Trem do Fim do Mundo: Preço, História e Dicas para Ushuaia)
  • Canal Beagle em Ushuaia: Passeio de Barco, Preço e Vale a Pena?

    Canal Beagle em Ushuaia: Passeio de Barco, Preço e Vale a Pena?

    Passeio pelo Canal Beagle em Ushuaia: preços, duração, o que ver e como foi avistar baleias na nossa navegação. Dicas reais e atualizadas.

    Arquivo acervo pessoal

    Esse foi o passeio que eu estava mais ansiosa para fazer logo no nosso primeiro dia inteiro em Ushuaia. Compramos o ingresso ainda pela manhã, andando pela orla, e passamos o resto do período até a tarde contando os minutos. E valeu cada segundo de expectativa: no meio da navegação, avistamos baleias — um momento que parou todo mundo no barco, com celular em punho e aquela cara de “não acredito que estou vendo isso ao vivo”.

    Neste post, conto como funciona o passeio de navegação pelo Canal Beagle, quanto custa, o que dá para ver ao longo do trajeto e as dicas práticas que valem a pena saber antes de reservar o seu.

    Neste post você vai encontrar:

    • O que é o Canal Beagle
    • Como funciona o passeio
    • Quanto custa
    • O que dá para ver: fauna e pontos turísticos
    • Avistamento de baleias: dá para garantir?
    • Dicas práticas para o passeio
    • Vale a pena?
    • Frequently asked questions

    O que é o Canal Beagle

    Arquivo acervo pessoal

    O Canal Beagle é um estreito que corta a região da Terra do Fogo, fazendo a divisa natural entre Argentina e Chile e conectando os oceanos Atlântico e Pacífico. Ele banha toda a extensão da cidade de Ushuaia, e — detalhe curioso — costuma ser a primeira coisa que os turistas veem pela janela do avião, ainda antes de pousar.

    Navegar por ele é considerado um dos passeios mais tradicionais da cidade, e não é para menos: além da paisagem — com a cordilheira ao fundo e a cidade vista de outro ângulo —, o canal abriga uma fauna riquíssima, com lobos-marinhos, aves diversas e, em dias de sorte, baleias.


    Como funciona o passeio

    O embarque acontece direto no porto turístico de Ushuaia, bem próximo ao centro da cidade — o que facilita bastante a logística, já que dá para ir a pé desde a maioria das hospedagens na região central.

    A maior parte dos passeios é feita em catamarãs com área fechada e aquecida, além de banheiro e cafeteria a bordo (consumo à parte, na maioria dos casos). Alguns roteiros também têm guia por áudio, explicando os pontos de parada e a fauna avistada ao longo do trajeto.

    Duração: varia bastante conforme o roteiro escolhido — de passeios mais curtos, de cerca de 2h30, até roteiros combinados de dia inteiro, incluindo caminhada na Ilha Bridges ou visita à Estância Harberton, que podem chegar a 5 horas ou mais.

    Quanto custa

    Os valores variam bastante conforme a duração e o tipo de roteiro escolhido — de passeios mais simples, a partir de cerca de US$ 65, até roteiros mais completos de dois dias, incluindo visita ao Parque Nacional da Terra do Fogo, que podem passar de US$ 380.

    Para famílias, vale destacar: a maioria das operadoras oferece desconto por faixa etária — crianças de 0 a 3 anos costumam não pagar, e crianças de 4 a 11 anos costumam ter cerca de 50% de desconto sobre o valor cheio. A partir dos 12 anos, geralmente já é cobrado o valor integral.

    Dica prática: compare pacotes entre diferentes operadoras antes de fechar — alguns incluem parada na Ilha Bridges para uma caminhada curta (quando as condições climáticas permitem), o que agrega bastante à experiência sem custo muito maior.


    O que dá para ver: fauna e pontos turísticos

    Arquivo acervo pessoal

    Ao longo da navegação, os pontos mais comuns de parada e observação incluem:

    Arquivo acervo pessoal
    • Farol Les Eclaireurs, conhecido popularmente como o “Farol do Fim do Mundo” — um dos pontos mais fotografados do passeio
    • Ilha Bridges, onde alguns roteiros incluem uma caminhada curta, dependendo das condições climáticas do dia

    Além disso, é comum avistar cormorões, leões-marinhos e, em alguns passeios mais completos, até pinguins nadando — embora a caminhada entre pinguins propriamente dita costume ser vendida como um passeio separado, geralmente combinado com a Isla Martillo.

    Avistamento de baleias: dá para garantir?

    Aqui vai uma dose de honestidade: não é possível garantir o avistamento de baleias. Nós tivemos sorte — foi um dos momentos mais marcantes de toda a viagem, ver aquelas baleias subindo à superfície para respirar, bem próximas do barco.

    Mas essa não é uma experiência garantida em todo passeio. A presença de baleias no Canal Beagle depende de fatores sazonais e de pura sorte no dia. Se você está indo especificamente pela chance de ver baleias, vale perguntar à operadora sobre a frequência recente de avistamentos, mas tenha em mente que é um bônus, não uma garantia do passeio.


    Dicas práticas para o passeio

    • Escolha uma embarcação com área fechada. Ushuaia é uma cidade fria mesmo fora do inverno, e o vento sobre o canal intensifica ainda mais a sensação térmica. Área fechada e aquecida faz muita diferença no conforto do passeio.
    • Vá bem agasalhado de qualquer forma, mesmo optando pela área interna — sempre vale a pena sair para o deque externo nos melhores momentos de fotos e avistamento.
    • Os passeios são diários, mas dependem do clima. Roteiros podem sofrer alteração parcial ou até cancelamento por questões climáticas ou mecânicas — vale ter isso em mente na hora de organizar o restante do roteiro do dia.
    • Compre o ingresso com alguma antecedência, principalmente na alta temporada (novembro a março, ou junho a agosto). Fora desses períodos, como fizemos, é tranquilo comprar já na própria cidade, direto na orla.
    • Leve a câmera com bateria carregada. Entre a paisagem, a fauna e um possível avistamento de baleias, é fácil gastar bateria rápido demais no meio do passeio.

    Vale a pena?

    Sem dúvida, sim. Independentemente do tempo que você tiver disponível em Ushuaia, recomendamos não deixar de fazer esse passeio. Mesmo sem o bônus das baleias, a paisagem do canal, a fauna marinha e a vista da cidade a partir da água já valem a experiência — e com sorte, como tivemos, o passeio pode se tornar um dos pontos mais marcantes de toda a viagem.

    Canal Beagle x outros passeios de Ushuaia

    Se você está tentando montar seu roteiro e decidir quais passeios priorizar, vale colocar o Canal Beagle entre os primeiros da lista — ele é relativamente acessível em termos de esforço físico (diferente de trilhas como a da Laguna Esmeralda) e funciona bem tanto para famílias com crianças pequenas quanto para grupos com idosos, já que não exige nenhum preparo físico especial.

    Comparado a outros passeios clássicos da cidade, como o Trem do Fim do Mundo ou a visita ao Glaciar Martial, o Canal Beagle tem a vantagem de reunir paisagem, história e fauna num único programa — o que o torna uma ótima escolha para quem tem poucos dias na cidade e precisa priorizar.

    Melhor época para o passeio

    Os passeios pelo Canal Beagle acontecem o ano todo, mas a experiência muda bastante conforme a estação. No verão (dezembro a março), os dias são mais longos e as temperaturas mais amenas, o que facilita a permanência no deque externo por mais tempo. No outono e inverno, como foi nossa viagem em maio, o frio é mais intenso, mas as paisagens ganham um charme especial, com neve nas montanhas ao redor do canal — e a vantagem extra de menos turistas, o que costuma facilitar tanto a compra do ingresso quanto o conforto a bordo, com embarcações menos cheias.


    Frequently asked questions

    Quanto custa o passeio pelo Canal Beagle em Ushuaia? Os valores variam de cerca de US$ 65, em passeios mais curtos, até mais de US$ 380 em roteiros de dois dias com visita ao Parque Nacional da Terra do Fogo. A maioria dos passeios tradicionais de meio período fica numa faixa intermediária.

    Dá para ver baleias no passeio do Canal Beagle? É possível, mas não garantido — depende de fatores sazonais e sorte no dia da navegação. Nós tivemos a sorte de avistar baleias durante nosso passeio.

    Quanto tempo dura o passeio pelo Canal Beagle? Varia entre 2h30 e 5 horas, dependendo do roteiro escolhido. Passeios combinados, com caminhada na Ilha Bridges ou visita a estâncias, tendem a durar mais.

    Precisa reservar o passeio com antecedência? Na alta temporada (novembro a março ou junho a agosto), recomendamos reservar com antecedência. Fora desses períodos, como foi nossa experiência em maio, é tranquilo comprar o ingresso já na própria cidade.Crianças pagam o valor integral no passeio? Normalmente não. Crianças de 0 a 3 anos costumam não pagar, e de 4 a 11 anos costumam ter cerca de 50% de desconto. A partir de 12 anos, o valor integral costuma ser cobrado.

    Em minhas redes sociais sempre tem atualização e dicas em tempo real. No meu canal no Youtube também posto os relatos das viagens, então quero te ver lá também:

    Instagram: @pattycampossilva / @passepasseando /

    Youtube: Passe Passeando

    Fale conosco: contato@passepasseando.com.br

  • Câmbio na Argentina: Banco Nación ou Western Union? Comparação Real

    Câmbio na Argentina: Banco Nación ou Western Union? Comparação Real

    Câmbio na Argentina: como usamos o Banco Nación e a Western Union na nossa viagem, vantagens, desvantagens e dicas atualizadas para levar dinheiro.

    Arquivo acervo pessoal

    Assim que pousamos em Buenos Aires, ainda dentro do aeroporto, uma das primeiras coisas que fizemos foi trocar dinheiro. Isso porque precisávamos chegar a Ushuaia já com alguns pesos argentinos na mão — nem que fosse só o suficiente para o táxi e o primeiro jantar. Foi ali que tivemos nosso primeiro contato prático com um assunto que, sinceramente, confunde muita gente antes de viajar para a Argentina: qual é a melhor forma de levar dinheiro para o país?

    Neste post, conto como fizemos na nossa viagem — Banco Nación no aeroporto e Western Union já em Ushuaia — e complemento com o que pesquisei sobre as outras opções disponíveis, para te ajudar a decidir a melhor estratégia para a sua viagem.

    Neste post você vai encontrar:

    • Como fizemos: Banco Nación no aeroporto
    • Western Union: como usamos em Ushuaia
    • Dólar blue: o que é e por que temos ressalvas
    • Cartão internacional: como funciona hoje
    • Qual estratégia vale mais a pena
    • Frequently asked questions

    Como fizemos: Banco Nación no aeroporto

    Ainda no aeroporto de Buenos Aires, fomos até o Banco Nación para trocar alguns reais por pesos argentinos. Essa foi uma escolha prática: como ainda tínhamos uma conexão pela frente até Ushuaia, preferimos já sair de Buenos Aires com pesos na carteira, em vez de depender de encontrar um ponto de câmbio já na cidade de destino.

    O Banco Nación tem postos de câmbio dentro dos principais aeroportos argentinos — tanto no Aeroparque Jorge Newbery (AEP), onde fizemos nossa conexão, quanto no Aeroporto Internacional de Ezeiza. É considerado um dos canais mais seguros e oficiais para trocar dinheiro no país, funcionando em horário estendido (o posto do Ezeiza, inclusive, funciona 24 horas).

    Importante: na Argentina, cartão também é bem aceito na maioria dos estabelecimentos. Mas para os primeiros gastos da viagem — táxi, lanche, pequenas compras — ainda vale a pena chegar com um pouco de dinheiro em espécie, já que nem todo lugar aceita cartão, especialmente em cidades menores como Ushuaia.

    Western Union: como usamos em Ushuaia

    Já em Ushuaia, voltamos a trocar dinheiro — dessa vez pela Western Union, que uso há anos nas minhas viagens pela Argentina. O funcionamento é simples: você envia uma quantia (em reais ou dólares) para si mesmo, pelo aplicativo da Western Union, e depois retira o valor já convertido em pesos numa agência física no destino.

    A grande vantagem da Western Union é a segurança: é uma operação legal, com recibo, sem risco de receber nota falsa — um problema real em alguns pontos de câmbio informais da Argentina. A cotação oferecida costuma ser competitiva, muitas vezes superior ao câmbio oficial de banco, mesmo considerando o IOF cobrado nesse tipo de operação.

    A desvantagem é a praticidade: você precisa ir até uma agência física, enfrentar fila (que pode ser longa dependendo do dia e do horário) e apresentar documento e o código da transferência. Ainda assim, para quem prioriza segurança em vez de rapidez, é uma excelente opção — e foi a que escolhemos usar ao longo da nossa viagem.

    Dólar blue: o que é e por que temos ressalvas

    Você provavelmente já ouviu falar do dólar blue — o câmbio paralelo (informal) da Argentina, que historicamente oferece uma cotação mais vantajosa do que o câmbio oficial, por conta das restrições cambiais do governo argentino. Esse câmbio paralelo costuma ser oferecido em casas de câmbio informais (as chamadas “cuevas”), concentradas principalmente em regiões como a Calle Florida, em Buenos Aires.

    Não usamos o dólar blue na nossa viagem, e o motivo é simples: embora seja uma prática comum, inclusive entre turistas, ela opera fora do sistema oficial — o que significa mais risco de golpe, nota falsa, ou de lidar com estabelecimentos sem qualquer tipo de garantia formal. Preferimos os canais oficiais, mesmo que isso signifique, eventualmente, uma cotação um pouco menos vantajosa.

    Vale destacar: a diferença entre o câmbio oficial e o dólar blue tem diminuído nos últimos tempos, o que reduz ainda mais o incentivo de correr esse risco só para ganhar uma pequena vantagem na cotação.

    Cartão internacional: como funciona hoje

    Arquivo acervo pessoal

    Um ponto importante para quem está planejando uma viagem à Argentina agora: desde o final de 2022, o governo argentino fechou um acordo com as bandeiras Visa e Mastercard para que turistas estrangeiros tenham acesso a uma cotação de cartão bem mais próxima do câmbio paralelo, em vez do câmbio oficial (que era bem menos vantajoso). Isso praticamente dobrou o poder de compra de quem usa cartão de crédito internacional no país, comparado ao cenário de alguns anos atrás.

    Isso torna o cartão uma opção bem mais interessante hoje do que já foi no passado — especialmente para pagar hospedagens, já que o pagamento com cartão internacional costuma dar direito a isenção de parte do IVA (o imposto argentino) em diárias de hotel.

    Uma estratégia que tem se popularizado entre viajantes é combinar: conta digital/cartão internacional para a maior parte dos gastos, e uma quantia menor em pesos físicos (via Western Union ou Banco Nación) para táxis, feiras, gorjetas e pequenos estabelecimentos que não aceitam cartão.

    Qual estratégia vale mais a pena

    Baseado na nossa experiência e no que aprendemos pesquisando sobre o tema, aqui vai o resumo prático:

    • Banco Nación (nos aeroportos): ótimo para já sair com pesos em mãos assim que desembarcar, com segurança e câmbio oficial.
    • Western Union: nossa escolha preferida para reabastecer pesos ao longo da viagem — segura, com recibo, e cotação competitiva, ainda que exija ir até uma agência física.
    • Cartão internacional: cada vez mais vantajoso, especialmente para hospedagem (por causa da isenção de parte do IVA) e para o dia a dia, sem depender de encontrar pontos de câmbio abertos. Sempre uso nas minhas viagens o banco Wise
    • Dólar blue / cuevas: não é a opção que recomendamos, pelo risco envolvido, mesmo sendo uma prática comum entre turistas.

    Na prática, temos usado uma combinação: um pouco de dinheiro em espécie via Western Union ou Banco Nación para os primeiros gastos e emergências, e cartão internacional para o restante — especialmente hospedagem e compras maiores.

    Quanto dinheiro em espécie levar

    Uma dúvida comum de quem vai pela primeira vez à Argentina é quanto de dinheiro físico realmente vale a pena carregar. Na nossa experiência, o ideal é ter pesos suficientes para cobrir os primeiros um ou dois dias de viagem — táxi do aeroporto, uma refeição, pequenas compras — sem depender de encontrar um ponto de câmbio logo na chegada.

    Depois disso, reabastecer aos poucos, conforme a necessidade, evita que você ande com grandes quantias em espécie, o que nunca é o ideal em nenhum lugar do mundo. Foi exatamente essa lógica que seguimos: uma primeira troca no aeroporto de Buenos Aires, e complementos pontuais pela Western Union já em Ushuaia, conforme o dinheiro ia acabando.

    Cuidados na hora de trocar dinheiro

    Alguns cuidados práticos que vale ter, independente da forma de câmbio escolhida:

    • Confira as notas recebidas no momento da troca, ainda no balcão do câmbio — isso vale tanto para bancos quanto para a Western Union.
    • Evite trocar grandes quantias de uma vez só, especialmente logo na chegada. Prefira ir reabastecendo aos poucos ao longo da viagem.
    • Guarde o recibo das operações feitas pela Western Union — é seu comprovante caso haja qualquer divergência.
    • Fique atento ao horário de funcionamento das agências, principalmente em cidades menores como Ushuaia, onde a oferta de pontos de câmbio é mais limitada do que em Buenos Aires.

    Frequently asked questions

    Arquivo acervo pessoal

    Onde encontrar o Banco Nación nos aeroportos argentinos? No Aeroparque Jorge Newbery (AEP), o posto fica na extremidade do terminal de embarque, funcionando das 6h à meia-noite. No Aeroporto de Ezeiza, o posto fica no terminal internacional e funciona 24 horas.

    Vale a pena trocar dinheiro pela Western Union na Argentina? Sim, principalmente pela segurança — é uma operação legal, com recibo, sem risco de nota falsa. A cotação costuma ser competitiva, mesmo com a taxa cobrada na operação.

    O dólar blue é seguro para turistas? É uma prática comum, mas opera fora do sistema oficial, em casas de câmbio informais. Há risco de golpes e notas falsas, e a diferença de cotação em relação ao câmbio oficial tem diminuído — por isso, preferimos não recomendar essa opção.

    É melhor levar dinheiro em espécie ou usar cartão na Argentina? O ideal é combinar as duas coisas: um valor menor em pesos físicos (via Western Union ou Banco Nación) para táxis, feiras e pequenos estabelecimentos, e cartão internacional para o restante dos gastos, incluindo hospedagem.

    Compensa comprar pesos argentinos ainda no Brasil? Não recomendamos. A cotação de pesos comprados no Brasil costuma ser bem menos vantajosa do que trocar diretamente na Argentina, seja pelo câmbio oficial ou pela Western Union.

    Em minhas redes sociais sempre tem atualização e dicas em tempo real. No meu canal no Youtube também posto os relatos das viagens, então quero te ver lá também:
    Instagram: @pattycampossilva / @passepasseando

    Youtube: Passe Passeando
    Fale conosco: contato@passepasseando.com.br

  • Ushuaia: Roteiro Completo, O Que Fazer e Quantos Dias Ficar

    Ushuaia: Roteiro Completo, O Que Fazer e Quantos Dias Ficar

    Roteiro real de Ushuaia, a cidade do fim do mundo: como chegar, onde ficar, passeios e dicas de quem planejou essa viagem por 2 anos.

    Arquivo – acervo pessoal

    Se você já leu a história de como essa viagem começou, sabe que Ushuaia não foi só mais um destino no mapa — foi o lugar que escolhi para provar a mim mesma que eu era capaz de realizar um sonho sozinha. No fim, fui acompanhada do meu marido, Gustavo, mas a intenção e o planejamento inteiro nasceram de um desejo solo, pesquisado e sonhado por dois anos inteiros antes de finalmente acontecer.

    Neste post, reúno o roteiro completo de Ushuaia: como chegamos, onde ficamos, os passeios que fizemos e tudo que vivemos na cidade mais ao sul do continente — a cidade do fim do mundo.

    Neste post você vai encontrar:

    • Como chegar a Ushuaia (voos e conexão em Buenos Aires)
    • Câmbio: como levamos dinheiro para a viagem
    • Chegada e primeira noite na cidade
    • Onde ficamos
    • Passeio de navegação pelo Canal Beagle
    • Museu do Presídio
    • Trem do Fim do Mundo
    • Glaciar Martial
    • Trilha da Laguna Esmeralda
    • Quando ir: temporada em Ushuaia
    • Frequently asked questions

    Como chegar a Ushuaia

    Existe voo direto do Brasil para Ushuaia, mas a nossa opção foi fazer conexão em Buenos Aires. Voamos pela GOL, em parceria com a Aerolíneas Argentinas, com conexão no aeroporto AEP (Aeroparque Jorge Newbery), o aeroporto doméstico da cidade.

    Dica prática: o ideal é ter pelo menos 4 horas de intervalo entre os voos na conexão, para não correr risco em caso de atrasos — foi a margem que deixamos, e funcionou bem tranquilo.

    Câmbio: como levamos dinheiro para a viagem

    Ainda no aeroporto de Buenos Aires, fomos até o Banco Nación para trocar alguns reais por pesos argentinos. Na Argentina, cartão também é bem aceito, mas ainda costuma valer mais a pena trocar dinheiro em espécie — não necessariamente em bancos ou casas de câmbio tradicionais. Como precisávamos chegar em Ushuaia já com alguns pesos na mão, fizemos essa primeira troca ali mesmo no aeroporto.

    Esse é um assunto que merece bastante atenção — tem toda uma lógica de câmbio na Argentina, incluindo as vantagens e desvantagens de usar a Western Union, que uso e recomendo há anos nas minhas viagens pela Argentina. Detalho tudo isso neste post específico sobre câmbio na Argentina

    Chegada e primeira noite em Ushuaia

    Chegamos à noite em Ushuaia — uma noite fria de maio, com uma leve garoa. O aeroporto já é um charme por si só: construção de madeira, pequeno, mas super aconchegante. Na saída, é fácil conseguir táxi, com valores tabelados.

    A cidade recebe muitos turistas brasileiros, assim como em boa parte da Argentina, o que facilita bastante a comunicação.

    Escolhemos uma hospedagem pelo Booking, bem próxima ao centro — a apenas duas ruas da Avenida San Martín, a rua principal, que concentra agências de turismo, lojas de suvenir e boa parte do movimento da cidade.

    Arquivo – acervo pessoal

    Nessa primeira noite, só guardamos as malas e saímos para explorar a rua principal e tomar um vinho, relaxando da viagem. Andando pela San Martín, eu mal acreditava que estava ali — no lugar que eu tanto sonhei, tanto planejei. Já tinha pesquisado tanto, assistido tantos vídeos, que aquela rua já parecia familiar, como se eu já tivesse estado ali antes.

    A manhã seguinte: as montanhas de Ushuaia

    Na manhã seguinte, eu queria muito ver o nascer do sol — que, nessa época do ano (outono), acontece quase às 9h da manhã. Como chegamos à noite, não tínhamos visto muita coisa da cidade ainda. Mas pela manhã, dava para ver, em todas as direções, montanhas e mais montanhas nevadas.

    Que cidade linda! É impressionante a quantidade de montanhas próximas à cidade — parecem coladas, de tão perto que estão.

    Arquivo – acervo pessoal

    Fomos caminhar pela orla, admirando tudo. Aproveitamos para ir à Western Union trocar mais dinheiro, e passamos no mercado para comprar alguns lanchinhos para levar nos passeios e comer na hospedagem.

    Tenho post dedicado a explicar como funciona o câmbio na Argentina aqui.

    Ainda na orla, já compramos o ingresso para o passeio de navegação pelo Canal Beagle, que eu estava ansiosa para fazer logo naquela tarde. Conto essa experiência com todos os detalhes aqui, e você pode reservar o mesmo passeio aqui diretamente no melhor site de experiências pelo mundo, Get Your Guide.

    Museu do Presídio

    Aproveitamos a manhã livre para visitar o Museu do Presídio, que fica bem próximo ao centro. Vale muito a pena — aprendemos e conhecemos bastante sobre a história da cidade, que está diretamente ligada à antiga colônia penal que deu origem a Ushuaia.

    Também passamos por algumas agências para escolher os demais passeios da viagem, já que não tínhamos fechado nada ainda no Brasil. Isso porque maio não é alta temporada em Ushuaia — a alta temporada vai de novembro a março (verão) e de junho a agosto (inverno, temporada de neve). Se você for viajar num desses períodos, recomendo fechar alguns passeios com antecedência, já que a procura é bem maior.

    Fechamos, para os próximos dias, o Trem do Fim do Mundo e um passeio de mini-trekking em El Calafate, nosso próximo destino na sequência da viagem.

    Passeio de navegação pelo Canal Beagle

    À tarde, fizemos o passeio de navegação pelo Canal Beagle — e foi incrível. Chegamos a avistar baleias durante o trajeto! Foi um dos pontos altos da viagem inteira, e [detalho toda a experiência neste post específico].

    Depois do passeio de barco, fomos descansar na hospedagem, já que na manhã seguinte seria o dia do Trem do Fim do Mundo, e a agência passaria bem cedo para nos buscar.

    Trem do Fim do Mundo

    A agência nos buscou por volta das 6h da manhã. Chegamos à estação e já caía uma tímida neve — nossa primeira experiência com neve caindo naquela viagem, e ficamos super empolgados. A estação em si já é linda, e o passeio foi maravilhoso. [Detalho toda a experiência e a história por trás do trem neste post].

    Glaciar Martial

    Esse passeio de meio dia terminou por volta das 13h, quando a agência nos deixou de volta no centro da cidade. Como tínhamos a tarde livre, tive a ideia de pegar um táxi e visitar o Glaciar Martial, uma montanha bem próxima da cidade — cerca de 15 minutos de táxi, e já estávamos na entrada da trilha, em frente a uma charmosa casa de chá que fica no alto da montanha.

    Foi ali que começamos a ver neve de verdade. Foi um fim de tarde cheio de experiências, que [relato com todos os detalhes neste post].

    Para voltar à cidade, foi bem tranquilo — havia táxi disponível, e retornamos à hospedagem. Jantamos num restaurante com parrilla que o taxista local indicou, e amamos a experiência.

    Trilha da Laguna Esmeralda

    Nosso último dia inteiro em Ushuaia foi dedicado à trilha para a Laguna Esmeralda. Quando eu pensava em fazer essa viagem sozinha, esse era um dos lugares que eu mais queria conhecer — mas, planejando ir sem companhia, acabei tirando essa trilha do roteiro por insegurança, mesmo sabendo que existia a possibilidade de ir com agência.

    Como no fim das contas fui acompanhada pelo meu marido, a trilha voltou com tudo para o roteiro. Esse é mais um daqueles lugares que pesquisei tanto, vi tantos vídeos, que parecia que eu já conhecia como a palma da minha mão.

    Pegamos um transfer na orla que nos deixou na entrada da trilha. Decidimos arriscar ir sem guia — não recomendo essa escolha, e [conto o porquê, com toda a experiência e o que poderia ter dado errado, neste post específico].

    Mesmo assim, deu tudo certo e foi perfeito. O caminho, de aproximadamente 5km, é relativamente tranquilo, mas impressionantemente lindo. A laguna estava parcialmente congelada — maio é outono na região, e o frio só aumenta a partir dali. O retorno dos 5km foi tão bom quanto a ida, e ao chegar ao final da trilha, esperamos um pouco até que chegasse o transfer de volta à cidade, que já tem horários pré-definidos.

    De volta à cidade, fomos direto descansar — o dia tinha sido bem intenso.

    Último dia: San Martín e despedida

    Nosso voo saía por volta das 11h do último dia. Aproveitamos a manhã para voltar à San Martín, comprar as últimas lembrancinhas, e seguimos para El Calafate, nosso próximo destino — [que vocês vão conhecer em detalhes aqui].


    Quando ir a Ushuaia: entendendo a temporada

    Fomos em maio, no outono, fora da alta temporada. Isso trouxe vantagens (menos gente, mais facilidade para fechar passeios na própria cidade) e algumas particularidades (nem tudo estava tão nevado quanto seria no inverno). A alta temporada em Ushuaia se divide em dois momentos: novembro a março, verão no hemisfério sul, e junho a agosto, inverno e temporada de neve mais intensa. Se você for viajar nesses períodos, vale fechar alguns passeios com antecedência, já que a procura aumenta bastante.

    Arquivo – acervo pessoal

    Frequently asked questions

    Vale a pena fazer conexão em Buenos Aires para chegar a Ushuaia? Existe voo direto do Brasil, mas a conexão em Buenos Aires também funciona bem, especialmente se você já planeja aproveitar para trocar dinheiro ou conhecer um pouco da cidade durante a escala. O importante é deixar uma margem segura entre os voos — recomendamos pelo menos 4 horas.

    Precisa fechar os passeios de Ushuaia com antecedência? Depende da época. Fora da alta temporada (como fizemos, em maio), é tranquilo fechar tudo já na cidade, direto nas agências. Na alta temporada (novembro a março ou junho a agosto), vale reservar com mais antecedência.

    Dá para fazer a trilha da Laguna Esmeralda sem guia? É possível, mas não recomendamos — no post específico sobre essa trilha, explico os riscos e o que poderia ter dado errado com a gente.

    Vale a pena visitar o Glaciar Martial? Sim, principalmente se você tiver uma tarde livre na cidade. Fica bem próximo do centro (cerca de 15 minutos de táxi) e já entrega neve de verdade e paisagens lindas, sem precisar de um dia inteiro de passeio.

    Em minhas redes sociais sempre tem atualização e dicas em tempo real. No meu canal no Youtube também posto os relatos das viagens, então quero te ver lá também: Instagram: @pattycampossilva / @passepasseando /
    Youtube: Passe Passeando
    Fale conosco: contato@passepasseando.com.br

  • A Viagem em Família que Mudou Nosso Jeito de Viajar

    A Viagem em Família que Mudou Nosso Jeito de Viajar

    A história por trás da nossa primeira viagem internacional: por que decidi ir sozinha para Ushuaia e El Calafate, e como isso mudou nossa família.


    Arquivo acervo pessoal

    Antes de qualquer roteiro, qualquer dica de hospedagem ou lista de passeios, tem uma história que precisa ser contada primeiro — porque foi ela que deu origem a tudo o que esse blog é hoje. Essa não é a história de uma viagem. É a história de uma decisão que mudou a forma como nossa família enxerga o mundo.

    De onde eu venho

    Vim de uma família humilde e muito batalhadora. Meus pais conseguiram nos dar o suficiente para uma vida digna — sem luxos extremos, mas com todas as necessidades supridas. Viajar simplesmente não fazia parte da nossa realidade. Não sei bem explicar o motivo — talvez fosse cultural — mas não era comum ver as pessoas ao nosso redor viajando, falando sobre viagens, se planejando para conhecer lugares novos. Isso parecia coisa de gente muito rica, um mundo distante do nosso.

    Foi só com a nossa geração, com a chegada da tecnologia e principalmente da internet, que viajar começou a parecer mais acessível, mais possível, mais desejável.

    Os anos que passaram

    Minha primeira filha, Letícia, nasceu em 2011, quando eu tinha 28 anos, cheia de energia. Ela foi um bebê muito tranquilo — dormia bem à noite, sempre “de boa”. Eu sempre quis ter dois filhos, e mesmo com uma filha tão fácil, fui adiando o segundo. Às vezes a desculpa era a idade dela, ainda muito pequena. Às vezes era uma questão financeira. Às vezes era minha carga horária de trabalho. Às vezes, a falta de uma rede de apoio.

    Os anos foram passando dessa forma, até que coloquei um limite para mim mesma: precisava ter o segundo filho até os 35 anos, ou não teria mais. Quando os 35 chegaram, tirei o DIU e começamos a tentar. Passaram-se meses, e nada. Um ano, e nada. Até que, finalmente, veio a notícia: estávamos esperando um bebê.

    Mas nos exames, algo não estava certo. Faltava o som dos batimentos cardíacos. Esperamos, refizemos os exames, e a confirmação veio: a gestação não havia evoluído, e perdemos aquele bebê. Foi um momento de muita dor, que me abalou profundamente. Mesmo assim, seguimos as recomendações médicas e continuamos tentando. Poucos meses depois, veio a notícia de uma nova gestação — e dessa vez, tudo certo. Em 2020, chegou nosso Samuel: um bebê grande, forte, e uma versão bem diferente de irmã mais velha tranquila que tínhamos vivido com a Letícia.

    Uma mãe em outra fase da vida

    Arquivo acervo pessoal

    Samuel foi um bebê bem mais chorão, que não dormia tão bem quanto a irmã — super saudável, mas com uma personalidade que exigia muito mais de mim. Quando ele completou 2 anos, eu já estava com 38, numa fase hormonal diferente, me sentindo mais cansada do que nunca.

    Essa combinação despertou em mim uma necessidade que eu não sabia nomear direito na época: a necessidade de me reconectar comigo mesma. De ter um momento só meu. De lembrar que eu era capaz de fazer algo só para mim, por mim — porque eu sentia que, em algum momento no meio da rotina de cuidar de todo mundo, eu tinha me deixado de lado. Esquecido do que eu gostava. De quem eu era antes de ser só “mãe”.

    A decisão de viajar sozinha

    Não me lembro exatamente como a ideia surgiu, mas decidi que queria fazer uma viagem sozinha. Sozinha mesmo — sem marido, sem filhos, sem amigos, sem grupo, sem ninguém. Só eu e a minha própria companhia.

    Mas para onde? Aí começou outro dilema. Eu não queria ir para um destino onde não me sentisse segura estando sozinha. Nada de praia, nada de resort, nada de lugar isolado.

    Foi então que, por acaso, apareceu na minha timeline algo sobre uma geleira — um gelo glacial, aqui do lado do Brasil, onde as pessoas caminhavam por uma passarela e ficavam frente a frente com aquela imensidão de gelo. Na hora, pensei: é isso que eu quero ver. Era o Perito Moreno, em El Calafate, na Argentina.

    Comecei a consumir vídeo atrás de vídeo, buscando informações sobre a região, e descobri que a combinação perfeita para essa viagem seria incluir também Ushuaia — a cidade do fim do mundo.

    Avisando (e sendo ignorada)

    Comecei a me planejar — e a avisar. Sim, avisei com antecedência que precisava fazer aquilo, que ia fazer isso por mim. Eu precisava provar para mim mesma que, se eu era capaz de cuidar da minha família inteira, também era capaz de fazer algo por mim. Capaz de realizar meus próprios sonhos, através do meu próprio trabalho, do meu próprio dinheiro. Sair sozinha pela primeira vez. Primeira vez em outro país, sozinha. E, com muita determinação, coloquei essa viagem como meta para o meu presente de 40 anos. Tinha dois anos inteiros para organizar tudo.

    Meu marido nunca acreditou que eu tivesse coragem de verdade — até o dia em que emiti as passagens. Ele nunca tentou entender de fato a motivação por trás daquilo, como seria, quando seria. Mas o dia chegou.

    Sempre que eu pesquisava, fazia reservas, via os passeios disponíveis, uma parte de mim pensava: “poxa, eu vou vivenciar tudo isso sozinha? Sem as pessoas que eu amo?” No fundo, não achava justo. Cheguei a falar para ele: “vem comigo, você quer ir?” Mostrava vídeos, tentava despertar o interesse dele. Mas ele não demonstrava interesse nenhum, e continuava duvidando — sempre dizendo que não dava, que ia atrapalhar financeiramente, sem nem ao menos saber quanto custaria a viagem.

    O dia em que comprei a passagem

    Quando finalmente comprei a passagem, mandei para ele ver. Ele ficou uma semana emburrado, sem acreditar que eu realmente tinha feito aquilo — mesmo eu tendo avisado por anos que faria. Ainda assim, insisti para que ele fosse. Ele questionou como iria, se nem sabia quando seria, quanto custaria.

    Calmamente, planilhei tudo e mostrei que eu não estava fazendo nenhuma loucura. Eu sabia exatamente como sairíamos daqui, por onde chegaríamos, o que fazer, onde ficar, onde comer, como pagar. Eu tinha o controle da situação. Eu não estava sendo impulsiva viajando sozinha para fora do país — eu sabia exatamente o que estava fazendo.

    E assim, ele topou. Corri para comprar a passagem dele também, incluí-lo nas hospedagens que eu já tinha reservado. E foi por esse atrevimento meu que nossa vida mudou completamente.

    O que essa viagem nos ensinou

    Eu realizei um sonho. Mas foi chegando lá que ele começou a sonhar também — pela primeira vez, ele mesmo, com seus próprios olhos, diante daquela paisagem que só tínhamos visto em vídeo até então.

    Foi depois de Ushuaia que nossa mente se abriu de verdade. Essa viagem nos mostrou que tudo é possível com planejamento e muita coragem. Nos mostrou que o mundo é muito maior do que imaginávamos, e que cada cantinho dele está pronto, esperando para ser conhecido.

    Hoje, olhando para trás, entendo que essa não foi apenas uma viagem para ver uma geleira. Foi o momento em que decidi que eu ainda existia, além de todos os papéis que eu exercia todos os dias. E foi essa decisão — de ir, mesmo com medo, mesmo sem apoio no começo, mesmo não sabendo exatamente como tudo terminaria — que abriu a porta para tudo que viveríamos como família depois: Bariloche, Itália, Portugal, o cruzeiro pelo Nordeste, e tantas outras viagens que ainda estão por vir.

    Se você está numa fase parecida com a que eu estava — se sentindo esquecida no meio da correria de cuidar de todo mundo, com vontade de fazer algo só seu, mas sem saber bem como ou se teria coragem — deixo aqui o que aprendi: às vezes, a única forma de descobrir se você é capaz é simplesmente comprando a passagem.

    Por que decidi contar essa história aqui

    Esse blog nasceu para compartilhar roteiros, dicas práticas e experiências reais de viagem em família. Mas antes de qualquer dica prática, achei importante você entender de onde tudo isso vem. Não fui criada numa família de viajantes. Não tive, durante a maior parte da minha vida adulta, a menor ideia de que sairia do Brasil sozinha um dia, muito menos que voltaria de lá com meu marido finalmente enxergando o mesmo sonho que eu já carregava havia anos.

    Se esse blog puder ajudar mais alguma família a se planejar, a economizar, a evitar os perrengues que já passamos, ótimo — é exatamente para isso que ele existe. Mas se, além disso, puder inspirar alguém que está na mesma encruzilhada em que eu estive — desejando algo só para si, mas sem coragem de dar o primeiro passo — esse post já terá cumprido seu propósito.


    O que vem a seguir

    Esse foi só o começo da história. Nos próximos posts, vou contar como foi de verdade a viagem: a chegada a Ushuaia, o dia em frente ao Perito Moreno em El Calafate, os passeios, os aprendizados práticos e, claro, todos os detalhes de roteiro para quem quiser viver uma experiência parecida com a nossa.


    Em minhas redes sociais sempre atualização e dicas em tempo real, meu canal no Youtube também posto os relatos das viagens, então quero te ver lá também:

    Instagram: @pattycampossilva / @passepasseando

    Youtube: Strolling