Isla Victoria e Bosque de Arrayanes: Vale a Pena com Crianças?

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Passeio de barco para Isla Victoria e Bosque de Arrayanes em Bariloche: como funciona, quanto custa e o que ninguém conta sobre a volta. Relato real.

Este foi o passeio que eu estava mais empolgada para fazer em toda a viagem a Bariloche. Um passeio de barco lindo — mas também um dos mais cansativos do roteiro, e vou explicar exatamente por quê, porque isso pode mudar como você planeja o seu dia.

Neste post, conto como funciona o passeio para Isla Victoria e Bosque de Arrayanes, quanto custa, o que esperar de cada parte do trajeto e o perrengue que enfrentamos na volta — para você não passar pela mesma coisa.

Neste post você vai encontrar:

  • Como funciona o passeio (ingressos, trajeto, duração)
  • O que ver na Isla Victoria e no Bosque de Arrayanes
  • Quanto custa
  • O perrengue da volta (e como evitar)
  • Vale a pena com crianças?
  • Perguntas frequentes

Por que esse passeio é tão procurado

Isla Victoria e Bosque de Arrayanes formam um dos passeios mais icônicos de toda a região de Bariloche — e não é à toa. É um dos poucos programas que combina navegação por um dos lagos mais bonitos da Patagônia argentina com uma vegetação rara, que existe em pouquíssimos lugares do mundo. Por isso, ele costuma aparecer em praticamente todo roteiro de Bariloche, mesmo entre quem está com poucos dias na cidade.

Como funciona o passeio

Optamos por ir de Uber até o porto Pañuelo, de onde parte a embarcação. Os ingressos compramos direto numa loja na Mitre 139 — mas também é possível comprar pelo site oficial do passeio, que costuma ter opções de transfer incluso.

Dica de economia: o transfer pelo site custava cerca de $15.000 ARS por pessoa. Digo custava por que o câmbio na Argentina oscila muito e pode ser que houve alteração, e também por isso, já preparei um post dedicado a explicar o câmbio na Argentina, que você pode ver aqui. Se vocês forem em grupo, vale fazer a conta: um Uber com 4 pessoas geralmente sai pelo mesmo valor total — foi o que escolhemos e compensou bastante num primeiro momento.

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O passeio de barco passa primeiro pela Isla Victoria, com árvores e cenários incríveis, incluindo uma pequena trilha de 1km. Tem lanchonete no local, mas também dá para levar seu próprio lanche — e o barco também vende café e petiscos durante o trajeto.

Depois, a embarcação segue para o Bosque de Arrayanes, uma vegetação típica da região — dizem que foi essa paisagem que inspirou Walt Disney na animação Bambi. É um lugar bonito e diferente de tudo que vimos no resto da viagem, e rende fotos lindas.

As árvores de arrayán têm um tronco avermelhado e uma casca lisa e fria ao toque, bem diferente de qualquer vegetação que estávamos acostumados a ver no Brasil — as crianças ficaram fascinadas em tocar os troncos e comparar com as árvores “normais”. Há passarelas de madeira que conduzem o passeio por dentro do bosque, o que facilita bastante a caminhada mesmo para quem está com idosos no grupo.

Vale reservar um tempo generoso aqui para fotos — a luz entre as árvores, combinada com o verde intenso da vegetação e o silêncio do lugar, cria um cenário bem diferente do resto do roteiro por Bariloche, que é dominado por montanhas e neve.


O perrengue da volta (leia antes de ir)

Aqui está a parte que a maioria dos guias não conta: o passeio inteiro dura cerca de 5 horas, sendo que a navegação de retorno sozinha leva quase 2 horas. Sem muito o que fazer dentro do barco nesse trajeto, apesar da paisagem bonita, o tempo acaba ficando meio entediante — principalmente para crianças.

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O pior perrengue, no entanto, foi outro: o porto onde o barco atraca fica a cerca de 40 minutos do centro de Bariloche. Como não tínhamos fechado o transfer de volta com antecedência, e justamente naquele dia a cidade estava em festa (Fiesta de la Nieve), não havia remis, táxi nem Uber disponíveis. Nosso anfitrião nos ajudou a conseguir contatos, e mesmo assim levamos mais de 1 hora esperando no porto até conseguir dois carros para nos buscar.

Dica #1: se for em grupo grande, Uber compensa bastante — mas combine a volta com antecedência, principalmente se sua visita coincidir com algum evento ou festival na cidade.

Essa lição, aliás, se repetiu em outro passeio da nossa viagem (Piedras Blancas), o que nos fez perceber que não foi coincidência: em Bariloche, sempre vale ter um plano B de transporte para os passeios mais afastados do centro, principalmente durante períodos de festa ou alta temporada, quando a demanda por transporte aumenta muito mais rápido do que a oferta.

Dica #2: se possível, pergunte no momento da compra do ingresso se existe algum horário de retorno alternativo, ou se a empresa do passeio oferece algum apoio em caso de imprevistos no porto. Isso pode poupar tempo de espera em dias mais movimentados.

Dica #3: Esteja conectado a internet, não fique dependente de Wifi, muitos locais não tem, ou precisam de cadastros complicados e até não possuem sinal por estar longe da cidade, por isso recomendamos chip internacional da Airalo, temos cupom de desconto ( PATRIC28900 ) e ainda recomendo ler o post detalhado sobre chip internacional / esim.


Quanto custa o passeio

  • Ingresso do barco: valores variam conforme a época e a loja/site de compra (vale comparar antes)
  • Transfer pelo site oficial: ~$15.000 ARS por pessoa (compare com Uber se for em grupo)
  • Jantar na volta: fomos à Trattoria L’Italiano (Rua Quaglia) — entrada, prato principal, bebida e sobremesa saíram por $16.500 ARS (~R$70)

Vale a pena com crianças?

Sim, mas com uma ressalva: é um passeio mais longo e menos “ativo” do que outros em Bariloche, então prepare os pequenos para um dia de barco, não de trilha ou brincadeira na neve. Leve algo para entreter as crianças durante o trajeto de volta — livro, joguinho, o que funcionar para o seu filho — porque as quase 2 horas de navegação sem parar podem ser desafiadoras para eles.

As paisagens da Isla Victoria e do Bosque de Arrayanes, por outro lado, valem muito a pena e costumam encantar todas as idades.

Dicas práticas para levar crianças no passeio

  • Leve lanches e água extra — embora o barco venda café e petiscos, ter algo à mão evita imprevistos, principalmente durante a navegação de retorno mais longa.
  • Prepare as crianças para o tempo de barco. Explicar antes que o passeio inclui um trecho mais longo de navegação ajuda a evitar frustração no meio do caminho.
  • Aproveite a trilha da Isla Victoria para gastar energia — é curta (cerca de 1km) e funciona bem para quebrar a rotina de ficar parado no barco.
  • Roupa em camadas é essencial, já que o vento no lago costuma ser mais forte do que em terra firme, mesmo em dias de sol.

Vale mais a pena com transfer ou por conta própria?

Se você prefere não se preocupar com logística de transporte, o transfer incluso no ingresso oficial pode valer a pena, principalmente se for um grupo pequeno (1 a 2 pessoas), quando o valor por pessoa do transfer costuma compensar mais do que dividir um Uber. Já para grupos maiores, como o nosso, o Uber costuma sair mais em conta — mas exige a atenção extra com o combinado da volta que já mencionamos acima.

O que levar no passeio

  • Casaco corta-vento, mesmo em dias de sol — o vento sobre o lago costuma surpreender
  • Protetor solar e óculos escuros — a reflexão da água intensifica a exposição ao sol
  • Câmera ou celular com bateria carregada — é um dos passeios mais fotogênicos de toda a viagem a Bariloche
  • Lanche leve e água, mesmo com a opção de compra a bordo

Nossa impressão geral sobre o passeio

Apesar do perrengue da volta, recomendamos esse passeio sem hesitar. A combinação da navegação pelo lago com a paisagem única do Bosque de Arrayanes é diferente de tudo que vimos no resto do roteiro por Bariloche — que é dominado por montanhas, neve e mirantes. Foi um contraste bem-vindo no meio da viagem, e certamente vale reservar um dia inteiro para aproveitar com calma, desde que você já saiba, de antemão, como funciona a logística de volta.


Perguntas frequentes

Quanto tempo dura o passeio para Isla Victoria e Bosque de Arrayanes? Cerca de 5 horas no total, incluindo a navegação de ida, as paradas nos dois pontos e a volta.

É melhor ir de transfer ou de Uber até o porto Pañuelo? Depende do tamanho do grupo. Para grupos de 4 pessoas ou mais, um Uber geralmente sai pelo mesmo valor total do transfer por pessoa — vale comparar antes.

O passeio vale a pena com crianças pequenas? Sim, mas é um passeio mais longo e com pouca atividade física — leve algo para entreter as crianças durante a navegação de volta.

Onde comprar os ingressos para o passeio? É possível comprar direto em lojas físicas no centro de Bariloche (Mitre 139) ou pelo site oficial do passeio, que também oferece opção de transfer.

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