Categoria: Bariloche

  • Checklist de Mala de Viagem: 25 Itens que Você Pode Esquecer

    Checklist de Mala de Viagem: 25 Itens que Você Pode Esquecer

    Checklist de mala de viagem em família com itens que quase ninguém lembra: ecobag, saquinho para roupa suja, e outros truques que aprendi na prática.

    Arquivo acervo pessoal

    Toda lista de mala que encontro por aí parece ter sido copiada da mesma fonte: protetor solar, carregador, remedinho básico, documento. Óbvio, útil, mas… eu já sei disso. Depois de rodar por Bariloche, Itália, Portugal, um cruzeiro inteiro pelo Nordeste e a Patagônia Argentina — sempre em família, sempre errando um pouquinho em cada mala —, aprendi que os itens que realmente salvam uma viagem quase nunca aparecem nessas listas prontas. São coisas pequenas, baratas, que ocupam pouquíssimo espaço, mas que resolvem aquele problema chato que ninguém te avisa que vai acontecer.

    Este post não é mais uma lista genérica. É o checklist que eu mesma fui construindo, viagem após viagem, feito de erro e acerto real — não copiado de nenhum outro blog.

    Neste post você vai encontrar:

    • Por que as listas de mala tradicionais não bastam
    • Os itens que ninguém lembra (e que deveriam estar em toda mala)
    • Como organizar tudo isso na prática
    • Checklist final para copiar e usar
    • Perguntas frequentes

    Por que as listas de mala tradicionais não bastam

    Reparei um padrão: praticamente todo post sobre “o que levar na mala” repete a mesma dúzia de itens, na mesma ordem, com a mesma justificativa. Isso não é errado — só é insuficiente. Ninguém esquece o carregador de celular duas vezes na vida. Mas quase todo mundo esquece o saquinho para roupa suja, ou só percebe que precisava de uma sacola extra quando já está dentro de um mercado na Itália, sem sacola, sem carrinho, com os braços cheios de compras.

    Os itens que realmente fazem diferença numa viagem em família são os que resolvem um problema específico — e esses problemas só aparecem depois que você já viveu (ou sofreu) com eles pelo menos uma vez.


    Os itens que ninguém lembra (e que deveriam estar em toda mala)

    Arquivo acervo pessoal

    1. Uma ecobag vazia e dobrável

    Essa é praticamente uma regra de ouro que aprendi rápido: fora do Brasil, principalmente na Europa, muitos mercados e supermercados não oferecem sacola — ou cobram por ela, e nem sempre você tem o troco certo em outra moeda. Levo sempre uma ecobag dobrável, que ocupa o espaço de uma meia enrolada dentro da mala, e ela já salvou minhas compras de vinho e alfajor em El Calafate e as compras de última hora em Roma mais de uma vez.

    2. Saquinhos zip de diferentes tamanhos, para roupa suja

    Esse item resolve um problema que toda família com criança conhece bem: a roupa suja se mistura com a roupa limpa dentro da mala, porque a criança (ou o cansaço do fim do dia) simplesmente joga tudo junto. Um saquinho zip resolve isso na hora — você separa a roupa suja, fecha, e ela não encosta em mais nada. Uso também para roupa de banho molhada, que senão vira um problema desagradável dentro da mochila até secar.

    3. Balancinha digital de mala

    Um item pequeno, leve, que cabe na palma da mão, e que evita uma dor de cabeça real: chegar no aeroporto de volta pra casa com a mala pesando mais do que devia, cheia de vinho, chocolate e lembrancinha, e ter que pagar excesso de bagagem ou fazer malabarismo no check-in redistribuindo peso entre malas. Pesar a mala antes de sair da hospedagem evita esse susto.

    4. Um mini rolo de fita adesiva larga

    Parece bobo, mas resolve muita coisa: lacre de emergência numa mala que abriu, conserto rápido de um sapato descolando no meio de uma trilha, fixar um cabo solto, prender algo que quebrou. Não precisa ser o rolo inteiro — corte um pedaço generoso e enrole em torno de um pedaço de papelão ou caneta, assim ele ocupa quase nenhum espaço.

    5. Varal de viagem sem prego (ou um simples elástico resistente)

    Esse item já salvou muita roupa molhada de secar em cima de uma cadeira, pingando no chão do quarto. É útil especialmente depois de um dia de neve ou chuva — algo bem comum em roteiros como Bariloche ou Ushuaia — ou depois de lavar peças básicas à mão numa viagem mais longa, para não precisar levar tanta roupa.

    6. Prendedores de roupa (pregadores)

    Um item que parece não ter nada a ver com viagem, mas que uso direto: muitos quartos de hotel e pousada, principalmente fora do Brasil, têm cortinas finas que deixam entrar luz cedo demais. Em lugares como a Patagônia, onde o sol pode nascer bem cedo dependendo da estação, isso vira um problema real para quem quer dormir um pouco mais. Um pregador simples, fechando a fresta da cortina, resolve na hora.

    7. Uma caneta

    Parece o item mais bobo dessa lista, mas em quantos aeroportos e conexões internacionais eu já vi gente pedindo caneta emprestada para preencher formulário de imigração? Formulários em papel ainda existem em vários países, e a caneta nunca está onde deveria.

    8. Garrafinha ou squeeze dobrável, vazia

    Levar uma garrafa vazia (dobrável, para ocupar pouco espaço) permite reabastecer água depois de passar pela área de segurança do aeroporto, sem precisar comprar água engarrafada toda vez — o que, em alguns aeroportos, sai bem caro.

    9. Saco separado para calçados sujos

    Depois de uma trilha como a da Laguna Esmeralda, em Ushuaia, onde o terreno de turfa deixa qualquer calçado encharcado e sujo, ter um saco (pode ser até um saco de supermercado reservado) para isolar o calçado do resto da mala evita sujar tudo o que está por perto.

    10. Lenços umedecidos

    Um item básico, mas que vira ouro em viagem com criança pequena: mãos sujas depois de um lanche, banheiro de posto sem estrutura, aquele imprevisto de última hora. Ocupa pouco espaço e resolve muita coisa rápido.

    11. Fotografar o conteúdo da mala antes de despachar

    Esse não é bem um “item”, mas um hábito que recomendo: antes de despachar a bagagem, tire uma foto rápida do que está dentro dela. Parece exagero, até o dia em que a mala é extraviada ou chega danificada — e ter esse registro ajuda (e muito) na hora de acionar o seguro viagem ou reivindicar algo junto à companhia aérea.

    12. Uma pasta ou envelope para guardar recibos

    Recibos de compras, comprovantes de passeio, ingressos impressos — tudo isso se perde fácil dentro da mala se não tiver um lugar fixo. Uma pastinha simples resolve, e ajuda bastante se você precisar acionar o seguro viagem por qualquer motivo durante a viagem.


    Como organizar tudo isso na prática

    Uma coisa que aprendi com o tempo: separar por “kits” funciona muito melhor do que separar só por tipo de roupa. Um saquinho com o essencial de praia ou neve (dependendo do destino), outro com os itens de “emergência” (fita adesiva, saquinhos zip, pregadores), outro com documentos e recibos. Isso facilita muito na hora de pegar algo com pressa, sem precisar vasculhar a mala inteira — um detalhe que faz toda diferença quando você está viajando com criança impaciente esperando no corredor do hotel.


    Checklist final para copiar e usar

    Arquivo acervo pessoal

    Os “esquecidos” que resolvem um problema real:

    • [ ] Ecobag dobrável vazia
    • [ ] Saquinhos zip de diferentes tamanhos (roupa suja, itens molhados)
    • [ ] Balancinha digital de mala
    • [ ] Mini rolo de fita adesiva larga
    • [ ] Varal de viagem sem prego ou elástico resistente
    • [ ] Prendedores de roupa (pregadores)
    • [ ] Caneta
    • [ ] Garrafinha/squeeze dobrável vazia
    • [ ] Saco separado para calçados sujos
    • [ ] Lenços umedecidos
    • [ ] Hábito: fotografar o conteúdo da mala antes de despachar
    • [ ] Pasta ou envelope para recibos e comprovantes

    O básico que você já sabe (mas vale confirmar antes de fechar a mala):

    • [ ] Documentos de viagem (e cópias, físicas e digitais)
    • [ ] Chip internacional/eSIM já instalado antes de embarcar
    • [ ] Seguro viagem contratado, com apólice salva no celular
    • [ ] Roupas adequadas ao destino e à estação
    • [ ] Medicamentos de uso pessoal

    Perguntas frequentes

    Por que levar uma ecobag se a mala já está cheia de roupa? Porque ela ocupa quase nenhum espaço dobrada, e resolve um problema comum fora do Brasil: muitos mercados e lojas não oferecem sacola gratuita, e chegar sem nenhuma opção na mão pode ser um transtorno real no meio das compras.

    Vale a pena levar saquinho zip mesmo em viagens curtas? Sim. Mesmo em viagens de poucos dias, roupa suja e roupa molhada (de banho ou de chuva) precisam de um lugar separado dentro da mala, principalmente viajando com crianças.

    Esses itens fazem diferença mesmo em viagens nacionais? Sim, boa parte deles funciona em qualquer tipo de viagem — a balancinha de mala, o saquinho zip, os pregadores de roupa e a fita adesiva resolvem problemas que independem do destino.

    O que fazer se perceber que esqueceu algum item importante já na viagem? A maioria desses itens é fácil de encontrar em qualquer supermercado ou loja local do destino — o problema costuma ser mais o tempo perdido procurando do que propriamente a indisponibilidade.

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  • Circuito Chico em Bariloche: Roteiro de 1 Dia de Carro com Crianças

    Circuito Chico em Bariloche: Roteiro de 1 Dia de Carro com Crianças

    Como fazer o Circuito Chico em Bariloche de carro: pontos parada, valor do aluguel e dicas para aproveitar com a família. Relato real.

    Arquivo acervo pessoal

    O plano para esse dia era aproveitar ao máximo as paisagens que Bariloche tem para oferecer — e o Circuito Chico foi, sem dúvida, um dos dias mais incríveis de toda a viagem. Pesquisamos bem a rota antes de ir, selecionamos os pontos que valiam a pena parar dentro do nosso tempo disponível, e alugamos um carro só para esse dia. Recomendam esse passeio no primeiro dia, pro turista já se impressionar com tanta beleza, mas escolhemos o fazer último pra ter o gostinho de quero mais!

    Neste post, conto como organizamos o roteiro, quanto custou o aluguel do carro e quais paradas realmente valeram a pena com a família.

    Neste post você vai encontrar:

    • Como organizar o Circuito Chico
    • Alugar carro vale a pena?
    • Pontos de parada que fizemos
    • Quanto custou
    • Dicas para roteiro completo em Bariloche
    • Perguntas frequentes

    O que é o Circuito Chico

    O Circuito Chico é uma estrada cênica de cerca de 60 km que contorna parte do Lago Nahuel Huapi, saindo do centro de Bariloche e passando por uma sequência de mirantes, praias, vilarejos e pontos históricos. É considerado um dos passeios mais bonitos — e mais tranquilos — de toda a região, e por isso aparece em praticamente todo roteiro de Bariloche em família.

    A grande vantagem do Circuito Chico é que ele funciona bem tanto para quem quer um dia de aventura (parando em cada mirante, fazendo pequenas caminhadas) quanto para quem prefere um ritmo mais lento, com poucas paradas e mais tempo de contemplação — o que faz toda diferença quando você viaja com idosos ou crianças pequenas no grupo.

    Como organizar o Circuito Chico

    O Circuito Chico é uma rota cheia de mirantes e pontos turísticos ao redor de Bariloche, e tem muito mais lugares do que dá para visitar num único dia. Nossa recomendação, que também foi o que fizemos: pesquise os principais pontos antes de ir, escolha alguns para fazer com calma, e coloque os nomes direto no GPS — o trajeto é tranquilo de fazer por conta própria, com sinalização boa e estrada em bom estado na maior parte do percurso.

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    Uma dica prática: monte sua lista de paradas antes de sair, mas não tente visitar tudo. O erro mais comum de quem faz o Circuito Chico pela primeira vez é querer parar em cada ponto do mapa e acabar com o dia corrido demais — o que tira justamente a graça de um passeio pensado para ser feito com calma.


    Alugar carro vale a pena?

    Sim — foi a única vez que alugamos carro em toda a viagem (o restante dos deslocamentos fizemos de Uber, táxi ou remis), e valeu muito a pena para ter liberdade de parar onde quiséssemos, no nosso próprio ritmo.

    Valor: alugamos um carro de 7 lugares na Hertz apenas para esse dia, por um total de 160.000 ARS (cerca de R$100 por pessoa, dividido entre o grupo).


    Pontos de parada que fizemos

    • Punto Panorâmico
    • Cerro Campanario — vista 360º, com opção de subir de teleférico
    • Ponte Angostura
    • Lago Escondido
    • Playa Bonita
    • Colônia Suíça — uma vila charmosa, com várias opções de almoço, lojinhas de suvenires e lanchinhos; foi uma das paradas favoritas do grupo

    Cada um desses pontos tem uma característica diferente: o Cerro Campanario, por exemplo, exige a subida de teleférico (pago à parte) para chegar à vista de 360º, considerada uma das mais bonitas de toda a região — vale reservar um tempo maior aqui se a família gostar de fotos panorâmicas. Já o Lago Escondido e a Playa Bonita são paradas mais rápidas, ideais para esticar as pernas e tirar fotos à beira d’água.

    A Colônia Suíça, por outro lado, pede mais tempo: é uma vila pequena, mas com bastante concentração de lojinhas e opções de comida, então funciona bem como parada para o almoço no meio do passeio.

    Dicas específicas para viajar com crianças no Circuito Chico

    • Faça pausas frequentes, mesmo que curtas. Crianças pequenas se cansam de ficar muito tempo no carro, então intercalar trechos de estrada com paradas nos mirantes ajuda a manter o clima leve.
    • Leve lanches e água — nem todos os pontos do circuito têm opções de comida, especialmente fora da Colônia Suíça.
    • Cerro Campanario com crianças pequenas: o teleférico costuma ser uma atração à parte, então vale reservar tempo extra se as crianças gostarem da experiência.
    • Playa Bonita é uma boa parada para deixar as crianças brincarem livremente por alguns minutos, especialmente se o dia estiver ensolarado.

    Dicas para o roteiro completo em Bariloche

    Arquivo acervo pessoal
    • Reserve o carro só para esse dia — no restante da viagem, Uber e remis dão conta bem em Bariloche (com a ressalva de que em dias de festa na cidade pode faltar Uber, como aconteceu num outro passeio nosso).
    • Leve dinheiro em espécie (pesos argentinos) para as lojinhas da Colônia Suíça — nem todo lugar aceita cartão.
    • Abasteça o carro antes de sair do centro — os postos de combustível ao longo do circuito são mais escassos do que se imagina.
    • Se possível, comece o passeio cedo. Isso dá folga para prolongar o tempo em algum ponto que a família goste mais, sem correr contra o relógio no fim da tarde.
    • Verifique a previsão do tempo antes de sair — algumas das vistas mais bonitas do circuito (como o Cerro Campanario) dependem de um dia claro para valer realmente a pena.

    Circuito Chico x excursão organizada

    Se dirigir não for uma opção para o seu grupo, existem excursões organizadas que fazem o mesmo trajeto, geralmente em vans com guia. A vantagem é não se preocupar com direção nem estacionamento; a desvantagem é ter menos flexibilidade para escolher onde parar e por quanto tempo — algo que, para famílias com crianças pequenas ou idosos, pode fazer bastante diferença. Na nossa experiência, o carro alugado valeu a pena justamente por essa liberdade de ritmo.

    Nossa impressão geral sobre o dia


    Perguntas frequentes

    Arquivo acervo pessoal

    Vale a pena alugar carro para o Circuito Chico em Bariloche? Sim. É o passeio que mais compensa ter carro próprio, já que dá liberdade para parar nos mirantes no seu próprio ritmo.

    Quanto custa alugar um carro em Bariloche para o Circuito Chico? Alugamos um carro de 7 lugares por um dia na Hertz por 160.000 ARS no total (~R$100 por pessoa, dividido entre o grupo).

    O Circuito Chico é bom para famílias com crianças pequenas? Sim, é um passeio de ritmo mais tranquilo — muita paisagem, poucas caminhadas longas, e paradas para comer na Colônia Suíça.

    Dá para fazer o Circuito Chico sem carro alugado? É possível com excursões organizadas, mas ter carro próprio dá mais liberdade para escolher onde e quanto tempo parar em cada ponto.

    Quanto tempo dura o Circuito Chico completo? Um dia inteiro é o ideal, considerando paradas com calma nos principais mirantes e uma pausa para almoço na Colônia Suíça.

    Qual a melhor época para fazer o Circuito Chico? O passeio vale a pena o ano todo, mas dias claros favorecem bastante as vistas panorâmicas, especialmente no Cerro Campanario.

    O Circuito Chico é seguro para dirigir por conta própria? Sim. A estrada é bem sinalizada e em bom estado na maior parte do percurso, e colocar os nomes dos pontos direto no GPS torna o trajeto bem tranquilo mesmo para quem não conhece a região.

    Dá para fazer o Circuito Chico junto com outro passeio no mesmo dia? Não recomendamos. O circuito já ocupa um dia inteiro se for feito com calma, e tentar encaixar outro passeio no mesmo dia tira justamente o que há de melhor nele: o ritmo tranquilo e sem pressa.

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    Leia mais: Circuito Chico em Bariloche: Roteiro de 1 Dia de Carro com Crianças
  • Piedras Blancas em Bariloche: Preço, Como Chegar e Dicas

    Piedras Blancas em Bariloche: Preço, Como Chegar e Dicas

    Piedras Blancas em Bariloche com crianças: ingressos, o que levar, como chegar e por que vale a pena. Relato real de uma viagem em família.

    Arquivo acervo pessoal

    A animação para conhecer esse passeio era geral entre todo o grupo — dos 4 aos 74 anos. Piedras Blancas é um parque de neve com várias atividades, o mais famoso sendo o teleférico e o “trineo” (aquele que aqui no Brasil viraria “skybunda”), mas o parque é grande o suficiente para você passar o dia inteiro aproveitando o acúmulo de neve da montanha.

    Neste post, conto como foi nossa experiência, quanto custou, o que levar e por que esse foi um dos passeios mais garantidos de agradar todas as idades da família.

    Neste post você vai encontrar:

    • O que fazer em Piedras Blancas
    • Como chegar (e o que fazer se Uber/táxi não estiverem disponíveis)
    • Quanto custa
    • O que levar (equipamentos de neve)
    • Vale a pena com crianças pequenas?
    • Perguntas frequentes

    O que é Piedras Blancas

    Piedras Blancas é um dos parques de neve mais procurados por famílias em Bariloche, principalmente por não exigir experiência prévia com esqui ou snowboard — é o tipo de passeio pensado para quem quer brincar na neve, tirar fotos bonitas e curtir a paisagem sem compromisso técnico. Isso o torna uma ótima opção para grupos com faixas etárias bem diferentes, como foi o nosso caso.

    O que fazer em Piedras Blancas

    O parque reúne várias atividades de neve. As mais procuradas são:

    • Teleférico, para subir e ter uma vista panorâmica da montanha
    • Trineo (skybunda), a atividade preferida das crianças — dá para descer a montanha repetidas vezes
    • Áreas para simplesmente brincar na neve, fazer fotos e até um piquenique, se o dia estiver bom

    O parque é grande, então mesmo sem esquiar dá para aproveitar o dia inteiro — não é um passeio rápido, é programa de dia cheio. Reserve o dia sem compromissos posteriores, porque é comum sair de lá tarde e cansado (no bom sentido).

    Outro ponto interessante é que, mesmo sem alugar equipamento de esqui, o parque tem estrutura para quem quer só “brincar” na neve — algo que muitas famílias não esperam e que acaba sendo uma boa surpresa: não é preciso ser esquiador para aproveitar o dia inteiro por lá.


    Como chegar

    Fomos com remis, já que nem Uber nem táxi estavam aceitando corridas naquele dia. Aprendemos a lição e já combinamos a ida e a volta com o mesmo motorista — isso evita ficar sem transporte de volta no fim do dia, algo que também nos pegou de surpresa em outro passeio na mesma viagem (o da Isla Victoria), leia aqui nosso perrengue para não passar também

    Powered by GetYourGuide

    Dica para o roteiro completo: em Bariloche, é comum que Uber e táxi fiquem indisponíveis em dias de maior movimento na cidade. Sempre que for para um passeio mais afastado do centro, vale já perguntar ao motorista se ele pode buscar vocês depois, ou anotar um contato de remis local.

    Isso vale especialmente para quem está montando um roteiro de vários dias em Bariloche: os passeios que ficam mais distantes do centro (como Piedras Blancas e a Isla Victoria) são justamente os que mais exigem esse cuidado extra com o transporte de volta. Quem planeja com antecedência evita ficar esperando no frio no fim do dia, depois de um dia inteiro de atividades.


    Quanto custa

    • Ingresso: $25.000 ARS
    • Aluguel de óculos de neve (opcional): valor à parte — alugamos apenas para um dos membros do grupo
    • Não alugamos roupa de neve específica — mais detalhes na seção “o que levar” abaixo
    • Veja esse post sobre o câmbio na Argentina, ele pode ajudar a planejar sua viagem e seus gastos.

    O que levar para Piedras Blancas

    Arquivo acervo pessoal

    Não é obrigatório alugar roupa de neve completa. Compramos algumas peças ainda no Brasil, mas nada muito técnico, e funcionou bem. O que realmente recomendamos:

    • Luvas impermeáveis — compramos numa lojinha no centro de Bariloche para nosso filho de 4 anos
    • Botas adequadas para neve
    • Óculos de neve são opcionais — alugamos para uma das crianças, que ficou o dia todo no trenó, mas nem seria estritamente necessário

    Lista rápida do que não pode faltar:

    • Roupas em camadas (uma térmica, um casaco corta-vento e um casaco mais grosso por cima)
    • Luvas impermeáveis (essenciais — luvas comuns encharcam rápido na neve)
    • Botas fechadas e à prova d’água
    • Protetor solar, mesmo no frio — a reverberação da neve queima bastante
    • Óculos de sol (diferente dos óculos de neve, ajudam contra o brilho forte)
    • Uma muda de roupa extra para as crianças, caso fiquem completamente molhadas de brincar

    Estrutura do parque

    Piedras Blancas conta com áreas de alimentação, então não é necessário levar comida para o dia inteiro — mas leve lanches e água para as crianças terem sempre à mão, especialmente durante as atividades no trenó, que costumam ser as que mais demandam energia. Também há espaço para descanso e aquecimento, o que ajuda bastante quando o grupo tem idosos que precisam de pausas mais frequentes.

    Vale a pena com crianças pequenas?

    Sim, com folga. Esse foi um dos passeios que reuniu diversão garantida para todas as idades do nosso grupo — dos 4 aos 74 anos, todo mundo se divertiu muito. Ficamos o dia inteiro no parque e voltamos exaustos, mas satisfeitos.

    Se você está decidindo entre Piedras Blancas e outros parques de neve da região, nossa recomendação é justamente essa: para famílias com crianças bem pequenas ou idosos, Piedras Blancas tende a ser mais acessível do que opções voltadas para esqui avançado, exatamente por não exigir preparo técnico.

    Piedras Blancas dentro do roteiro completo de Bariloche

    Arquivo acervo pessoal

    Se você está organizando um roteiro de vários dias em Bariloche, vale posicionar Piedras Blancas em um dia que não exija muita caminhada extra depois — é comum voltar cansado, especialmente com crianças que aproveitaram o trenó o dia inteiro. Um jantar mais tranquilo à noite (como fizemos, num restaurante perto da hospedagem) fecha bem o dia.

    Piedras Blancas x outros parques de neve da região

    Bariloche tem mais de uma opção de parque de neve, e cada um tem um perfil um pouco diferente. Piedras Blancas se destaca justamente pela acessibilidade: não exige nível técnico de esqui, tem boa estrutura de apoio (alimentação, aquecimento, aluguel de equipamentos básicos) e reúne atividades para várias faixas etárias ao mesmo tempo — foi por isso que funcionou tão bem para o nosso grupo, que ia dos 4 aos 74 anos.

    Se sua família tem esquiadores mais experientes que quer explorar pistas mais avançadas, vale pesquisar outras opções da região complementares a essa. Mas para um dia de diversão em família, sem compromisso técnico, Piedras Blancas cumpriu exatamente o que prometia.

    Nossa impressão geral

    Foi, sem dúvida, um dos dias mais fáceis de agradar todo mundo em toda a viagem. Não exigiu nenhuma habilidade especial, não teve nenhum imprevisto de logística grave (fora o transporte, resolvido com remis) e rendeu boas fotos e boas risadas — o tipo de passeio que vale a pena reservar um dia inteiro, sem pressa.


    Perguntas frequentes

    Piedras Blancas vale a pena com criança pequena? Sim. É um dos passeios mais indicados para famílias em Bariloche, com atividades para todas as idades, do trenó ao teleférico.

    Precisa alugar roupa de neve para ir a Piedras Blancas? Não é obrigatório. Roupas em camadas compradas no Brasil funcionam bem — o essencial é ter luvas impermeáveis e botas adequadas.

    Como chegar em Piedras Blancas se não tiver Uber disponível? Remis é uma boa alternativa em dias de maior movimento na cidade. Combine a volta com o motorista antes de descer, para não ficar sem transporte no fim do passeio. Evite perrengue lendo esse artigo que passamos em Bariloche

    Quanto tempo reservar para Piedras Blancas? Um dia inteiro. O parque é grande e vale aproveitar com calma — não é um passeio de poucas horas.

    É preciso saber esquiar para aproveitar Piedras Blancas? Não. O parque tem estrutura voltada para quem quer brincar na neve, andar de trenó e aproveitar a paisagem, sem exigir nenhuma experiência técnica prévia.

    Piedras Blancas tem estrutura de alimentação? Sim, o parque conta com áreas de alimentação, mas vale levar lanches e água extra para as crianças, especialmente durante as atividades mais longas no trenó.


    Nossa impressão final

    Piedras Blancas ficou como um dos passeios favoritos de toda a viagem, especialmente pela unanimidade: em grupos com faixas etárias muito diferentes, é raro achar um passeio que agrade a todo mundo por igual, mas foi exatamente isso que aconteceu aqui. Se você está decidindo quais passeios priorizar num roteiro corrido em Bariloche, esse é um dos que recomendamos não deixar de fora — o custo-benefício, considerando diversão garantida para todas as idades, é difícil de superar entre as opções de neve da região.

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    Leia mais: Piedras Blancas em Bariloche: Preço, Como Chegar e Dicas
  • Isla Victoria e Bosque de Arrayanes: Vale a Pena com Crianças?

    Isla Victoria e Bosque de Arrayanes: Vale a Pena com Crianças?

    Passeio de barco para Isla Victoria e Bosque de Arrayanes em Bariloche: como funciona, quanto custa e o que ninguém conta sobre a volta. Relato real.

    Este foi o passeio que eu estava mais empolgada para fazer em toda a viagem a Bariloche. Um passeio de barco lindo — mas também um dos mais cansativos do roteiro, e vou explicar exatamente por quê, porque isso pode mudar como você planeja o seu dia.

    Neste post, conto como funciona o passeio para Isla Victoria e Bosque de Arrayanes, quanto custa, o que esperar de cada parte do trajeto e o perrengue que enfrentamos na volta — para você não passar pela mesma coisa.

    Neste post você vai encontrar:

    • Como funciona o passeio (ingressos, trajeto, duração)
    • O que ver na Isla Victoria e no Bosque de Arrayanes
    • Quanto custa
    • O perrengue da volta (e como evitar)
    • Vale a pena com crianças?
    • Perguntas frequentes

    Por que esse passeio é tão procurado

    Isla Victoria e Bosque de Arrayanes formam um dos passeios mais icônicos de toda a região de Bariloche — e não é à toa. É um dos poucos programas que combina navegação por um dos lagos mais bonitos da Patagônia argentina com uma vegetação rara, que existe em pouquíssimos lugares do mundo. Por isso, ele costuma aparecer em praticamente todo roteiro de Bariloche, mesmo entre quem está com poucos dias na cidade.

    Como funciona o passeio

    Optamos por ir de Uber até o porto Pañuelo, de onde parte a embarcação. Os ingressos compramos direto numa loja na Mitre 139 — mas também é possível comprar pelo site oficial do passeio, que costuma ter opções de transfer incluso.

    Dica de economia: o transfer pelo site custava cerca de $15.000 ARS por pessoa. Digo custava por que o câmbio na Argentina oscila muito e pode ser que houve alteração, e também por isso, já preparei um post dedicado a explicar o câmbio na Argentina, que você pode ver aqui. Se vocês forem em grupo, vale fazer a conta: um Uber com 4 pessoas geralmente sai pelo mesmo valor total — foi o que escolhemos e compensou bastante num primeiro momento.

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    O passeio de barco passa primeiro pela Isla Victoria, com árvores e cenários incríveis, incluindo uma pequena trilha de 1km. Tem lanchonete no local, mas também dá para levar seu próprio lanche — e o barco também vende café e petiscos durante o trajeto.

    Depois, a embarcação segue para o Bosque de Arrayanes, uma vegetação típica da região — dizem que foi essa paisagem que inspirou Walt Disney na animação Bambi. É um lugar bonito e diferente de tudo que vimos no resto da viagem, e rende fotos lindas.

    As árvores de arrayán têm um tronco avermelhado e uma casca lisa e fria ao toque, bem diferente de qualquer vegetação que estávamos acostumados a ver no Brasil — as crianças ficaram fascinadas em tocar os troncos e comparar com as árvores “normais”. Há passarelas de madeira que conduzem o passeio por dentro do bosque, o que facilita bastante a caminhada mesmo para quem está com idosos no grupo.

    Vale reservar um tempo generoso aqui para fotos — a luz entre as árvores, combinada com o verde intenso da vegetação e o silêncio do lugar, cria um cenário bem diferente do resto do roteiro por Bariloche, que é dominado por montanhas e neve.


    O perrengue da volta (leia antes de ir)

    Aqui está a parte que a maioria dos guias não conta: o passeio inteiro dura cerca de 5 horas, sendo que a navegação de retorno sozinha leva quase 2 horas. Sem muito o que fazer dentro do barco nesse trajeto, apesar da paisagem bonita, o tempo acaba ficando meio entediante — principalmente para crianças.

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    O pior perrengue, no entanto, foi outro: o porto onde o barco atraca fica a cerca de 40 minutos do centro de Bariloche. Como não tínhamos fechado o transfer de volta com antecedência, e justamente naquele dia a cidade estava em festa (Fiesta de la Nieve), não havia remis, táxi nem Uber disponíveis. Nosso anfitrião nos ajudou a conseguir contatos, e mesmo assim levamos mais de 1 hora esperando no porto até conseguir dois carros para nos buscar.

    Dica #1: se for em grupo grande, Uber compensa bastante — mas combine a volta com antecedência, principalmente se sua visita coincidir com algum evento ou festival na cidade.

    Essa lição, aliás, se repetiu em outro passeio da nossa viagem (Piedras Blancas), o que nos fez perceber que não foi coincidência: em Bariloche, sempre vale ter um plano B de transporte para os passeios mais afastados do centro, principalmente durante períodos de festa ou alta temporada, quando a demanda por transporte aumenta muito mais rápido do que a oferta.

    Dica #2: se possível, pergunte no momento da compra do ingresso se existe algum horário de retorno alternativo, ou se a empresa do passeio oferece algum apoio em caso de imprevistos no porto. Isso pode poupar tempo de espera em dias mais movimentados.

    Dica #3: Esteja conectado a internet, não fique dependente de Wifi, muitos locais não tem, ou precisam de cadastros complicados e até não possuem sinal por estar longe da cidade, por isso recomendamos chip internacional da Airalo, temos cupom de desconto ( PATRIC28900 ) e ainda recomendo ler o post detalhado sobre chip internacional / esim.


    Quanto custa o passeio

    • Ingresso do barco: valores variam conforme a época e a loja/site de compra (vale comparar antes)
    • Transfer pelo site oficial: ~$15.000 ARS por pessoa (compare com Uber se for em grupo)
    • Jantar na volta: fomos à Trattoria L’Italiano (Rua Quaglia) — entrada, prato principal, bebida e sobremesa saíram por $16.500 ARS (~R$70)

    Vale a pena com crianças?

    Sim, mas com uma ressalva: é um passeio mais longo e menos “ativo” do que outros em Bariloche, então prepare os pequenos para um dia de barco, não de trilha ou brincadeira na neve. Leve algo para entreter as crianças durante o trajeto de volta — livro, joguinho, o que funcionar para o seu filho — porque as quase 2 horas de navegação sem parar podem ser desafiadoras para eles.

    As paisagens da Isla Victoria e do Bosque de Arrayanes, por outro lado, valem muito a pena e costumam encantar todas as idades.

    Dicas práticas para levar crianças no passeio

    • Leve lanches e água extra — embora o barco venda café e petiscos, ter algo à mão evita imprevistos, principalmente durante a navegação de retorno mais longa.
    • Prepare as crianças para o tempo de barco. Explicar antes que o passeio inclui um trecho mais longo de navegação ajuda a evitar frustração no meio do caminho.
    • Aproveite a trilha da Isla Victoria para gastar energia — é curta (cerca de 1km) e funciona bem para quebrar a rotina de ficar parado no barco.
    • Roupa em camadas é essencial, já que o vento no lago costuma ser mais forte do que em terra firme, mesmo em dias de sol.

    Vale mais a pena com transfer ou por conta própria?

    Se você prefere não se preocupar com logística de transporte, o transfer incluso no ingresso oficial pode valer a pena, principalmente se for um grupo pequeno (1 a 2 pessoas), quando o valor por pessoa do transfer costuma compensar mais do que dividir um Uber. Já para grupos maiores, como o nosso, o Uber costuma sair mais em conta — mas exige a atenção extra com o combinado da volta que já mencionamos acima.

    O que levar no passeio

    • Casaco corta-vento, mesmo em dias de sol — o vento sobre o lago costuma surpreender
    • Protetor solar e óculos escuros — a reflexão da água intensifica a exposição ao sol
    • Câmera ou celular com bateria carregada — é um dos passeios mais fotogênicos de toda a viagem a Bariloche
    • Lanche leve e água, mesmo com a opção de compra a bordo

    Nossa impressão geral sobre o passeio

    Apesar do perrengue da volta, recomendamos esse passeio sem hesitar. A combinação da navegação pelo lago com a paisagem única do Bosque de Arrayanes é diferente de tudo que vimos no resto do roteiro por Bariloche — que é dominado por montanhas, neve e mirantes. Foi um contraste bem-vindo no meio da viagem, e certamente vale reservar um dia inteiro para aproveitar com calma, desde que você já saiba, de antemão, como funciona a logística de volta.


    Perguntas frequentes

    Quanto tempo dura o passeio para Isla Victoria e Bosque de Arrayanes? Cerca de 5 horas no total, incluindo a navegação de ida, as paradas nos dois pontos e a volta.

    É melhor ir de transfer ou de Uber até o porto Pañuelo? Depende do tamanho do grupo. Para grupos de 4 pessoas ou mais, um Uber geralmente sai pelo mesmo valor total do transfer por pessoa — vale comparar antes.

    O passeio vale a pena com crianças pequenas? Sim, mas é um passeio mais longo e com pouca atividade física — leve algo para entreter as crianças durante a navegação de volta.

    Onde comprar os ingressos para o passeio? É possível comprar direto em lojas físicas no centro de Bariloche (Mitre 139) ou pelo site oficial do passeio, que também oferece opção de transfer.

    Em minhas redes sociais sempre tem atualização e dicas em tempo real. No meu canal no Youtube também posto os relatos das viagens, então quero te ver lá também:

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    Leia mais: Isla Victoria e Bosque de Arrayanes: Vale a Pena com Crianças?

  • Isla Victoria em Bariloche: O Que Fazer Quando Falta Transporte

    Isla Victoria em Bariloche: O Que Fazer Quando Falta Transporte

    O que fazer quando falta Uber e táxi em Bariloche: nosso perrengue no retorno do passeio Isla Victoria e o que aprendemos sobre transporte na cidade.

    Arquivo acervo pessoal

    Nem toda história de viagem é só paisagem bonita e roteiro nos conformes — e essa é uma daquelas que valem a pena contar justamente pelo aprendizado que deixou. No meio da nossa viagem a Bariloche, num dos passeios que mais estávamos animados para fazer, acabamos ficando mais de uma hora parados num porto isolado, sem Uber, sem táxi e sem saber muito bem como voltaríamos para o centro da cidade. Neste post, conto exatamente o que aconteceu, por que aconteceu, e o que fizemos diferente no resto da viagem depois desse aperto.

    Neste post você vai encontrar:

    • O passeio que gerou o perrengue
    • O que deu errado no retorno
    • Como resolvemos naquele momento
    • O que aprendemos sobre transporte em Bariloche
    • Como evitar passar pela mesma situação
    • Perguntas frequentes

    O passeio que gerou o perrengue

    O passeio em questão era o de Isla Victoria e Bosque de Arrayanes, um dos mais aguardados da nossa viagem a Bariloche — e, sem dúvida, um dos mais bonitos. Optamos por ir de Uber até o porto Pañuelo, de onde parte a embarcação, já que, sendo um grupo grande, o Uber saía pelo mesmo valor total do que pagaríamos individualmente pelo transfer oferecido no site oficial do passeio.

    O passeio de barco passa pela Isla Victoria, com trilhas e cenários incríveis, e depois segue para o Bosque de Arrayanes, uma vegetação rara que, segundo contam, teria inspirado Walt Disney na animação Bambi. Até aqui, tudo perfeito — paisagens lindas, fotos ótimas, um passeio e tanto.

    O problema começou na hora de planejar a volta.


    O que deu errado no retorno

    Arquivo acervo pessoal

    O trajeto de barco inteiro dura cerca de 5 horas, sendo que a navegação de retorno sozinha leva quase 2 horas — já é, por si só, um trecho mais cansativo, especialmente para quem viaja com crianças. Mas o verdadeiro perrengue começou quando desembarcamos de volta no porto Pañuelo, que fica a cerca de 40 minutos do centro de Bariloche.

    Nós não tínhamos fechado o transfer de volta com antecedência — confiamos que, assim como na ida, conseguiríamos um Uber sem problema. O que não sabíamos é que, justamente naquele dia, a cidade estava em festa: a Fiesta de la Nieve, um evento grande, com vários shows e apresentações, que levou multidões às ruas de Bariloche.

    Com a cidade cheia, a demanda por transporte disparou — e simplesmente não havia Uber, táxi nem remis disponíveis para nos buscar no porto. Ali estávamos nós, depois de um dia inteiro de passeio, num porto isolado a 40 minutos do centro, sem nenhuma opção de transporte à vista.


    Como resolvemos naquele momento

    Foi nosso anfitrião da hospedagem quem salvou a situação. Conseguimos contato com ele, explicamos a situação, e ele nos ajudou a conseguir contatos de remis locais dispostos a ir até o porto nos buscar. Ainda assim, levamos mais de 1 hora esperando no porto até que dois carros de remis conseguissem chegar até nós — precisamos de dois veículos porque éramos um grupo grande demais para caber num só.

    Foi um fim de passeio bem diferente do que esperávamos: depois de um dia inteiro de barco e caminhada, ainda tivemos que esperar, no frio, sem saber exatamente quando (ou como) conseguiríamos voltar para a cidade. Com crianças e idosos no grupo, esse tipo de imprevisto pesa ainda mais do que pesaria numa viagem só de adultos jovens.


    O que aprendemos sobre transporte em Bariloche

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    Arquivo acervo pessoal

    Essa experiência nos ensinou algo que se repetiu, de forma mais branda, em outro passeio da mesma viagem: em Bariloche, é comum que Uber e táxi fiquem indisponíveis em dias de maior movimento na cidade — seja por festivais, feriados ou eventos pontuais como a Fiesta de la Nieve que pegamos.

    Isso não é exclusivo de passeios mais distantes como a Isla Victoria. No parque de neve Piedras Blancas, por exemplo, também tivemos que recorrer a remis, já que nem Uber nem táxi estavam aceitando corridas naquele dia. Depois de passar por essa situação duas vezes na mesma viagem, ficou claro que não foi coincidência, e sim um padrão da cidade que vale a pena conhecer antes de organizar seu próprio roteiro.


    Como evitar passar pela mesma situação

    Se você está planejando uma viagem a Bariloche, aqui vão os aprendizados diretos da nossa experiência:

    • Combine a volta com antecedência, especialmente para passeios mais distantes do centro, como a Isla Victoria. Não confie que vai ser tão fácil conseguir transporte de volta quanto foi na ida.
    • Pesquise se há algum evento ou festival programado na cidade durante os dias da sua viagem — isso ajuda a antecipar dias em que o transporte pode ficar mais concorrido.
    • Anote o contato de uma empresa de remis local antes de sair para os passeios mais distantes, como plano B caso Uber e táxi não estejam disponíveis.
    • Pergunte na compra do ingresso do passeio se existe apoio da empresa em caso de imprevisto no transporte de retorno — algumas operadoras têm algum tipo de suporte nesse tipo de situação.
    • Se for em grupo grande, tenha em mente que pode ser necessário mais de um veículo para o retorno, o que pode aumentar ainda mais o tempo de espera em dias de maior movimento.

    No fim das contas, o problema não foi o passeio em si — a Isla Victoria e o Bosque de Arrayanes continuam entre os pontos altos da nossa viagem a Bariloche. O problema foi a falta de um plano B para a logística de volta, algo que, com um pouco mais de planejamento, teria sido fácil de evitar.

    Como isso mudou o resto da nossa viagem

    Depois desse episódio, mudamos completamente a forma como planejávamos os deslocamentos nos dias seguintes. Passamos a perguntar, antes de cada passeio, se havia algum evento programado na cidade, e sempre que o passeio envolvia um ponto mais afastado do centro, já saíamos de casa com um contato de remis salvo no celular, por precaução.

    Essa mudança de postura fez diferença já no dia seguinte, no passeio a Piedras Blancas, quando novamente enfrentamos a falta de Uber e táxi — mas dessa vez já sabíamos exatamente o que fazer, e a solução veio bem mais rápido do que da primeira vez. É engraçado como um perrengue, por mais estressante que seja na hora, acaba virando aprendizado prático para o resto da viagem.


    Por que vale compartilhar esse perrengue

    Assim como outras histórias que não aparecem nos posts mais bonitinhos de viagem, decidimos contar essa porque pode realmente ajudar outras famílias a se planejarem melhor. Bariloche é um destino incrível, seguro e encantador — mas, como em qualquer lugar, tem suas particularidades logísticas que só se aprende na prática (ou lendo relatos de quem já passou por isso).

    Se você está organizando um roteiro de vários dias pela cidade, principalmente incluindo passeios mais distantes do centro, vale reservar alguns minutos antes da viagem para pensar no “e se” — e se o transporte não estiver disponível na volta? Ter um plano B, mesmo que simples, é a diferença entre um perrengue de poucos minutos e uma espera de mais de uma hora no frio, como foi a nossa.


    Perguntas frequentes

    Por que faltou Uber e táxi no porto de Bariloche? No nosso caso, coincidiu com a Fiesta de la Nieve, um evento grande que levou multidões às ruas da cidade, aumentando muito a demanda por transporte e deixando os aplicativos e táxis sem disponibilidade.

    O que fazer se ficar sem transporte em um passeio afastado do centro de Bariloche? Recorrer a uma empresa de remis local é uma boa alternativa. Se possível, peça ajuda ao anfitrião da sua hospedagem ou à operadora do passeio para conseguir contatos confiáveis.

    Vale a pena fazer o passeio Isla Victoria e Bosque de Arrayanes mesmo com esse risco? Sim, com certeza. O passeio em si vale muito a pena — o problema foi específico da falta de planejamento para o retorno, algo perfeitamente evitável com um pouco mais de antecedência.

    Esse tipo de imprevisto é comum em Bariloche? Pode acontecer, principalmente em dias de eventos ou festivais na cidade. Vale sempre pesquisar se há algo programado durante as datas da sua viagem e ter um plano B de transporte para passeios mais distantes.

    Vale mais a pena contratar transfer incluso do que arriscar com Uber em Bariloche? Depende do tamanho do grupo e da tolerância a imprevistos. Para grupos pequenos, o transfer incluso costuma trazer mais segurança logística. Para grupos grandes, como o nosso, o Uber costuma sair mais em conta, mas exige mais planejamento e um plano B bem definido para o retorno.

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  • Câmbio na Argentina: Banco Nación ou Western Union? Comparação Real

    Câmbio na Argentina: Banco Nación ou Western Union? Comparação Real

    Câmbio na Argentina: como usamos o Banco Nación e a Western Union na nossa viagem, vantagens, desvantagens e dicas atualizadas para levar dinheiro.

    Arquivo acervo pessoal

    Assim que pousamos em Buenos Aires, ainda dentro do aeroporto, uma das primeiras coisas que fizemos foi trocar dinheiro. Isso porque precisávamos chegar a Ushuaia já com alguns pesos argentinos na mão — nem que fosse só o suficiente para o táxi e o primeiro jantar. Foi ali que tivemos nosso primeiro contato prático com um assunto que, sinceramente, confunde muita gente antes de viajar para a Argentina: qual é a melhor forma de levar dinheiro para o país?

    Neste post, conto como fizemos na nossa viagem — Banco Nación no aeroporto e Western Union já em Ushuaia — e complemento com o que pesquisei sobre as outras opções disponíveis, para te ajudar a decidir a melhor estratégia para a sua viagem.

    Neste post você vai encontrar:

    • Como fizemos: Banco Nación no aeroporto
    • Western Union: como usamos em Ushuaia
    • Dólar blue: o que é e por que temos ressalvas
    • Cartão internacional: como funciona hoje
    • Qual estratégia vale mais a pena
    • Perguntas frequentes

    Como fizemos: Banco Nación no aeroporto

    Ainda no aeroporto de Buenos Aires, fomos até o Banco Nación para trocar alguns reais por pesos argentinos. Essa foi uma escolha prática: como ainda tínhamos uma conexão pela frente até Ushuaia, preferimos já sair de Buenos Aires com pesos na carteira, em vez de depender de encontrar um ponto de câmbio já na cidade de destino.

    O Banco Nación tem postos de câmbio dentro dos principais aeroportos argentinos — tanto no Aeroparque Jorge Newbery (AEP), onde fizemos nossa conexão, quanto no Aeroporto Internacional de Ezeiza. É considerado um dos canais mais seguros e oficiais para trocar dinheiro no país, funcionando em horário estendido (o posto do Ezeiza, inclusive, funciona 24 horas).

    Importante: na Argentina, cartão também é bem aceito na maioria dos estabelecimentos. Mas para os primeiros gastos da viagem — táxi, lanche, pequenas compras — ainda vale a pena chegar com um pouco de dinheiro em espécie, já que nem todo lugar aceita cartão, especialmente em cidades menores como Ushuaia.

    Western Union: como usamos em Ushuaia

    Já em Ushuaia, voltamos a trocar dinheiro — dessa vez pela Western Union, que uso há anos nas minhas viagens pela Argentina. O funcionamento é simples: você envia uma quantia (em reais ou dólares) para si mesmo, pelo aplicativo da Western Union, e depois retira o valor já convertido em pesos numa agência física no destino.

    A grande vantagem da Western Union é a segurança: é uma operação legal, com recibo, sem risco de receber nota falsa — um problema real em alguns pontos de câmbio informais da Argentina. A cotação oferecida costuma ser competitiva, muitas vezes superior ao câmbio oficial de banco, mesmo considerando o IOF cobrado nesse tipo de operação.

    A desvantagem é a praticidade: você precisa ir até uma agência física, enfrentar fila (que pode ser longa dependendo do dia e do horário) e apresentar documento e o código da transferência. Ainda assim, para quem prioriza segurança em vez de rapidez, é uma excelente opção — e foi a que escolhemos usar ao longo da nossa viagem.

    Dólar blue: o que é e por que temos ressalvas

    Você provavelmente já ouviu falar do dólar blue — o câmbio paralelo (informal) da Argentina, que historicamente oferece uma cotação mais vantajosa do que o câmbio oficial, por conta das restrições cambiais do governo argentino. Esse câmbio paralelo costuma ser oferecido em casas de câmbio informais (as chamadas “cuevas”), concentradas principalmente em regiões como a Calle Florida, em Buenos Aires.

    Não usamos o dólar blue na nossa viagem, e o motivo é simples: embora seja uma prática comum, inclusive entre turistas, ela opera fora do sistema oficial — o que significa mais risco de golpe, nota falsa, ou de lidar com estabelecimentos sem qualquer tipo de garantia formal. Preferimos os canais oficiais, mesmo que isso signifique, eventualmente, uma cotação um pouco menos vantajosa.

    Vale destacar: a diferença entre o câmbio oficial e o dólar blue tem diminuído nos últimos tempos, o que reduz ainda mais o incentivo de correr esse risco só para ganhar uma pequena vantagem na cotação.

    Cartão internacional: como funciona hoje

    Arquivo acervo pessoal

    Um ponto importante para quem está planejando uma viagem à Argentina agora: desde o final de 2022, o governo argentino fechou um acordo com as bandeiras Visa e Mastercard para que turistas estrangeiros tenham acesso a uma cotação de cartão bem mais próxima do câmbio paralelo, em vez do câmbio oficial (que era bem menos vantajoso). Isso praticamente dobrou o poder de compra de quem usa cartão de crédito internacional no país, comparado ao cenário de alguns anos atrás.

    Isso torna o cartão uma opção bem mais interessante hoje do que já foi no passado — especialmente para pagar hospedagens, já que o pagamento com cartão internacional costuma dar direito a isenção de parte do IVA (o imposto argentino) em diárias de hotel.

    Uma estratégia que tem se popularizado entre viajantes é combinar: conta digital/cartão internacional para a maior parte dos gastos, e uma quantia menor em pesos físicos (via Western Union ou Banco Nación) para táxis, feiras, gorjetas e pequenos estabelecimentos que não aceitam cartão.

    Qual estratégia vale mais a pena

    Baseado na nossa experiência e no que aprendemos pesquisando sobre o tema, aqui vai o resumo prático:

    • Banco Nación (nos aeroportos): ótimo para já sair com pesos em mãos assim que desembarcar, com segurança e câmbio oficial.
    • Western Union: nossa escolha preferida para reabastecer pesos ao longo da viagem — segura, com recibo, e cotação competitiva, ainda que exija ir até uma agência física.
    • Cartão internacional: cada vez mais vantajoso, especialmente para hospedagem (por causa da isenção de parte do IVA) e para o dia a dia, sem depender de encontrar pontos de câmbio abertos. Sempre uso nas minhas viagens o banco Wise
    • Dólar blue / cuevas: não é a opção que recomendamos, pelo risco envolvido, mesmo sendo uma prática comum entre turistas.

    Na prática, temos usado uma combinação: um pouco de dinheiro em espécie via Western Union ou Banco Nación para os primeiros gastos e emergências, e cartão internacional para o restante — especialmente hospedagem e compras maiores.

    Quanto dinheiro em espécie levar

    Uma dúvida comum de quem vai pela primeira vez à Argentina é quanto de dinheiro físico realmente vale a pena carregar. Na nossa experiência, o ideal é ter pesos suficientes para cobrir os primeiros um ou dois dias de viagem — táxi do aeroporto, uma refeição, pequenas compras — sem depender de encontrar um ponto de câmbio logo na chegada.

    Depois disso, reabastecer aos poucos, conforme a necessidade, evita que você ande com grandes quantias em espécie, o que nunca é o ideal em nenhum lugar do mundo. Foi exatamente essa lógica que seguimos: uma primeira troca no aeroporto de Buenos Aires, e complementos pontuais pela Western Union já em Ushuaia, conforme o dinheiro ia acabando.

    Cuidados na hora de trocar dinheiro

    Alguns cuidados práticos que vale ter, independente da forma de câmbio escolhida:

    • Confira as notas recebidas no momento da troca, ainda no balcão do câmbio — isso vale tanto para bancos quanto para a Western Union.
    • Evite trocar grandes quantias de uma vez só, especialmente logo na chegada. Prefira ir reabastecendo aos poucos ao longo da viagem.
    • Guarde o recibo das operações feitas pela Western Union — é seu comprovante caso haja qualquer divergência.
    • Fique atento ao horário de funcionamento das agências, principalmente em cidades menores como Ushuaia, onde a oferta de pontos de câmbio é mais limitada do que em Buenos Aires.

    Perguntas frequentes

    Arquivo acervo pessoal

    Onde encontrar o Banco Nación nos aeroportos argentinos? No Aeroparque Jorge Newbery (AEP), o posto fica na extremidade do terminal de embarque, funcionando das 6h à meia-noite. No Aeroporto de Ezeiza, o posto fica no terminal internacional e funciona 24 horas.

    Vale a pena trocar dinheiro pela Western Union na Argentina? Sim, principalmente pela segurança — é uma operação legal, com recibo, sem risco de nota falsa. A cotação costuma ser competitiva, mesmo com a taxa cobrada na operação.

    O dólar blue é seguro para turistas? É uma prática comum, mas opera fora do sistema oficial, em casas de câmbio informais. Há risco de golpes e notas falsas, e a diferença de cotação em relação ao câmbio oficial tem diminuído — por isso, preferimos não recomendar essa opção.

    É melhor levar dinheiro em espécie ou usar cartão na Argentina? O ideal é combinar as duas coisas: um valor menor em pesos físicos (via Western Union ou Banco Nación) para táxis, feiras e pequenos estabelecimentos, e cartão internacional para o restante dos gastos, incluindo hospedagem.

    Compensa comprar pesos argentinos ainda no Brasil? Não recomendamos. A cotação de pesos comprados no Brasil costuma ser bem menos vantajosa do que trocar diretamente na Argentina, seja pelo câmbio oficial ou pela Western Union.

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  • Quanto Custa Viajar para Bariloche em Família? Orçamento Real

    Quanto Custa Viajar para Bariloche em Família? Orçamento Real

    Quanto custa uma viagem para Bariloche em família: voos, hospedagem, passeios e alimentação. Orçamento real de uma viagem de 7 dias.

    Arquivo acervo pessoal

    Uma das perguntas que mais recebemos depois dessa viagem foi: “quanto custa ir para Bariloche em família?” A resposta curta é: depende muito de quando você vai e de quantas pessoas estão no grupo. A resposta longa é este post — com todos os valores reais que gastamos numa viagem de 7 dias, em grupo de 8 pessoas, entre crianças de 4 anos e idosos de 74.

    Tenho um post exclusivo detalhando como funciona o câmbio na Argentina

    Neste post você vai encontrar:

    • Nosso orçamento real por casal
    • Detalhamento por categoria (voos, hospedagem, alimentação, passeios)
    • Como viajar em grupo ajuda a economizar
    • Dicas para economizar mais
    • Perguntas frequentes

    Nosso orçamento real (por casal)

    ItemValor por casal
    Voos (ida e volta)R$ 4.400
    Hospedagem (7 dias)R$ 1.300
    Transporte localR$ 280
    AlimentaçãoR$ 1.100
    PasseiosR$ 1.200
    Total~R$ 8.300

    Esses valores foram divididos por casal — como fomos em grupo de 8 pessoas, dividimos hospedagem, transfer e aluguel de carro, o que ajudou bastante a diluir os custos.


    Por que os valores variam tanto de família para família

    Antes de entrar nos detalhes, vale um alerta importante: o valor de uma viagem para Bariloche pode variar bastante dependendo de fatores como época do ano, tamanho do grupo, câmbio do peso argentino no momento da viagem e o perfil de hospedagem e alimentação que a família busca. Os números deste post refletem nossa experiência real — um grupo grande, buscando economia sem abrir mão de conforto — mas servem como boa referência de base para você montar seu próprio orçamento.

    Detalhando cada categoria

    Voos

    Voos costumam ser o maior custo da viagem. Nossa dica: datas flexíveis aumentam muito as chances de encontrar promoções. Participar de programas de fidelidade de bancos e cartões também ajuda — nessa viagem, conseguimos a ida de um dos casais 100% em milhas, porque já vínhamos juntando pontos com antecedência.

    Outra dica importante: pesquise sempre pelo Google Voos, que mostra histórico de preços e reúne mais opções de datas e filtros do que a maioria dos apps de busca. E não se engane achando que comprar com muita antecedência é sempre mais barato — geralmente as melhores promoções aparecem entre 2 e 3 meses antes da viagem.

    Compramos as passagens aéreas diretamente com a companhia aérea – voamos com a Gol, mesmo quando encontramos opções um pouco mais baratas em agências intermediárias. A razão é prática: caso haja qualquer imprevisto — atraso, problema com bagagem, cancelamento — é muito mais simples resolver diretamente com a companhia do que através de um intermediário.

    Hospedagem

    Ficamos numa casa simples, mas aconchegante, a duas quadras do centro, por R$130 a diária (Achalay House, Rua Tucumán). Priorizar localização perto do centro foi uma decisão importante: economizamos bastante em transporte, já que conseguimos fazer boa parte dos passeios do primeiro dia a pé.

    Arquivo acervo pessoal

    Nossa recomendação para quem está pesquisando hospedagem: sempre compare Booking com Airbnb antes de fechar, e busque opções com cancelamento gratuito e sem necessidade de pagamento antecipado. Isso permite garantir a hospedagem mesmo antes de comprar a passagem aérea — e ajustar as datas depois, quando o voo estiver definido, sem risco de perder o valor pago.

    Transporte local

    Usamos Uber na maior parte da viagem — funciona bem em Bariloche e pode ser pago em pesos. Em dias de maior movimento na cidade (como durante festivais), no entanto, é comum que Uber e táxi fiquem indisponíveis, e o remis se torna a alternativa mais confiável. O valor de R$280 por casal cobriu a maior parte dos deslocamentos dentro da cidade ao longo dos 7 dias.

    Alimentação

    Aqui vale um alerta real: achamos tudo mais caro do que numa viagem anterior a Ushuaia, feita pouco mais de um ano antes — entre a mudança de governo na Argentina e o aumento da visibilidade turística de Bariloche, os preços subiram bastante. Depois do primeiro almoço mais salgado (La Parrilla de Julián, ~R$150 por pessoa), estabelecemos uma meta de gasto máximo por refeição, o que ajudou a manter o orçamento sob controle no resto da viagem.

    Passeios

    Os principais passeios pagos foram:

    Arquivo acervo pessoal

    Vale notar que a maioria dos passeios em Bariloche tem valores diferenciados para crianças e idosos — sempre vale perguntar na hora da compra, já que isso pode reduzir bastante o custo total para famílias grandes como a nossa.

    Compras e lembrancinhas

    Não incluímos essa categoria na tabela principal porque variou bastante entre os membros do grupo, mas vale mencionar: as lojinhas tradicionais da região central (Mamuska, Rapanui, Havanna) têm preços mais salgados, então definir um limite de gasto por pessoa antes de sair para as compras ajuda a manter o orçamento sob controle.


    Como viajar em grupo ajuda a economizar

    Fomos em 8 pessoas — dos 4 aos 74 anos — e isso ajudou bastante na economia final, porque dividimos:

    • Hospedagem
    • Transfers e remis
    • Aluguel de carro para o Circuito Chico

    Se você está pensando em ir com família estendida (pais, sogros, irmãos), vale considerar: além da companhia, o orçamento por pessoa costuma cair bastante.

    Isso não significa que viajar em casal ou família pequena para Bariloche seja necessariamente mais caro — mas exige um pouco mais de atenção na hora de escolher hospedagens e passeios que façam sentido para o tamanho do grupo, já que muitos dos descontos por diluição de custo (como aluguel de carro e transfers) funcionam melhor a partir de 4 pessoas.


    Dicas para economizar mais em Bariloche

    • Baixe o app do supermercado La Anônima antes da viagem. Existem programas de fidelidade com desconto real — só descobrimos isso no último dia e nos arrependemos de não ter economizado mais ao longo da viagem.
    • Troque dinheiro pela Western Union — ainda é a opção mais econômica, mesmo que você acabe andando com bastante dinheiro em espécie (os estabelecimentos já estão acostumados com isso, já que recebem muitos brasileiros).
    • Estipule um limite de gastos por refeição e por lembrancinhas antes da viagem, e peça dicas para moradores locais — fuja dos restaurantes “clichês”, que muitas vezes cobram só pelo ponto turístico.
    • Compre chip internacional com antecedência — evita depender de wifi e facilita pesquisar preços e promoções durante a viagem.
    • Compare preços de passeios entre lojas físicas e sites oficiais antes de comprar — em alguns casos, o valor pode variar dependendo de onde você compra o ingresso.
    • Pesquise datas variadas na hospedagem. Preços de diárias podem mudar bastante entre dias próximos, então testar diferentes combinações de entrada e saída pode render uma economia real.
    • Divida custos fixos sempre que possível. Aluguel de carro, transfers e até algumas refeições em grupo saem proporcionalmente mais baratos quando divididos entre mais pessoas.

    Vale a pena ir a Bariloche pensando em economia?

    Arquivo acervo pessoal

    Sim — mesmo com o aumento de preços que notamos comparado a uma viagem anterior à região, Bariloche continua sendo um destino relativamente acessível para famílias brasileiras, especialmente se comparado a outros destinos de neve fora da América do Sul. O segredo está em planejar com antecedência, comparar preços com calma e, se possível, viajar em grupo para diluir os custos fixos.

    Resumo: para onde foi cada real gasto

    Olhando para o total de aproximadamente R$8.300 por casal, os voos representaram a maior fatia do orçamento (mais da metade do total), seguidos por alimentação e passeios, praticamente empatados, e por último hospedagem e transporte local, que ficaram bem mais enxutos graças à boa localização da hospedagem e ao uso consciente de Uber e remis.

    Esse padrão costuma se repetir na maioria das viagens internacionais: passagem aérea é o item que mais pesa, então é também onde vale mais a pena investir tempo de pesquisa antes de fechar a compra. Os demais custos — hospedagem, alimentação e passeios — têm mais margem para ajuste conforme o perfil e as prioridades da sua família.


    Perguntas frequentes

    Quanto custa uma viagem de 7 dias para Bariloche em família? No nosso caso, cerca de R$8.300 por casal, incluindo voos, hospedagem, alimentação, transporte e passeios — viajando em grupo de 8 pessoas.

    Viajar em grupo para Bariloche compensa financeiramente? Sim. Dividir hospedagem, transfers e aluguel de carro reduz bastante o custo por pessoa.

    Bariloche está mais caro do que outros destinos da Patagônia? Na nossa experiência, sim — comparado a uma viagem anterior a Ushuaia, os preços em Bariloche estavam visivelmente mais altos.

    Qual a melhor forma de economizar em passagens para Bariloche? Ter datas flexíveis e pesquisar pelo Google Voos, que mostra histórico de preços. As melhores promoções costumam aparecer de 2 a 3 meses antes da viagem.

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  • Bariloche com Crianças: Roteiro de 7 Dias com Gastos Reais

    Bariloche com Crianças: Roteiro de 7 Dias com Gastos Reais

    Roteiro real de Bariloche em família com crianças e idosos: onde ficar, o que fazer, quanto custa e dicas para economizar. Dia a dia completo.

    Arquivo acervo pessoal

    Chegamos em Bariloche à noite, por volta das 21h, cansados e sem chip internacional, que não aconselho! Hoje só viajo com chip da Airalo, pois ja chego no país conectado, esse perrengue eu não passo!!!
    Mas nesse dia, usando o wifi do aeroporto só para conseguir avisar nosso anfitrião que tínhamos desembarcado. Enquanto esperávamos o táxi (tabelado, cerca de R$40), começou a nevar. Foi a recepção mais bonita que uma cidade já nos deu.

    Fomos em 8 pessoas: uma criança de 4 anos, uma adolescente e avós de até 74 anos. Se você acha que isso complica o roteiro, complica mesmo — mas Bariloche se mostrou surpreendentemente fácil de agradar todo mundo ao mesmo tempo. Neste post, reúno nosso roteiro completo de 7 dias, o que gastamos em cada etapa, onde comemos, o que fazer com crianças pequenas e os erros que cometemos (para você não repetir).

    Alguns valores estão em Reais e outros em Pesos Argentinos — na nossa viagem, R$1 valia cerca de $228 pesos argentinos.

    Nesse post também explicamos sobre o câmbio na Argentina

    Neste post você vai encontrar:

    • Quando ir a Bariloche com crianças
    • Quanto custa uma viagem em família (orçamento real)
    • Onde ficar
    • Roteiro dia a dia completo
    • O que levar na mala
    • Erros que cometemos
    • Perguntas frequentes

    Quando ir a Bariloche com crianças

    Fomos no final do inverno, quando ainda há neve nas montanhas mas o movimento já começa a diminuir. Nessa época os lagos ficam extremamente gelados e as paisagens são todas brancas — perfeito para quem quer que as crianças vejam neve de verdade.

    No verão, a cidade muda completamente: as temperaturas passam dos 27°C, os lagos viram praia e as atividades voltam-se para trekking e montanhismo. Ou seja, Bariloche funciona bem em qualquer época — depende só do tipo de experiência que você quer proporcionar para a família.

    Dica: se sua conexão for por Buenos Aires, vale programar uma parada de 1-2 dias na cidade — algo que não fizemos e sempre nos disseram para fazer.


    Quanto custa uma viagem para Bariloche em família (nosso orçamento real)

    Fomos em grupo grande, o que ajudou bastante a diluir custos de hospedagem, transfer e aluguel de carro. Aqui está o valor aproximado que cada casal gastou:

    ItemValor por casal
    Voos (ida e volta)R$ 4.400
    Hospedagem (7 dias)R$ 1.300
    Transporte localR$ 280
    AlimentaçãoR$ 1.100
    PasseiosR$ 1.200
    Total~R$ 8.300

    Achamos tudo mais caro do que numa viagem anterior a Ushuaia feita pouco mais de 1 ano antes — entre a troca de governo e o aumento da visibilidade turística da cidade, os preços subiram bastante. Nossa dica: estipule um limite de gastos por refeição e por lembrancinhas antes de viajar — isso ajuda a não perder o controle no meio da viagem.


    Onde ficar em Bariloche com crianças

    Arquivo acervo pessoal

    Ficamos na Achalay House, na Rua Tucumán, a duas quadras do centro — uma casa simples, mas bem quentinha e aconchegante. Diária de R$130.

    Nossas recomendações práticas para escolher hospedagem em família:

    • Priorize a localização perto do centro. Isso economiza muito em transporte (Uber, táxi) e permite fazer boa parte dos passeios a pé.
    • Faça reservas com cancelamento gratuito e sem pagamento antecipado. Assim você garante a hospedagem mesmo antes de comprar a passagem, e ajusta as datas depois.
    • Sempre comparamos Booking com Airbnb antes de fechar.

    Como chegar e se locomover em Bariloche com família

    • O Uber funciona muito bem em Bariloche (pague em pesos) e foi nosso principal meio de transporte.
    • Em dias de grande movimento na cidade (como durante um festival), Uber e táxi podem simplesmente parar de aceitar corridas — mais detalhes na seção de erros abaixo.
    • Para o Circuito Chico, alugamos um carro de 7 lugares por um dia na Hertz (~R$100 por pessoa), e valeu muito a pena para ter liberdade de parar onde quiséssemos.
    • Compre um chip internacional antes de viajar. Se não fizer isso, você vai depender de wifi de estabelecimentos para tudo, incluindo se comunicar com seu anfitrião — foi nosso primeiro erro da viagem.

    Roteiro Bariloche com crianças: dia a dia completo

    Dia 1 — Chegada e primeiro contato com a cidade

    Chegada à noite, jantar de pizza (Wesley Bar, ~R$300 para o grupo) e uma nevasca de recepção. Na manhã seguinte, exploramos a cidade a pé: trocamos dinheiro na Western Union, compramos itens básicos no mercado La Anónima (o supermercado mais popular da Argentina) e almoçamos na tradicional La Parrilla de Julián (~R$150 por pessoa — foi aí que decidimos estabelecer um limite de gastos com comida).

    Também visitamos a cafeteria Rapanui, que tem uma pequena pista de gelo — as crianças (e os adultos corajosos) adoraram.

    Dia 2 — Cerro Otto e Confeitaria Giratória

    Fomos de Uber (~R$40) até a famosa confeitaria giratória do Cerro Otto, com vista incrível e neve caindo. Ingresso: $30.000 ARS para adultos, $20.000 ARS para crianças de 6 a 12 anos e idosos acima de 65. Jantar no restaurante Belek, com boa comida e ambiente agradável.

    Arquivo acervo pessoal
    Dia 3 — Cerro Catedral

    Base do Cerro Catedral, ideal para quem não vai esquiar. Compramos um “skybunda” (trenó) para o nosso filho de 4 anos, encontramos alguns morros com neve para ele brincar e almoçamos numa praça de alimentação local — o guiso de lentilhas foi um dos melhores pratos da viagem.

    Dia 4 — Isla Victoria + Bosque de Arrayanes

    Foi o passeio mais aguardado — e também o mais cansativo. O passeio de barco dura cerca de 5 horas, com quase 2h só de navegação de volta. Vale muito pela paisagem (dizem que o Bosque de Arrayanes inspirou Walt Disney para Bambi), mas fique atento: se a cidade estiver em festa (como aconteceu com a Fiesta de la Nieve durante nossa visita), pode faltar Uber e táxi no retorno.

    Arquivo acervo pessoal

    Copramos os ingressos diretamente com a empresa Cau Cau, ela também fornece o transfer, a dica é compre com transfer e não passe perregue!

    Dica: combine a volta com antecedência se for em grupo grande.

    Dia 5 — Piedras Blancas

    Parque Piedras Blancas é um parque de neve com teleférico e trenó, ideal para todas as idades. Ingresso: $25.000 ARS. Fomos de remis (nem Uber nem táxi estavam aceitando corrida naquele dia). Alugamos apenas óculos de neve para nossa filha — o resto (luvas impermeáveis, botas) compramos em lojinhas locais.

    Arquivo acervo pessoal
    Dia 6 — Circuito Chico

    Um dos melhores dias da viagem. Alugamos um carro por um dia (~R$100 por pessoa) e visitamos Punto Panorâmico, Cerro Campanario, Ponte Angostura, Lago Escondido, Playa Bonita e a charmosa Colônia Suíça.

    Se não quiser alugar carro, a melhor opção é comprar seu passeio antecipado, eu indico a Get Your Guide, que tem parceiros validados e experientes, reserve diretamente aqui.

    Arquivo acervo pessoal
    Dia 7 — Despedida e compras

    Últimas compras no La Anônima (dica: baixe o app do supermercado, os programas de fidelidade dão descontos reais — só descobrimos isso no último dia e nos arrependemos) e nas lojinhas tradicionais da Mitre: Mamuska, Rapanui, Havanna.


    O que levar na mala para Bariloche com crianças


    Erros que cometemos (para você não repetir)

    • Não comprar chip internacional antes de embarcar — dependemos de wifi para tudo no primeiro contato com o anfitrião.
    • Não fechar o transfer de volta da Isla Victoria com antecedência — ficamos mais de 1h esperando no porto durante um dia de festa na cidade, sem Uber ou táxi disponível.
    • Não conhecer o app de fidelidade do supermercado La Anônima antes — só descobrimos no último dia, e teria economizado bem mais ao longo da viagem.
    • Não programar parada em Buenos Aires na conexão — recomendação que ouvimos várias vezes e não seguimos.

    Perguntas frequentes sobre Bariloche com crianças

    Bariloche vale a pena com criança pequena? Sim. O parque de neve Piedras Blancas e o Cerro Catedral têm áreas específicas para brincar na neve, e a cidade é estruturada para receber famílias.

    Quantos dias ficar em Bariloche com família? Recomendamos de 5 a 7 dias para conseguir fazer os principais passeios (Cerro Otto, Cerro Catedral, Circuito Chico e Isla Victoria) com calma, sem correria.

    Bariloche é seguro para viajar com crianças? Sim, é uma cidade extremamente segura, com boa estrutura para turistas brasileiros — a língua não costuma ser um problema, já que a cidade recebe brasileiros o ano todo.

    Precisa alugar carro em Bariloche? Não é obrigatório. Usamos Uber, táxi e remis na maior parte da viagem, e alugamos carro apenas por um dia para o Circuito Chico.

    Bariloche está mais caro do que era antes? Na nossa percepção, sim — comparado a uma viagem anterior à região feita pouco mais de um ano antes, os preços estavam visivelmente mais altos, provavelmente por uma combinação de câmbio e aumento da visibilidade turística da cidade.

    Arquivo acervo pessoal

    No geral é super recomendado para famílias, crianças. Quero muito voltar novamente a Bariloche com família novamente.

    Em minhas redes sociais sempre tem atualização e dicas em tempo real. No meu canal no Youtube também posto os relatos das viagens, então quero te ver lá também:

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