Bariloche com crianças: roteiro de 7 dias.

Viajamos para Bariloche com crianças, por 7 dias e contamos toda nossa experiência e roteiro com preços.

Família chegando a Bariloche durante uma viagem com crianças e idosos
Arquivo acervo pessoal

Nossa experiência

Bariloche foi um daqueles destinos em que a viagem começou antes mesmo do avião pousar. Chegamos à noite, sem chip internacional e cansados, mas fomos recebidos por uma nevasca — uma cena que tornou a chegada inesquecível. Viajamos em oito pessoas: uma criança de 4 anos, uma adolescente e avós de até 74 anos. Por isso, nosso roteiro precisou equilibrar neve, passeios, descanso, deslocamentos e diferentes níveis de disposição. Nem tudo saiu como planejado, mas foi justamente essa combinação que nos ensinou o que realmente funciona em Bariloche com crianças e em uma viagem multigeracional. Neste artigo, compartilho nosso roteiro de 7 dias, os gastos aproximados por casal, onde ficamos, como nos deslocamos, quais passeios agradaram mais e os erros que você pode evitar. Os valores são da época da nossa viagem e devem ser usados como referência; preços, câmbio, horários e condições podem mudar.

Fomos em 8 pessoas: uma criança de 4 anos, uma adolescente e avós de até 74 anos. Se você acha que isso complica o roteiro, complica mesmo — mas Bariloche se mostrou surpreendentemente fácil de agradar todo mundo ao mesmo tempo. Neste post, reúno nosso roteiro completo de 7 dias, o que gastamos em cada etapa, onde comemos, o que fazer com crianças pequenas e os erros que cometemos (para você não repetir).

Alguns valores estão em Reais e outros em Pesos Argentinos — na nossa viagem, R$1 valia cerca de $228 pesos argentinos.

Nesse post também explicamos sobre o câmbio na Argentina


Bariloche em resumo: nossa viagem

ItemNossa experiência
Duração7 dias
Grupo8 pessoas, incluindo criança, adolescente e idosos
ÉpocaFinal do inverno — Primeira semana de Agosto
HospedagemRegião central, perto da Rua Tucumán
TransporteUber, táxi, remis e carro alugado por um dia
OrçamentoAproximadamente R$ 8.300 por casal, na época da viagem
Principais passeiosCerro Otto, Cerro Catedral, Isla Victoria, Piedras Blancas e Circuito Chico

Quando ir a Bariloche com crianças

Nós viajamos no final do inverno e ainda encontramos neve nas montanhas, embora o movimento já estivesse diminuindo. Foi uma boa época para o nosso grupo, porque as crianças puderam brincar na neve e conseguimos combinar atividades com momentos de descanso. Bariloche também muda bastante no verão, quando ganham espaço atividades ao ar livre, lagos, trilhas e passeios de natureza. A melhor época depende do que sua família quer fazer: neve, esportes de inverno, trilhas, lagos ou uma viagem mais tranquila. O site oficial de turismo informa atividades ao longo do ano, mas atrações e condições devem ser confirmadas para as datas escolhidas. 1

Dica: se sua conexão for por Buenos Aires, vale programar uma parada de 1-2 dias na cidade — algo que não fizemos e sempre nos disseram para fazer.


Quanto custa viajar para Bariloche em família

Fomos em grupo grande, o que ajudou bastante a diluir custos de hospedagem, transfer e aluguel de carro. Aqui está o valor aproximado que cada casal gastou:

ItemValor por casal
Voos (ida e volta)R$ 4.400
Hospedagem (7 dias)R$ 1.300
Transporte localR$ 280
AlimentaçãoR$ 1.100
PasseiosR$ 1.200
Total~R$ 8.300

Achamos tudo mais caro do que numa viagem anterior a Ushuaia feita pouco mais de 1 ano antes.

Na nossa percepção, os preços estavam maiores do que na viagem anterior a Ushuaia. Como os valores dependem de câmbio, temporada, data de compra e fornecedor, mas essa comparação é apenas nossa experiência pessoal.

Nossa dica: estipule um limite de gastos por refeição e por lembrancinhas antes de viajar — isso ajuda a não perder o controle no meio da viagem.

Importante: estes valores correspondem à nossa viagem, realizada em Agosto/2024. O total não deve ser usado como cotação atual. Passagens, câmbio, hospedagem, alimentação e ingressos variam conforme temporada, antecedência, idade dos viajantes e forma de pagamento.


Onde ficar em Bariloche com crianças

Família observando a neve no Cerro Otto em Bariloche
Arquivo acervo pessoal

Ficamos na Achalay House, na Rua Tucumán, a duas quadras do centro. Para o nosso grupo, a localização facilitou saídas a pé e reduziu a dependência de transporte. A experiência foi nossa e pode não representar as condições atuais do estabelecimento; confira avaliações recentes, regras, acessibilidade, aquecimento, quartos e política de cancelamento antes de reservar.

Nossas recomendações práticas para escolher hospedagem em família:

  • Priorize a localização perto do centro. Isso economiza muito em transporte (Uber, táxi) e permite fazer boa parte dos passeios a pé.
  • Faça reservas com cancelamento gratuito e sem pagamento antecipado. Assim você garante a hospedagem mesmo antes de comprar a passagem, e ajusta as datas depois.
  • Sempre comparamos Booking com Airbnb antes de fechar.

Como chegar e se locomover em Bariloche com família

  • Na nossa viagem, usamos Uber, táxi e remis, mas a disponibilidade variou conforme o horário, o movimento e os eventos na cidade. Em um dos passeios, tivemos dificuldade para conseguir transporte na volta. Se você viajar em grupo grande, confirme previamente como será o retorno e tenha uma alternativa.
  • Em dias de grande movimento na cidade (como durante um festival), Uber e táxi podem simplesmente parar de aceitar corridas — mais detalhes na seção de erros abaixo.
  • Para o Circuito Chico, alugamos um carro de 7 lugares por um dia na Hertz (~R$100 por pessoa), e valeu muito a pena para ter liberdade de parar onde quiséssemos.
  • Compre um chip internacional antes de viajar. Hoje, eu prefiro viajar com internet móvel desde a chegada, porque isso facilita falar com a hospedagem, chamar transporte e consultar mapas. Se você optar por um eSIM ou chip internacional, compare cobertura, validade, franquia e preço; este é um link de afiliado da Airalo que indico.

Roteiro de 7 dias em Bariloche com crianças

Dia 1: chegada, centro e primeira nevasca

Chegada à noite, jantar de pizza (Wesley Bar, aproximado R$300 para o grupo de 8 pessoas em Agosto/24) e uma nevasca de recepção. Na manhã seguinte, exploramos a cidade a pé: trocamos dinheiro na Western Union, compramos itens básicos no mercado La Anónima (o supermercado mais popular da Argentina) e almoçamos na tradicional La Parrilla de Julián (~R$150 por pessoa — foi aí que decidimos estabelecer um limite de gastos com comida).

Também visitamos a cafeteria Rapanui, que tem uma pequena pista de gelo — as crianças (e os adultos corajosos) adoraram.

Dia 2 — Cerro Otto e Confeitaria Giratória

Fomos de Uber (aproximadamente R$40, saindo do centro em maio/26) até a famosa confeitaria giratória do Cerro Otto, com vista incrível e neve caindo. Pagamos Ingresso: $30.000 ARS para adultos, $20.000 ARS para crianças de 6 a 12 anos e idosos acima de 65, em maio/24 – consulte a página oficial do Teleférico Cerro Otto antes de comprar . Jantar no restaurante Belek, com boa comida e ambiente agradável.

Família tomando café na cafeteria giratória
Arquivo acervo pessoal

Dia 3 — Cerro Catedral

Base do Cerro Catedral, ideal para quem não vai esquiar. Compramos um “skibunda” (trata de uma atividade de descida em trenó) para o nosso filho de 4 anos, apesar de atividade simples, fizemos fora do parque.
Importante: Essa atividade pode ser feita por qualquer pessoa que não tenha restrições severas de mobilidade e atenda à altura mínima exigida (geralmente a partir de 1,25 m ou crianças maiores de 4 a 5 anos, dependendo do parque) pode fazer skibunda na neve. – Fonte: Bariloche para brasileiros

Encontramos alguns morros com neve para ele brincar e almoçamos numa praça de alimentação local — o guiso de lentilhas foi um dos melhores pratos da viagem.

Dia 4 — Isla Victoria + Bosque de Arrayanes

Foi o passeio mais aguardado — e também o mais cansativo. O passeio de barco dura cerca de 5 horas, com quase 2h só de navegação de volta. Vale muito pela paisagem (uma história popular sem confirmação, diz que o Bosque de Arrayanes inspirou Walt Disney para Bambi), mas fique atento: se a cidade estiver em festa (como aconteceu com a Fiesta de la Nieve durante nossa visita), pode faltar Uber e táxi no retorno.

Paisagem da Isla Victoria e do Bosque de Arrayanes em Bariloche
Arquivo acervo pessoal

Compramos os ingressos diretamente com a Cau Cau, que também oferecia a opção de transfer. Para um grupo grande, recomendo verificar se o transfer de volta está incluído e combinar o retorno antes do passeio. Nossa experiência mostrou que depender de Uber ou táxi em um dia de evento pode ser arriscado.

Dica: combine a volta com antecedência se for em grupo grande.

Dia 5: Piedras Blancas

Parque Piedras Blancas é um parque de neve com teleférico e trenó, com atividades para crianças a partir de 1 ano. As atividades disponíveis devem ser conferidas diretamente no site oficial do parque. Ingresso: pagamos $25.000 ARS (em maio/24. Fomos de remis (nem Uber nem táxi estavam aceitando corrida naquele dia).
Para o nosso grupo, foi uma opção interessante porque permitiu contato com a neve sem exigir experiência em esqui. A adequação depende da idade, mobilidade, clima e regras vigentes do parque.
Alugamos apenas óculos de neve para nossa filha — o resto (luvas impermeáveis, botas) compramos em lojinhas locais.

Criança brincando na neve no Cerro Catedral em Bariloche

Dia 6 — Circuito Chico

Um dos melhores dias da viagem. Alugamos um carro de 7 lugares que comportou nosso grupo confortavelmente por um dia (~R$100 por pessoa) e visitamos:

Punto Panorâmico – como subimos pelo teleférico ficamos cerca de 1h no local entre subir, contemplar e retornar ao carro.

Cerro Campanário – 20 minutos, paramos o carro nas vagas próximo ao mirante.

Ponte Angostura – 30 minutos, também a lugar para fazer parada próximo ao mirante, ainda caminhamos por cerca de 10 por uma trilha que levava na parte abaixo da ponte, dificuldade fácil, mas em nosso caso os idosos preferiram não ir.

Lago Escondido – 20 minutos, com parada próximo ao mirante

Playa Bonita – 20 minutos, saímos da via, entramos por algumas ruas e já chegamos na “praia”, a beira do lago para apreciar a vista.

Colônia Suíça – Aqui ficamos cerca de 3h, pois passeamos entre as lojinhas e fizemos um lanche que levamos.

Se não quiser alugar carro, a melhor opção é comprar seu passeio antecipado, eu indico a Get Your Guide, que tem parceiros validados e experientes. Essa é nossa recomendação como afiliados, e pode entender melhor como funciona aqui na página de transparência de afiliados.

Vista panorâmica do Circuito Chico em Bariloche

Dia 7 — Despedida e compras

Últimas compras no La Anônima (dica: baixe o app do supermercado, na nossa experiência, o programa ofereceu descontos em alguns produtos – recomendamos conferir as regras atuais diretamente no site do La Anonima ) e nas lojinhas tradicionais da Mitre: Mamuska, Rapanui, Havanna.


O que levar na mala para Bariloche com crianças

Para uma viagem com neve e crianças, o mais importante é pensar em camadas, proteção contra umidade e facilidade para trocar roupas. Alguns itens nós levamos do Brasil; outros preferimos comprar ou alugar no destino, dependendo do espaço disponível na mala e do preço encontrado.

Essa lista traz nossa experiencia real, nela também contém links de afiliados de produtos que podemos ter comissão caso você clique e compre, pra deixar mais claro sobre isso, temos nossa página de transparência de afiliado.


Erros que cometemos (para você não repetir)

  • Não comprar chip internacional antes de embarcar — dependemos do Wi-Fi para falar com o anfitrião na chegada. Aprendizado: planejar comunicação desde o aeroporto.
  • Não fechar o transfer de volta da Isla Victoria com antecedência — esperamos mais de uma hora em um dia de evento. Aprendizado: grupos grandes precisam confirmar o transporte de retorno.
  • Não conhecer o app de fidelidade do supermercado La Anônima antes — só descobrimos os descontos no último dia. Aprendizado: verificar programas de fidelidade antes de fazer as compras.
  • Não programar parada em Buenos Aires na conexão — foi uma escolha nossa, não uma regra. Aprendizado: considerar a conexão como parte do roteiro se houver tempo e orçamento.

Perguntas frequentes sobre Bariloche com crianças

Bariloche vale a pena com criança pequena?

Na nossa experiência, sim, mas o passeio precisa respeitar idade, clima, mobilidade e tempo de descanso. Piedras Blancas e Cerro Catedral fizeram sentido para o nosso grupo, mas consulte as regras atuais de cada atração antes de comprar.

Quantos dias ficar em Bariloche com crianças?

Ficamos 7 dias e conseguimos combinar passeios de neve, Circuito Chico, Isla Victoria, compras e dias com ritmos diferentes. Para uma viagem mais curta, será necessário escolher entre as atrações. A quantidade ideal depende da estação, do orçamento e da idade das crianças.

Bariloche é segura para viajar com crianças?

Nós nos sentimos bem durante a viagem e encontramos boa estrutura turística, mas cada família deve manter cuidados normais, especialmente em deslocamentos, horários de saída e locais movimentados. Consulte orientações atuais antes da viagem.

Precisa alugar carro em Bariloche?

Não necessariamente. Usamos Uber, táxi e remis na maior parte da viagem e alugamos carro por um dia para o Circuito Chico. Para grupos grandes, compare aluguel, combustível, estacionamento, passeio contratado e disponibilidade de transporte na data.

Quanto custa viajar para Bariloche em família?

Na nossa viagem, gastamos aproximadamente R$ 8.300 por casal, mas esse valor é histórico e varia muito. Apresente a data, moeda, composição do grupo e o que foi incluído antes da tabela.

Paisagem da Isla Victoria em Bariloche
Arquivo acervo pessoal

Bariloche funcionou muito bem para o nosso grupo porque conseguimos combinar neve, passeios, comida, compras e momentos de descanso. A viagem exigiu mais organização por envolver crianças, adolescente e idosos, mas também mostrou que um roteiro multigeracional pode ser muito divertido quando todos entendem os limites e as necessidades do grupo. Eu voltaria a Bariloche com a família, mas planejaria melhor alguns detalhes: internet desde a chegada, transporte de retorno nos passeios, regras e preços atualizados das atrações e tempo de descanso entre os dias mais intensos.

Aviso de transparência: alguns links deste artigo podem ser de afiliados. Se você contratar um serviço ou comprar um produto por eles, o Passe Passeando poderá receber uma comissão, sem custo adicional para você. As recomendações são baseadas na experiência relatada e na utilidade para o roteiro.

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Comentários

2 respostas a “Bariloche com crianças: roteiro de 7 dias.”

  1. […] daquelas que valem a pena contar justamente pelo aprendizado que deixou. No meio da nossa viagem a Bariloche, num dos passeios que mais estávamos animados para fazer, acabamos ficando mais de uma hora […]

  2. […] Blancas é um dos parques de neve mais procurados por famílias em Bariloche, principalmente por não exigir experiência prévia com esqui ou snowboard — é o tipo de […]

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