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  • Circuito Chico em Bariloche: Roteiro de 1 Dia de Carro com Crianças

    Circuito Chico em Bariloche: Roteiro de 1 Dia de Carro com Crianças

    Como fazer o Circuito Chico em Bariloche de carro: pontos parada, valor do aluguel e dicas para aproveitar com a família. Relato real.

    Arquivo acervo pessoal

    O plano para esse dia era aproveitar ao máximo as paisagens que Bariloche tem para oferecer — e o Circuito Chico foi, sem dúvida, um dos dias mais incríveis de toda a viagem. Pesquisamos bem a rota antes de ir, selecionamos os pontos que valiam a pena parar dentro do nosso tempo disponível, e alugamos um carro só para esse dia. Recomendam esse passeio no primeiro dia, pro turista já se impressionar com tanta beleza, mas escolhemos o fazer último pra ter o gostinho de quero mais!

    Neste post, conto como organizamos o roteiro, quanto custou o aluguel do carro e quais paradas realmente valeram a pena com a família.

    Neste post você vai encontrar:

    • Como organizar o Circuito Chico
    • Alugar carro vale a pena?
    • Pontos de parada que fizemos
    • Quanto custou
    • Dicas para roteiro completo em Bariloche
    • Frequently asked questions

    O que é o Circuito Chico

    O Circuito Chico é uma estrada cênica de cerca de 60 km que contorna parte do Lago Nahuel Huapi, saindo do centro de Bariloche e passando por uma sequência de mirantes, praias, vilarejos e pontos históricos. É considerado um dos passeios mais bonitos — e mais tranquilos — de toda a região, e por isso aparece em praticamente todo roteiro de Bariloche em família.

    A grande vantagem do Circuito Chico é que ele funciona bem tanto para quem quer um dia de aventura (parando em cada mirante, fazendo pequenas caminhadas) quanto para quem prefere um ritmo mais lento, com poucas paradas e mais tempo de contemplação — o que faz toda diferença quando você viaja com idosos ou crianças pequenas no grupo.

    Como organizar o Circuito Chico

    O Circuito Chico é uma rota cheia de mirantes e pontos turísticos ao redor de Bariloche, e tem muito mais lugares do que dá para visitar num único dia. Nossa recomendação, que também foi o que fizemos: pesquise os principais pontos antes de ir, escolha alguns para fazer com calma, e coloque os nomes direto no GPS — o trajeto é tranquilo de fazer por conta própria, com sinalização boa e estrada em bom estado na maior parte do percurso.

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    Uma dica prática: monte sua lista de paradas antes de sair, mas não tente visitar tudo. O erro mais comum de quem faz o Circuito Chico pela primeira vez é querer parar em cada ponto do mapa e acabar com o dia corrido demais — o que tira justamente a graça de um passeio pensado para ser feito com calma.


    Alugar carro vale a pena?

    Sim — foi a única vez que alugamos carro em toda a viagem (o restante dos deslocamentos fizemos de Uber, táxi ou remis), e valeu muito a pena para ter liberdade de parar onde quiséssemos, no nosso próprio ritmo.

    Valor: alugamos um carro de 7 lugares na Hertz apenas para esse dia, por um total de 160.000 ARS (cerca de R$100 por pessoa, dividido entre o grupo).


    Pontos de parada que fizemos

    • Punto Panorâmico
    • Cerro Campanario — vista 360º, com opção de subir de teleférico
    • Ponte Angostura
    • Lago Escondido
    • Playa Bonita
    • Colônia Suíça — uma vila charmosa, com várias opções de almoço, lojinhas de suvenires e lanchinhos; foi uma das paradas favoritas do grupo

    Cada um desses pontos tem uma característica diferente: o Cerro Campanario, por exemplo, exige a subida de teleférico (pago à parte) para chegar à vista de 360º, considerada uma das mais bonitas de toda a região — vale reservar um tempo maior aqui se a família gostar de fotos panorâmicas. Já o Lago Escondido e a Playa Bonita são paradas mais rápidas, ideais para esticar as pernas e tirar fotos à beira d’água.

    A Colônia Suíça, por outro lado, pede mais tempo: é uma vila pequena, mas com bastante concentração de lojinhas e opções de comida, então funciona bem como parada para o almoço no meio do passeio.

    Dicas específicas para viajar com crianças no Circuito Chico

    • Faça pausas frequentes, mesmo que curtas. Crianças pequenas se cansam de ficar muito tempo no carro, então intercalar trechos de estrada com paradas nos mirantes ajuda a manter o clima leve.
    • Leve lanches e água — nem todos os pontos do circuito têm opções de comida, especialmente fora da Colônia Suíça.
    • Cerro Campanario com crianças pequenas: o teleférico costuma ser uma atração à parte, então vale reservar tempo extra se as crianças gostarem da experiência.
    • Playa Bonita é uma boa parada para deixar as crianças brincarem livremente por alguns minutos, especialmente se o dia estiver ensolarado.

    Dicas para o roteiro completo em Bariloche

    Arquivo acervo pessoal
    • Reserve o carro só para esse dia — no restante da viagem, Uber e remis dão conta bem em Bariloche (com a ressalva de que em dias de festa na cidade pode faltar Uber, como aconteceu num outro passeio nosso).
    • Leve dinheiro em espécie (pesos argentinos) para as lojinhas da Colônia Suíça — nem todo lugar aceita cartão.
    • Abasteça o carro antes de sair do centro — os postos de combustível ao longo do circuito são mais escassos do que se imagina.
    • Se possível, comece o passeio cedo. Isso dá folga para prolongar o tempo em algum ponto que a família goste mais, sem correr contra o relógio no fim da tarde.
    • Verifique a previsão do tempo antes de sair — algumas das vistas mais bonitas do circuito (como o Cerro Campanario) dependem de um dia claro para valer realmente a pena.

    Circuito Chico x excursão organizada

    Se dirigir não for uma opção para o seu grupo, existem excursões organizadas que fazem o mesmo trajeto, geralmente em vans com guia. A vantagem é não se preocupar com direção nem estacionamento; a desvantagem é ter menos flexibilidade para escolher onde parar e por quanto tempo — algo que, para famílias com crianças pequenas ou idosos, pode fazer bastante diferença. Na nossa experiência, o carro alugado valeu a pena justamente por essa liberdade de ritmo.

    Nossa impressão geral sobre o dia


    Frequently asked questions

    Arquivo acervo pessoal

    Vale a pena alugar carro para o Circuito Chico em Bariloche? Sim. É o passeio que mais compensa ter carro próprio, já que dá liberdade para parar nos mirantes no seu próprio ritmo.

    Quanto custa alugar um carro em Bariloche para o Circuito Chico? Alugamos um carro de 7 lugares por um dia na Hertz por 160.000 ARS no total (~R$100 por pessoa, dividido entre o grupo).

    O Circuito Chico é bom para famílias com crianças pequenas? Sim, é um passeio de ritmo mais tranquilo — muita paisagem, poucas caminhadas longas, e paradas para comer na Colônia Suíça.

    Dá para fazer o Circuito Chico sem carro alugado? É possível com excursões organizadas, mas ter carro próprio dá mais liberdade para escolher onde e quanto tempo parar em cada ponto.

    Quanto tempo dura o Circuito Chico completo? Um dia inteiro é o ideal, considerando paradas com calma nos principais mirantes e uma pausa para almoço na Colônia Suíça.

    Qual a melhor época para fazer o Circuito Chico? O passeio vale a pena o ano todo, mas dias claros favorecem bastante as vistas panorâmicas, especialmente no Cerro Campanario.

    O Circuito Chico é seguro para dirigir por conta própria? Sim. A estrada é bem sinalizada e em bom estado na maior parte do percurso, e colocar os nomes dos pontos direto no GPS torna o trajeto bem tranquilo mesmo para quem não conhece a região.

    Dá para fazer o Circuito Chico junto com outro passeio no mesmo dia? Não recomendamos. O circuito já ocupa um dia inteiro se for feito com calma, e tentar encaixar outro passeio no mesmo dia tira justamente o que há de melhor nele: o ritmo tranquilo e sem pressa.

    Em minhas redes sociais sempre tem atualização e dicas em tempo real. No meu canal no Youtube também posto os relatos das viagens, então quero te ver lá também:

    Youtube: Passe Passeando

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  • Piedras Blancas em Bariloche: Preço, Como Chegar e Dicas

    Piedras Blancas em Bariloche: Preço, Como Chegar e Dicas

    Piedras Blancas em Bariloche com crianças: ingressos, o que levar, como chegar e por que vale a pena. Relato real de uma viagem em família.

    Arquivo acervo pessoal

    A animação para conhecer esse passeio era geral entre todo o grupo — dos 4 aos 74 anos. Piedras Blancas é um parque de neve com várias atividades, o mais famoso sendo o teleférico e o “trineo” (aquele que aqui no Brasil viraria “skybunda”), mas o parque é grande o suficiente para você passar o dia inteiro aproveitando o acúmulo de neve da montanha.

    Neste post, conto como foi nossa experiência, quanto custou, o que levar e por que esse foi um dos passeios mais garantidos de agradar todas as idades da família.

    Neste post você vai encontrar:

    • O que fazer em Piedras Blancas
    • Como chegar (e o que fazer se Uber/táxi não estiverem disponíveis)
    • Quanto custa
    • O que levar (equipamentos de neve)
    • Vale a pena com crianças pequenas?
    • Frequently asked questions

    O que é Piedras Blancas

    Piedras Blancas é um dos parques de neve mais procurados por famílias em Bariloche, principalmente por não exigir experiência prévia com esqui ou snowboard — é o tipo de passeio pensado para quem quer brincar na neve, tirar fotos bonitas e curtir a paisagem sem compromisso técnico. Isso o torna uma ótima opção para grupos com faixas etárias bem diferentes, como foi o nosso caso.

    O que fazer em Piedras Blancas

    O parque reúne várias atividades de neve. As mais procuradas são:

    • Teleférico, para subir e ter uma vista panorâmica da montanha
    • Trineo (skybunda), a atividade preferida das crianças — dá para descer a montanha repetidas vezes
    • Áreas para simplesmente brincar na neve, fazer fotos e até um piquenique, se o dia estiver bom

    O parque é grande, então mesmo sem esquiar dá para aproveitar o dia inteiro — não é um passeio rápido, é programa de dia cheio. Reserve o dia sem compromissos posteriores, porque é comum sair de lá tarde e cansado (no bom sentido).

    Outro ponto interessante é que, mesmo sem alugar equipamento de esqui, o parque tem estrutura para quem quer só “brincar” na neve — algo que muitas famílias não esperam e que acaba sendo uma boa surpresa: não é preciso ser esquiador para aproveitar o dia inteiro por lá.


    Como chegar

    Fomos com remis, já que nem Uber nem táxi estavam aceitando corridas naquele dia. Aprendemos a lição e já combinamos a ida e a volta com o mesmo motorista — isso evita ficar sem transporte de volta no fim do dia, algo que também nos pegou de surpresa em outro passeio na mesma viagem (o da Isla Victoria), leia aqui nosso perrengue para não passar também

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    Dica para o roteiro completo: em Bariloche, é comum que Uber e táxi fiquem indisponíveis em dias de maior movimento na cidade. Sempre que for para um passeio mais afastado do centro, vale já perguntar ao motorista se ele pode buscar vocês depois, ou anotar um contato de remis local.

    Isso vale especialmente para quem está montando um roteiro de vários dias em Bariloche: os passeios que ficam mais distantes do centro (como Piedras Blancas e a Isla Victoria) são justamente os que mais exigem esse cuidado extra com o transporte de volta. Quem planeja com antecedência evita ficar esperando no frio no fim do dia, depois de um dia inteiro de atividades.


    Quanto custa

    • Ingresso: $25.000 ARS
    • Aluguel de óculos de neve (opcional): valor à parte — alugamos apenas para um dos membros do grupo
    • Não alugamos roupa de neve específica — mais detalhes na seção “o que levar” abaixo
    • Veja esse post sobre o câmbio na Argentina, ele pode ajudar a planejar sua viagem e seus gastos.

    O que levar para Piedras Blancas

    Arquivo acervo pessoal

    Não é obrigatório alugar roupa de neve completa. Compramos algumas peças ainda no Brasil, mas nada muito técnico, e funcionou bem. O que realmente recomendamos:

    • Luvas impermeáveis — compramos numa lojinha no centro de Bariloche para nosso filho de 4 anos
    • Botas adequadas para neve
    • Óculos de neve são opcionais — alugamos para uma das crianças, que ficou o dia todo no trenó, mas nem seria estritamente necessário

    Lista rápida do que não pode faltar:

    • Roupas em camadas (uma térmica, um casaco corta-vento e um casaco mais grosso por cima)
    • Luvas impermeáveis (essenciais — luvas comuns encharcam rápido na neve)
    • Botas fechadas e à prova d’água
    • Protetor solar, mesmo no frio — a reverberação da neve queima bastante
    • Óculos de sol (diferente dos óculos de neve, ajudam contra o brilho forte)
    • Uma muda de roupa extra para as crianças, caso fiquem completamente molhadas de brincar

    Estrutura do parque

    Piedras Blancas conta com áreas de alimentação, então não é necessário levar comida para o dia inteiro — mas leve lanches e água para as crianças terem sempre à mão, especialmente durante as atividades no trenó, que costumam ser as que mais demandam energia. Também há espaço para descanso e aquecimento, o que ajuda bastante quando o grupo tem idosos que precisam de pausas mais frequentes.

    Vale a pena com crianças pequenas?

    Sim, com folga. Esse foi um dos passeios que reuniu diversão garantida para todas as idades do nosso grupo — dos 4 aos 74 anos, todo mundo se divertiu muito. Ficamos o dia inteiro no parque e voltamos exaustos, mas satisfeitos.

    Se você está decidindo entre Piedras Blancas e outros parques de neve da região, nossa recomendação é justamente essa: para famílias com crianças bem pequenas ou idosos, Piedras Blancas tende a ser mais acessível do que opções voltadas para esqui avançado, exatamente por não exigir preparo técnico.

    Piedras Blancas dentro do roteiro completo de Bariloche

    Arquivo acervo pessoal

    Se você está organizando um roteiro de vários dias em Bariloche, vale posicionar Piedras Blancas em um dia que não exija muita caminhada extra depois — é comum voltar cansado, especialmente com crianças que aproveitaram o trenó o dia inteiro. Um jantar mais tranquilo à noite (como fizemos, num restaurante perto da hospedagem) fecha bem o dia.

    Piedras Blancas x outros parques de neve da região

    Bariloche tem mais de uma opção de parque de neve, e cada um tem um perfil um pouco diferente. Piedras Blancas se destaca justamente pela acessibilidade: não exige nível técnico de esqui, tem boa estrutura de apoio (alimentação, aquecimento, aluguel de equipamentos básicos) e reúne atividades para várias faixas etárias ao mesmo tempo — foi por isso que funcionou tão bem para o nosso grupo, que ia dos 4 aos 74 anos.

    Se sua família tem esquiadores mais experientes que quer explorar pistas mais avançadas, vale pesquisar outras opções da região complementares a essa. Mas para um dia de diversão em família, sem compromisso técnico, Piedras Blancas cumpriu exatamente o que prometia.

    Nossa impressão geral

    Foi, sem dúvida, um dos dias mais fáceis de agradar todo mundo em toda a viagem. Não exigiu nenhuma habilidade especial, não teve nenhum imprevisto de logística grave (fora o transporte, resolvido com remis) e rendeu boas fotos e boas risadas — o tipo de passeio que vale a pena reservar um dia inteiro, sem pressa.


    Frequently asked questions

    Piedras Blancas vale a pena com criança pequena? Sim. É um dos passeios mais indicados para famílias em Bariloche, com atividades para todas as idades, do trenó ao teleférico.

    Precisa alugar roupa de neve para ir a Piedras Blancas? Não é obrigatório. Roupas em camadas compradas no Brasil funcionam bem — o essencial é ter luvas impermeáveis e botas adequadas.

    Como chegar em Piedras Blancas se não tiver Uber disponível? Remis é uma boa alternativa em dias de maior movimento na cidade. Combine a volta com o motorista antes de descer, para não ficar sem transporte no fim do passeio. Evite perrengue lendo esse artigo que passamos em Bariloche

    Quanto tempo reservar para Piedras Blancas? Um dia inteiro. O parque é grande e vale aproveitar com calma — não é um passeio de poucas horas.

    É preciso saber esquiar para aproveitar Piedras Blancas? Não. O parque tem estrutura voltada para quem quer brincar na neve, andar de trenó e aproveitar a paisagem, sem exigir nenhuma experiência técnica prévia.

    Piedras Blancas tem estrutura de alimentação? Sim, o parque conta com áreas de alimentação, mas vale levar lanches e água extra para as crianças, especialmente durante as atividades mais longas no trenó.


    Nossa impressão final

    Piedras Blancas ficou como um dos passeios favoritos de toda a viagem, especialmente pela unanimidade: em grupos com faixas etárias muito diferentes, é raro achar um passeio que agrade a todo mundo por igual, mas foi exatamente isso que aconteceu aqui. Se você está decidindo quais passeios priorizar num roteiro corrido em Bariloche, esse é um dos que recomendamos não deixar de fora — o custo-benefício, considerando diversão garantida para todas as idades, é difícil de superar entre as opções de neve da região.

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  • Isla Victoria e Bosque de Arrayanes: Vale a Pena com Crianças?

    Isla Victoria e Bosque de Arrayanes: Vale a Pena com Crianças?

    Passeio de barco para Isla Victoria e Bosque de Arrayanes em Bariloche: como funciona, quanto custa e o que ninguém conta sobre a volta. Relato real.

    Este foi o passeio que eu estava mais empolgada para fazer em toda a viagem a Bariloche. Um passeio de barco lindo — mas também um dos mais cansativos do roteiro, e vou explicar exatamente por quê, porque isso pode mudar como você planeja o seu dia.

    Neste post, conto como funciona o passeio para Isla Victoria e Bosque de Arrayanes, quanto custa, o que esperar de cada parte do trajeto e o perrengue que enfrentamos na volta — para você não passar pela mesma coisa.

    Neste post você vai encontrar:

    • Como funciona o passeio (ingressos, trajeto, duração)
    • O que ver na Isla Victoria e no Bosque de Arrayanes
    • Quanto custa
    • O perrengue da volta (e como evitar)
    • Vale a pena com crianças?
    • Frequently asked questions

    Por que esse passeio é tão procurado

    Isla Victoria e Bosque de Arrayanes formam um dos passeios mais icônicos de toda a região de Bariloche — e não é à toa. É um dos poucos programas que combina navegação por um dos lagos mais bonitos da Patagônia argentina com uma vegetação rara, que existe em pouquíssimos lugares do mundo. Por isso, ele costuma aparecer em praticamente todo roteiro de Bariloche, mesmo entre quem está com poucos dias na cidade.

    Como funciona o passeio

    Optamos por ir de Uber até o porto Pañuelo, de onde parte a embarcação. Os ingressos compramos direto numa loja na Mitre 139 — mas também é possível comprar pelo site oficial do passeio, que costuma ter opções de transfer incluso.

    Dica de economia: o transfer pelo site custava cerca de $15.000 ARS por pessoa. Digo custava por que o câmbio na Argentina oscila muito e pode ser que houve alteração, e também por isso, já preparei um post dedicado a explicar o câmbio na Argentina, que você pode ver aqui. Se vocês forem em grupo, vale fazer a conta: um Uber com 4 pessoas geralmente sai pelo mesmo valor total — foi o que escolhemos e compensou bastante num primeiro momento.

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    O passeio de barco passa primeiro pela Isla Victoria, com árvores e cenários incríveis, incluindo uma pequena trilha de 1km. Tem lanchonete no local, mas também dá para levar seu próprio lanche — e o barco também vende café e petiscos durante o trajeto.

    Depois, a embarcação segue para o Bosque de Arrayanes, uma vegetação típica da região — dizem que foi essa paisagem que inspirou Walt Disney na animação Bambi. É um lugar bonito e diferente de tudo que vimos no resto da viagem, e rende fotos lindas.

    As árvores de arrayán têm um tronco avermelhado e uma casca lisa e fria ao toque, bem diferente de qualquer vegetação que estávamos acostumados a ver no Brasil — as crianças ficaram fascinadas em tocar os troncos e comparar com as árvores “normais”. Há passarelas de madeira que conduzem o passeio por dentro do bosque, o que facilita bastante a caminhada mesmo para quem está com idosos no grupo.

    Vale reservar um tempo generoso aqui para fotos — a luz entre as árvores, combinada com o verde intenso da vegetação e o silêncio do lugar, cria um cenário bem diferente do resto do roteiro por Bariloche, que é dominado por montanhas e neve.


    O perrengue da volta (leia antes de ir)

    Aqui está a parte que a maioria dos guias não conta: o passeio inteiro dura cerca de 5 horas, sendo que a navegação de retorno sozinha leva quase 2 horas. Sem muito o que fazer dentro do barco nesse trajeto, apesar da paisagem bonita, o tempo acaba ficando meio entediante — principalmente para crianças.

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    O pior perrengue, no entanto, foi outro: o porto onde o barco atraca fica a cerca de 40 minutos do centro de Bariloche. Como não tínhamos fechado o transfer de volta com antecedência, e justamente naquele dia a cidade estava em festa (Fiesta de la Nieve), não havia remis, táxi nem Uber disponíveis. Nosso anfitrião nos ajudou a conseguir contatos, e mesmo assim levamos mais de 1 hora esperando no porto até conseguir dois carros para nos buscar.

    Dica #1: se for em grupo grande, Uber compensa bastante — mas combine a volta com antecedência, principalmente se sua visita coincidir com algum evento ou festival na cidade.

    Essa lição, aliás, se repetiu em outro passeio da nossa viagem (Piedras Blancas), o que nos fez perceber que não foi coincidência: em Bariloche, sempre vale ter um plano B de transporte para os passeios mais afastados do centro, principalmente durante períodos de festa ou alta temporada, quando a demanda por transporte aumenta muito mais rápido do que a oferta.

    Dica #2: se possível, pergunte no momento da compra do ingresso se existe algum horário de retorno alternativo, ou se a empresa do passeio oferece algum apoio em caso de imprevistos no porto. Isso pode poupar tempo de espera em dias mais movimentados.

    Dica #3: Esteja conectado a internet, não fique dependente de Wifi, muitos locais não tem, ou precisam de cadastros complicados e até não possuem sinal por estar longe da cidade, por isso recomendamos chip internacional da Airalo, temos cupom de desconto ( PATRIC28900 ) e ainda recomendo ler o post detalhado sobre chip internacional / esim.


    Quanto custa o passeio

    • Ingresso do barco: valores variam conforme a época e a loja/site de compra (vale comparar antes)
    • Transfer pelo site oficial: ~$15.000 ARS por pessoa (compare com Uber se for em grupo)
    • Jantar na volta: fomos à Trattoria L’Italiano (Rua Quaglia) — entrada, prato principal, bebida e sobremesa saíram por $16.500 ARS (~R$70)

    Vale a pena com crianças?

    Sim, mas com uma ressalva: é um passeio mais longo e menos “ativo” do que outros em Bariloche, então prepare os pequenos para um dia de barco, não de trilha ou brincadeira na neve. Leve algo para entreter as crianças durante o trajeto de volta — livro, joguinho, o que funcionar para o seu filho — porque as quase 2 horas de navegação sem parar podem ser desafiadoras para eles.

    As paisagens da Isla Victoria e do Bosque de Arrayanes, por outro lado, valem muito a pena e costumam encantar todas as idades.

    Dicas práticas para levar crianças no passeio

    • Leve lanches e água extra — embora o barco venda café e petiscos, ter algo à mão evita imprevistos, principalmente durante a navegação de retorno mais longa.
    • Prepare as crianças para o tempo de barco. Explicar antes que o passeio inclui um trecho mais longo de navegação ajuda a evitar frustração no meio do caminho.
    • Aproveite a trilha da Isla Victoria para gastar energia — é curta (cerca de 1km) e funciona bem para quebrar a rotina de ficar parado no barco.
    • Roupa em camadas é essencial, já que o vento no lago costuma ser mais forte do que em terra firme, mesmo em dias de sol.

    Vale mais a pena com transfer ou por conta própria?

    Se você prefere não se preocupar com logística de transporte, o transfer incluso no ingresso oficial pode valer a pena, principalmente se for um grupo pequeno (1 a 2 pessoas), quando o valor por pessoa do transfer costuma compensar mais do que dividir um Uber. Já para grupos maiores, como o nosso, o Uber costuma sair mais em conta — mas exige a atenção extra com o combinado da volta que já mencionamos acima.

    O que levar no passeio

    • Casaco corta-vento, mesmo em dias de sol — o vento sobre o lago costuma surpreender
    • Protetor solar e óculos escuros — a reflexão da água intensifica a exposição ao sol
    • Câmera ou celular com bateria carregada — é um dos passeios mais fotogênicos de toda a viagem a Bariloche
    • Lanche leve e água, mesmo com a opção de compra a bordo

    Nossa impressão geral sobre o passeio

    Apesar do perrengue da volta, recomendamos esse passeio sem hesitar. A combinação da navegação pelo lago com a paisagem única do Bosque de Arrayanes é diferente de tudo que vimos no resto do roteiro por Bariloche — que é dominado por montanhas, neve e mirantes. Foi um contraste bem-vindo no meio da viagem, e certamente vale reservar um dia inteiro para aproveitar com calma, desde que você já saiba, de antemão, como funciona a logística de volta.


    Frequently asked questions

    Quanto tempo dura o passeio para Isla Victoria e Bosque de Arrayanes? Cerca de 5 horas no total, incluindo a navegação de ida, as paradas nos dois pontos e a volta.

    É melhor ir de transfer ou de Uber até o porto Pañuelo? Depende do tamanho do grupo. Para grupos de 4 pessoas ou mais, um Uber geralmente sai pelo mesmo valor total do transfer por pessoa — vale comparar antes.

    O passeio vale a pena com crianças pequenas? Sim, mas é um passeio mais longo e com pouca atividade física — leve algo para entreter as crianças durante a navegação de volta.

    Onde comprar os ingressos para o passeio? É possível comprar direto em lojas físicas no centro de Bariloche (Mitre 139) ou pelo site oficial do passeio, que também oferece opção de transfer.

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  • Isla Victoria em Bariloche: O Que Fazer Quando Falta Transporte

    Isla Victoria em Bariloche: O Que Fazer Quando Falta Transporte

    O que fazer quando falta Uber e táxi em Bariloche: nosso perrengue no retorno do passeio Isla Victoria e o que aprendemos sobre transporte na cidade.

    Arquivo acervo pessoal

    Nem toda história de viagem é só paisagem bonita e roteiro nos conformes — e essa é uma daquelas que valem a pena contar justamente pelo aprendizado que deixou. No meio da nossa viagem a Bariloche, num dos passeios que mais estávamos animados para fazer, acabamos ficando mais de uma hora parados num porto isolado, sem Uber, sem táxi e sem saber muito bem como voltaríamos para o centro da cidade. Neste post, conto exatamente o que aconteceu, por que aconteceu, e o que fizemos diferente no resto da viagem depois desse aperto.

    Neste post você vai encontrar:

    • O passeio que gerou o perrengue
    • O que deu errado no retorno
    • Como resolvemos naquele momento
    • O que aprendemos sobre transporte em Bariloche
    • Como evitar passar pela mesma situação
    • Frequently asked questions

    O passeio que gerou o perrengue

    O passeio em questão era o de Isla Victoria e Bosque de Arrayanes, um dos mais aguardados da nossa viagem a Bariloche — e, sem dúvida, um dos mais bonitos. Optamos por ir de Uber até o porto Pañuelo, de onde parte a embarcação, já que, sendo um grupo grande, o Uber saía pelo mesmo valor total do que pagaríamos individualmente pelo transfer oferecido no site oficial do passeio.

    O passeio de barco passa pela Isla Victoria, com trilhas e cenários incríveis, e depois segue para o Bosque de Arrayanes, uma vegetação rara que, segundo contam, teria inspirado Walt Disney na animação Bambi. Até aqui, tudo perfeito — paisagens lindas, fotos ótimas, um passeio e tanto.

    O problema começou na hora de planejar a volta.


    O que deu errado no retorno

    Arquivo acervo pessoal

    O trajeto de barco inteiro dura cerca de 5 horas, sendo que a navegação de retorno sozinha leva quase 2 horas — já é, por si só, um trecho mais cansativo, especialmente para quem viaja com crianças. Mas o verdadeiro perrengue começou quando desembarcamos de volta no porto Pañuelo, que fica a cerca de 40 minutos do centro de Bariloche.

    Nós não tínhamos fechado o transfer de volta com antecedência — confiamos que, assim como na ida, conseguiríamos um Uber sem problema. O que não sabíamos é que, justamente naquele dia, a cidade estava em festa: a Fiesta de la Nieve, um evento grande, com vários shows e apresentações, que levou multidões às ruas de Bariloche.

    Com a cidade cheia, a demanda por transporte disparou — e simplesmente não havia Uber, táxi nem remis disponíveis para nos buscar no porto. Ali estávamos nós, depois de um dia inteiro de passeio, num porto isolado a 40 minutos do centro, sem nenhuma opção de transporte à vista.


    Como resolvemos naquele momento

    Foi nosso anfitrião da hospedagem quem salvou a situação. Conseguimos contato com ele, explicamos a situação, e ele nos ajudou a conseguir contatos de remis locais dispostos a ir até o porto nos buscar. Ainda assim, levamos mais de 1 hora esperando no porto até que dois carros de remis conseguissem chegar até nós — precisamos de dois veículos porque éramos um grupo grande demais para caber num só.

    Foi um fim de passeio bem diferente do que esperávamos: depois de um dia inteiro de barco e caminhada, ainda tivemos que esperar, no frio, sem saber exatamente quando (ou como) conseguiríamos voltar para a cidade. Com crianças e idosos no grupo, esse tipo de imprevisto pesa ainda mais do que pesaria numa viagem só de adultos jovens.


    O que aprendemos sobre transporte em Bariloche

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    Arquivo acervo pessoal

    Essa experiência nos ensinou algo que se repetiu, de forma mais branda, em outro passeio da mesma viagem: em Bariloche, é comum que Uber e táxi fiquem indisponíveis em dias de maior movimento na cidade — seja por festivais, feriados ou eventos pontuais como a Fiesta de la Nieve que pegamos.

    Isso não é exclusivo de passeios mais distantes como a Isla Victoria. No parque de neve Piedras Blancas, por exemplo, também tivemos que recorrer a remis, já que nem Uber nem táxi estavam aceitando corridas naquele dia. Depois de passar por essa situação duas vezes na mesma viagem, ficou claro que não foi coincidência, e sim um padrão da cidade que vale a pena conhecer antes de organizar seu próprio roteiro.


    Como evitar passar pela mesma situação

    Se você está planejando uma viagem a Bariloche, aqui vão os aprendizados diretos da nossa experiência:

    • Combine a volta com antecedência, especialmente para passeios mais distantes do centro, como a Isla Victoria. Não confie que vai ser tão fácil conseguir transporte de volta quanto foi na ida.
    • Pesquise se há algum evento ou festival programado na cidade durante os dias da sua viagem — isso ajuda a antecipar dias em que o transporte pode ficar mais concorrido.
    • Anote o contato de uma empresa de remis local antes de sair para os passeios mais distantes, como plano B caso Uber e táxi não estejam disponíveis.
    • Pergunte na compra do ingresso do passeio se existe apoio da empresa em caso de imprevisto no transporte de retorno — algumas operadoras têm algum tipo de suporte nesse tipo de situação.
    • Se for em grupo grande, tenha em mente que pode ser necessário mais de um veículo para o retorno, o que pode aumentar ainda mais o tempo de espera em dias de maior movimento.

    No fim das contas, o problema não foi o passeio em si — a Isla Victoria e o Bosque de Arrayanes continuam entre os pontos altos da nossa viagem a Bariloche. O problema foi a falta de um plano B para a logística de volta, algo que, com um pouco mais de planejamento, teria sido fácil de evitar.

    Como isso mudou o resto da nossa viagem

    Depois desse episódio, mudamos completamente a forma como planejávamos os deslocamentos nos dias seguintes. Passamos a perguntar, antes de cada passeio, se havia algum evento programado na cidade, e sempre que o passeio envolvia um ponto mais afastado do centro, já saíamos de casa com um contato de remis salvo no celular, por precaução.

    Essa mudança de postura fez diferença já no dia seguinte, no passeio a Piedras Blancas, quando novamente enfrentamos a falta de Uber e táxi — mas dessa vez já sabíamos exatamente o que fazer, e a solução veio bem mais rápido do que da primeira vez. É engraçado como um perrengue, por mais estressante que seja na hora, acaba virando aprendizado prático para o resto da viagem.


    Por que vale compartilhar esse perrengue

    Assim como outras histórias que não aparecem nos posts mais bonitinhos de viagem, decidimos contar essa porque pode realmente ajudar outras famílias a se planejarem melhor. Bariloche é um destino incrível, seguro e encantador — mas, como em qualquer lugar, tem suas particularidades logísticas que só se aprende na prática (ou lendo relatos de quem já passou por isso).

    Se você está organizando um roteiro de vários dias pela cidade, principalmente incluindo passeios mais distantes do centro, vale reservar alguns minutos antes da viagem para pensar no “e se” — e se o transporte não estiver disponível na volta? Ter um plano B, mesmo que simples, é a diferença entre um perrengue de poucos minutos e uma espera de mais de uma hora no frio, como foi a nossa.


    Frequently asked questions

    Por que faltou Uber e táxi no porto de Bariloche? No nosso caso, coincidiu com a Fiesta de la Nieve, um evento grande que levou multidões às ruas da cidade, aumentando muito a demanda por transporte e deixando os aplicativos e táxis sem disponibilidade.

    O que fazer se ficar sem transporte em um passeio afastado do centro de Bariloche? Recorrer a uma empresa de remis local é uma boa alternativa. Se possível, peça ajuda ao anfitrião da sua hospedagem ou à operadora do passeio para conseguir contatos confiáveis.

    Vale a pena fazer o passeio Isla Victoria e Bosque de Arrayanes mesmo com esse risco? Sim, com certeza. O passeio em si vale muito a pena — o problema foi específico da falta de planejamento para o retorno, algo perfeitamente evitável com um pouco mais de antecedência.

    Esse tipo de imprevisto é comum em Bariloche? Pode acontecer, principalmente em dias de eventos ou festivais na cidade. Vale sempre pesquisar se há algo programado durante as datas da sua viagem e ter um plano B de transporte para passeios mais distantes.

    Vale mais a pena contratar transfer incluso do que arriscar com Uber em Bariloche? Depende do tamanho do grupo e da tolerância a imprevistos. Para grupos pequenos, o transfer incluso costuma trazer mais segurança logística. Para grupos grandes, como o nosso, o Uber costuma sair mais em conta, mas exige mais planejamento e um plano B bem definido para o retorno.

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  • Perdi o Passaporte no Exterior: O Que Fazer e Como Acionar o Consulado

    Perdi o Passaporte no Exterior: O Que Fazer e Como Acionar o Consulado

    O que fazer se perder o passaporte no exterior, se vale levar RG junto, quais países aceitam só RG, e como funciona o contato com consulados.

    Arquivo acervo pessoal

    Depois de explicar como tirar o passaporte passo a passo, chegou a hora de falar sobre os detalhes práticos que fazem diferença de verdade durante a viagem: o que fazer se o passaporte for perdido ou roubado, se vale a pena levar o RG junto mesmo indo com passaporte, se dá para carimbar o passaporte com carimbos turísticos (tipo os que vimos em Ushuaia), quais países aceitam só o RG, e como funciona o contato com os consulados brasileiros pelo mundo.

    Neste post você vai encontrar:

    • O que fazer se perder o passaporte no exterior
    • Autorização de Retorno ao Brasil (ARB): quando usar
    • Vale a pena levar o RG junto com o passaporte?
    • Países que aceitam só o RG (Mercosul)
    • Carimbos turísticos: pode carimbar o passaporte?
    • Existe um consulado só, ou um para cada país?
    • Dicas práticas de segurança com documentos
    • Frequently asked questions

    O que fazer se perder o passaporte no exterior

    Perder ou ter o passaporte roubado durante uma viagem é uma das situações mais estressantes que podem acontecer — mas o processo para resolver é bem definido, e seguir os passos certos, na ordem certa, evita ainda mais dor de cabeça.

    1. Registre um boletim de ocorrência na delegacia local Esse é o primeiro passo, segundo orientação do Ministério das Relações Exteriores. Procure a delegacia de polícia mais próxima do local onde o documento foi perdido ou roubado, e registre a ocorrência. Isso protege você contra uso indevido do seu passaporte por terceiros, e será exigido depois pelo consulado para dar andamento ao processo.

    2. Localize e contate a representação brasileira mais próxima Embaixadas e consulados brasileiros ficam espalhados pelo mundo, cada um responsável por uma região específica (falo mais sobre isso adiante). É esse órgão que vai te orientar sobre o requerimento do novo passaporte.

    3. Inicie o requerimento de um novo passaporte O processo pode ser feito através do sistema e-Consular, seguindo as instruções específicas do posto consular responsável pela sua localização.

    4. Se estiver com urgência para voltar ao Brasil, solicite a ARB Se você já tem data de retorno marcada e não terá tempo hábil de esperar pelo novo passaporte (ou não tem toda a documentação exigida para o processo completo), existe uma alternativa mais rápida — a Autorização de Retorno ao Brasil, que explico em detalhes no próximo tópico.

    Importante: segundo o próprio Itamaraty, a perda de passaporte não é considerada uma emergência que coloque em risco a vida ou a segurança do cidadão — então o atendimento costuma seguir o horário comercial normal do consulado, e não os plantões de emergência.

    Autorização de Retorno ao Brasil (ARB): quando usar

    A ARB é um documento de viagem emergencial, emitido gratuitamente pelo consulado, que substitui temporariamente o passaporte — mas apenas para o trajeto de volta ao Brasil, em viagem de ida única. Ela não serve para entrar em outros países, nem para continuar uma viagem que passe por mais destinos antes de voltar para casa.

    A emissão costuma ser rápida — em média cerca de 60 minutos de atendimento no posto consular —, mas os documentos exigidos podem variar conforme o país. Em geral, você vai precisar apresentar:

    • O boletim de ocorrência (ou “denúncia policial”) registrado localmente
    • Qualquer documento que comprove sua nacionalidade brasileira, mesmo que não seja o passaporte

    Se você não tiver nenhum documento com essas características, alguns consulados aceitam a apresentação de testemunhas que possam atestar sua identidade e nacionalidade, ou, em último caso, uma declaração assinada sob as penas da lei.

    De volta ao Brasil: depois de retornar usando a ARB, é necessário regularizar a situação e solicitar um novo passaporte junto à Polícia Federal, apresentando o boletim de ocorrência (para perda) ou o registro de roubo, conforme o caso.

    Atenção a golpes: existem sites falsos que prometem “agilizar” a emissão de passaporte ou ARB mediante pagamento. A emissão é sempre feita através dos canais oficiais — gov.br/pf no Brasil, e gov.br/e-Consular no exterior — nunca através de intermediários não oficiais.


    Vale a pena levar o RG junto com o passaporte?

    Sim, recomendamos. Mesmo indo com o passaporte válido, levar uma cópia (física e digital) do RG, junto com cópias do próprio passaporte e de eventuais vistos, é uma prática de segurança que facilita bastante em caso de perda ou roubo — tanto para o boletim de ocorrência quanto para agilizar o processo junto ao consulado.

    Dica prática: tire fotos nítidas de todos os seus documentos (RG, passaporte, vistos, cartão de vacinação se exigido) e salve numa pasta no celular, além de mandar por e-mail para você mesmo — assim, mesmo que perca o documento físico e o celular, ainda consegue acessar essas cópias de outro dispositivo.

    Países que aceitam só o RG (sem passaporte)

    Arquivo acervo pessoal

    Um detalhe importante para quem está planejando uma viagem pela América do Sul: por conta de acordos do Mercosul, brasileiros podem visitar diversos países vizinhos apenas com o RG (documento de identidade civil), sem necessidade de passaporte, para fins de turismo:

    • Argentina
    • Uruguai
    • Paraguai
    • Chile
    • Bolívia

    Condições importantes:

    • O RG precisa estar em bom estado de conservação, com foto que permita identificação clara
    • Precisa ter sido emitido há menos de 10 anos
    • A viagem precisa ser de turismo (não vale para trabalho ou outros fins)
    • Não pode haver conexão em algum país que exija passaporte no meio do trajeto

    Atenção: documentos como CNH, carteiras profissionais (OAB, CRM) e certidão de nascimento não são aceitos como substitutos do RG nesses países, mesmo sendo documentos oficiais válidos no Brasil. A Carteira de Identidade Nacional (CIN), o novo modelo de identidade que usa o CPF como número único, também é aceita nesses destinos.

    Mesmo tendo essa opção disponível, muita gente (nós incluímos) prefere levar o passaporte de qualquer forma, mesmo em viagens dentro do Mercosul — é um documento mais robusto, com menos risco de restrição na fronteira, e evita qualquer dúvida sobre o estado de conservação do RG.


    Carimbos turísticos: pode carimbar o passaporte?

    Essa é uma dúvida bem comum entre viajantes, especialmente depois de ver postos turísticos oferecendo carimbos “de lembrança” — como vimos em Ushuaia, a cidade do fim do mundo, onde é super popular carimbar o passaporte com o símbolo da cidade.

    A resposta correta é: depende, e vale ter cautela. Carimbos oficiais de imigração (feitos pelas autoridades de fronteira) são obrigatórios e não têm problema nenhum. Já os carimbos turísticos — aqueles vendidos em lojas de suvenir ou oferecidos em pontos turísticos, sem vínculo com nenhum órgão oficial — podem, em alguns casos, ser interpretados por outras autoridades de imigração como uma alteração indevida do documento, dependendo de onde e como são aplicados.

    Nossa recomendação: se você quiser fazer esse tipo de carimbo por lembrança (é realmente um mimo bacana para guardar da viagem), evite aplicá-lo em páginas próximas a carimbos oficiais de imigração, e nunca sobre eles. Melhor ainda: alguns viajantes mais cautelosos preferem guardar esse tipo de lembrança em um “passaporte de brincadeira” — um cadernillo específico vendido para esse fim, sem nenhum risco ao documento oficial.


    Existe um consulado só, ou um para cada país?

    Não existe um único consulado geral para todo o mundo — cada embaixada ou consulado brasileiro é responsável por uma jurisdição específica, que pode ser um país inteiro ou até só uma região dentro de um país maior (como acontece nos Estados Unidos, que tem vários consulados brasileiros regionais).

    Para saber qual é a representação brasileira responsável pela sua localização durante a viagem, o caminho é consultar o site do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), que lista todas as embaixadas e consulados brasileiros pelo mundo, organizados por país e região.

    Dica prática antes de qualquer viagem internacional: pesquise e anote (num lugar acessível offline, tipo uma nota no celular ou até no papel) o endereço e telefone do consulado brasileiro responsável pelo seu destino. Assim, em caso de emergência, você não perde tempo procurando essa informação em pleno momento de estresse.

    Contato alternativo: caso não consiga acionar diretamente o consulado do país onde está, existe também o Núcleo de Assistência a Brasileiros (NAB), do Ministério das Relações Exteriores, que pode orientar em situações de dificuldade de contato com o posto local.


    Dicas práticas de segurança com documentos

    Arquivo acervo pessoal
    • Leve cópias físicas e digitais de todos os documentos de viagem — passaporte, RG, vistos, cartão de vacinação.
    • Guarde o passaporte original em local seguro, separado do dinheiro e outros itens de valor, e nunca todos os documentos no mesmo lugar.
    • Anote o contato do consulado do seu destino antes de embarcar.
    • Evite carimbos turísticos sobre ou próximos a carimbos oficiais de imigração no passaporte.
    • Verifique a validade do passaporte com folga — muitos países exigem ao menos 6 meses de validade a partir da data de entrada.
    • Contrate um seguro viagem que inclua algum tipo de assistência para documentos perdidos — muitos planos oferecem apoio nesse tipo de situação.

    Frequently asked questions

    O que fazer imediatamente após perder o passaporte no exterior? Registre um boletim de ocorrência na delegacia local e, em seguida, entre em contato com o consulado ou embaixada brasileira responsável pela região.

    A ARB serve para continuar viajando por outros países? Não. A Autorização de Retorno ao Brasil vale exclusivamente para o trajeto de volta ao Brasil, em viagem de ida única.

    É seguro carimbar o passaporte com carimbos turísticos? Recomendamos cautela. Evite aplicar carimbos turísticos próximos ou sobre carimbos oficiais de imigração, já que isso pode, em teoria, ser interpretado como alteração do documento por outras autoridades.

    Quais países aceitam viajar só com RG? Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile e Bolívia, para fins de turismo, desde que o RG esteja em bom estado e tenha sido emitido há menos de 10 anos.

    Existe um único consulado brasileiro para o mundo todo? Não. Cada embaixada ou consulado é responsável por uma jurisdição específica. Vale consultar o site do Itamaraty para identificar qual representação é responsável pelo seu destino de viagem.

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  • Como Tirar o Passaporte: Documentos, Etapas e Regras para Crianças

    Como Tirar o Passaporte: Documentos, Etapas e Regras para Crianças

    Como tirar passaporte em 2026: passo a passo, valor da taxa, prazo, tipos de passaporte e regras específicas para emitir o documento de crianças.

    Arquivo acervo pessoal

    Antes de qualquer roteiro, qualquer passagem comprada, o primeiro passo de qualquer viagem internacional é o mesmo: ter o passaporte em mãos, dentro da validade certa. Já passamos por esse processo várias vezes na nossa família — para nós e para as crianças —, e sei que, principalmente na primeira vez, o processo levanta bastante dúvida: quanto custa, quanto tempo demora, o que muda quando é passaporte de criança.

    Neste post, reúno o passo a passo completo e atualizado para tirar o passaporte brasileiro, os tipos disponíveis, valores, prazos e tudo o que muda quando o documento é de um filho menor de idade.

    Neste post você vai encontrar:

    • Passo a passo para tirar o passaporte
    • Documentos necessários
    • Quanto custa e quanto tempo demora
    • Tipos de passaporte
    • Validade do documento
    • Passaporte para crianças: o que muda
    • Autorização de viagem x autorização de emissão
    • Frequently asked questions

    Passo a passo para tirar o passaporte

    O passaporte brasileiro é emitido exclusivamente pela Polícia Federal, e todo o processo começa online, pelo site oficial (gov.br/pf). Nenhuma agência de viagem ou intermediário consegue emitir o documento por você — o máximo que esses serviços fazem é auxiliar na organização do processo, mas a solicitação em si é sempre feita diretamente pelo requerente (ou pelo responsável, no caso de menores).

    1. Preencha o formulário online Acesse o site oficial da Polícia Federal e preencha o formulário eletrônico com seus dados pessoais. Preste bastante atenção para que todas as informações estejam exatamente como constam nos seus documentos — qualquer divergência pode gerar retrabalho.

    2. Gere e pague a GRU Depois de preencher o formulário, o sistema gera a Guia de Recolhimento da União (GRU), o boleto referente à taxa de emissão. O pagamento pode ser feito em banco, lotérica, internet banking ou Pix. A compensação do pagamento pode levar até 3 dias úteis, então é só depois disso que você consegue agendar o atendimento.

    3. Agende o atendimento presencial Com o pagamento confirmado, volte ao portal e escolha a unidade da Polícia Federal mais conveniente, além da data e horário disponíveis. Unidades em capitais e grandes cidades costumam ter mais disponibilidade de horários do que cidades menores — e em períodos de férias, a procura aumenta bastante, então vale agendar com antecedência.

    4. Compareça ao posto no dia agendado Chegue com pelo menos 15 minutos de antecedência, levando todos os documentos originais exigidos. No atendimento, o servidor confere a documentação, coleta suas digitais e tira sua foto — não é necessário (nem aceito) levar foto própria, tudo é feito digitalmente no local.

    5. Aguarde a emissão e retire o documento O prazo de emissão costuma variar entre 6 e 10 dias úteis nas grandes capitais, podendo ser um pouco mais rápido em cidades com sistema mais ágil, como São Paulo. A retirada é feita presencialmente, no mesmo posto onde você fez o atendimento, mediante apresentação de documento de identidade.


    Documentos necessários

    Para adultos, os documentos básicos exigidos são:

    • RG ou CNH (dentro da validade)
    • CPF
    • Comprovante de quitação eleitoral (para maiores de 18 e menores de 70 anos)
    • Comprovante de quitação militar (para homens de 19 a 45 anos)

    Situações específicas — como retificação de nome, mudança de estado civil ou pendências judiciais — podem exigir documentação complementar. Vale sempre conferir a lista atualizada no site da Polícia Federal antes do agendamento, para não ter surpresa no dia do atendimento.

    Quanto custa e quanto tempo demora

    Arquivo acervo pessoal

    Os valores de referência para 2026 são:

    • Passaporte comum: R$ 257,25
    • Passaporte para menores de 18 anos: R$ 257,25 (mesmo valor do adulto)
    • Passaporte de emergência: R$ 334,42 (para casos de urgência comprovada — motivo médico, humanitário ou de interesse público, mediante análise da Polícia Federal)

    O pagamento é feito exclusivamente pela GRU gerada no site oficial, e não é possível parcelar a taxa.

    Sobre o prazo: o prazo legal nas capitais costuma ser de até 6 dias úteis, podendo se estender um pouco mais dependendo da demanda da unidade. Nunca deixe para tirar o passaporte na última hora — o ideal é resolver essa etapa antes mesmo de comprar as passagens, já que o prazo pode variar bastante conforme a época do ano.


    Tipos de passaporte

    O mais comum, para a grande maioria dos viajantes, é o passaporte comum. Além dele, existem categorias específicas:

    • Passaporte diplomático: emitido para autoridades e representantes oficiais do governo em missões diplomáticas.
    • Passaporte oficial: destinado a servidores públicos em viagem a serviço, sem caráter diplomático.
    • Passaporte de emergência: documento com validade reduzida, emitido em casos excepcionais de urgência comprovada.

    Para fins de viagem em família e turismo, o passaporte comum é o que você vai precisar emitir.

    Validade do documento

    O passaporte comum brasileiro tem validade de 10 anos para maiores de 18 anos. Para menores de idade, a validade é reduzida, variando conforme a idade da criança no momento da emissão.

    Atenção a essa regra importante: muitos países exigem que o passaporte tenha validade mínima de 6 meses a partir da data de entrada no país — mesmo que o documento ainda esteja tecnicamente válido para o Brasil. Sempre confira essa exigência específica do seu destino antes de comprar a passagem, e evite viajar com o passaporte perto do vencimento, mesmo quando essa regra não existir no destino escolhido.


    Passaporte para crianças: o que muda

    Esse costuma ser o processo mais burocrático dentro da família — e o que mais gera confusão, especialmente na primeira vez. Aqui está o que você precisa saber:

    Documentos da criança:

    • RG (para maiores de 12 anos) ou certidão de nascimento (para menores de 12 anos)
    • CPF do menor

    Documentos dos responsáveis:

    • Documento de identidade de ambos os pais ou responsáveis legais
    • Formulário Padrão de Autorização para Concessão de Passaporte para Menor, preenchido pelos responsáveis

    Comparecimento: o ideal é que ambos os pais compareçam ao agendamento. Se um dos genitores não puder comparecer, é necessário que a assinatura dele no formulário de autorização seja reconhecida em cartório previamente.

    Se um dos pais estiver ausente ou não puder ser localizado: existem procedimentos específicos, que podem envolver autorização judicial. Nesses casos, vale buscar orientação direta junto à Polícia Federal ou a um advogado, já que cada situação tem particularidades próprias.

    Valor e validade: a taxa é a mesma do adulto (R$ 257,25). O que muda é a validade do documento, que costuma ser menor do que os 10 anos concedidos a adultos, e a exigência da documentação de autorização.

    Autorização de viagem x autorização de emissão: não confunda

    Arquivo acervo pessoal

    Esse é um ponto que gera muita confusão, e vale destacar: são dois documentos completamente diferentes.

    • Autorização de emissão de passaporte para menor: é o documento apresentado no momento de solicitar o passaporte da criança, autorizando a Polícia Federal a emitir o documento.
    • Autorização de viagem ao exterior de menor: é um documento separado, exigido no momento do embarque, sempre que a criança for viajar desacompanhada de um dos pais (ou de ambos).

    Desde mudanças recentes na legislação, é possível já incluir a autorização de viagem diretamente no processo de emissão do passaporte, o que evita precisar de uma autorização impressa e com firma reconhecida em cartório separadamente, para cada viagem. Mas se essa opção não for escolhida no momento da emissão, o passaporte será impresso sem essa autorização — e aí, sempre que a criança viajar sem um dos pais (ou sem os dois), será necessário apresentar a Autorização de Viagem Internacional separadamente, em duas vias originais, no aeroporto ou posto de fronteira.

    Atenção: se o prazo de validade não for especificado nesse formulário de autorização de viagem, ele vale automaticamente por 2 anos.


    Frequently asked questions

    Quanto custa tirar o passaporte em 2026? O passaporte comum custa R$ 257,25, tanto para adultos quanto para menores de idade. O passaporte de emergência custa R$ 334,42.

    Quanto tempo demora para o passaporte ficar pronto? O prazo costuma variar entre 6 e 10 dias úteis nas capitais, podendo ser mais rápido em cidades com sistema mais ágil. Recomendamos sempre solicitar com bastante antecedência da viagem.

    Os dois pais precisam comparecer para tirar o passaporte do filho? O ideal é que sim. Se um dos pais não puder comparecer, sua assinatura no formulário de autorização precisa ser reconhecida em cartório previamente.

    Qual a validade do passaporte brasileiro? 10 anos para maiores de 18 anos. Para menores de idade, a validade é reduzida, variando conforme a idade da criança.

    Dá para incluir a autorização de viagem já na emissão do passaporte da criança? Sim, é possível solicitar essa autorização já no momento da emissão, o que evita ter que providenciar uma autorização separada, com firma reconhecida, para cada viagem futura.Uma agência de viagem pode tirar meu passaporte por mim? Não. O passaporte é documento pessoal e intransferível, emitido exclusivamente pela Polícia Federal. Agências podem auxiliar na organização do processo, mas a solicitação é sempre feita diretamente pelo requerente ou responsável.

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  • Seguro Viagem: Como Escolher a Cobertura Ideal para sua Viagem

    Seguro Viagem: Como Escolher a Cobertura Ideal para sua Viagem

    Seguro viagem: como funciona, coberturas essenciais, diferença entre seguradora e cartão de crédito, e por que uso a Real Seguro Viagem em todas as viagens.

    Arquivo acervo pessoal

    De todos os itens que entram no planejamento de uma viagem internacional, o seguro viagem é provavelmente o mais subestimado — até o dia em que você (ou alguém do seu grupo) realmente precisa dele. Nunca embarco para fora do Brasil sem um, e depois de anos viajando e testando diferentes opções, tenho hoje uma seguradora fixa que uso em todas as viagens: a Real Seguro Viagem.

    Neste post, vou além da recomendação — quero explicar de verdade como funciona um seguro viagem, por que ele importa tanto, a diferença entre contratar de uma seguradora ou confiar só no seguro do cartão de crédito, e como escolher a cobertura certa para o seu roteiro.

    Neste post você vai encontrar:

    • Por que o seguro viagem é importante
    • Seguro por região ou por país: como funciona
    • Coberturas essenciais para observar
    • Seguradora x seguro do cartão de crédito: as diferenças reais
    • Quando o seguro viagem é obrigatório
    • Como escolher o seguro ideal para sua viagem
    • Minha recomendação: Real Seguro Viagem
    • Frequently asked questions

    Por que o seguro viagem é importante

    Fora do Brasil, você não tem acesso ao SUS, e a saúde pública (quando existe) tem regras completamente diferentes das que estamos acostumados. Em muitos países, mesmo um atendimento simples em pronto-socorro pode custar milhares de dólares ou euros — sem seguro, essa conta sai inteiramente do seu bolso, no meio da viagem, muitas vezes num momento de estresse e vulnerabilidade.

    Além da parte médica, um bom seguro viagem também cobre situações como extravio de bagagem, cancelamento ou atraso de voo, perda de documentos e, dependendo do plano, até problemas com aluguel de carro. Ou seja: não é só sobre “e se eu ficar doente”, é sobre estar protegido diante de qualquer imprevisto real de viagem — e imprevistos, a essa altura do blog, você já sabe que acontecem (é só lembrar do nosso perrengue com a multa em Roma ou da falta de transporte em Bariloche).

    Seguro por região ou por país: como funciona

    Arquivo acervo pessoal

    Uma dúvida comum de quem está contratando o primeiro seguro viagem: é melhor contratar por país específico ou por região?

    A maioria das seguradoras oferece planos organizados por regiões amplas — “Europa”, “América do Sul”, “Mundo” (cobertura global) — em vez de planos individuais por país. Isso costuma ser vantajoso para quem está fazendo um roteiro por múltiplos países numa mesma viagem, como fizemos na Itália (com direito a um bate-volta para a Suíça) ou nas viagens pela Argentina.

    Atenção especial: se o seu roteiro passar por mais de uma região continental — por exemplo, começar na Europa e depois seguir para os Estados Unidos —, verifique se o seu plano cobre ambos os destinos, ou se será necessário contratar coberturas específicas para cada trecho. Não presuma que um plano “Europa” cobre automaticamente uma escala nos EUA, mesmo que seja rápida.

    Coberturas essenciais para observar

    Na hora de comparar planos, esses são os itens que mais importam:

    • Despesas médicas e hospitalares (DMH): o item mais importante de qualquer apólice. É o valor disponível para consultas, exames, internação e procedimentos médicos no exterior.
    • Despesas odontológicas: geralmente com um limite bem menor que o médico geral, mas cobre emergências como dor de dente forte ou problema decorrente de acidente.
    • Traslado médico e repatriação: cobre o transporte até um hospital adequado ou, em casos graves, a volta ao Brasil em condições especiais.
    • Extravio e atraso de bagagem: indenização em caso de mala extraviada ou atrasada pela companhia aérea.
    • Cancelamento ou interrupção de viagem: reembolso de custos não recuperáveis caso você precise cancelar ou encerrar a viagem antes do previsto, por motivo coberto na apólice.
    • Assistência 24h em português: um diferencial enorme na prática — em momentos de emergência, conseguir se comunicar no seu idioma facilita muito a resolução do problema.

    Seguradora x seguro do cartão de crédito: as diferenças reais

    Muita gente acredita que o seguro que já vem incluso em cartões de crédito das categorias mais altas (Platinum, Black, Infinite) é suficiente — e às vezes até é, dependendo do perfil da viagem. Mas vale entender as diferenças reais antes de contar só com esse benefício:

    O seguro do cartão de crédito:

    • Geralmente exige que a passagem aérea tenha sido comprada com aquele cartão específico, e que você emita o certificado de seguro antes de embarcar — esquecer esse passo significa não ter cobertura nenhuma, mesmo tendo o cartão “certo”.
    • Costuma ter cobertura padronizada, sem opção de personalizar conforme o seu perfil ou destino.
    • Frequentemente não cobre doenças preexistentes.
    • Nem sempre estende a cobertura para cônjuge e filhos — depende da bandeira e categoria do cartão, e geralmente exige que as passagens de todos também tenham sido compradas no mesmo cartão.
    • Em muitos casos, funciona por reembolso: você paga a despesa médica primeiro, do próprio bolso, e só depois é ressarcido — o que pode ser bem complicado numa emergência real, longe de casa.

    O seguro contratado com uma seguradora especializada:

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    Arquivo acervo pessoal
    • Permite escolher o plano de acordo com o seu roteiro, idade dos viajantes e tipo de atividade prevista (inclusive esportes de aventura, se for o caso).
    • Costuma oferecer rede credenciada com pagamento direto, sem você precisar adiantar o valor da despesa médica.
    • Cobre doenças preexistentes, em muitos planos.
    • Facilmente inclui todos os membros da família na mesma apólice, com valores compatíveis por faixa etária.

    Na prática: o seguro do cartão de crédito pode até funcionar como complemento, mas depender só dele — sem entender exatamente o que está (ou não está) coberto — é um risco real, especialmente em viagens internacionais mais longas ou com crianças e idosos no grupo.

    Quando o seguro viagem é obrigatório

    Para quem vai à Europa, esse é um ponto essencial: o seguro viagem é obrigatório para entrar nos 29 países do Espaço Schengen (que inclui destinos populares como Portugal, Itália, Espanha, França e Alemanha), com cobertura mínima exigida de 30 mil euros para despesas médicas e hospitalares. Sem uma apólice válida com esse valor mínimo destacado, você pode ser barrado ainda na imigração — um risco real que nenhuma economia vale a pena correr.

    Outros destinos fora da Europa também exigem seguro viagem obrigatório, então vale sempre confirmar essa exigência específica antes de fechar o roteiro.

    Como escolher o seguro ideal para sua viagem

    • Verifique a cobertura mínima exigida pelo destino (como os 30 mil euros do Espaço Schengen) e escolha um plano que já ultrapasse esse valor com folga, para ter uma margem de segurança real.
    • Considere o perfil da viagem: trilhas, esportes de aventura, esqui, mergulho — atividades assim geralmente exigem cobertura específica, que nem todo plano básico inclui.
    • Pense na idade dos viajantes. Planos para idosos costumam ter valores diferenciados, e vale garantir que a cobertura seja adequada para essa faixa etária, especialmente se estiver viajando com avós no grupo, como já fizemos em algumas das nossas viagens.
    • Verifique se há cobertura para doenças preexistentes, caso algum membro do grupo tenha alguma condição de saúde relevante.
    • Compare o atendimento 24h — assistência em português faz muita diferença na hora de resolver qualquer imprevisto rapidamente.

    Minha recomendação: Real Seguro Viagem

    Depois de anos viajando e comparando opções, minha escolha fixa é a Real Seguro Viagem. Uso em todas as viagens internacionais que faço, e recomendo pelos seguintes motivos:

    • Planos com cobertura acima do valor mínimo exigido pelo Espaço Schengen, ideal para quem viaja para a Europa;
    • Possibilidade de personalizar a apólice conforme o perfil da viagem — família, casal, viagem de aventura, idosos;
    • Rede de atendimento e suporte pensada para o viajante brasileiro;
    • Preços competitivos, especialmente com cupom de desconto.

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    Frequently asked questions

    O seguro viagem é obrigatório para todos os destinos? Não para todos, mas é obrigatório para entrar nos 29 países do Espaço Schengen, na Europa, com cobertura mínima de 30 mil euros. Outros destinos também podem ter exigências específicas — vale sempre confirmar antes de viajar.

    O seguro do cartão de crédito é suficiente para viajar? Pode ser suficiente em alguns casos, mas tem limitações importantes: cobertura padronizada, exigência de compra de passagem com aquele cartão específico, muitas vezes sem cobertura para doenças preexistentes, e sistema de reembolso (você paga primeiro, recebe depois). Para viagens mais longas, em família, ou com atividades específicas, um seguro especializado costuma ser mais seguro.

    Qual o valor mínimo de cobertura para viajar para a Europa? 30 mil euros para despesas médicas e hospitalares (DMH), conforme exigência do Espaço Schengen. Esse valor precisa estar destacado especificamente na apólice, não apenas somado a outras coberturas.

    Vale a pena contratar seguro por região ou por país específico? Para roteiros que passam por múltiplos países numa mesma região (como vários países europeus), planos regionais costumam ser mais vantajosos. Fique atento apenas se o roteiro cruzar diferentes continentes, já que nem todo plano cobre automaticamente essa combinação.

    Onde contratar o seguro viagem com desconto? Uso e recomendo a Real Seguro Viagem, com desconto através do cupom PASSEPASSEANDO no meu link de parceria.

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  • Laguna Esmeralda sem Guia: Como Chegar, Riscos e Dicas de Segurança

    Laguna Esmeralda sem Guia: Como Chegar, Riscos e Dicas de Segurança

    Fizemos a trilha da Laguna Esmeralda em Ushuaia sem guia. Contamos os riscos reais, o que aprendemos e por que não recomendamos repetir sem apoio.

    Arquivo acervo pessoal

    Quando eu planejava ir para a Patagônia sozinha, a Laguna Esmeralda era um dos lugares que eu mais queria conhecer. Mas, pensando numa viagem solo, acabei tirando essa trilha do roteiro por insegurança — mesmo sabendo que existia a possibilidade de fazê-la com agência. Como no fim das contas fui acompanhada pelo meu marido, a trilha voltou com tudo para o roteiro. O problema é que decidimos ir sem guia — e essa foi uma escolha que, olhando em retrospecto e depois de pesquisar mais a fundo, não recomendo sem ressalvas.

    Neste post, conto como foi nossa experiência, o que deu certo, o que poderia ter dado muito errado, e o que aprendi depois pesquisando sobre os riscos reais dessa trilha — para te ajudar a decidir com mais informação do que tivemos na hora.

    Neste post você vai encontrar:

    • Como é a trilha da Laguna Esmeralda
    • Como chegamos até a entrada da trilha
    • Nossa experiência fazendo sem guia
    • Os riscos reais de ir sem guia
    • Quando vale a pena contratar um guia
    • Equipamento necessário
    • Vale a pena?
    • Frequently asked questions

    Como é a trilha da Laguna Esmeralda

    A Laguna Esmeralda é um dos cartões-postais mais visitados de Ushuaia — um lago em tons de verde-esmeralda e azul-turquesa, resultado do degelo glacial, cercado por montanhas e bosques patagônicos típicos da região. A trilha até lá atravessa floresta de lengas, pântanos de turfa e margeia um riacho que forma pequenas quedas d’água ao longo do caminho.

    O trajeto tem aproximadamente 5 km (algumas fontes mencionam até 9 km, dependendo de como se mede o percurso completo de ida e volta), com um caminho relativamente bem marcado, mas sem ser tecnicamente exigente em termos de inclinação — o maior desafio não é subir morro, e sim lidar com a turfa: um solo esponjoso, formado por matéria orgânica, que pode afundar até o joelho se você sair da trilha demarcada.

    Como chegamos até a entrada da trilha

    Arquivo acervo pessoal

    A trilha começa num estacionamento à margem da Ruta 3, a cerca de 17-18 km do centro de Ushuaia. Pegamos um transfer na orla da cidade, que nos deixou direto na entrada. Essa costuma ser a opção mais prática — outras alternativas incluem táxi, remis, ou até carro próprio, já que o estacionamento é aberto e gratuito.

    Ao final da trilha, esperamos um pouco até que chegasse o transfer de volta à cidade, que já tem horários pré-definidos combinados no momento da contratação.

    Nossa experiência fazendo sem guia

    Arriscamos ir sem guia. O caminho de aproximadamente 5 km foi relativamente tranquilo de seguir, e impressionantemente lindo — a laguna estava parcialmente congelada (fomos em maio, no outono, quando o frio já começa a intensificar), e o retorno dos 5 km foi tão bom quanto a ida.

    Deu tudo certo com a gente. Mas, sendo honesta: tivemos sorte nas condições do dia, e não tínhamos, na hora, real dimensão dos riscos que essa trilha pode oferecer fora de condições ideais.

    Os riscos reais de ir sem guia

    Depois da viagem, pesquisei mais a fundo sobre os riscos dessa trilha, e é importante compartilhar o que descobri — porque no calor da empolgação de estar ali, é fácil subestimar:

    • A turfa (é um tipo de solo esponjoso e encharcado, formado pelo acúmulo de matéria orgânica vegetal em decomposição ao longo de milhares de anos) é o maior risco físico do percurso. Sair da trilha demarcada, mesmo que pareça um atalho inofensivo, pode fazer você afundar até o joelho nesse solo esponjoso — além de danificar um ecossistema frágil, que demora muito para se regenerar.
    • O clima muda rápido e sem aviso. A trilha não é recomendada em dias de vento forte, pela possibilidade de queda de árvores e galhos ao longo do caminho.
    • Fora do verão, os riscos aumentam consideravelmente. Entre abril e setembro, placas na própria entrada da trilha advertem que as condições podem ficar altamente perigosas por causa da neve e das horas limitadas de luz do dia — justamente a época em que fizemos a trilha.
    • Horário de início importa mais do que parece. A recomendação é começar a trilha antes das 15h no verão, e antes do meio-dia no inverno, para evitar ficar no escuro durante o retorno.
    • Terreno gelado aumenta o risco de escorregões e desorientação, especialmente entre junho e setembro, quando o caminho costuma ficar coberto de neve e a própria laguna congela.

    Nenhum desses riscos nos afetou diretamente naquele dia — tivemos um dia de clima estável e conseguimos completar o percurso sem intercorrências. Mas é importante deixar claro: a ausência de problema no nosso caso não significa ausência de risco real na trilha.

    Quando vale a pena contratar um guia

    Guias garantem mais segurança, oferecem informações sobre a fauna e a flora local, e costumam já incluir transporte confortável até o início da trilha. Vale considerar contratar um guia especialmente se:

    • Você estiver viajando fora do verão (abril a setembro), quando as condições ficam objetivamente mais perigosas;
    • For sua primeira trilha nesse tipo de terreno, sem experiência prévia com turfa ou terrenos patagônicos;
    • Estiver viajando com crianças ou pessoas com mobilidade reduzida;
    • A previsão do tempo indicar vento forte ou instabilidade climática no dia planejado.

    Mesmo sendo uma trilha tecnicamente autoguiada — com sinalização e um caminho relativamente claro —, o acompanhamento de um especialista local torna a experiência mais segura, especialmente para quem está pisando ali pela primeira vez.

    Equipamento necessário

    Independentemente de ir com ou sem guia, alguns itens são praticamente obrigatórios para essa trilha:

    • Botas de trekking impermeáveis — tênis esportivo comum não é recomendado, pelo risco de entorses e por encharcar rapidamente na turfa
    • Roupas em camadas, com uma jaqueta corta-vento por cima
    • Água e lanches suficientes — por ser um trajeto relativamente curto, é comum subestimar a necessidade, mas vento e frio aumentam o gasto energético do corpo
    • Seguro de viagem que cubra trekking e atendimento médico — atividade ao ar livre em terreno irregular sempre tem algum risco, e consulta médica no exterior pode sair muito cara sem cobertura adequada

    Vale a pena?

    A Laguna Esmeralda continua sendo, para nós, um dos lugares mais bonitos que já visitamos — a paisagem realmente compensa o esforço da trilha. Mas, sendo honesta com você: não recomendamos repetir a experiência sem guia, especialmente fora do verão. Tivemos sorte com o clima e com as condições do dia, mas a trilha tem riscos reais que só entendi de verdade depois de pesquisar com calma, já de volta ao Brasil.

    Se você está decidido a fazer essa trilha, principalmente numa época de mais risco (outono ou inverno, como fizemos), o mais responsável é contratar um guia local ou, no mínimo, ir muito bem preparado, com equipamento adequado e ciente das condições climáticas do dia.

    O aprendizado que levo dessa trilha

    Arquivo acervo pessoal

    Olhando para trás, entendo que fomos favorecidos por uma combinação de sorte: clima estável, trilha bem sinalizada naquele dia específico, e nenhuma condição climática adversa que testasse de verdade nosso preparo. Mas decisões de segurança não deveriam se basear em sorte — deveriam se basear em preparo real.

    Se esse post puder evitar que outra família tome a mesma decisão que tomamos, sem entender de fato os riscos envolvidos, ele já terá cumprido seu propósito. Viajar com coragem não significa viajar sem prudência — e essa é uma linha que, admito, cruzamos sem perceber naquele dia em Ushuaia.

    Vale lembrar também que existem trilhas alternativas na mesma região para quem quer uma experiência parecida com um pouco mais de segurança ou menos tempo disponível — como a Laguna Turquesa, mais curta e íngreme, também com um lago colorido de tirar o fôlego.


    Frequently asked questions

    É seguro fazer a trilha da Laguna Esmeralda sem guia? É possível, e a trilha é relativamente bem sinalizada, mas envolve riscos reais — especialmente fora do verão, quando neve, gelo e horas de luz reduzidas aumentam bastante o perigo. Recomendamos contratar guia, principalmente entre abril e setembro.

    Quanto tempo dura a trilha da Laguna Esmeralda? O percurso de ida e volta gira em torno de 3 a 4 horas de caminhada, dependendo do ritmo do grupo e das paradas para fotos.

    Como chegar até a entrada da trilha? A trilha começa num estacionamento na Ruta 3, a cerca de 17-18 km do centro de Ushuaia. É possível ir de transfer contratado, táxi, remis ou carro próprio.

    Que equipamento é necessário para a trilha? Botas de trekking impermeáveis são essenciais, além de roupas em camadas, água, lanches e, idealmente, seguro de viagem que cubra atividades de trekking.

    Qual a melhor época para fazer a trilha da Laguna Esmeralda? O verão (dezembro a março) é considerado mais seguro, com menos risco de neve e gelo no caminho. Fora desse período, como fizemos, os riscos aumentam bastante, e vale reforçar os cuidados.

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  • Glaciar Martial em Ushuaia: Como Chegar e O Que Esperar

    Glaciar Martial em Ushuaia: Como Chegar e O Que Esperar

    Glaciar Martial em Ushuaia: como chegar de táxi, o que ver, preços atualizados e por que foi onde vimos neve de verdade pela primeira vez.

    Arquivo acervo pessoal

    Depois do passeio de trem, a agência nos deixou de volta no centro de Ushuaia por volta das 13h, com a tarde inteira livre pela frente. Foi aí que tive a ideia: pegar um táxi e subir até o Glaciar Martial — uma montanha bem próxima da cidade que eu já tinha visto em tantos vídeos durante o planejamento da viagem. Cerca de 15 minutos depois, já estávamos na entrada da trilha, em frente a uma charmosa casa de chá no alto da montanha. Foi ali, naquele fim de tarde, que vimos neve de verdade pela primeira vez em toda a viagem.

    Neste post, conto como chegar ao Glaciar Martial, o que esperar da experiência, quanto custa e as dicas práticas para você aproveitar bem esse passeio — que, no nosso caso, virou um dos momentos mais bonitos e espontâneos de toda a estadia em Ushuaia.

    Neste post você vai encontrar:

    • O que é o Glaciar Martial
    • Como chegar
    • Trilha ou teleférico: qual escolher
    • Quanto custa
    • Melhor época para visitar
    • Nossa experiência
    • Dicas práticas
    • Frequently asked questions

    O que é o Glaciar Martial

    Arquivo acervo pessoal

    O Glaciar Martial fica a apenas 7 km do centro de Ushuaia, na encosta da Cordilheira Darwin — o que o torna uma das atrações mais acessíveis da cidade, sem exigir um dia inteiro de passeio como outras opções mais distantes. É tecnicamente classificado como um “glaciar de circo” (um remanescente glacial em forma de anfiteatro), situado a uma altitude entre 900 e 1.200 metros, dependendo do ponto de observação.

    O nome homenageia Louis Ferdinand Martial, comandante de uma expedição científica francesa que percorreu a Patagônia Argentina entre 1882 e 1883. A água do degelo do glaciar, aliás, alimenta um dos mananciais que abastecem parte da água potável da própria cidade de Ushuaia.

    Do alto, a vista é espetacular: Ushuaia, o Canal Beagle e as montanhas nevadas ao redor, tudo num único panorama — um dos cenários mais bonitos e fáceis de acessar em toda a cidade.

    Como chegar

    O acesso mais comum ao Glaciar Martial é de táxi, remise, ônibus/van ou carro particular, saindo do centro de Ushuaia. Como fica a apenas 7 km, o trajeto é rápido — no nosso caso, cerca de 15 minutos de táxi. A subida acontece pela Rua Luis Fernando Martial, uma estrada sinuosa e íngreme, cheia de mirantes naturais ao longo do caminho — o trajeto de subida, aliás, já é parte da experiência, com cada curva revelando uma vista diferente da baía.

    Trilha ou teleférico: qual escolher

    Existem duas formas principais de subir até o glaciar: fazendo a trilha a pé ou usando a aerosilla (o teleférico local, que na verdade são cadeiras abertas, sem cabine fechada).

    A trilha completa até o glaciar dura aproximadamente 1h45min de subida, passando primeiro por uma encosta usada no inverno como pista de esqui, até chegar à área onde sobe a aerosilla — a partir daí, o caminho segue subindo por uma trilha até a base do Glaciar Martial. Vale saber: além do glaciar, não é possível continuar sem equipamento especial e sem guia.

    Se você optar pela aerosilla, o trajeto dura cerca de 15 minutos, e é possível escolher entre subir e descer de teleférico, ou subir de teleférico e descer a pé (ou vice-versa) — a escolha depende da sua disposição física, financeira e do tempo disponível no seu roteiro.

    Quanto custa

    Os valores da aerosilla costumam ficar em torno de R$ 50 para o trajeto de ida e volta (o preço não varia muito entre escolher só ida ou ida e volta). É importante saber que o bilhete costuma ser vendido apenas na bilheteria física, no local — não há venda online.

    Como sempre acontece na Argentina, os preços mudam com frequência devido à inflação, então use esse valor como referência aproximada e confirme atualizado no dia da sua visita.

    Por isso temos um post detalhado sobre o câmbio na Argentina e recomendo a leitura.

    Melhor época para visitar

    O Glaciar Martial vale a pena em qualquer época do ano — muda apenas o tipo de experiência:

    • No verão, o glaciar vira destino de trilha e mirante, com trekking mais acessível e paisagens verdes ao redor da neve permanente do topo.
    • No inverno, se transforma num pequeno centro de neve, com esqui, snowboard e aluguel de equipamentos disponível no local.

    Fomos em maio, no início do outono, e ainda encontramos neve suficiente para tornar o passeio mágico — mas sem a estrutura completa de esqui que provavelmente estaria disponível no auge do inverno.


    Nossa experiência

    Arquivo acervo pessoal

    Fomos de táxi até a entrada da trilha, em frente à casa de chá que fica no alto da montanha — uma parada charmosa, ótima para descansar e se aquecer depois da subida, seja de trilha ou de aerosilla. Foi ali que finalmente vimos neve de verdade, depois de já termos visto uma leve nevasca no passeio do trem, mais cedo naquele mesmo dia.

    O fim de tarde no Martial foi um dos momentos mais espontâneos e bonitos da viagem — não estava fechado com antecedência, surgiu como ideia de última hora, aproveitando a tarde livre depois do trem. Às vezes são exatamente esses passeios menos planejados que rendem as melhores lembranças.

    Para voltar à cidade, foi bem tranquilo: havia táxi disponível na saída, e retornamos à hospedagem para depois jantar num restaurante com parrilla que o próprio taxista local nos indicou — e amamos a recomendação.


    Dicas práticas

    • Combine o Glaciar Martial com outro passeio de meio período no mesmo dia, como fizemos com o Trem do Fim do Mundo. A proximidade do glaciar com o centro (só 7 km) torna essa combinação bem tranquila de encaixar num único dia.
    • Leve roupa adequada para frio intenso, mesmo que o dia pareça ameno no centro da cidade — a temperatura sobe bastante conforme você ganha altitude.
    • Confirme o horário de funcionamento da aerosilla antes de subir, principalmente fora da alta temporada, quando o horário de operação pode ser mais restrito.
    • Aproveite a Casa de Té no alto para uma pausa quentinha, seja antes ou depois da caminhada — foi um dos detalhes mais charmosos do passeio.
    • Se for pela trilha a pé, tenha em mente que a subida completa (sem aerosilla) leva cerca de 1h45min — um esforço físico moderado, mas que vale considerar se estiver com idosos ou crianças pequenas no grupo.

    Vale a pena?

    Arquivo acervo pessoal

    Sem dúvida. O Glaciar Martial tem uma vantagem rara entre as atrações de Ushuaia: entrega uma vista panorâmica espetacular da cidade e do Canal Beagle, com muito pouco esforço logístico — nada de passeio de dia inteiro, nada de reserva com semanas de antecedência. É o tipo de passeio que cabe facilmente numa tarde livre, como foi o nosso caso, e ainda assim entrega uma das experiências mais bonitas da viagem.

    Glaciar Martial x outros passeios de Ushuaia

    Comparado a passeios mais estruturados, como o Canal Beagle ou o Trem do Fim do Mundo, o Glaciar Martial se destaca justamente pela flexibilidade: não precisa de reserva antecipada, o acesso é rápido e barato, e você decide na hora quanto tempo quer ficar — seja só para fotos no mirante inicial, seja para uma trilha mais longa até o glaciar propriamente dito.

    Se você está montando um roteiro de poucos dias em Ushuaia e quer aproveitar cada tarde livre da melhor forma possível, o Martial é uma excelente carta na manga — funciona tanto como passeio principal do dia quanto como complemento de última hora, exatamente como aconteceu com a gente.


    Frequently asked questions

    Quanto custa subir o Glaciar Martial de teleférico? Os valores costumam ficar em torno de R$ 50 para ida e volta, mas os preços na Argentina mudam com frequência — vale confirmar atualizado no dia da visita, já que o bilhete só é vendido na bilheteria física.

    Quanto tempo leva para chegar ao Glaciar Martial saindo do centro de Ushuaia? De táxi, cerca de 15 minutos, já que o glaciar fica a apenas 7 km da cidade.

    É melhor subir de trilha ou de teleférico (aerosilla)? Depende da sua disposição física e do tempo disponível. A trilha completa dura cerca de 1h45min de subida; a aerosilla leva cerca de 15 minutos. Muitos visitantes combinam as duas opções, subindo de um jeito e descendo de outro.

    Vale a pena visitar o Glaciar Martial no verão ou só no inverno? Vale a pena o ano todo — no verão, é melhor para trilha e mirante; no inverno, vira um pequeno centro de neve com esqui e snowboard disponíveis.Dá para combinar o Glaciar Martial com outro passeio no mesmo dia? Sim, e recomendamos. Por ficar tão próximo do centro, funciona muito bem como passeio de meio período, especialmente combinado com outra atividade pela manhã, como fizemos com o Trem do Fim do Mundo.

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  • Trem do Fim do Mundo: Preço, História e Dicas para Ushuaia)

    Trem do Fim do Mundo: Preço, História e Dicas para Ushuaia)

    Trem do Fim do Mundo em Ushuaia: história, preços atualizados, horários e como foi nossa experiência pegando o trem com neve caindo.

    Arquivo acervo pessoal

    Hoje vou contar nossa experiência com esse passeio que super recomendo, tenho post completo sobre Ushuaia aqui, se não viu ainda veja!!
    A agência nos buscou por volta das 6h da manhã. Chegamos à estação e já caía uma tímida neve — nossa primeira experiência com neve caindo naquela viagem, e confesso que ficamos completamente empolgados, ainda meio sonados de tão cedo. A Estação do Fim do Mundo já é linda por si só, e o passeio de trem que se seguiu foi um dos mais especiais de toda a nossa passagem por Ushuaia.

    Neste post, conto como funciona o Trem do Fim do Mundo, sua história curiosa (e um pouco sombria), quanto custa hoje e as dicas práticas para você aproveitar bem esse passeio clássico da cidade.

    Neste post você vai encontrar:

    • A história por trás do trem
    • Como funciona o passeio
    • Quanto custa
    • Horários e duração
    • O que esperar da experiência
    • Dicas práticas
    • Vale a pena?
    • Frequently asked questions

    A história por trás do Trem do Fim do Mundo

    Esse não é um trem turístico qualquer — ele carrega uma história real e bastante particular da cidade. A origem de Ushuaia está diretamente ligada a um presídio, o mais isolado de toda a Argentina, criado no final do século XIX. Para lá eram enviados criminosos considerados de alta periculosidade, em meio ao frio extremo e aos cenários inóspitos da Terra do Fogo — tudo pensado propositalmente para dificultar ao máximo qualquer tentativa de fuga.

    Os presidiários acabaram sendo responsáveis por boa parte da construção da cidade — pontes, edifícios públicos, obras no cais — e também pela ferrovia que hoje dá nome ao passeio turístico. Os últimos 7 km da rota original eram o trajeto que os presos faziam para o trabalho de tala de árvores na floresta, décadas atrás.

    Hoje, o trem até brinca com essa história: é comum encontrar atores vestidos com uniformes listrados de presidiário, posando para fotos com os turistas ao longo do percurso — um contraste curioso entre o passado sombrio e o clima leve e turístico de hoje.

    Se você quiser se aprofundar ainda mais nessa história antes ou depois do passeio de trem, vale complementar com uma visita ao Museu Marítimo e Presídio do Fim do Mundo, que fica no centro da cidade — foi o que fizemos, e ajudou muito a entender o contexto por trás de tudo que vimos depois no trem.


    Como funciona o passeio

    O trem sai da Estação do Fim do Mundo, percorrendo os 7 km da rota original através do Parque Nacional Tierra del Fuego, seguindo ao longo do Rio Pipo. No meio do trajeto, há uma parada na Estação Macarena, de cerca de 15 minutos, para fotos e uma visita rápida.

    Arquivo acervo pessoal

    A bordo, o passeio conta com narração em áudio por fones individuais — inclusive em português —, contando a história do presídio, dos presidiários e da construção da própria ferrovia. É bem emocionante ouvir esse contexto histórico enquanto o trem atravessa aquela paisagem que, no nosso caso, ainda estava recebendo uma leve nevasca.

    Importante: o ingresso ao Parque Nacional Tierra del Fuego geralmente não está incluído no valor do bilhete do trem — é uma cobrança separada, obrigatória para quem embarca, já que o trajeto passa por dentro do parque.

    Quanto custa

    Os preços na Argentina mudam com frequência, por isso fiz um post sobre o câmbio na Argentina aqui, recomendo a leitura, mas para você ter uma referência: em julho de 2026, o ticket normal para adultos custava cerca de 70.000 ARS (por volta de R$ 240), e o ticket premium saía por cerca de 217.000 ARS (por volta de R$ 750). Esses valores não incluem a entrada do Parque Nacional, que é cobrada à parte.

    Para famílias, vale destacar: crianças de até 3 anos costumam viajar gratuitamente, e de 4 a 12 anos costuma haver o pagamento de meia passagem.

    Dica prática: compare as classes disponíveis (turística, premium) antes de decidir — a diferença de conforto entre elas pode ser significativa, dependendo da época do ano e da lotação do trem.

    Horários e duração

    As saídas costumam acontecer diariamente, em horários típicos como 9h30, 12h e 15h — mas isso pode variar conforme a época do ano, então vale confirmar antes de ir. O percurso total dura entre 1h45 e 2h, considerando a parada na Estação Macarena.

    Recomendamos chegar com pelo menos 30 minutos de antecedência ao horário de embarque, já que a estação também tem uma cafeteria e uma lojinha de souvenirs para aproveitar enquanto aguarda.


    O que esperar da experiência

    Arquivo acervo pessoal

    Vale ir com expectativas realistas: o trem é um passeio de ritmo tranquilo, não uma trilha ou aventura radical. A paisagem ao longo do trajeto é bonita — floresta, o Rio Pipo, montanhas ao fundo — mas o ritmo é lento, e alguns visitantes relatam que a volta pode parecer repetitiva, já que percorre a mesma paisagem em sentido contrário.

    Para nós, especialmente com a neve caindo naquela manhã, a experiência foi mágica — mas é justo dizer que parte do encanto teve a ver com a sorte do clima daquele dia específico. Mesmo em dias sem neve, a combinação da narração histórica com a paisagem da Terra do Fogo já torna o passeio válido.

    Os vagões costumam ser relativamente estreitos, então se você estiver com um grupo grande, pode ser um pouco mais apertado do que imagina — vale ter isso em mente, principalmente se viajar com idosos que precisem de mais espaço para se acomodar.


    Dicas práticas

    • Reserve com antecedência na alta temporada (outubro a março). Os horários costumam esgotar rápido, principalmente nas classes turística e superior.
    • Combine o passeio com uma visita ao Parque Nacional, já que o trem já te deixa dentro dele — muita gente aproveita a parada final para explorar trilhas curtas, mirantes e lagos ali mesmo.
    • O pagamento costuma ser exigido apenas em pesos, então tenha dinheiro em espécie disponível se for pagar ingressos complementares (como o do Parque Nacional) diretamente no local.
    • O trem funciona o ano inteiro, inclusive em dias de neve ou chuva leve — então não é necessário se preocupar com cancelamento por causa do clima, como pode acontecer em outros passeios de Ushuaia.
    • É uma ótima opção para todas as idades, incluindo crianças pequenas e idosos — as passarelas são seguras e o trem é confortável, mesmo sem ser um passeio fisicamente exigente.

    Vale a pena?

    Arquivo acervo pessoal

    Na nossa experiência, sim — principalmente pela combinação da história curiosa do presídio com a paisagem da Terra do Fogo. É importante, porém, ajustar as expectativas: não é um passeio de grandes emoções ou paisagens dramáticas o trajeto inteiro, mas sim uma experiência tranquila, educativa e visualmente bonita, especialmente se você pegar como nós, com neve caindo.

    Se seu tempo em Ushuaia for bem limitado, vale pesar esse passeio contra outros, como o Canal Beagle ou o Glaciar Martial, que trazem uma experiência um pouco mais intensa. Mas se você tem interesse em história, ou está viajando com crianças e idosos que talvez prefiram algo mais tranquilo, o Trem do Fim do Mundo entrega exatamente essa experiência.

    Trem do Fim do Mundo dentro do roteiro completo

    No nosso caso, esse passeio funcionou bem como o programa da manhã, já que a agência nos buscou bem cedo e nos deixou de volta no centro por volta das 13h — deixando a tarde inteira livre para outro passeio, que acabou sendo a visita ao Glaciar Martial. Se você está organizando seu próprio roteiro em Ushuaia, essa combinação de meio período de manhã com o trem, seguido de um passeio mais curto à tarde, funciona muito bem para aproveitar melhor cada dia na cidade.


    Frequently asked questions

    Quanto custa o Trem do Fim do Mundo em Ushuaia? Os valores mudam com frequência devido à inflação argentina, dá uma olhada nesse post sobre o câmbio na Argentina para entender melhor, mas em julho de 2026 o ticket normal para adultos custava cerca de 70.000 ARS, e o premium cerca de 217.000 ARS — sem incluir a entrada do Parque Nacional, cobrada separadamente.

    O ingresso do Parque Nacional está incluído no bilhete do trem? Geralmente não. É uma cobrança separada, obrigatória para quem embarca no trem, já que o trajeto passa por dentro do Parque Nacional Tierra del Fuego.

    Quanto tempo dura o passeio de trem? Entre 1h45 e 2h, incluindo uma parada de cerca de 15 minutos na Estação Macarena.

    O Trem do Fim do Mundo funciona o ano todo? Sim, opera o ano inteiro, inclusive em dias de neve ou chuva leve.

    Vale a pena para quem está com pouco tempo em Ushuaia? Depende do seu perfil de viagem. É uma ótima opção para famílias com crianças ou idosos, ou para quem se interessa por história. Se você prefere passeios mais intensos e tem pouco tempo, talvez valha priorizar o Canal Beagle ou o Glaciar Martial.


    Em minhas redes sociais sempre tem atualização e dicas em tempo real. No meu canal no Youtube também posto os relatos das viagens, então quero te ver lá também:

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