Isla Victoria em Bariloche: O Que Fazer Quando Falta Transporte

Written by

in

,

O que fazer quando falta Uber e táxi em Bariloche: nosso perrengue no retorno do passeio Isla Victoria e o que aprendemos sobre transporte na cidade.

Arquivo acervo pessoal

Nem toda história de viagem é só paisagem bonita e roteiro nos conformes — e essa é uma daquelas que valem a pena contar justamente pelo aprendizado que deixou. No meio da nossa viagem a Bariloche, num dos passeios que mais estávamos animados para fazer, acabamos ficando mais de uma hora parados num porto isolado, sem Uber, sem táxi e sem saber muito bem como voltaríamos para o centro da cidade. Neste post, conto exatamente o que aconteceu, por que aconteceu, e o que fizemos diferente no resto da viagem depois desse aperto.

Neste post você vai encontrar:

  • O passeio que gerou o perrengue
  • O que deu errado no retorno
  • Como resolvemos naquele momento
  • O que aprendemos sobre transporte em Bariloche
  • Como evitar passar pela mesma situação
  • Frequently asked questions

O passeio que gerou o perrengue

O passeio em questão era o de Isla Victoria e Bosque de Arrayanes, um dos mais aguardados da nossa viagem a Bariloche — e, sem dúvida, um dos mais bonitos. Optamos por ir de Uber até o porto Pañuelo, de onde parte a embarcação, já que, sendo um grupo grande, o Uber saía pelo mesmo valor total do que pagaríamos individualmente pelo transfer oferecido no site oficial do passeio.

O passeio de barco passa pela Isla Victoria, com trilhas e cenários incríveis, e depois segue para o Bosque de Arrayanes, uma vegetação rara que, segundo contam, teria inspirado Walt Disney na animação Bambi. Até aqui, tudo perfeito — paisagens lindas, fotos ótimas, um passeio e tanto.

O problema começou na hora de planejar a volta.


O que deu errado no retorno

Arquivo acervo pessoal

O trajeto de barco inteiro dura cerca de 5 horas, sendo que a navegação de retorno sozinha leva quase 2 horas — já é, por si só, um trecho mais cansativo, especialmente para quem viaja com crianças. Mas o verdadeiro perrengue começou quando desembarcamos de volta no porto Pañuelo, que fica a cerca de 40 minutos do centro de Bariloche.

Nós não tínhamos fechado o transfer de volta com antecedência — confiamos que, assim como na ida, conseguiríamos um Uber sem problema. O que não sabíamos é que, justamente naquele dia, a cidade estava em festa: a Fiesta de la Nieve, um evento grande, com vários shows e apresentações, que levou multidões às ruas de Bariloche.

Com a cidade cheia, a demanda por transporte disparou — e simplesmente não havia Uber, táxi nem remis disponíveis para nos buscar no porto. Ali estávamos nós, depois de um dia inteiro de passeio, num porto isolado a 40 minutos do centro, sem nenhuma opção de transporte à vista.


Como resolvemos naquele momento

Foi nosso anfitrião da hospedagem quem salvou a situação. Conseguimos contato com ele, explicamos a situação, e ele nos ajudou a conseguir contatos de remis locais dispostos a ir até o porto nos buscar. Ainda assim, levamos mais de 1 hora esperando no porto até que dois carros de remis conseguissem chegar até nós — precisamos de dois veículos porque éramos um grupo grande demais para caber num só.

Foi um fim de passeio bem diferente do que esperávamos: depois de um dia inteiro de barco e caminhada, ainda tivemos que esperar, no frio, sem saber exatamente quando (ou como) conseguiríamos voltar para a cidade. Com crianças e idosos no grupo, esse tipo de imprevisto pesa ainda mais do que pesaria numa viagem só de adultos jovens.


O que aprendemos sobre transporte em Bariloche

whatsapp image 2026 08 20 at 20.06.59
Arquivo acervo pessoal

Essa experiência nos ensinou algo que se repetiu, de forma mais branda, em outro passeio da mesma viagem: em Bariloche, é comum que Uber e táxi fiquem indisponíveis em dias de maior movimento na cidade — seja por festivais, feriados ou eventos pontuais como a Fiesta de la Nieve que pegamos.

Isso não é exclusivo de passeios mais distantes como a Isla Victoria. No parque de neve Piedras Blancas, por exemplo, também tivemos que recorrer a remis, já que nem Uber nem táxi estavam aceitando corridas naquele dia. Depois de passar por essa situação duas vezes na mesma viagem, ficou claro que não foi coincidência, e sim um padrão da cidade que vale a pena conhecer antes de organizar seu próprio roteiro.


Como evitar passar pela mesma situação

Se você está planejando uma viagem a Bariloche, aqui vão os aprendizados diretos da nossa experiência:

  • Combine a volta com antecedência, especialmente para passeios mais distantes do centro, como a Isla Victoria. Não confie que vai ser tão fácil conseguir transporte de volta quanto foi na ida.
  • Pesquise se há algum evento ou festival programado na cidade durante os dias da sua viagem — isso ajuda a antecipar dias em que o transporte pode ficar mais concorrido.
  • Anote o contato de uma empresa de remis local antes de sair para os passeios mais distantes, como plano B caso Uber e táxi não estejam disponíveis.
  • Pergunte na compra do ingresso do passeio se existe apoio da empresa em caso de imprevisto no transporte de retorno — algumas operadoras têm algum tipo de suporte nesse tipo de situação.
  • Se for em grupo grande, tenha em mente que pode ser necessário mais de um veículo para o retorno, o que pode aumentar ainda mais o tempo de espera em dias de maior movimento.

No fim das contas, o problema não foi o passeio em si — a Isla Victoria e o Bosque de Arrayanes continuam entre os pontos altos da nossa viagem a Bariloche. O problema foi a falta de um plano B para a logística de volta, algo que, com um pouco mais de planejamento, teria sido fácil de evitar.

Como isso mudou o resto da nossa viagem

Depois desse episódio, mudamos completamente a forma como planejávamos os deslocamentos nos dias seguintes. Passamos a perguntar, antes de cada passeio, se havia algum evento programado na cidade, e sempre que o passeio envolvia um ponto mais afastado do centro, já saíamos de casa com um contato de remis salvo no celular, por precaução.

Essa mudança de postura fez diferença já no dia seguinte, no passeio a Piedras Blancas, quando novamente enfrentamos a falta de Uber e táxi — mas dessa vez já sabíamos exatamente o que fazer, e a solução veio bem mais rápido do que da primeira vez. É engraçado como um perrengue, por mais estressante que seja na hora, acaba virando aprendizado prático para o resto da viagem.


Por que vale compartilhar esse perrengue

Assim como outras histórias que não aparecem nos posts mais bonitinhos de viagem, decidimos contar essa porque pode realmente ajudar outras famílias a se planejarem melhor. Bariloche é um destino incrível, seguro e encantador — mas, como em qualquer lugar, tem suas particularidades logísticas que só se aprende na prática (ou lendo relatos de quem já passou por isso).

Se você está organizando um roteiro de vários dias pela cidade, principalmente incluindo passeios mais distantes do centro, vale reservar alguns minutos antes da viagem para pensar no “e se” — e se o transporte não estiver disponível na volta? Ter um plano B, mesmo que simples, é a diferença entre um perrengue de poucos minutos e uma espera de mais de uma hora no frio, como foi a nossa.


Frequently asked questions

Por que faltou Uber e táxi no porto de Bariloche? No nosso caso, coincidiu com a Fiesta de la Nieve, um evento grande que levou multidões às ruas da cidade, aumentando muito a demanda por transporte e deixando os aplicativos e táxis sem disponibilidade.

O que fazer se ficar sem transporte em um passeio afastado do centro de Bariloche? Recorrer a uma empresa de remis local é uma boa alternativa. Se possível, peça ajuda ao anfitrião da sua hospedagem ou à operadora do passeio para conseguir contatos confiáveis.

Vale a pena fazer o passeio Isla Victoria e Bosque de Arrayanes mesmo com esse risco? Sim, com certeza. O passeio em si vale muito a pena — o problema foi específico da falta de planejamento para o retorno, algo perfeitamente evitável com um pouco mais de antecedência.

Esse tipo de imprevisto é comum em Bariloche? Pode acontecer, principalmente em dias de eventos ou festivais na cidade. Vale sempre pesquisar se há algo programado durante as datas da sua viagem e ter um plano B de transporte para passeios mais distantes.

Vale mais a pena contratar transfer incluso do que arriscar com Uber em Bariloche? Depende do tamanho do grupo e da tolerância a imprevistos. Para grupos pequenos, o transfer incluso costuma trazer mais segurança logística. Para grupos grandes, como o nosso, o Uber costuma sair mais em conta, mas exige mais planejamento e um plano B bem definido para o retorno.

Em minhas redes sociais sempre tem atualização e dicas em tempo real. No meu canal no Youtube também posto os relatos das viagens, então quero te ver lá também:

Instagram: @pattycampossilva / @passepasseando

Youtube: Passe Passeando

Fale conosco: contato@passepasseando.com.br

Read more: Isla Victoria em Bariloche: O Que Fazer Quando Falta Transporte

Comments

Leave a Reply