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  • Isla Victoria e Bosque de Arrayanes: Vale a Pena com Crianças?

    Isla Victoria e Bosque de Arrayanes: Vale a Pena com Crianças?

    Passeio de barco para Isla Victoria e Bosque de Arrayanes em Bariloche: como funciona, quanto custa e o que ninguém conta sobre a volta. Relato real.

    Este foi o passeio que eu estava mais empolgada para fazer em toda a viagem a Bariloche. Um passeio de barco lindo — mas também um dos mais cansativos do roteiro, e vou explicar exatamente por quê, porque isso pode mudar como você planeja o seu dia.

    Neste post, conto como funciona o passeio para Isla Victoria e Bosque de Arrayanes, quanto custa, o que esperar de cada parte do trajeto e o perrengue que enfrentamos na volta — para você não passar pela mesma coisa.

    Neste post você vai encontrar:

    • Como funciona o passeio (ingressos, trajeto, duração)
    • O que ver na Isla Victoria e no Bosque de Arrayanes
    • Quanto custa
    • O perrengue da volta (e como evitar)
    • Vale a pena com crianças?
    • Frequently asked questions

    Por que esse passeio é tão procurado

    Isla Victoria e Bosque de Arrayanes formam um dos passeios mais icônicos de toda a região de Bariloche — e não é à toa. É um dos poucos programas que combina navegação por um dos lagos mais bonitos da Patagônia argentina com uma vegetação rara, que existe em pouquíssimos lugares do mundo. Por isso, ele costuma aparecer em praticamente todo roteiro de Bariloche, mesmo entre quem está com poucos dias na cidade.

    Como funciona o passeio

    Optamos por ir de Uber até o porto Pañuelo, de onde parte a embarcação. Os ingressos compramos direto numa loja na Mitre 139 — mas também é possível comprar pelo site oficial do passeio, que costuma ter opções de transfer incluso.

    Dica de economia: o transfer pelo site custava cerca de $15.000 ARS por pessoa. Digo custava por que o câmbio na Argentina oscila muito e pode ser que houve alteração, e também por isso, já preparei um post dedicado a explicar o câmbio na Argentina, que você pode ver aqui. Se vocês forem em grupo, vale fazer a conta: um Uber com 4 pessoas geralmente sai pelo mesmo valor total — foi o que escolhemos e compensou bastante num primeiro momento.

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    O passeio de barco passa primeiro pela Isla Victoria, com árvores e cenários incríveis, incluindo uma pequena trilha de 1km. Tem lanchonete no local, mas também dá para levar seu próprio lanche — e o barco também vende café e petiscos durante o trajeto.

    Depois, a embarcação segue para o Bosque de Arrayanes, uma vegetação típica da região — dizem que foi essa paisagem que inspirou Walt Disney na animação Bambi. É um lugar bonito e diferente de tudo que vimos no resto da viagem, e rende fotos lindas.

    As árvores de arrayán têm um tronco avermelhado e uma casca lisa e fria ao toque, bem diferente de qualquer vegetação que estávamos acostumados a ver no Brasil — as crianças ficaram fascinadas em tocar os troncos e comparar com as árvores “normais”. Há passarelas de madeira que conduzem o passeio por dentro do bosque, o que facilita bastante a caminhada mesmo para quem está com idosos no grupo.

    Vale reservar um tempo generoso aqui para fotos — a luz entre as árvores, combinada com o verde intenso da vegetação e o silêncio do lugar, cria um cenário bem diferente do resto do roteiro por Bariloche, que é dominado por montanhas e neve.


    O perrengue da volta (leia antes de ir)

    Aqui está a parte que a maioria dos guias não conta: o passeio inteiro dura cerca de 5 horas, sendo que a navegação de retorno sozinha leva quase 2 horas. Sem muito o que fazer dentro do barco nesse trajeto, apesar da paisagem bonita, o tempo acaba ficando meio entediante — principalmente para crianças.

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    O pior perrengue, no entanto, foi outro: o porto onde o barco atraca fica a cerca de 40 minutos do centro de Bariloche. Como não tínhamos fechado o transfer de volta com antecedência, e justamente naquele dia a cidade estava em festa (Fiesta de la Nieve), não havia remis, táxi nem Uber disponíveis. Nosso anfitrião nos ajudou a conseguir contatos, e mesmo assim levamos mais de 1 hora esperando no porto até conseguir dois carros para nos buscar.

    Dica #1: se for em grupo grande, Uber compensa bastante — mas combine a volta com antecedência, principalmente se sua visita coincidir com algum evento ou festival na cidade.

    Essa lição, aliás, se repetiu em outro passeio da nossa viagem (Piedras Blancas), o que nos fez perceber que não foi coincidência: em Bariloche, sempre vale ter um plano B de transporte para os passeios mais afastados do centro, principalmente durante períodos de festa ou alta temporada, quando a demanda por transporte aumenta muito mais rápido do que a oferta.

    Dica #2: se possível, pergunte no momento da compra do ingresso se existe algum horário de retorno alternativo, ou se a empresa do passeio oferece algum apoio em caso de imprevistos no porto. Isso pode poupar tempo de espera em dias mais movimentados.

    Dica #3: Esteja conectado a internet, não fique dependente de Wifi, muitos locais não tem, ou precisam de cadastros complicados e até não possuem sinal por estar longe da cidade, por isso recomendamos chip internacional da Airalo, temos cupom de desconto ( PATRIC28900 ) e ainda recomendo ler o post detalhado sobre chip internacional / esim.


    Quanto custa o passeio

    • Ingresso do barco: valores variam conforme a época e a loja/site de compra (vale comparar antes)
    • Transfer pelo site oficial: ~$15.000 ARS por pessoa (compare com Uber se for em grupo)
    • Jantar na volta: fomos à Trattoria L’Italiano (Rua Quaglia) — entrada, prato principal, bebida e sobremesa saíram por $16.500 ARS (~R$70)

    Vale a pena com crianças?

    Sim, mas com uma ressalva: é um passeio mais longo e menos “ativo” do que outros em Bariloche, então prepare os pequenos para um dia de barco, não de trilha ou brincadeira na neve. Leve algo para entreter as crianças durante o trajeto de volta — livro, joguinho, o que funcionar para o seu filho — porque as quase 2 horas de navegação sem parar podem ser desafiadoras para eles.

    As paisagens da Isla Victoria e do Bosque de Arrayanes, por outro lado, valem muito a pena e costumam encantar todas as idades.

    Dicas práticas para levar crianças no passeio

    • Leve lanches e água extra — embora o barco venda café e petiscos, ter algo à mão evita imprevistos, principalmente durante a navegação de retorno mais longa.
    • Prepare as crianças para o tempo de barco. Explicar antes que o passeio inclui um trecho mais longo de navegação ajuda a evitar frustração no meio do caminho.
    • Aproveite a trilha da Isla Victoria para gastar energia — é curta (cerca de 1km) e funciona bem para quebrar a rotina de ficar parado no barco.
    • Roupa em camadas é essencial, já que o vento no lago costuma ser mais forte do que em terra firme, mesmo em dias de sol.

    Vale mais a pena com transfer ou por conta própria?

    Se você prefere não se preocupar com logística de transporte, o transfer incluso no ingresso oficial pode valer a pena, principalmente se for um grupo pequeno (1 a 2 pessoas), quando o valor por pessoa do transfer costuma compensar mais do que dividir um Uber. Já para grupos maiores, como o nosso, o Uber costuma sair mais em conta — mas exige a atenção extra com o combinado da volta que já mencionamos acima.

    O que levar no passeio

    • Casaco corta-vento, mesmo em dias de sol — o vento sobre o lago costuma surpreender
    • Protetor solar e óculos escuros — a reflexão da água intensifica a exposição ao sol
    • Câmera ou celular com bateria carregada — é um dos passeios mais fotogênicos de toda a viagem a Bariloche
    • Lanche leve e água, mesmo com a opção de compra a bordo

    Nossa impressão geral sobre o passeio

    Apesar do perrengue da volta, recomendamos esse passeio sem hesitar. A combinação da navegação pelo lago com a paisagem única do Bosque de Arrayanes é diferente de tudo que vimos no resto do roteiro por Bariloche — que é dominado por montanhas, neve e mirantes. Foi um contraste bem-vindo no meio da viagem, e certamente vale reservar um dia inteiro para aproveitar com calma, desde que você já saiba, de antemão, como funciona a logística de volta.


    Frequently asked questions

    Quanto tempo dura o passeio para Isla Victoria e Bosque de Arrayanes? Cerca de 5 horas no total, incluindo a navegação de ida, as paradas nos dois pontos e a volta.

    É melhor ir de transfer ou de Uber até o porto Pañuelo? Depende do tamanho do grupo. Para grupos de 4 pessoas ou mais, um Uber geralmente sai pelo mesmo valor total do transfer por pessoa — vale comparar antes.

    O passeio vale a pena com crianças pequenas? Sim, mas é um passeio mais longo e com pouca atividade física — leve algo para entreter as crianças durante a navegação de volta.

    Onde comprar os ingressos para o passeio? É possível comprar direto em lojas físicas no centro de Bariloche (Mitre 139) ou pelo site oficial do passeio, que também oferece opção de transfer.

    Em minhas redes sociais sempre tem atualização e dicas em tempo real. No meu canal no Youtube também posto os relatos das viagens, então quero te ver lá também:

    Instagram: @pattycampossilva / @passepasseando

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  • Isla Victoria em Bariloche: O Que Fazer Quando Falta Transporte

    Isla Victoria em Bariloche: O Que Fazer Quando Falta Transporte

    O que fazer quando falta Uber e táxi em Bariloche: nosso perrengue no retorno do passeio Isla Victoria e o que aprendemos sobre transporte na cidade.

    Arquivo acervo pessoal

    Nem toda história de viagem é só paisagem bonita e roteiro nos conformes — e essa é uma daquelas que valem a pena contar justamente pelo aprendizado que deixou. No meio da nossa viagem a Bariloche, num dos passeios que mais estávamos animados para fazer, acabamos ficando mais de uma hora parados num porto isolado, sem Uber, sem táxi e sem saber muito bem como voltaríamos para o centro da cidade. Neste post, conto exatamente o que aconteceu, por que aconteceu, e o que fizemos diferente no resto da viagem depois desse aperto.

    Neste post você vai encontrar:

    • O passeio que gerou o perrengue
    • O que deu errado no retorno
    • Como resolvemos naquele momento
    • O que aprendemos sobre transporte em Bariloche
    • Como evitar passar pela mesma situação
    • Frequently asked questions

    O passeio que gerou o perrengue

    O passeio em questão era o de Isla Victoria e Bosque de Arrayanes, um dos mais aguardados da nossa viagem a Bariloche — e, sem dúvida, um dos mais bonitos. Optamos por ir de Uber até o porto Pañuelo, de onde parte a embarcação, já que, sendo um grupo grande, o Uber saía pelo mesmo valor total do que pagaríamos individualmente pelo transfer oferecido no site oficial do passeio.

    O passeio de barco passa pela Isla Victoria, com trilhas e cenários incríveis, e depois segue para o Bosque de Arrayanes, uma vegetação rara que, segundo contam, teria inspirado Walt Disney na animação Bambi. Até aqui, tudo perfeito — paisagens lindas, fotos ótimas, um passeio e tanto.

    O problema começou na hora de planejar a volta.


    O que deu errado no retorno

    Arquivo acervo pessoal

    O trajeto de barco inteiro dura cerca de 5 horas, sendo que a navegação de retorno sozinha leva quase 2 horas — já é, por si só, um trecho mais cansativo, especialmente para quem viaja com crianças. Mas o verdadeiro perrengue começou quando desembarcamos de volta no porto Pañuelo, que fica a cerca de 40 minutos do centro de Bariloche.

    Nós não tínhamos fechado o transfer de volta com antecedência — confiamos que, assim como na ida, conseguiríamos um Uber sem problema. O que não sabíamos é que, justamente naquele dia, a cidade estava em festa: a Fiesta de la Nieve, um evento grande, com vários shows e apresentações, que levou multidões às ruas de Bariloche.

    Com a cidade cheia, a demanda por transporte disparou — e simplesmente não havia Uber, táxi nem remis disponíveis para nos buscar no porto. Ali estávamos nós, depois de um dia inteiro de passeio, num porto isolado a 40 minutos do centro, sem nenhuma opção de transporte à vista.


    Como resolvemos naquele momento

    Foi nosso anfitrião da hospedagem quem salvou a situação. Conseguimos contato com ele, explicamos a situação, e ele nos ajudou a conseguir contatos de remis locais dispostos a ir até o porto nos buscar. Ainda assim, levamos mais de 1 hora esperando no porto até que dois carros de remis conseguissem chegar até nós — precisamos de dois veículos porque éramos um grupo grande demais para caber num só.

    Foi um fim de passeio bem diferente do que esperávamos: depois de um dia inteiro de barco e caminhada, ainda tivemos que esperar, no frio, sem saber exatamente quando (ou como) conseguiríamos voltar para a cidade. Com crianças e idosos no grupo, esse tipo de imprevisto pesa ainda mais do que pesaria numa viagem só de adultos jovens.


    O que aprendemos sobre transporte em Bariloche

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    Arquivo acervo pessoal

    Essa experiência nos ensinou algo que se repetiu, de forma mais branda, em outro passeio da mesma viagem: em Bariloche, é comum que Uber e táxi fiquem indisponíveis em dias de maior movimento na cidade — seja por festivais, feriados ou eventos pontuais como a Fiesta de la Nieve que pegamos.

    Isso não é exclusivo de passeios mais distantes como a Isla Victoria. No parque de neve Piedras Blancas, por exemplo, também tivemos que recorrer a remis, já que nem Uber nem táxi estavam aceitando corridas naquele dia. Depois de passar por essa situação duas vezes na mesma viagem, ficou claro que não foi coincidência, e sim um padrão da cidade que vale a pena conhecer antes de organizar seu próprio roteiro.


    Como evitar passar pela mesma situação

    Se você está planejando uma viagem a Bariloche, aqui vão os aprendizados diretos da nossa experiência:

    • Combine a volta com antecedência, especialmente para passeios mais distantes do centro, como a Isla Victoria. Não confie que vai ser tão fácil conseguir transporte de volta quanto foi na ida.
    • Pesquise se há algum evento ou festival programado na cidade durante os dias da sua viagem — isso ajuda a antecipar dias em que o transporte pode ficar mais concorrido.
    • Anote o contato de uma empresa de remis local antes de sair para os passeios mais distantes, como plano B caso Uber e táxi não estejam disponíveis.
    • Pergunte na compra do ingresso do passeio se existe apoio da empresa em caso de imprevisto no transporte de retorno — algumas operadoras têm algum tipo de suporte nesse tipo de situação.
    • Se for em grupo grande, tenha em mente que pode ser necessário mais de um veículo para o retorno, o que pode aumentar ainda mais o tempo de espera em dias de maior movimento.

    No fim das contas, o problema não foi o passeio em si — a Isla Victoria e o Bosque de Arrayanes continuam entre os pontos altos da nossa viagem a Bariloche. O problema foi a falta de um plano B para a logística de volta, algo que, com um pouco mais de planejamento, teria sido fácil de evitar.

    Como isso mudou o resto da nossa viagem

    Depois desse episódio, mudamos completamente a forma como planejávamos os deslocamentos nos dias seguintes. Passamos a perguntar, antes de cada passeio, se havia algum evento programado na cidade, e sempre que o passeio envolvia um ponto mais afastado do centro, já saíamos de casa com um contato de remis salvo no celular, por precaução.

    Essa mudança de postura fez diferença já no dia seguinte, no passeio a Piedras Blancas, quando novamente enfrentamos a falta de Uber e táxi — mas dessa vez já sabíamos exatamente o que fazer, e a solução veio bem mais rápido do que da primeira vez. É engraçado como um perrengue, por mais estressante que seja na hora, acaba virando aprendizado prático para o resto da viagem.


    Por que vale compartilhar esse perrengue

    Assim como outras histórias que não aparecem nos posts mais bonitinhos de viagem, decidimos contar essa porque pode realmente ajudar outras famílias a se planejarem melhor. Bariloche é um destino incrível, seguro e encantador — mas, como em qualquer lugar, tem suas particularidades logísticas que só se aprende na prática (ou lendo relatos de quem já passou por isso).

    Se você está organizando um roteiro de vários dias pela cidade, principalmente incluindo passeios mais distantes do centro, vale reservar alguns minutos antes da viagem para pensar no “e se” — e se o transporte não estiver disponível na volta? Ter um plano B, mesmo que simples, é a diferença entre um perrengue de poucos minutos e uma espera de mais de uma hora no frio, como foi a nossa.


    Frequently asked questions

    Por que faltou Uber e táxi no porto de Bariloche? No nosso caso, coincidiu com a Fiesta de la Nieve, um evento grande que levou multidões às ruas da cidade, aumentando muito a demanda por transporte e deixando os aplicativos e táxis sem disponibilidade.

    O que fazer se ficar sem transporte em um passeio afastado do centro de Bariloche? Recorrer a uma empresa de remis local é uma boa alternativa. Se possível, peça ajuda ao anfitrião da sua hospedagem ou à operadora do passeio para conseguir contatos confiáveis.

    Vale a pena fazer o passeio Isla Victoria e Bosque de Arrayanes mesmo com esse risco? Sim, com certeza. O passeio em si vale muito a pena — o problema foi específico da falta de planejamento para o retorno, algo perfeitamente evitável com um pouco mais de antecedência.

    Esse tipo de imprevisto é comum em Bariloche? Pode acontecer, principalmente em dias de eventos ou festivais na cidade. Vale sempre pesquisar se há algo programado durante as datas da sua viagem e ter um plano B de transporte para passeios mais distantes.

    Vale mais a pena contratar transfer incluso do que arriscar com Uber em Bariloche? Depende do tamanho do grupo e da tolerância a imprevistos. Para grupos pequenos, o transfer incluso costuma trazer mais segurança logística. Para grupos grandes, como o nosso, o Uber costuma sair mais em conta, mas exige mais planejamento e um plano B bem definido para o retorno.

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  • Perdi o Passaporte no Exterior: O Que Fazer e Como Acionar o Consulado

    Perdi o Passaporte no Exterior: O Que Fazer e Como Acionar o Consulado

    O que fazer se perder o passaporte no exterior, se vale levar RG junto, quais países aceitam só RG, e como funciona o contato com consulados.

    Arquivo acervo pessoal

    Depois de explicar como tirar o passaporte passo a passo, chegou a hora de falar sobre os detalhes práticos que fazem diferença de verdade durante a viagem: o que fazer se o passaporte for perdido ou roubado, se vale a pena levar o RG junto mesmo indo com passaporte, se dá para carimbar o passaporte com carimbos turísticos (tipo os que vimos em Ushuaia), quais países aceitam só o RG, e como funciona o contato com os consulados brasileiros pelo mundo.

    Neste post você vai encontrar:

    • O que fazer se perder o passaporte no exterior
    • Autorização de Retorno ao Brasil (ARB): quando usar
    • Vale a pena levar o RG junto com o passaporte?
    • Países que aceitam só o RG (Mercosul)
    • Carimbos turísticos: pode carimbar o passaporte?
    • Existe um consulado só, ou um para cada país?
    • Dicas práticas de segurança com documentos
    • Frequently asked questions

    O que fazer se perder o passaporte no exterior

    Perder ou ter o passaporte roubado durante uma viagem é uma das situações mais estressantes que podem acontecer — mas o processo para resolver é bem definido, e seguir os passos certos, na ordem certa, evita ainda mais dor de cabeça.

    1. Registre um boletim de ocorrência na delegacia local Esse é o primeiro passo, segundo orientação do Ministério das Relações Exteriores. Procure a delegacia de polícia mais próxima do local onde o documento foi perdido ou roubado, e registre a ocorrência. Isso protege você contra uso indevido do seu passaporte por terceiros, e será exigido depois pelo consulado para dar andamento ao processo.

    2. Localize e contate a representação brasileira mais próxima Embaixadas e consulados brasileiros ficam espalhados pelo mundo, cada um responsável por uma região específica (falo mais sobre isso adiante). É esse órgão que vai te orientar sobre o requerimento do novo passaporte.

    3. Inicie o requerimento de um novo passaporte O processo pode ser feito através do sistema e-Consular, seguindo as instruções específicas do posto consular responsável pela sua localização.

    4. Se estiver com urgência para voltar ao Brasil, solicite a ARB Se você já tem data de retorno marcada e não terá tempo hábil de esperar pelo novo passaporte (ou não tem toda a documentação exigida para o processo completo), existe uma alternativa mais rápida — a Autorização de Retorno ao Brasil, que explico em detalhes no próximo tópico.

    Importante: segundo o próprio Itamaraty, a perda de passaporte não é considerada uma emergência que coloque em risco a vida ou a segurança do cidadão — então o atendimento costuma seguir o horário comercial normal do consulado, e não os plantões de emergência.

    Autorização de Retorno ao Brasil (ARB): quando usar

    A ARB é um documento de viagem emergencial, emitido gratuitamente pelo consulado, que substitui temporariamente o passaporte — mas apenas para o trajeto de volta ao Brasil, em viagem de ida única. Ela não serve para entrar em outros países, nem para continuar uma viagem que passe por mais destinos antes de voltar para casa.

    A emissão costuma ser rápida — em média cerca de 60 minutos de atendimento no posto consular —, mas os documentos exigidos podem variar conforme o país. Em geral, você vai precisar apresentar:

    • O boletim de ocorrência (ou “denúncia policial”) registrado localmente
    • Qualquer documento que comprove sua nacionalidade brasileira, mesmo que não seja o passaporte

    Se você não tiver nenhum documento com essas características, alguns consulados aceitam a apresentação de testemunhas que possam atestar sua identidade e nacionalidade, ou, em último caso, uma declaração assinada sob as penas da lei.

    De volta ao Brasil: depois de retornar usando a ARB, é necessário regularizar a situação e solicitar um novo passaporte junto à Polícia Federal, apresentando o boletim de ocorrência (para perda) ou o registro de roubo, conforme o caso.

    Atenção a golpes: existem sites falsos que prometem “agilizar” a emissão de passaporte ou ARB mediante pagamento. A emissão é sempre feita através dos canais oficiais — gov.br/pf no Brasil, e gov.br/e-Consular no exterior — nunca através de intermediários não oficiais.


    Vale a pena levar o RG junto com o passaporte?

    Sim, recomendamos. Mesmo indo com o passaporte válido, levar uma cópia (física e digital) do RG, junto com cópias do próprio passaporte e de eventuais vistos, é uma prática de segurança que facilita bastante em caso de perda ou roubo — tanto para o boletim de ocorrência quanto para agilizar o processo junto ao consulado.

    Dica prática: tire fotos nítidas de todos os seus documentos (RG, passaporte, vistos, cartão de vacinação se exigido) e salve numa pasta no celular, além de mandar por e-mail para você mesmo — assim, mesmo que perca o documento físico e o celular, ainda consegue acessar essas cópias de outro dispositivo.

    Países que aceitam só o RG (sem passaporte)

    Arquivo acervo pessoal

    Um detalhe importante para quem está planejando uma viagem pela América do Sul: por conta de acordos do Mercosul, brasileiros podem visitar diversos países vizinhos apenas com o RG (documento de identidade civil), sem necessidade de passaporte, para fins de turismo:

    • Argentina
    • Uruguai
    • Paraguai
    • Chile
    • Bolívia

    Condições importantes:

    • O RG precisa estar em bom estado de conservação, com foto que permita identificação clara
    • Precisa ter sido emitido há menos de 10 anos
    • A viagem precisa ser de turismo (não vale para trabalho ou outros fins)
    • Não pode haver conexão em algum país que exija passaporte no meio do trajeto

    Atenção: documentos como CNH, carteiras profissionais (OAB, CRM) e certidão de nascimento não são aceitos como substitutos do RG nesses países, mesmo sendo documentos oficiais válidos no Brasil. A Carteira de Identidade Nacional (CIN), o novo modelo de identidade que usa o CPF como número único, também é aceita nesses destinos.

    Mesmo tendo essa opção disponível, muita gente (nós incluímos) prefere levar o passaporte de qualquer forma, mesmo em viagens dentro do Mercosul — é um documento mais robusto, com menos risco de restrição na fronteira, e evita qualquer dúvida sobre o estado de conservação do RG.


    Carimbos turísticos: pode carimbar o passaporte?

    Essa é uma dúvida bem comum entre viajantes, especialmente depois de ver postos turísticos oferecendo carimbos “de lembrança” — como vimos em Ushuaia, a cidade do fim do mundo, onde é super popular carimbar o passaporte com o símbolo da cidade.

    A resposta correta é: depende, e vale ter cautela. Carimbos oficiais de imigração (feitos pelas autoridades de fronteira) são obrigatórios e não têm problema nenhum. Já os carimbos turísticos — aqueles vendidos em lojas de suvenir ou oferecidos em pontos turísticos, sem vínculo com nenhum órgão oficial — podem, em alguns casos, ser interpretados por outras autoridades de imigração como uma alteração indevida do documento, dependendo de onde e como são aplicados.

    Nossa recomendação: se você quiser fazer esse tipo de carimbo por lembrança (é realmente um mimo bacana para guardar da viagem), evite aplicá-lo em páginas próximas a carimbos oficiais de imigração, e nunca sobre eles. Melhor ainda: alguns viajantes mais cautelosos preferem guardar esse tipo de lembrança em um “passaporte de brincadeira” — um cadernillo específico vendido para esse fim, sem nenhum risco ao documento oficial.


    Existe um consulado só, ou um para cada país?

    Não existe um único consulado geral para todo o mundo — cada embaixada ou consulado brasileiro é responsável por uma jurisdição específica, que pode ser um país inteiro ou até só uma região dentro de um país maior (como acontece nos Estados Unidos, que tem vários consulados brasileiros regionais).

    Para saber qual é a representação brasileira responsável pela sua localização durante a viagem, o caminho é consultar o site do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), que lista todas as embaixadas e consulados brasileiros pelo mundo, organizados por país e região.

    Dica prática antes de qualquer viagem internacional: pesquise e anote (num lugar acessível offline, tipo uma nota no celular ou até no papel) o endereço e telefone do consulado brasileiro responsável pelo seu destino. Assim, em caso de emergência, você não perde tempo procurando essa informação em pleno momento de estresse.

    Contato alternativo: caso não consiga acionar diretamente o consulado do país onde está, existe também o Núcleo de Assistência a Brasileiros (NAB), do Ministério das Relações Exteriores, que pode orientar em situações de dificuldade de contato com o posto local.


    Dicas práticas de segurança com documentos

    Arquivo acervo pessoal
    • Leve cópias físicas e digitais de todos os documentos de viagem — passaporte, RG, vistos, cartão de vacinação.
    • Guarde o passaporte original em local seguro, separado do dinheiro e outros itens de valor, e nunca todos os documentos no mesmo lugar.
    • Anote o contato do consulado do seu destino antes de embarcar.
    • Evite carimbos turísticos sobre ou próximos a carimbos oficiais de imigração no passaporte.
    • Verifique a validade do passaporte com folga — muitos países exigem ao menos 6 meses de validade a partir da data de entrada.
    • Contrate um seguro viagem que inclua algum tipo de assistência para documentos perdidos — muitos planos oferecem apoio nesse tipo de situação.

    Frequently asked questions

    O que fazer imediatamente após perder o passaporte no exterior? Registre um boletim de ocorrência na delegacia local e, em seguida, entre em contato com o consulado ou embaixada brasileira responsável pela região.

    A ARB serve para continuar viajando por outros países? Não. A Autorização de Retorno ao Brasil vale exclusivamente para o trajeto de volta ao Brasil, em viagem de ida única.

    É seguro carimbar o passaporte com carimbos turísticos? Recomendamos cautela. Evite aplicar carimbos turísticos próximos ou sobre carimbos oficiais de imigração, já que isso pode, em teoria, ser interpretado como alteração do documento por outras autoridades.

    Quais países aceitam viajar só com RG? Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile e Bolívia, para fins de turismo, desde que o RG esteja em bom estado e tenha sido emitido há menos de 10 anos.

    Existe um único consulado brasileiro para o mundo todo? Não. Cada embaixada ou consulado é responsável por uma jurisdição específica. Vale consultar o site do Itamaraty para identificar qual representação é responsável pelo seu destino de viagem.

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  • Seguro Viagem: Como Escolher a Cobertura Ideal para sua Viagem

    Seguro Viagem: Como Escolher a Cobertura Ideal para sua Viagem

    Seguro viagem: como funciona, coberturas essenciais, diferença entre seguradora e cartão de crédito, e por que uso a Real Seguro Viagem em todas as viagens.

    Arquivo acervo pessoal

    De todos os itens que entram no planejamento de uma viagem internacional, o seguro viagem é provavelmente o mais subestimado — até o dia em que você (ou alguém do seu grupo) realmente precisa dele. Nunca embarco para fora do Brasil sem um, e depois de anos viajando e testando diferentes opções, tenho hoje uma seguradora fixa que uso em todas as viagens: a Real Seguro Viagem.

    Neste post, vou além da recomendação — quero explicar de verdade como funciona um seguro viagem, por que ele importa tanto, a diferença entre contratar de uma seguradora ou confiar só no seguro do cartão de crédito, e como escolher a cobertura certa para o seu roteiro.

    Neste post você vai encontrar:

    • Por que o seguro viagem é importante
    • Seguro por região ou por país: como funciona
    • Coberturas essenciais para observar
    • Seguradora x seguro do cartão de crédito: as diferenças reais
    • Quando o seguro viagem é obrigatório
    • Como escolher o seguro ideal para sua viagem
    • Minha recomendação: Real Seguro Viagem
    • Frequently asked questions

    Por que o seguro viagem é importante

    Fora do Brasil, você não tem acesso ao SUS, e a saúde pública (quando existe) tem regras completamente diferentes das que estamos acostumados. Em muitos países, mesmo um atendimento simples em pronto-socorro pode custar milhares de dólares ou euros — sem seguro, essa conta sai inteiramente do seu bolso, no meio da viagem, muitas vezes num momento de estresse e vulnerabilidade.

    Além da parte médica, um bom seguro viagem também cobre situações como extravio de bagagem, cancelamento ou atraso de voo, perda de documentos e, dependendo do plano, até problemas com aluguel de carro. Ou seja: não é só sobre “e se eu ficar doente”, é sobre estar protegido diante de qualquer imprevisto real de viagem — e imprevistos, a essa altura do blog, você já sabe que acontecem (é só lembrar do nosso perrengue com a multa em Roma ou da falta de transporte em Bariloche).

    Seguro por região ou por país: como funciona

    Arquivo acervo pessoal

    Uma dúvida comum de quem está contratando o primeiro seguro viagem: é melhor contratar por país específico ou por região?

    A maioria das seguradoras oferece planos organizados por regiões amplas — “Europa”, “América do Sul”, “Mundo” (cobertura global) — em vez de planos individuais por país. Isso costuma ser vantajoso para quem está fazendo um roteiro por múltiplos países numa mesma viagem, como fizemos na Itália (com direito a um bate-volta para a Suíça) ou nas viagens pela Argentina.

    Atenção especial: se o seu roteiro passar por mais de uma região continental — por exemplo, começar na Europa e depois seguir para os Estados Unidos —, verifique se o seu plano cobre ambos os destinos, ou se será necessário contratar coberturas específicas para cada trecho. Não presuma que um plano “Europa” cobre automaticamente uma escala nos EUA, mesmo que seja rápida.

    Coberturas essenciais para observar

    Na hora de comparar planos, esses são os itens que mais importam:

    • Despesas médicas e hospitalares (DMH): o item mais importante de qualquer apólice. É o valor disponível para consultas, exames, internação e procedimentos médicos no exterior.
    • Despesas odontológicas: geralmente com um limite bem menor que o médico geral, mas cobre emergências como dor de dente forte ou problema decorrente de acidente.
    • Traslado médico e repatriação: cobre o transporte até um hospital adequado ou, em casos graves, a volta ao Brasil em condições especiais.
    • Extravio e atraso de bagagem: indenização em caso de mala extraviada ou atrasada pela companhia aérea.
    • Cancelamento ou interrupção de viagem: reembolso de custos não recuperáveis caso você precise cancelar ou encerrar a viagem antes do previsto, por motivo coberto na apólice.
    • Assistência 24h em português: um diferencial enorme na prática — em momentos de emergência, conseguir se comunicar no seu idioma facilita muito a resolução do problema.

    Seguradora x seguro do cartão de crédito: as diferenças reais

    Muita gente acredita que o seguro que já vem incluso em cartões de crédito das categorias mais altas (Platinum, Black, Infinite) é suficiente — e às vezes até é, dependendo do perfil da viagem. Mas vale entender as diferenças reais antes de contar só com esse benefício:

    O seguro do cartão de crédito:

    • Geralmente exige que a passagem aérea tenha sido comprada com aquele cartão específico, e que você emita o certificado de seguro antes de embarcar — esquecer esse passo significa não ter cobertura nenhuma, mesmo tendo o cartão “certo”.
    • Costuma ter cobertura padronizada, sem opção de personalizar conforme o seu perfil ou destino.
    • Frequentemente não cobre doenças preexistentes.
    • Nem sempre estende a cobertura para cônjuge e filhos — depende da bandeira e categoria do cartão, e geralmente exige que as passagens de todos também tenham sido compradas no mesmo cartão.
    • Em muitos casos, funciona por reembolso: você paga a despesa médica primeiro, do próprio bolso, e só depois é ressarcido — o que pode ser bem complicado numa emergência real, longe de casa.

    O seguro contratado com uma seguradora especializada:

    family
    Arquivo acervo pessoal
    • Permite escolher o plano de acordo com o seu roteiro, idade dos viajantes e tipo de atividade prevista (inclusive esportes de aventura, se for o caso).
    • Costuma oferecer rede credenciada com pagamento direto, sem você precisar adiantar o valor da despesa médica.
    • Cobre doenças preexistentes, em muitos planos.
    • Facilmente inclui todos os membros da família na mesma apólice, com valores compatíveis por faixa etária.

    Na prática: o seguro do cartão de crédito pode até funcionar como complemento, mas depender só dele — sem entender exatamente o que está (ou não está) coberto — é um risco real, especialmente em viagens internacionais mais longas ou com crianças e idosos no grupo.

    Quando o seguro viagem é obrigatório

    Para quem vai à Europa, esse é um ponto essencial: o seguro viagem é obrigatório para entrar nos 29 países do Espaço Schengen (que inclui destinos populares como Portugal, Itália, Espanha, França e Alemanha), com cobertura mínima exigida de 30 mil euros para despesas médicas e hospitalares. Sem uma apólice válida com esse valor mínimo destacado, você pode ser barrado ainda na imigração — um risco real que nenhuma economia vale a pena correr.

    Outros destinos fora da Europa também exigem seguro viagem obrigatório, então vale sempre confirmar essa exigência específica antes de fechar o roteiro.

    Como escolher o seguro ideal para sua viagem

    • Verifique a cobertura mínima exigida pelo destino (como os 30 mil euros do Espaço Schengen) e escolha um plano que já ultrapasse esse valor com folga, para ter uma margem de segurança real.
    • Considere o perfil da viagem: trilhas, esportes de aventura, esqui, mergulho — atividades assim geralmente exigem cobertura específica, que nem todo plano básico inclui.
    • Pense na idade dos viajantes. Planos para idosos costumam ter valores diferenciados, e vale garantir que a cobertura seja adequada para essa faixa etária, especialmente se estiver viajando com avós no grupo, como já fizemos em algumas das nossas viagens.
    • Verifique se há cobertura para doenças preexistentes, caso algum membro do grupo tenha alguma condição de saúde relevante.
    • Compare o atendimento 24h — assistência em português faz muita diferença na hora de resolver qualquer imprevisto rapidamente.

    Minha recomendação: Real Seguro Viagem

    Depois de anos viajando e comparando opções, minha escolha fixa é a Real Seguro Viagem. Uso em todas as viagens internacionais que faço, e recomendo pelos seguintes motivos:

    • Planos com cobertura acima do valor mínimo exigido pelo Espaço Schengen, ideal para quem viaja para a Europa;
    • Possibilidade de personalizar a apólice conforme o perfil da viagem — família, casal, viagem de aventura, idosos;
    • Rede de atendimento e suporte pensada para o viajante brasileiro;
    • Preços competitivos, especialmente com cupom de desconto.

    Se quiser contratar o seu seguro com desconto, use meu link e o cupom PASSEPASSEANDO:


    Frequently asked questions

    O seguro viagem é obrigatório para todos os destinos? Não para todos, mas é obrigatório para entrar nos 29 países do Espaço Schengen, na Europa, com cobertura mínima de 30 mil euros. Outros destinos também podem ter exigências específicas — vale sempre confirmar antes de viajar.

    O seguro do cartão de crédito é suficiente para viajar? Pode ser suficiente em alguns casos, mas tem limitações importantes: cobertura padronizada, exigência de compra de passagem com aquele cartão específico, muitas vezes sem cobertura para doenças preexistentes, e sistema de reembolso (você paga primeiro, recebe depois). Para viagens mais longas, em família, ou com atividades específicas, um seguro especializado costuma ser mais seguro.

    Qual o valor mínimo de cobertura para viajar para a Europa? 30 mil euros para despesas médicas e hospitalares (DMH), conforme exigência do Espaço Schengen. Esse valor precisa estar destacado especificamente na apólice, não apenas somado a outras coberturas.

    Vale a pena contratar seguro por região ou por país específico? Para roteiros que passam por múltiplos países numa mesma região (como vários países europeus), planos regionais costumam ser mais vantajosos. Fique atento apenas se o roteiro cruzar diferentes continentes, já que nem todo plano cobre automaticamente essa combinação.

    Onde contratar o seguro viagem com desconto? Uso e recomendo a Real Seguro Viagem, com desconto através do cupom PASSEPASSEANDO no meu link de parceria.

    Em minhas redes sociais sempre tem atualização e dicas em tempo real. No meu canal no Youtube também posto os relatos das viagens, então quero te ver lá também:

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    Read more: Seguro Viagem: Como Escolher a Cobertura Ideal para sua Viagem
  • eSIM Internacional para Viagem: Como Funciona e Quando Vale a Pena

    eSIM Internacional para Viagem: Como Funciona e Quando Vale a Pena

    Chip internacional para viagem: como funciona o eSIM, por que a Airalo é minha escolha em todas as viagens, e como instalar antes de embarcar.

    Arquivo acervo pessoal

    Se tem uma coisa que aparece em praticamente todos os relatos que já escrevi aqui no blog, é essa: compre um chip internacional antes de embarcar. Na nossa viagem a Bariloche, o erro de não ter feito isso na hora nos deixou dependendo do wifi do aeroporto só para avisar o anfitrião que tínhamos chegado. De lá para cá, virou regra: uso o eSIM da Airalo em toda viagem internacional que faço, e tenho CUPOM: PATRIC28900 e por isso decidi dedicar um post inteiro só para explicar por que essa se tornou minha escolha fixa — e como você pode fazer o mesmo antes da sua próxima viagem.

    Neste post você vai encontrar:

    • O que é um eSIM e como ele funciona
    • Por que uso a Airalo em todas as minhas viagens
    • eSIM x chip físico x roaming: qual vale mais a pena
    • Como comprar e instalar antes de embarcar
    • Meu celular é compatível?
    • Dicas práticas de uso
    • Frequently asked questions

    O que é um eSIM e como ele funciona

    O eSIM (embedded SIM, ou “chip incorporado”) é a evolução do chip de celular tradicional. Em vez daquele cartãozinho físico que você encaixa numa bandeja do aparelho, o eSIM é um perfil digital instalado diretamente no seu celular. Ele funciona exatamente como um chip normal — te dá acesso à internet e, em alguns planos, também a chamadas e SMS —, mas sem precisar de nenhuma peça física.

    Isso significa que você pode comprar, instalar e ativar seu plano de dados antes mesmo de embarcar, e garantir conexão assim que pisar no destino, sem precisar procurar loja de operadora, sem trocar chip físico e sem depender do wifi de aeroporto para os primeiros passos da viagem.

    Por que uso a Airalo em todas as minhas viagens

    Arquivo acervo pessoal

    A Airalo é hoje a maior loja de eSIMs do mundo, com cobertura em mais de 200 países e regiões — o que, na prática, significa que dificilmente vou visitar um destino em que ela não tenha alguma opção de plano disponível. Uso a Airalo desde a minha primeira viagem internacional, e continuo escolhendo ela por alguns motivos bem práticos:

    1. Comodidade de comprar tudo pelo app, antes de viajar. Não preciso pesquisar operadora local em cada país novo — entro no app, escolho meu destino, escolho o plano de dados que preciso, e já saio de casa com tudo pronto para ativar assim que o avião pousar.

    2. Não preciso trocar meu chip físico. Como a maioria dos smartphones modernos já suporta dual SIM, deixo meu chip nativo funcionando normalmente (para receber ligações e SMS do Brasil) e uso o eSIM da Airalo só para os dados de internet no exterior. Ou seja, meu número continua ativo o tempo todo, sem precisar avisar todo mundo que “estou viajando e posso não responder”.

    3. Suporte 24/7. Isso me dá segurança de resolver qualquer imprevisto de conexão em qualquer horário, em qualquer fuso, o que é bem relevante quando você está literalmente do outro lado do mundo, como estivemos em Ushuaia.

    4. Praticidade nos vários tipos de plano. A Airalo oferece planos locais (para um único país), regionais (vários países ao mesmo tempo, ótimo para quem está fazendo uma viagem por várias fronteiras, como fizemos na Itália) e globais. Isso facilita bastante o planejamento, já que dá para escolher o formato certo conforme o roteiro da viagem.

    5. Programa de fidelidade. A cada compra, você já acumula pontos (chamados de Airmoney) que podem ser usados em compras futuras — e o percentual de retorno aumenta conforme você vai comprando mais. Como uso em praticamente toda viagem, isso já rendeu desconto em compras seguintes mais de uma vez.

    eSIM x chip físico x roaming: qual vale mais a pena

    Vale entender as alternativas antes de decidir:

    • Roaming internacional (via sua operadora brasileira): geralmente a opção mais cara e menos flexível, com pacotes de dados limitados e preços que costumam pesar bastante na fatura.
    • Chip físico comprado no destino: exige achar uma loja, muitas vezes com fila, documentação e processo de ativação que pode consumir um tempo precioso logo na chegada — e às vezes seu chip brasileiro fica sem conexão por um período até a troca.
    • eSIM (como o da Airalo): compra e ativação antes de embarcar, sem precisar trocar chip físico, com o seu número original continuando ativo em paralelo.

    Na nossa experiência, o eSIM ganha nos três critérios que mais importam numa viagem: praticidade, custo e não precisar se preocupar com isso assim que a gente desembarca — o que, convenhamos, já tem coisa demais para resolver na chegada de um destino novo.

    Como comprar e instalar antes de embarcar

    O processo é bem simples, e pode ser feito ainda em casa, antes de sair de viagem:

    1. Baixe o app da Airalo ou acesse pelo site;
    2. Escolha o destino (ou região, se for uma viagem por vários países);
    3. Escolha o plano de dados de acordo com a duração e o uso previsto da viagem;
    4. Finalize a compra e siga as instruções para instalar o eSIM (geralmente por QR code) usando meu cupom para ter desconto: PATRIC28900
    5. Ative o eSIM só quando estiver no destino ou próximo da data de início do plano, para não desperdiçar dias de uso.

    Recomendo fazer essa instalação com pelo menos um ou dois dias de antecedência, ainda com o wifi de casa disponível, para resolver qualquer detalhe com calma — não é algo que você quer estar aprendendo a fazer correndo, no meio do caos do aeroporto.

    Meu celular é compatível?

    A maioria dos smartphones lançados a partir de 2018 já tem suporte para eSIM — o que inclui boa parte dos iPhones e Android mais recentes. Antes de comprar, vale conferir na própria página da Airalo se o seu modelo específico está na lista de aparelhos compatíveis, para evitar qualquer surpresa.


    Dicas práticas de uso

    Arquivo acervo pessoal
    • Escolha o plano pelo consumo real que você espera ter, não pelo maior pacote disponível — planos de dados menores costumam ter ótimo custo-benefício para quem usa o celular principalmente para navegação, redes sociais e mensagens.
    • Ative o eSIM só quando for realmente usar, geralmente ao chegar ao destino — a maioria dos planos começa a contar a validade a partir da primeira conexão, não da data da compra.
    • Para viagens por múltiplos países, avalie os planos regionais — costuma sair mais em conta e mais prático do que comprar um eSIM separado para cada destino.
    • Mantenha seu chip físico brasileiro ativo em paralelo, para continuar recebendo ligações e SMS de verificação (bancos, por exemplo), enquanto usa o eSIM só para dados.
    • Guarde o comprovante de compra e o QR code de instalação até ter certeza de que tudo funcionou corretamente — em caso de qualquer problema, o suporte da Airalo consegue te ajudar mais rápido com essas informações em mãos.

    Minha recomendação

    Depois de usar em praticamente todas as viagens internacionais que já fiz — Argentina, Itália, Portugal —, o eSIM da Airalo virou item indispensável no meu planejamento, do mesmo jeito que passaporte e seguro viagem. Recomendo genuinamente, porque é exatamente o que uso: chegar no destino já conectada, sem depender de wifi de aeroporto, sem fila de loja de operadora, e sem surpresa negativa na fatura do celular ao voltar para o Brasil.

    Se você quiser experimentar para sua próxima viagem, compre o seu eSIM Airalo através deste link — é o mesmo que eu uso, e ajuda a manter esse blog funcionando


    Frequently asked questions

    O que é um eSIM e qual a diferença para o chip físico? O eSIM é um chip digital, instalado diretamente no celular, sem precisar de nenhuma peça física. Ele funciona da mesma forma que um chip tradicional — dando acesso à internet e, em alguns planos, chamadas e SMS —, mas com a vantagem de poder ser comprado e ativado antes mesmo de embarcar.

    Preciso trocar meu chip brasileiro para usar o eSIM da Airalo? Não. A maioria dos smartphones modernos suporta dual SIM, permitindo manter o chip físico brasileiro ativo (para ligações e SMS) enquanto usa o eSIM só para dados no exterior.

    Meu celular é compatível com eSIM? A maioria dos aparelhos lançados a partir de 2018 já é compatível. Vale conferir o modelo específico na lista de aparelhos compatíveis da Airalo antes de comprar.

    Quando devo ativar o eSIM da Airalo? O ideal é instalar (baixar o perfil) ainda em casa, com antecedência, mas ativar (começar a usar os dados) apenas quando chegar ao destino — a validade do plano geralmente começa a contar a partir da primeira conexão.

    Vale a pena para viagens de poucos dias? Sim. Existem planos de diferentes tamanhos e durações, então dá para escolher exatamente o volume de dados necessário, mesmo para viagens curtas.

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  • Quanto Custa Viajar para Bariloche em Família? Orçamento Real

    Quanto Custa Viajar para Bariloche em Família? Orçamento Real

    Quanto custa uma viagem para Bariloche em família: voos, hospedagem, passeios e alimentação. Orçamento real de uma viagem de 7 dias.

    Arquivo acervo pessoal

    Uma das perguntas que mais recebemos depois dessa viagem foi: “quanto custa ir para Bariloche em família?” A resposta curta é: depende muito de quando você vai e de quantas pessoas estão no grupo. A resposta longa é este post — com todos os valores reais que gastamos numa viagem de 7 dias, em grupo de 8 pessoas, entre crianças de 4 anos e idosos de 74.

    Tenho um post exclusivo detalhando como funciona o câmbio na Argentina

    Neste post você vai encontrar:

    • Nosso orçamento real por casal
    • Detalhamento por categoria (voos, hospedagem, alimentação, passeios)
    • Como viajar em grupo ajuda a economizar
    • Dicas para economizar mais
    • Frequently asked questions

    Nosso orçamento real (por casal)

    ItemValor por casal
    Voos (ida e volta)R$ 4.400
    Hospedagem (7 dias)R$ 1.300
    Transporte localR$ 280
    AlimentaçãoR$ 1.100
    PasseiosR$ 1.200
    Total~R$ 8.300

    Esses valores foram divididos por casal — como fomos em grupo de 8 pessoas, dividimos hospedagem, transfer e aluguel de carro, o que ajudou bastante a diluir os custos.


    Por que os valores variam tanto de família para família

    Antes de entrar nos detalhes, vale um alerta importante: o valor de uma viagem para Bariloche pode variar bastante dependendo de fatores como época do ano, tamanho do grupo, câmbio do peso argentino no momento da viagem e o perfil de hospedagem e alimentação que a família busca. Os números deste post refletem nossa experiência real — um grupo grande, buscando economia sem abrir mão de conforto — mas servem como boa referência de base para você montar seu próprio orçamento.

    Detalhando cada categoria

    Voos

    Voos costumam ser o maior custo da viagem. Nossa dica: datas flexíveis aumentam muito as chances de encontrar promoções. Participar de programas de fidelidade de bancos e cartões também ajuda — nessa viagem, conseguimos a ida de um dos casais 100% em milhas, porque já vínhamos juntando pontos com antecedência.

    Outra dica importante: pesquise sempre pelo Google Voos, que mostra histórico de preços e reúne mais opções de datas e filtros do que a maioria dos apps de busca. E não se engane achando que comprar com muita antecedência é sempre mais barato — geralmente as melhores promoções aparecem entre 2 e 3 meses antes da viagem.

    Compramos as passagens aéreas diretamente com a companhia aérea – voamos com a Gol, mesmo quando encontramos opções um pouco mais baratas em agências intermediárias. A razão é prática: caso haja qualquer imprevisto — atraso, problema com bagagem, cancelamento — é muito mais simples resolver diretamente com a companhia do que através de um intermediário.

    Hospedagem

    Ficamos numa casa simples, mas aconchegante, a duas quadras do centro, por R$130 a diária (Achalay House, Rua Tucumán). Priorizar localização perto do centro foi uma decisão importante: economizamos bastante em transporte, já que conseguimos fazer boa parte dos passeios do primeiro dia a pé.

    Arquivo acervo pessoal

    Nossa recomendação para quem está pesquisando hospedagem: sempre compare Booking com Airbnb antes de fechar, e busque opções com cancelamento gratuito e sem necessidade de pagamento antecipado. Isso permite garantir a hospedagem mesmo antes de comprar a passagem aérea — e ajustar as datas depois, quando o voo estiver definido, sem risco de perder o valor pago.

    Transporte local

    Usamos Uber na maior parte da viagem — funciona bem em Bariloche e pode ser pago em pesos. Em dias de maior movimento na cidade (como durante festivais), no entanto, é comum que Uber e táxi fiquem indisponíveis, e o remis se torna a alternativa mais confiável. O valor de R$280 por casal cobriu a maior parte dos deslocamentos dentro da cidade ao longo dos 7 dias.

    Alimentação

    Aqui vale um alerta real: achamos tudo mais caro do que numa viagem anterior a Ushuaia, feita pouco mais de um ano antes — entre a mudança de governo na Argentina e o aumento da visibilidade turística de Bariloche, os preços subiram bastante. Depois do primeiro almoço mais salgado (La Parrilla de Julián, ~R$150 por pessoa), estabelecemos uma meta de gasto máximo por refeição, o que ajudou a manter o orçamento sob controle no resto da viagem.

    Passeios

    Os principais passeios pagos foram:

    Arquivo acervo pessoal

    Vale notar que a maioria dos passeios em Bariloche tem valores diferenciados para crianças e idosos — sempre vale perguntar na hora da compra, já que isso pode reduzir bastante o custo total para famílias grandes como a nossa.

    Compras e lembrancinhas

    Não incluímos essa categoria na tabela principal porque variou bastante entre os membros do grupo, mas vale mencionar: as lojinhas tradicionais da região central (Mamuska, Rapanui, Havanna) têm preços mais salgados, então definir um limite de gasto por pessoa antes de sair para as compras ajuda a manter o orçamento sob controle.


    Como viajar em grupo ajuda a economizar

    Fomos em 8 pessoas — dos 4 aos 74 anos — e isso ajudou bastante na economia final, porque dividimos:

    • Hospedagem
    • Transfers e remis
    • Aluguel de carro para o Circuito Chico

    Se você está pensando em ir com família estendida (pais, sogros, irmãos), vale considerar: além da companhia, o orçamento por pessoa costuma cair bastante.

    Isso não significa que viajar em casal ou família pequena para Bariloche seja necessariamente mais caro — mas exige um pouco mais de atenção na hora de escolher hospedagens e passeios que façam sentido para o tamanho do grupo, já que muitos dos descontos por diluição de custo (como aluguel de carro e transfers) funcionam melhor a partir de 4 pessoas.


    Dicas para economizar mais em Bariloche

    • Baixe o app do supermercado La Anônima antes da viagem. Existem programas de fidelidade com desconto real — só descobrimos isso no último dia e nos arrependemos de não ter economizado mais ao longo da viagem.
    • Troque dinheiro pela Western Union — ainda é a opção mais econômica, mesmo que você acabe andando com bastante dinheiro em espécie (os estabelecimentos já estão acostumados com isso, já que recebem muitos brasileiros).
    • Estipule um limite de gastos por refeição e por lembrancinhas antes da viagem, e peça dicas para moradores locais — fuja dos restaurantes “clichês”, que muitas vezes cobram só pelo ponto turístico.
    • Compre chip internacional com antecedência — evita depender de wifi e facilita pesquisar preços e promoções durante a viagem.
    • Compare preços de passeios entre lojas físicas e sites oficiais antes de comprar — em alguns casos, o valor pode variar dependendo de onde você compra o ingresso.
    • Pesquise datas variadas na hospedagem. Preços de diárias podem mudar bastante entre dias próximos, então testar diferentes combinações de entrada e saída pode render uma economia real.
    • Divida custos fixos sempre que possível. Aluguel de carro, transfers e até algumas refeições em grupo saem proporcionalmente mais baratos quando divididos entre mais pessoas.

    Vale a pena ir a Bariloche pensando em economia?

    Arquivo acervo pessoal

    Sim — mesmo com o aumento de preços que notamos comparado a uma viagem anterior à região, Bariloche continua sendo um destino relativamente acessível para famílias brasileiras, especialmente se comparado a outros destinos de neve fora da América do Sul. O segredo está em planejar com antecedência, comparar preços com calma e, se possível, viajar em grupo para diluir os custos fixos.

    Resumo: para onde foi cada real gasto

    Olhando para o total de aproximadamente R$8.300 por casal, os voos representaram a maior fatia do orçamento (mais da metade do total), seguidos por alimentação e passeios, praticamente empatados, e por último hospedagem e transporte local, que ficaram bem mais enxutos graças à boa localização da hospedagem e ao uso consciente de Uber e remis.

    Esse padrão costuma se repetir na maioria das viagens internacionais: passagem aérea é o item que mais pesa, então é também onde vale mais a pena investir tempo de pesquisa antes de fechar a compra. Os demais custos — hospedagem, alimentação e passeios — têm mais margem para ajuste conforme o perfil e as prioridades da sua família.


    Frequently asked questions

    Quanto custa uma viagem de 7 dias para Bariloche em família? No nosso caso, cerca de R$8.300 por casal, incluindo voos, hospedagem, alimentação, transporte e passeios — viajando em grupo de 8 pessoas.

    Viajar em grupo para Bariloche compensa financeiramente? Sim. Dividir hospedagem, transfers e aluguel de carro reduz bastante o custo por pessoa.

    Bariloche está mais caro do que outros destinos da Patagônia? Na nossa experiência, sim — comparado a uma viagem anterior a Ushuaia, os preços em Bariloche estavam visivelmente mais altos.

    Qual a melhor forma de economizar em passagens para Bariloche? Ter datas flexíveis e pesquisar pelo Google Voos, que mostra histórico de preços. As melhores promoções costumam aparecer de 2 a 3 meses antes da viagem.

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  • A Viagem em Família que Mudou Nosso Jeito de Viajar

    A Viagem em Família que Mudou Nosso Jeito de Viajar

    A história por trás da nossa primeira viagem internacional: por que decidi ir sozinha para Ushuaia e El Calafate, e como isso mudou nossa família.


    Arquivo acervo pessoal

    Antes de qualquer roteiro, qualquer dica de hospedagem ou lista de passeios, tem uma história que precisa ser contada primeiro — porque foi ela que deu origem a tudo o que esse blog é hoje. Essa não é a história de uma viagem. É a história de uma decisão que mudou a forma como nossa família enxerga o mundo.

    De onde eu venho

    Vim de uma família humilde e muito batalhadora. Meus pais conseguiram nos dar o suficiente para uma vida digna — sem luxos extremos, mas com todas as necessidades supridas. Viajar simplesmente não fazia parte da nossa realidade. Não sei bem explicar o motivo — talvez fosse cultural — mas não era comum ver as pessoas ao nosso redor viajando, falando sobre viagens, se planejando para conhecer lugares novos. Isso parecia coisa de gente muito rica, um mundo distante do nosso.

    Foi só com a nossa geração, com a chegada da tecnologia e principalmente da internet, que viajar começou a parecer mais acessível, mais possível, mais desejável.

    Os anos que passaram

    Minha primeira filha, Letícia, nasceu em 2011, quando eu tinha 28 anos, cheia de energia. Ela foi um bebê muito tranquilo — dormia bem à noite, sempre “de boa”. Eu sempre quis ter dois filhos, e mesmo com uma filha tão fácil, fui adiando o segundo. Às vezes a desculpa era a idade dela, ainda muito pequena. Às vezes era uma questão financeira. Às vezes era minha carga horária de trabalho. Às vezes, a falta de uma rede de apoio.

    Os anos foram passando dessa forma, até que coloquei um limite para mim mesma: precisava ter o segundo filho até os 35 anos, ou não teria mais. Quando os 35 chegaram, tirei o DIU e começamos a tentar. Passaram-se meses, e nada. Um ano, e nada. Até que, finalmente, veio a notícia: estávamos esperando um bebê.

    Mas nos exames, algo não estava certo. Faltava o som dos batimentos cardíacos. Esperamos, refizemos os exames, e a confirmação veio: a gestação não havia evoluído, e perdemos aquele bebê. Foi um momento de muita dor, que me abalou profundamente. Mesmo assim, seguimos as recomendações médicas e continuamos tentando. Poucos meses depois, veio a notícia de uma nova gestação — e dessa vez, tudo certo. Em 2020, chegou nosso Samuel: um bebê grande, forte, e uma versão bem diferente de irmã mais velha tranquila que tínhamos vivido com a Letícia.

    Uma mãe em outra fase da vida

    Arquivo acervo pessoal

    Samuel foi um bebê bem mais chorão, que não dormia tão bem quanto a irmã — super saudável, mas com uma personalidade que exigia muito mais de mim. Quando ele completou 2 anos, eu já estava com 38, numa fase hormonal diferente, me sentindo mais cansada do que nunca.

    Essa combinação despertou em mim uma necessidade que eu não sabia nomear direito na época: a necessidade de me reconectar comigo mesma. De ter um momento só meu. De lembrar que eu era capaz de fazer algo só para mim, por mim — porque eu sentia que, em algum momento no meio da rotina de cuidar de todo mundo, eu tinha me deixado de lado. Esquecido do que eu gostava. De quem eu era antes de ser só “mãe”.

    A decisão de viajar sozinha

    Não me lembro exatamente como a ideia surgiu, mas decidi que queria fazer uma viagem sozinha. Sozinha mesmo — sem marido, sem filhos, sem amigos, sem grupo, sem ninguém. Só eu e a minha própria companhia.

    Mas para onde? Aí começou outro dilema. Eu não queria ir para um destino onde não me sentisse segura estando sozinha. Nada de praia, nada de resort, nada de lugar isolado.

    Foi então que, por acaso, apareceu na minha timeline algo sobre uma geleira — um gelo glacial, aqui do lado do Brasil, onde as pessoas caminhavam por uma passarela e ficavam frente a frente com aquela imensidão de gelo. Na hora, pensei: é isso que eu quero ver. Era o Perito Moreno, em El Calafate, na Argentina.

    Comecei a consumir vídeo atrás de vídeo, buscando informações sobre a região, e descobri que a combinação perfeita para essa viagem seria incluir também Ushuaia — a cidade do fim do mundo.

    Avisando (e sendo ignorada)

    Comecei a me planejar — e a avisar. Sim, avisei com antecedência que precisava fazer aquilo, que ia fazer isso por mim. Eu precisava provar para mim mesma que, se eu era capaz de cuidar da minha família inteira, também era capaz de fazer algo por mim. Capaz de realizar meus próprios sonhos, através do meu próprio trabalho, do meu próprio dinheiro. Sair sozinha pela primeira vez. Primeira vez em outro país, sozinha. E, com muita determinação, coloquei essa viagem como meta para o meu presente de 40 anos. Tinha dois anos inteiros para organizar tudo.

    Meu marido nunca acreditou que eu tivesse coragem de verdade — até o dia em que emiti as passagens. Ele nunca tentou entender de fato a motivação por trás daquilo, como seria, quando seria. Mas o dia chegou.

    Sempre que eu pesquisava, fazia reservas, via os passeios disponíveis, uma parte de mim pensava: “poxa, eu vou vivenciar tudo isso sozinha? Sem as pessoas que eu amo?” No fundo, não achava justo. Cheguei a falar para ele: “vem comigo, você quer ir?” Mostrava vídeos, tentava despertar o interesse dele. Mas ele não demonstrava interesse nenhum, e continuava duvidando — sempre dizendo que não dava, que ia atrapalhar financeiramente, sem nem ao menos saber quanto custaria a viagem.

    O dia em que comprei a passagem

    Quando finalmente comprei a passagem, mandei para ele ver. Ele ficou uma semana emburrado, sem acreditar que eu realmente tinha feito aquilo — mesmo eu tendo avisado por anos que faria. Ainda assim, insisti para que ele fosse. Ele questionou como iria, se nem sabia quando seria, quanto custaria.

    Calmamente, planilhei tudo e mostrei que eu não estava fazendo nenhuma loucura. Eu sabia exatamente como sairíamos daqui, por onde chegaríamos, o que fazer, onde ficar, onde comer, como pagar. Eu tinha o controle da situação. Eu não estava sendo impulsiva viajando sozinha para fora do país — eu sabia exatamente o que estava fazendo.

    E assim, ele topou. Corri para comprar a passagem dele também, incluí-lo nas hospedagens que eu já tinha reservado. E foi por esse atrevimento meu que nossa vida mudou completamente.

    O que essa viagem nos ensinou

    Eu realizei um sonho. Mas foi chegando lá que ele começou a sonhar também — pela primeira vez, ele mesmo, com seus próprios olhos, diante daquela paisagem que só tínhamos visto em vídeo até então.

    Foi depois de Ushuaia que nossa mente se abriu de verdade. Essa viagem nos mostrou que tudo é possível com planejamento e muita coragem. Nos mostrou que o mundo é muito maior do que imaginávamos, e que cada cantinho dele está pronto, esperando para ser conhecido.

    Hoje, olhando para trás, entendo que essa não foi apenas uma viagem para ver uma geleira. Foi o momento em que decidi que eu ainda existia, além de todos os papéis que eu exercia todos os dias. E foi essa decisão — de ir, mesmo com medo, mesmo sem apoio no começo, mesmo não sabendo exatamente como tudo terminaria — que abriu a porta para tudo que viveríamos como família depois: Bariloche, Itália, Portugal, o cruzeiro pelo Nordeste, e tantas outras viagens que ainda estão por vir.

    Se você está numa fase parecida com a que eu estava — se sentindo esquecida no meio da correria de cuidar de todo mundo, com vontade de fazer algo só seu, mas sem saber bem como ou se teria coragem — deixo aqui o que aprendi: às vezes, a única forma de descobrir se você é capaz é simplesmente comprando a passagem.

    Por que decidi contar essa história aqui

    Esse blog nasceu para compartilhar roteiros, dicas práticas e experiências reais de viagem em família. Mas antes de qualquer dica prática, achei importante você entender de onde tudo isso vem. Não fui criada numa família de viajantes. Não tive, durante a maior parte da minha vida adulta, a menor ideia de que sairia do Brasil sozinha um dia, muito menos que voltaria de lá com meu marido finalmente enxergando o mesmo sonho que eu já carregava havia anos.

    Se esse blog puder ajudar mais alguma família a se planejar, a economizar, a evitar os perrengues que já passamos, ótimo — é exatamente para isso que ele existe. Mas se, além disso, puder inspirar alguém que está na mesma encruzilhada em que eu estive — desejando algo só para si, mas sem coragem de dar o primeiro passo — esse post já terá cumprido seu propósito.


    O que vem a seguir

    Esse foi só o começo da história. Nos próximos posts, vou contar como foi de verdade a viagem: a chegada a Ushuaia, o dia em frente ao Perito Moreno em El Calafate, os passeios, os aprendizados práticos e, claro, todos os detalhes de roteiro para quem quiser viver uma experiência parecida com a nossa.


    Em minhas redes sociais sempre atualização e dicas em tempo real, meu canal no Youtube também posto os relatos das viagens, então quero te ver lá também:

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