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  • Isla Victoria em Bariloche: O Que Fazer Quando Falta Transporte

    Isla Victoria em Bariloche: O Que Fazer Quando Falta Transporte

    O que fazer quando falta Uber e táxi em Bariloche: nosso perrengue no retorno do passeio Isla Victoria e o que aprendemos sobre transporte na cidade.

    Arquivo acervo pessoal

    Nem toda história de viagem é só paisagem bonita e roteiro nos conformes — e essa é uma daquelas que valem a pena contar justamente pelo aprendizado que deixou. No meio da nossa viagem a Bariloche, num dos passeios que mais estávamos animados para fazer, acabamos ficando mais de uma hora parados num porto isolado, sem Uber, sem táxi e sem saber muito bem como voltaríamos para o centro da cidade. Neste post, conto exatamente o que aconteceu, por que aconteceu, e o que fizemos diferente no resto da viagem depois desse aperto.

    Neste post você vai encontrar:

    • O passeio que gerou o perrengue
    • O que deu errado no retorno
    • Como resolvemos naquele momento
    • O que aprendemos sobre transporte em Bariloche
    • Como evitar passar pela mesma situação
    • Perguntas frequentes

    O passeio que gerou o perrengue

    O passeio em questão era o de Isla Victoria e Bosque de Arrayanes, um dos mais aguardados da nossa viagem a Bariloche — e, sem dúvida, um dos mais bonitos. Optamos por ir de Uber até o porto Pañuelo, de onde parte a embarcação, já que, sendo um grupo grande, o Uber saía pelo mesmo valor total do que pagaríamos individualmente pelo transfer oferecido no site oficial do passeio.

    O passeio de barco passa pela Isla Victoria, com trilhas e cenários incríveis, e depois segue para o Bosque de Arrayanes, uma vegetação rara que, segundo contam, teria inspirado Walt Disney na animação Bambi. Até aqui, tudo perfeito — paisagens lindas, fotos ótimas, um passeio e tanto.

    O problema começou na hora de planejar a volta.


    O que deu errado no retorno

    Arquivo acervo pessoal

    O trajeto de barco inteiro dura cerca de 5 horas, sendo que a navegação de retorno sozinha leva quase 2 horas — já é, por si só, um trecho mais cansativo, especialmente para quem viaja com crianças. Mas o verdadeiro perrengue começou quando desembarcamos de volta no porto Pañuelo, que fica a cerca de 40 minutos do centro de Bariloche.

    Nós não tínhamos fechado o transfer de volta com antecedência — confiamos que, assim como na ida, conseguiríamos um Uber sem problema. O que não sabíamos é que, justamente naquele dia, a cidade estava em festa: a Fiesta de la Nieve, um evento grande, com vários shows e apresentações, que levou multidões às ruas de Bariloche.

    Com a cidade cheia, a demanda por transporte disparou — e simplesmente não havia Uber, táxi nem remis disponíveis para nos buscar no porto. Ali estávamos nós, depois de um dia inteiro de passeio, num porto isolado a 40 minutos do centro, sem nenhuma opção de transporte à vista.


    Como resolvemos naquele momento

    Foi nosso anfitrião da hospedagem quem salvou a situação. Conseguimos contato com ele, explicamos a situação, e ele nos ajudou a conseguir contatos de remis locais dispostos a ir até o porto nos buscar. Ainda assim, levamos mais de 1 hora esperando no porto até que dois carros de remis conseguissem chegar até nós — precisamos de dois veículos porque éramos um grupo grande demais para caber num só.

    Foi um fim de passeio bem diferente do que esperávamos: depois de um dia inteiro de barco e caminhada, ainda tivemos que esperar, no frio, sem saber exatamente quando (ou como) conseguiríamos voltar para a cidade. Com crianças e idosos no grupo, esse tipo de imprevisto pesa ainda mais do que pesaria numa viagem só de adultos jovens.


    O que aprendemos sobre transporte em Bariloche

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    Arquivo acervo pessoal

    Essa experiência nos ensinou algo que se repetiu, de forma mais branda, em outro passeio da mesma viagem: em Bariloche, é comum que Uber e táxi fiquem indisponíveis em dias de maior movimento na cidade — seja por festivais, feriados ou eventos pontuais como a Fiesta de la Nieve que pegamos.

    Isso não é exclusivo de passeios mais distantes como a Isla Victoria. No parque de neve Piedras Blancas, por exemplo, também tivemos que recorrer a remis, já que nem Uber nem táxi estavam aceitando corridas naquele dia. Depois de passar por essa situação duas vezes na mesma viagem, ficou claro que não foi coincidência, e sim um padrão da cidade que vale a pena conhecer antes de organizar seu próprio roteiro.


    Como evitar passar pela mesma situação

    Se você está planejando uma viagem a Bariloche, aqui vão os aprendizados diretos da nossa experiência:

    • Combine a volta com antecedência, especialmente para passeios mais distantes do centro, como a Isla Victoria. Não confie que vai ser tão fácil conseguir transporte de volta quanto foi na ida.
    • Pesquise se há algum evento ou festival programado na cidade durante os dias da sua viagem — isso ajuda a antecipar dias em que o transporte pode ficar mais concorrido.
    • Anote o contato de uma empresa de remis local antes de sair para os passeios mais distantes, como plano B caso Uber e táxi não estejam disponíveis.
    • Pergunte na compra do ingresso do passeio se existe apoio da empresa em caso de imprevisto no transporte de retorno — algumas operadoras têm algum tipo de suporte nesse tipo de situação.
    • Se for em grupo grande, tenha em mente que pode ser necessário mais de um veículo para o retorno, o que pode aumentar ainda mais o tempo de espera em dias de maior movimento.

    No fim das contas, o problema não foi o passeio em si — a Isla Victoria e o Bosque de Arrayanes continuam entre os pontos altos da nossa viagem a Bariloche. O problema foi a falta de um plano B para a logística de volta, algo que, com um pouco mais de planejamento, teria sido fácil de evitar.

    Como isso mudou o resto da nossa viagem

    Depois desse episódio, mudamos completamente a forma como planejávamos os deslocamentos nos dias seguintes. Passamos a perguntar, antes de cada passeio, se havia algum evento programado na cidade, e sempre que o passeio envolvia um ponto mais afastado do centro, já saíamos de casa com um contato de remis salvo no celular, por precaução.

    Essa mudança de postura fez diferença já no dia seguinte, no passeio a Piedras Blancas, quando novamente enfrentamos a falta de Uber e táxi — mas dessa vez já sabíamos exatamente o que fazer, e a solução veio bem mais rápido do que da primeira vez. É engraçado como um perrengue, por mais estressante que seja na hora, acaba virando aprendizado prático para o resto da viagem.


    Por que vale compartilhar esse perrengue

    Assim como outras histórias que não aparecem nos posts mais bonitinhos de viagem, decidimos contar essa porque pode realmente ajudar outras famílias a se planejarem melhor. Bariloche é um destino incrível, seguro e encantador — mas, como em qualquer lugar, tem suas particularidades logísticas que só se aprende na prática (ou lendo relatos de quem já passou por isso).

    Se você está organizando um roteiro de vários dias pela cidade, principalmente incluindo passeios mais distantes do centro, vale reservar alguns minutos antes da viagem para pensar no “e se” — e se o transporte não estiver disponível na volta? Ter um plano B, mesmo que simples, é a diferença entre um perrengue de poucos minutos e uma espera de mais de uma hora no frio, como foi a nossa.


    Perguntas frequentes

    Por que faltou Uber e táxi no porto de Bariloche? No nosso caso, coincidiu com a Fiesta de la Nieve, um evento grande que levou multidões às ruas da cidade, aumentando muito a demanda por transporte e deixando os aplicativos e táxis sem disponibilidade.

    O que fazer se ficar sem transporte em um passeio afastado do centro de Bariloche? Recorrer a uma empresa de remis local é uma boa alternativa. Se possível, peça ajuda ao anfitrião da sua hospedagem ou à operadora do passeio para conseguir contatos confiáveis.

    Vale a pena fazer o passeio Isla Victoria e Bosque de Arrayanes mesmo com esse risco? Sim, com certeza. O passeio em si vale muito a pena — o problema foi específico da falta de planejamento para o retorno, algo perfeitamente evitável com um pouco mais de antecedência.

    Esse tipo de imprevisto é comum em Bariloche? Pode acontecer, principalmente em dias de eventos ou festivais na cidade. Vale sempre pesquisar se há algo programado durante as datas da sua viagem e ter um plano B de transporte para passeios mais distantes.

    Vale mais a pena contratar transfer incluso do que arriscar com Uber em Bariloche? Depende do tamanho do grupo e da tolerância a imprevistos. Para grupos pequenos, o transfer incluso costuma trazer mais segurança logística. Para grupos grandes, como o nosso, o Uber costuma sair mais em conta, mas exige mais planejamento e um plano B bem definido para o retorno.

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  • Perdi o Passaporte no Exterior: O Que Fazer e Como Acionar o Consulado

    Perdi o Passaporte no Exterior: O Que Fazer e Como Acionar o Consulado

    O que fazer se perder o passaporte no exterior, se vale levar RG junto, quais países aceitam só RG, e como funciona o contato com consulados.

    Arquivo acervo pessoal

    Depois de explicar como tirar o passaporte passo a passo, chegou a hora de falar sobre os detalhes práticos que fazem diferença de verdade durante a viagem: o que fazer se o passaporte for perdido ou roubado, se vale a pena levar o RG junto mesmo indo com passaporte, se dá para carimbar o passaporte com carimbos turísticos (tipo os que vimos em Ushuaia), quais países aceitam só o RG, e como funciona o contato com os consulados brasileiros pelo mundo.

    Neste post você vai encontrar:

    • O que fazer se perder o passaporte no exterior
    • Autorização de Retorno ao Brasil (ARB): quando usar
    • Vale a pena levar o RG junto com o passaporte?
    • Países que aceitam só o RG (Mercosul)
    • Carimbos turísticos: pode carimbar o passaporte?
    • Existe um consulado só, ou um para cada país?
    • Dicas práticas de segurança com documentos
    • Perguntas frequentes

    O que fazer se perder o passaporte no exterior

    Perder ou ter o passaporte roubado durante uma viagem é uma das situações mais estressantes que podem acontecer — mas o processo para resolver é bem definido, e seguir os passos certos, na ordem certa, evita ainda mais dor de cabeça.

    1. Registre um boletim de ocorrência na delegacia local Esse é o primeiro passo, segundo orientação do Ministério das Relações Exteriores. Procure a delegacia de polícia mais próxima do local onde o documento foi perdido ou roubado, e registre a ocorrência. Isso protege você contra uso indevido do seu passaporte por terceiros, e será exigido depois pelo consulado para dar andamento ao processo.

    2. Localize e contate a representação brasileira mais próxima Embaixadas e consulados brasileiros ficam espalhados pelo mundo, cada um responsável por uma região específica (falo mais sobre isso adiante). É esse órgão que vai te orientar sobre o requerimento do novo passaporte.

    3. Inicie o requerimento de um novo passaporte O processo pode ser feito através do sistema e-Consular, seguindo as instruções específicas do posto consular responsável pela sua localização.

    4. Se estiver com urgência para voltar ao Brasil, solicite a ARB Se você já tem data de retorno marcada e não terá tempo hábil de esperar pelo novo passaporte (ou não tem toda a documentação exigida para o processo completo), existe uma alternativa mais rápida — a Autorização de Retorno ao Brasil, que explico em detalhes no próximo tópico.

    Importante: segundo o próprio Itamaraty, a perda de passaporte não é considerada uma emergência que coloque em risco a vida ou a segurança do cidadão — então o atendimento costuma seguir o horário comercial normal do consulado, e não os plantões de emergência.

    Autorização de Retorno ao Brasil (ARB): quando usar

    A ARB é um documento de viagem emergencial, emitido gratuitamente pelo consulado, que substitui temporariamente o passaporte — mas apenas para o trajeto de volta ao Brasil, em viagem de ida única. Ela não serve para entrar em outros países, nem para continuar uma viagem que passe por mais destinos antes de voltar para casa.

    A emissão costuma ser rápida — em média cerca de 60 minutos de atendimento no posto consular —, mas os documentos exigidos podem variar conforme o país. Em geral, você vai precisar apresentar:

    • O boletim de ocorrência (ou “denúncia policial”) registrado localmente
    • Qualquer documento que comprove sua nacionalidade brasileira, mesmo que não seja o passaporte

    Se você não tiver nenhum documento com essas características, alguns consulados aceitam a apresentação de testemunhas que possam atestar sua identidade e nacionalidade, ou, em último caso, uma declaração assinada sob as penas da lei.

    De volta ao Brasil: depois de retornar usando a ARB, é necessário regularizar a situação e solicitar um novo passaporte junto à Polícia Federal, apresentando o boletim de ocorrência (para perda) ou o registro de roubo, conforme o caso.

    Atenção a golpes: existem sites falsos que prometem “agilizar” a emissão de passaporte ou ARB mediante pagamento. A emissão é sempre feita através dos canais oficiais — gov.br/pf no Brasil, e gov.br/e-Consular no exterior — nunca através de intermediários não oficiais.


    Vale a pena levar o RG junto com o passaporte?

    Sim, recomendamos. Mesmo indo com o passaporte válido, levar uma cópia (física e digital) do RG, junto com cópias do próprio passaporte e de eventuais vistos, é uma prática de segurança que facilita bastante em caso de perda ou roubo — tanto para o boletim de ocorrência quanto para agilizar o processo junto ao consulado.

    Dica prática: tire fotos nítidas de todos os seus documentos (RG, passaporte, vistos, cartão de vacinação se exigido) e salve numa pasta no celular, além de mandar por e-mail para você mesmo — assim, mesmo que perca o documento físico e o celular, ainda consegue acessar essas cópias de outro dispositivo.

    Países que aceitam só o RG (sem passaporte)

    Arquivo acervo pessoal

    Um detalhe importante para quem está planejando uma viagem pela América do Sul: por conta de acordos do Mercosul, brasileiros podem visitar diversos países vizinhos apenas com o RG (documento de identidade civil), sem necessidade de passaporte, para fins de turismo:

    • Argentina
    • Uruguai
    • Paraguai
    • Chile
    • Bolívia

    Condições importantes:

    • O RG precisa estar em bom estado de conservação, com foto que permita identificação clara
    • Precisa ter sido emitido há menos de 10 anos
    • A viagem precisa ser de turismo (não vale para trabalho ou outros fins)
    • Não pode haver conexão em algum país que exija passaporte no meio do trajeto

    Atenção: documentos como CNH, carteiras profissionais (OAB, CRM) e certidão de nascimento não são aceitos como substitutos do RG nesses países, mesmo sendo documentos oficiais válidos no Brasil. A Carteira de Identidade Nacional (CIN), o novo modelo de identidade que usa o CPF como número único, também é aceita nesses destinos.

    Mesmo tendo essa opção disponível, muita gente (nós incluímos) prefere levar o passaporte de qualquer forma, mesmo em viagens dentro do Mercosul — é um documento mais robusto, com menos risco de restrição na fronteira, e evita qualquer dúvida sobre o estado de conservação do RG.


    Carimbos turísticos: pode carimbar o passaporte?

    Essa é uma dúvida bem comum entre viajantes, especialmente depois de ver postos turísticos oferecendo carimbos “de lembrança” — como vimos em Ushuaia, a cidade do fim do mundo, onde é super popular carimbar o passaporte com o símbolo da cidade.

    A resposta correta é: depende, e vale ter cautela. Carimbos oficiais de imigração (feitos pelas autoridades de fronteira) são obrigatórios e não têm problema nenhum. Já os carimbos turísticos — aqueles vendidos em lojas de suvenir ou oferecidos em pontos turísticos, sem vínculo com nenhum órgão oficial — podem, em alguns casos, ser interpretados por outras autoridades de imigração como uma alteração indevida do documento, dependendo de onde e como são aplicados.

    Nossa recomendação: se você quiser fazer esse tipo de carimbo por lembrança (é realmente um mimo bacana para guardar da viagem), evite aplicá-lo em páginas próximas a carimbos oficiais de imigração, e nunca sobre eles. Melhor ainda: alguns viajantes mais cautelosos preferem guardar esse tipo de lembrança em um “passaporte de brincadeira” — um cadernillo específico vendido para esse fim, sem nenhum risco ao documento oficial.


    Existe um consulado só, ou um para cada país?

    Não existe um único consulado geral para todo o mundo — cada embaixada ou consulado brasileiro é responsável por uma jurisdição específica, que pode ser um país inteiro ou até só uma região dentro de um país maior (como acontece nos Estados Unidos, que tem vários consulados brasileiros regionais).

    Para saber qual é a representação brasileira responsável pela sua localização durante a viagem, o caminho é consultar o site do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), que lista todas as embaixadas e consulados brasileiros pelo mundo, organizados por país e região.

    Dica prática antes de qualquer viagem internacional: pesquise e anote (num lugar acessível offline, tipo uma nota no celular ou até no papel) o endereço e telefone do consulado brasileiro responsável pelo seu destino. Assim, em caso de emergência, você não perde tempo procurando essa informação em pleno momento de estresse.

    Contato alternativo: caso não consiga acionar diretamente o consulado do país onde está, existe também o Núcleo de Assistência a Brasileiros (NAB), do Ministério das Relações Exteriores, que pode orientar em situações de dificuldade de contato com o posto local.


    Dicas práticas de segurança com documentos

    Arquivo acervo pessoal
    • Leve cópias físicas e digitais de todos os documentos de viagem — passaporte, RG, vistos, cartão de vacinação.
    • Guarde o passaporte original em local seguro, separado do dinheiro e outros itens de valor, e nunca todos os documentos no mesmo lugar.
    • Anote o contato do consulado do seu destino antes de embarcar.
    • Evite carimbos turísticos sobre ou próximos a carimbos oficiais de imigração no passaporte.
    • Verifique a validade do passaporte com folga — muitos países exigem ao menos 6 meses de validade a partir da data de entrada.
    • Contrate um seguro viagem que inclua algum tipo de assistência para documentos perdidos — muitos planos oferecem apoio nesse tipo de situação.

    Perguntas frequentes

    O que fazer imediatamente após perder o passaporte no exterior? Registre um boletim de ocorrência na delegacia local e, em seguida, entre em contato com o consulado ou embaixada brasileira responsável pela região.

    A ARB serve para continuar viajando por outros países? Não. A Autorização de Retorno ao Brasil vale exclusivamente para o trajeto de volta ao Brasil, em viagem de ida única.

    É seguro carimbar o passaporte com carimbos turísticos? Recomendamos cautela. Evite aplicar carimbos turísticos próximos ou sobre carimbos oficiais de imigração, já que isso pode, em teoria, ser interpretado como alteração do documento por outras autoridades.

    Quais países aceitam viajar só com RG? Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile e Bolívia, para fins de turismo, desde que o RG esteja em bom estado e tenha sido emitido há menos de 10 anos.

    Existe um único consulado brasileiro para o mundo todo? Não. Cada embaixada ou consulado é responsável por uma jurisdição específica. Vale consultar o site do Itamaraty para identificar qual representação é responsável pelo seu destino de viagem.

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  • Como Tirar o Passaporte: Documentos, Etapas e Regras para Crianças

    Como Tirar o Passaporte: Documentos, Etapas e Regras para Crianças

    Como tirar passaporte em 2026: passo a passo, valor da taxa, prazo, tipos de passaporte e regras específicas para emitir o documento de crianças.

    Arquivo acervo pessoal

    Antes de qualquer roteiro, qualquer passagem comprada, o primeiro passo de qualquer viagem internacional é o mesmo: ter o passaporte em mãos, dentro da validade certa. Já passamos por esse processo várias vezes na nossa família — para nós e para as crianças —, e sei que, principalmente na primeira vez, o processo levanta bastante dúvida: quanto custa, quanto tempo demora, o que muda quando é passaporte de criança.

    Neste post, reúno o passo a passo completo e atualizado para tirar o passaporte brasileiro, os tipos disponíveis, valores, prazos e tudo o que muda quando o documento é de um filho menor de idade.

    Neste post você vai encontrar:

    • Passo a passo para tirar o passaporte
    • Documentos necessários
    • Quanto custa e quanto tempo demora
    • Tipos de passaporte
    • Validade do documento
    • Passaporte para crianças: o que muda
    • Autorização de viagem x autorização de emissão
    • Perguntas frequentes

    Passo a passo para tirar o passaporte

    O passaporte brasileiro é emitido exclusivamente pela Polícia Federal, e todo o processo começa online, pelo site oficial (gov.br/pf). Nenhuma agência de viagem ou intermediário consegue emitir o documento por você — o máximo que esses serviços fazem é auxiliar na organização do processo, mas a solicitação em si é sempre feita diretamente pelo requerente (ou pelo responsável, no caso de menores).

    1. Preencha o formulário online Acesse o site oficial da Polícia Federal e preencha o formulário eletrônico com seus dados pessoais. Preste bastante atenção para que todas as informações estejam exatamente como constam nos seus documentos — qualquer divergência pode gerar retrabalho.

    2. Gere e pague a GRU Depois de preencher o formulário, o sistema gera a Guia de Recolhimento da União (GRU), o boleto referente à taxa de emissão. O pagamento pode ser feito em banco, lotérica, internet banking ou Pix. A compensação do pagamento pode levar até 3 dias úteis, então é só depois disso que você consegue agendar o atendimento.

    3. Agende o atendimento presencial Com o pagamento confirmado, volte ao portal e escolha a unidade da Polícia Federal mais conveniente, além da data e horário disponíveis. Unidades em capitais e grandes cidades costumam ter mais disponibilidade de horários do que cidades menores — e em períodos de férias, a procura aumenta bastante, então vale agendar com antecedência.

    4. Compareça ao posto no dia agendado Chegue com pelo menos 15 minutos de antecedência, levando todos os documentos originais exigidos. No atendimento, o servidor confere a documentação, coleta suas digitais e tira sua foto — não é necessário (nem aceito) levar foto própria, tudo é feito digitalmente no local.

    5. Aguarde a emissão e retire o documento O prazo de emissão costuma variar entre 6 e 10 dias úteis nas grandes capitais, podendo ser um pouco mais rápido em cidades com sistema mais ágil, como São Paulo. A retirada é feita presencialmente, no mesmo posto onde você fez o atendimento, mediante apresentação de documento de identidade.


    Documentos necessários

    Para adultos, os documentos básicos exigidos são:

    • RG ou CNH (dentro da validade)
    • CPF
    • Comprovante de quitação eleitoral (para maiores de 18 e menores de 70 anos)
    • Comprovante de quitação militar (para homens de 19 a 45 anos)

    Situações específicas — como retificação de nome, mudança de estado civil ou pendências judiciais — podem exigir documentação complementar. Vale sempre conferir a lista atualizada no site da Polícia Federal antes do agendamento, para não ter surpresa no dia do atendimento.

    Quanto custa e quanto tempo demora

    Arquivo acervo pessoal

    Os valores de referência para 2026 são:

    • Passaporte comum: R$ 257,25
    • Passaporte para menores de 18 anos: R$ 257,25 (mesmo valor do adulto)
    • Passaporte de emergência: R$ 334,42 (para casos de urgência comprovada — motivo médico, humanitário ou de interesse público, mediante análise da Polícia Federal)

    O pagamento é feito exclusivamente pela GRU gerada no site oficial, e não é possível parcelar a taxa.

    Sobre o prazo: o prazo legal nas capitais costuma ser de até 6 dias úteis, podendo se estender um pouco mais dependendo da demanda da unidade. Nunca deixe para tirar o passaporte na última hora — o ideal é resolver essa etapa antes mesmo de comprar as passagens, já que o prazo pode variar bastante conforme a época do ano.


    Tipos de passaporte

    O mais comum, para a grande maioria dos viajantes, é o passaporte comum. Além dele, existem categorias específicas:

    • Passaporte diplomático: emitido para autoridades e representantes oficiais do governo em missões diplomáticas.
    • Passaporte oficial: destinado a servidores públicos em viagem a serviço, sem caráter diplomático.
    • Passaporte de emergência: documento com validade reduzida, emitido em casos excepcionais de urgência comprovada.

    Para fins de viagem em família e turismo, o passaporte comum é o que você vai precisar emitir.

    Validade do documento

    O passaporte comum brasileiro tem validade de 10 anos para maiores de 18 anos. Para menores de idade, a validade é reduzida, variando conforme a idade da criança no momento da emissão.

    Atenção a essa regra importante: muitos países exigem que o passaporte tenha validade mínima de 6 meses a partir da data de entrada no país — mesmo que o documento ainda esteja tecnicamente válido para o Brasil. Sempre confira essa exigência específica do seu destino antes de comprar a passagem, e evite viajar com o passaporte perto do vencimento, mesmo quando essa regra não existir no destino escolhido.


    Passaporte para crianças: o que muda

    Esse costuma ser o processo mais burocrático dentro da família — e o que mais gera confusão, especialmente na primeira vez. Aqui está o que você precisa saber:

    Documentos da criança:

    • RG (para maiores de 12 anos) ou certidão de nascimento (para menores de 12 anos)
    • CPF do menor

    Documentos dos responsáveis:

    • Documento de identidade de ambos os pais ou responsáveis legais
    • Formulário Padrão de Autorização para Concessão de Passaporte para Menor, preenchido pelos responsáveis

    Comparecimento: o ideal é que ambos os pais compareçam ao agendamento. Se um dos genitores não puder comparecer, é necessário que a assinatura dele no formulário de autorização seja reconhecida em cartório previamente.

    Se um dos pais estiver ausente ou não puder ser localizado: existem procedimentos específicos, que podem envolver autorização judicial. Nesses casos, vale buscar orientação direta junto à Polícia Federal ou a um advogado, já que cada situação tem particularidades próprias.

    Valor e validade: a taxa é a mesma do adulto (R$ 257,25). O que muda é a validade do documento, que costuma ser menor do que os 10 anos concedidos a adultos, e a exigência da documentação de autorização.

    Autorização de viagem x autorização de emissão: não confunda

    Arquivo acervo pessoal

    Esse é um ponto que gera muita confusão, e vale destacar: são dois documentos completamente diferentes.

    • Autorização de emissão de passaporte para menor: é o documento apresentado no momento de solicitar o passaporte da criança, autorizando a Polícia Federal a emitir o documento.
    • Autorização de viagem ao exterior de menor: é um documento separado, exigido no momento do embarque, sempre que a criança for viajar desacompanhada de um dos pais (ou de ambos).

    Desde mudanças recentes na legislação, é possível já incluir a autorização de viagem diretamente no processo de emissão do passaporte, o que evita precisar de uma autorização impressa e com firma reconhecida em cartório separadamente, para cada viagem. Mas se essa opção não for escolhida no momento da emissão, o passaporte será impresso sem essa autorização — e aí, sempre que a criança viajar sem um dos pais (ou sem os dois), será necessário apresentar a Autorização de Viagem Internacional separadamente, em duas vias originais, no aeroporto ou posto de fronteira.

    Atenção: se o prazo de validade não for especificado nesse formulário de autorização de viagem, ele vale automaticamente por 2 anos.


    Perguntas frequentes

    Quanto custa tirar o passaporte em 2026? O passaporte comum custa R$ 257,25, tanto para adultos quanto para menores de idade. O passaporte de emergência custa R$ 334,42.

    Quanto tempo demora para o passaporte ficar pronto? O prazo costuma variar entre 6 e 10 dias úteis nas capitais, podendo ser mais rápido em cidades com sistema mais ágil. Recomendamos sempre solicitar com bastante antecedência da viagem.

    Os dois pais precisam comparecer para tirar o passaporte do filho? O ideal é que sim. Se um dos pais não puder comparecer, sua assinatura no formulário de autorização precisa ser reconhecida em cartório previamente.

    Qual a validade do passaporte brasileiro? 10 anos para maiores de 18 anos. Para menores de idade, a validade é reduzida, variando conforme a idade da criança.

    Dá para incluir a autorização de viagem já na emissão do passaporte da criança? Sim, é possível solicitar essa autorização já no momento da emissão, o que evita ter que providenciar uma autorização separada, com firma reconhecida, para cada viagem futura.Uma agência de viagem pode tirar meu passaporte por mim? Não. O passaporte é documento pessoal e intransferível, emitido exclusivamente pela Polícia Federal. Agências podem auxiliar na organização do processo, mas a solicitação é sempre feita diretamente pelo requerente ou responsável.

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    Leia mais: Como Tirar o Passaporte: Documentos, Etapas e Regras para Crianças
  • Seguro Viagem: Como Escolher a Cobertura Ideal para sua Viagem

    Seguro Viagem: Como Escolher a Cobertura Ideal para sua Viagem

    Seguro viagem: como funciona, coberturas essenciais, diferença entre seguradora e cartão de crédito, e por que uso a Real Seguro Viagem em todas as viagens.

    Arquivo acervo pessoal

    De todos os itens que entram no planejamento de uma viagem internacional, o seguro viagem é provavelmente o mais subestimado — até o dia em que você (ou alguém do seu grupo) realmente precisa dele. Nunca embarco para fora do Brasil sem um, e depois de anos viajando e testando diferentes opções, tenho hoje uma seguradora fixa que uso em todas as viagens: a Real Seguro Viagem.

    Neste post, vou além da recomendação — quero explicar de verdade como funciona um seguro viagem, por que ele importa tanto, a diferença entre contratar de uma seguradora ou confiar só no seguro do cartão de crédito, e como escolher a cobertura certa para o seu roteiro.

    Neste post você vai encontrar:

    • Por que o seguro viagem é importante
    • Seguro por região ou por país: como funciona
    • Coberturas essenciais para observar
    • Seguradora x seguro do cartão de crédito: as diferenças reais
    • Quando o seguro viagem é obrigatório
    • Como escolher o seguro ideal para sua viagem
    • Minha recomendação: Real Seguro Viagem
    • Perguntas frequentes

    Por que o seguro viagem é importante

    Fora do Brasil, você não tem acesso ao SUS, e a saúde pública (quando existe) tem regras completamente diferentes das que estamos acostumados. Em muitos países, mesmo um atendimento simples em pronto-socorro pode custar milhares de dólares ou euros — sem seguro, essa conta sai inteiramente do seu bolso, no meio da viagem, muitas vezes num momento de estresse e vulnerabilidade.

    Além da parte médica, um bom seguro viagem também cobre situações como extravio de bagagem, cancelamento ou atraso de voo, perda de documentos e, dependendo do plano, até problemas com aluguel de carro. Ou seja: não é só sobre “e se eu ficar doente”, é sobre estar protegido diante de qualquer imprevisto real de viagem — e imprevistos, a essa altura do blog, você já sabe que acontecem (é só lembrar do nosso perrengue com a multa em Roma ou da falta de transporte em Bariloche).

    Seguro por região ou por país: como funciona

    Arquivo acervo pessoal

    Uma dúvida comum de quem está contratando o primeiro seguro viagem: é melhor contratar por país específico ou por região?

    A maioria das seguradoras oferece planos organizados por regiões amplas — “Europa”, “América do Sul”, “Mundo” (cobertura global) — em vez de planos individuais por país. Isso costuma ser vantajoso para quem está fazendo um roteiro por múltiplos países numa mesma viagem, como fizemos na Itália (com direito a um bate-volta para a Suíça) ou nas viagens pela Argentina.

    Atenção especial: se o seu roteiro passar por mais de uma região continental — por exemplo, começar na Europa e depois seguir para os Estados Unidos —, verifique se o seu plano cobre ambos os destinos, ou se será necessário contratar coberturas específicas para cada trecho. Não presuma que um plano “Europa” cobre automaticamente uma escala nos EUA, mesmo que seja rápida.

    Coberturas essenciais para observar

    Na hora de comparar planos, esses são os itens que mais importam:

    • Despesas médicas e hospitalares (DMH): o item mais importante de qualquer apólice. É o valor disponível para consultas, exames, internação e procedimentos médicos no exterior.
    • Despesas odontológicas: geralmente com um limite bem menor que o médico geral, mas cobre emergências como dor de dente forte ou problema decorrente de acidente.
    • Traslado médico e repatriação: cobre o transporte até um hospital adequado ou, em casos graves, a volta ao Brasil em condições especiais.
    • Extravio e atraso de bagagem: indenização em caso de mala extraviada ou atrasada pela companhia aérea.
    • Cancelamento ou interrupção de viagem: reembolso de custos não recuperáveis caso você precise cancelar ou encerrar a viagem antes do previsto, por motivo coberto na apólice.
    • Assistência 24h em português: um diferencial enorme na prática — em momentos de emergência, conseguir se comunicar no seu idioma facilita muito a resolução do problema.

    Seguradora x seguro do cartão de crédito: as diferenças reais

    Muita gente acredita que o seguro que já vem incluso em cartões de crédito das categorias mais altas (Platinum, Black, Infinite) é suficiente — e às vezes até é, dependendo do perfil da viagem. Mas vale entender as diferenças reais antes de contar só com esse benefício:

    O seguro do cartão de crédito:

    • Geralmente exige que a passagem aérea tenha sido comprada com aquele cartão específico, e que você emita o certificado de seguro antes de embarcar — esquecer esse passo significa não ter cobertura nenhuma, mesmo tendo o cartão “certo”.
    • Costuma ter cobertura padronizada, sem opção de personalizar conforme o seu perfil ou destino.
    • Frequentemente não cobre doenças preexistentes.
    • Nem sempre estende a cobertura para cônjuge e filhos — depende da bandeira e categoria do cartão, e geralmente exige que as passagens de todos também tenham sido compradas no mesmo cartão.
    • Em muitos casos, funciona por reembolso: você paga a despesa médica primeiro, do próprio bolso, e só depois é ressarcido — o que pode ser bem complicado numa emergência real, longe de casa.

    O seguro contratado com uma seguradora especializada:

    family
    Arquivo acervo pessoal
    • Permite escolher o plano de acordo com o seu roteiro, idade dos viajantes e tipo de atividade prevista (inclusive esportes de aventura, se for o caso).
    • Costuma oferecer rede credenciada com pagamento direto, sem você precisar adiantar o valor da despesa médica.
    • Cobre doenças preexistentes, em muitos planos.
    • Facilmente inclui todos os membros da família na mesma apólice, com valores compatíveis por faixa etária.

    Na prática: o seguro do cartão de crédito pode até funcionar como complemento, mas depender só dele — sem entender exatamente o que está (ou não está) coberto — é um risco real, especialmente em viagens internacionais mais longas ou com crianças e idosos no grupo.

    Quando o seguro viagem é obrigatório

    Para quem vai à Europa, esse é um ponto essencial: o seguro viagem é obrigatório para entrar nos 29 países do Espaço Schengen (que inclui destinos populares como Portugal, Itália, Espanha, França e Alemanha), com cobertura mínima exigida de 30 mil euros para despesas médicas e hospitalares. Sem uma apólice válida com esse valor mínimo destacado, você pode ser barrado ainda na imigração — um risco real que nenhuma economia vale a pena correr.

    Outros destinos fora da Europa também exigem seguro viagem obrigatório, então vale sempre confirmar essa exigência específica antes de fechar o roteiro.

    Como escolher o seguro ideal para sua viagem

    • Verifique a cobertura mínima exigida pelo destino (como os 30 mil euros do Espaço Schengen) e escolha um plano que já ultrapasse esse valor com folga, para ter uma margem de segurança real.
    • Considere o perfil da viagem: trilhas, esportes de aventura, esqui, mergulho — atividades assim geralmente exigem cobertura específica, que nem todo plano básico inclui.
    • Pense na idade dos viajantes. Planos para idosos costumam ter valores diferenciados, e vale garantir que a cobertura seja adequada para essa faixa etária, especialmente se estiver viajando com avós no grupo, como já fizemos em algumas das nossas viagens.
    • Verifique se há cobertura para doenças preexistentes, caso algum membro do grupo tenha alguma condição de saúde relevante.
    • Compare o atendimento 24h — assistência em português faz muita diferença na hora de resolver qualquer imprevisto rapidamente.

    Minha recomendação: Real Seguro Viagem

    Depois de anos viajando e comparando opções, minha escolha fixa é a Real Seguro Viagem. Uso em todas as viagens internacionais que faço, e recomendo pelos seguintes motivos:

    • Planos com cobertura acima do valor mínimo exigido pelo Espaço Schengen, ideal para quem viaja para a Europa;
    • Possibilidade de personalizar a apólice conforme o perfil da viagem — família, casal, viagem de aventura, idosos;
    • Rede de atendimento e suporte pensada para o viajante brasileiro;
    • Preços competitivos, especialmente com cupom de desconto.

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    Perguntas frequentes

    O seguro viagem é obrigatório para todos os destinos? Não para todos, mas é obrigatório para entrar nos 29 países do Espaço Schengen, na Europa, com cobertura mínima de 30 mil euros. Outros destinos também podem ter exigências específicas — vale sempre confirmar antes de viajar.

    O seguro do cartão de crédito é suficiente para viajar? Pode ser suficiente em alguns casos, mas tem limitações importantes: cobertura padronizada, exigência de compra de passagem com aquele cartão específico, muitas vezes sem cobertura para doenças preexistentes, e sistema de reembolso (você paga primeiro, recebe depois). Para viagens mais longas, em família, ou com atividades específicas, um seguro especializado costuma ser mais seguro.

    Qual o valor mínimo de cobertura para viajar para a Europa? 30 mil euros para despesas médicas e hospitalares (DMH), conforme exigência do Espaço Schengen. Esse valor precisa estar destacado especificamente na apólice, não apenas somado a outras coberturas.

    Vale a pena contratar seguro por região ou por país específico? Para roteiros que passam por múltiplos países numa mesma região (como vários países europeus), planos regionais costumam ser mais vantajosos. Fique atento apenas se o roteiro cruzar diferentes continentes, já que nem todo plano cobre automaticamente essa combinação.

    Onde contratar o seguro viagem com desconto? Uso e recomendo a Real Seguro Viagem, com desconto através do cupom PASSEPASSEANDO no meu link de parceria.

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    Leia mais: Seguro Viagem: Como Escolher a Cobertura Ideal para sua Viagem
  • Laguna Esmeralda sem Guia: Como Chegar, Riscos e Dicas de Segurança

    Laguna Esmeralda sem Guia: Como Chegar, Riscos e Dicas de Segurança

    Fizemos a trilha da Laguna Esmeralda em Ushuaia sem guia. Contamos os riscos reais, o que aprendemos e por que não recomendamos repetir sem apoio.

    Arquivo acervo pessoal

    Quando eu planejava ir para a Patagônia sozinha, a Laguna Esmeralda era um dos lugares que eu mais queria conhecer. Mas, pensando numa viagem solo, acabei tirando essa trilha do roteiro por insegurança — mesmo sabendo que existia a possibilidade de fazê-la com agência. Como no fim das contas fui acompanhada pelo meu marido, a trilha voltou com tudo para o roteiro. O problema é que decidimos ir sem guia — e essa foi uma escolha que, olhando em retrospecto e depois de pesquisar mais a fundo, não recomendo sem ressalvas.

    Neste post, conto como foi nossa experiência, o que deu certo, o que poderia ter dado muito errado, e o que aprendi depois pesquisando sobre os riscos reais dessa trilha — para te ajudar a decidir com mais informação do que tivemos na hora.

    Neste post você vai encontrar:

    • Como é a trilha da Laguna Esmeralda
    • Como chegamos até a entrada da trilha
    • Nossa experiência fazendo sem guia
    • Os riscos reais de ir sem guia
    • Quando vale a pena contratar um guia
    • Equipamento necessário
    • Vale a pena?
    • Perguntas frequentes

    Como é a trilha da Laguna Esmeralda

    A Laguna Esmeralda é um dos cartões-postais mais visitados de Ushuaia — um lago em tons de verde-esmeralda e azul-turquesa, resultado do degelo glacial, cercado por montanhas e bosques patagônicos típicos da região. A trilha até lá atravessa floresta de lengas, pântanos de turfa e margeia um riacho que forma pequenas quedas d’água ao longo do caminho.

    O trajeto tem aproximadamente 5 km (algumas fontes mencionam até 9 km, dependendo de como se mede o percurso completo de ida e volta), com um caminho relativamente bem marcado, mas sem ser tecnicamente exigente em termos de inclinação — o maior desafio não é subir morro, e sim lidar com a turfa: um solo esponjoso, formado por matéria orgânica, que pode afundar até o joelho se você sair da trilha demarcada.

    Como chegamos até a entrada da trilha

    Arquivo acervo pessoal

    A trilha começa num estacionamento à margem da Ruta 3, a cerca de 17-18 km do centro de Ushuaia. Pegamos um transfer na orla da cidade, que nos deixou direto na entrada. Essa costuma ser a opção mais prática — outras alternativas incluem táxi, remis, ou até carro próprio, já que o estacionamento é aberto e gratuito.

    Ao final da trilha, esperamos um pouco até que chegasse o transfer de volta à cidade, que já tem horários pré-definidos combinados no momento da contratação.

    Nossa experiência fazendo sem guia

    Arriscamos ir sem guia. O caminho de aproximadamente 5 km foi relativamente tranquilo de seguir, e impressionantemente lindo — a laguna estava parcialmente congelada (fomos em maio, no outono, quando o frio já começa a intensificar), e o retorno dos 5 km foi tão bom quanto a ida.

    Deu tudo certo com a gente. Mas, sendo honesta: tivemos sorte nas condições do dia, e não tínhamos, na hora, real dimensão dos riscos que essa trilha pode oferecer fora de condições ideais.

    Os riscos reais de ir sem guia

    Depois da viagem, pesquisei mais a fundo sobre os riscos dessa trilha, e é importante compartilhar o que descobri — porque no calor da empolgação de estar ali, é fácil subestimar:

    • A turfa (é um tipo de solo esponjoso e encharcado, formado pelo acúmulo de matéria orgânica vegetal em decomposição ao longo de milhares de anos) é o maior risco físico do percurso. Sair da trilha demarcada, mesmo que pareça um atalho inofensivo, pode fazer você afundar até o joelho nesse solo esponjoso — além de danificar um ecossistema frágil, que demora muito para se regenerar.
    • O clima muda rápido e sem aviso. A trilha não é recomendada em dias de vento forte, pela possibilidade de queda de árvores e galhos ao longo do caminho.
    • Fora do verão, os riscos aumentam consideravelmente. Entre abril e setembro, placas na própria entrada da trilha advertem que as condições podem ficar altamente perigosas por causa da neve e das horas limitadas de luz do dia — justamente a época em que fizemos a trilha.
    • Horário de início importa mais do que parece. A recomendação é começar a trilha antes das 15h no verão, e antes do meio-dia no inverno, para evitar ficar no escuro durante o retorno.
    • Terreno gelado aumenta o risco de escorregões e desorientação, especialmente entre junho e setembro, quando o caminho costuma ficar coberto de neve e a própria laguna congela.

    Nenhum desses riscos nos afetou diretamente naquele dia — tivemos um dia de clima estável e conseguimos completar o percurso sem intercorrências. Mas é importante deixar claro: a ausência de problema no nosso caso não significa ausência de risco real na trilha.

    Quando vale a pena contratar um guia

    Guias garantem mais segurança, oferecem informações sobre a fauna e a flora local, e costumam já incluir transporte confortável até o início da trilha. Vale considerar contratar um guia especialmente se:

    • Você estiver viajando fora do verão (abril a setembro), quando as condições ficam objetivamente mais perigosas;
    • For sua primeira trilha nesse tipo de terreno, sem experiência prévia com turfa ou terrenos patagônicos;
    • Estiver viajando com crianças ou pessoas com mobilidade reduzida;
    • A previsão do tempo indicar vento forte ou instabilidade climática no dia planejado.

    Mesmo sendo uma trilha tecnicamente autoguiada — com sinalização e um caminho relativamente claro —, o acompanhamento de um especialista local torna a experiência mais segura, especialmente para quem está pisando ali pela primeira vez.

    Equipamento necessário

    Independentemente de ir com ou sem guia, alguns itens são praticamente obrigatórios para essa trilha:

    • Botas de trekking impermeáveis — tênis esportivo comum não é recomendado, pelo risco de entorses e por encharcar rapidamente na turfa
    • Roupas em camadas, com uma jaqueta corta-vento por cima
    • Água e lanches suficientes — por ser um trajeto relativamente curto, é comum subestimar a necessidade, mas vento e frio aumentam o gasto energético do corpo
    • Seguro de viagem que cubra trekking e atendimento médico — atividade ao ar livre em terreno irregular sempre tem algum risco, e consulta médica no exterior pode sair muito cara sem cobertura adequada

    Vale a pena?

    A Laguna Esmeralda continua sendo, para nós, um dos lugares mais bonitos que já visitamos — a paisagem realmente compensa o esforço da trilha. Mas, sendo honesta com você: não recomendamos repetir a experiência sem guia, especialmente fora do verão. Tivemos sorte com o clima e com as condições do dia, mas a trilha tem riscos reais que só entendi de verdade depois de pesquisar com calma, já de volta ao Brasil.

    Se você está decidido a fazer essa trilha, principalmente numa época de mais risco (outono ou inverno, como fizemos), o mais responsável é contratar um guia local ou, no mínimo, ir muito bem preparado, com equipamento adequado e ciente das condições climáticas do dia.

    O aprendizado que levo dessa trilha

    Arquivo acervo pessoal

    Olhando para trás, entendo que fomos favorecidos por uma combinação de sorte: clima estável, trilha bem sinalizada naquele dia específico, e nenhuma condição climática adversa que testasse de verdade nosso preparo. Mas decisões de segurança não deveriam se basear em sorte — deveriam se basear em preparo real.

    Se esse post puder evitar que outra família tome a mesma decisão que tomamos, sem entender de fato os riscos envolvidos, ele já terá cumprido seu propósito. Viajar com coragem não significa viajar sem prudência — e essa é uma linha que, admito, cruzamos sem perceber naquele dia em Ushuaia.

    Vale lembrar também que existem trilhas alternativas na mesma região para quem quer uma experiência parecida com um pouco mais de segurança ou menos tempo disponível — como a Laguna Turquesa, mais curta e íngreme, também com um lago colorido de tirar o fôlego.


    Perguntas frequentes

    É seguro fazer a trilha da Laguna Esmeralda sem guia? É possível, e a trilha é relativamente bem sinalizada, mas envolve riscos reais — especialmente fora do verão, quando neve, gelo e horas de luz reduzidas aumentam bastante o perigo. Recomendamos contratar guia, principalmente entre abril e setembro.

    Quanto tempo dura a trilha da Laguna Esmeralda? O percurso de ida e volta gira em torno de 3 a 4 horas de caminhada, dependendo do ritmo do grupo e das paradas para fotos.

    Como chegar até a entrada da trilha? A trilha começa num estacionamento na Ruta 3, a cerca de 17-18 km do centro de Ushuaia. É possível ir de transfer contratado, táxi, remis ou carro próprio.

    Que equipamento é necessário para a trilha? Botas de trekking impermeáveis são essenciais, além de roupas em camadas, água, lanches e, idealmente, seguro de viagem que cubra atividades de trekking.

    Qual a melhor época para fazer a trilha da Laguna Esmeralda? O verão (dezembro a março) é considerado mais seguro, com menos risco de neve e gelo no caminho. Fora desse período, como fizemos, os riscos aumentam bastante, e vale reforçar os cuidados.

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  • Glaciar Martial em Ushuaia: Como Chegar e O Que Esperar

    Glaciar Martial em Ushuaia: Como Chegar e O Que Esperar

    Glaciar Martial em Ushuaia: como chegar de táxi, o que ver, preços atualizados e por que foi onde vimos neve de verdade pela primeira vez.

    Arquivo acervo pessoal

    Depois do passeio de trem, a agência nos deixou de volta no centro de Ushuaia por volta das 13h, com a tarde inteira livre pela frente. Foi aí que tive a ideia: pegar um táxi e subir até o Glaciar Martial — uma montanha bem próxima da cidade que eu já tinha visto em tantos vídeos durante o planejamento da viagem. Cerca de 15 minutos depois, já estávamos na entrada da trilha, em frente a uma charmosa casa de chá no alto da montanha. Foi ali, naquele fim de tarde, que vimos neve de verdade pela primeira vez em toda a viagem.

    Neste post, conto como chegar ao Glaciar Martial, o que esperar da experiência, quanto custa e as dicas práticas para você aproveitar bem esse passeio — que, no nosso caso, virou um dos momentos mais bonitos e espontâneos de toda a estadia em Ushuaia.

    Neste post você vai encontrar:

    • O que é o Glaciar Martial
    • Como chegar
    • Trilha ou teleférico: qual escolher
    • Quanto custa
    • Melhor época para visitar
    • Nossa experiência
    • Dicas práticas
    • Perguntas frequentes

    O que é o Glaciar Martial

    Arquivo acervo pessoal

    O Glaciar Martial fica a apenas 7 km do centro de Ushuaia, na encosta da Cordilheira Darwin — o que o torna uma das atrações mais acessíveis da cidade, sem exigir um dia inteiro de passeio como outras opções mais distantes. É tecnicamente classificado como um “glaciar de circo” (um remanescente glacial em forma de anfiteatro), situado a uma altitude entre 900 e 1.200 metros, dependendo do ponto de observação.

    O nome homenageia Louis Ferdinand Martial, comandante de uma expedição científica francesa que percorreu a Patagônia Argentina entre 1882 e 1883. A água do degelo do glaciar, aliás, alimenta um dos mananciais que abastecem parte da água potável da própria cidade de Ushuaia.

    Do alto, a vista é espetacular: Ushuaia, o Canal Beagle e as montanhas nevadas ao redor, tudo num único panorama — um dos cenários mais bonitos e fáceis de acessar em toda a cidade.

    Como chegar

    O acesso mais comum ao Glaciar Martial é de táxi, remise, ônibus/van ou carro particular, saindo do centro de Ushuaia. Como fica a apenas 7 km, o trajeto é rápido — no nosso caso, cerca de 15 minutos de táxi. A subida acontece pela Rua Luis Fernando Martial, uma estrada sinuosa e íngreme, cheia de mirantes naturais ao longo do caminho — o trajeto de subida, aliás, já é parte da experiência, com cada curva revelando uma vista diferente da baía.

    Trilha ou teleférico: qual escolher

    Existem duas formas principais de subir até o glaciar: fazendo a trilha a pé ou usando a aerosilla (o teleférico local, que na verdade são cadeiras abertas, sem cabine fechada).

    A trilha completa até o glaciar dura aproximadamente 1h45min de subida, passando primeiro por uma encosta usada no inverno como pista de esqui, até chegar à área onde sobe a aerosilla — a partir daí, o caminho segue subindo por uma trilha até a base do Glaciar Martial. Vale saber: além do glaciar, não é possível continuar sem equipamento especial e sem guia.

    Se você optar pela aerosilla, o trajeto dura cerca de 15 minutos, e é possível escolher entre subir e descer de teleférico, ou subir de teleférico e descer a pé (ou vice-versa) — a escolha depende da sua disposição física, financeira e do tempo disponível no seu roteiro.

    Quanto custa

    Os valores da aerosilla costumam ficar em torno de R$ 50 para o trajeto de ida e volta (o preço não varia muito entre escolher só ida ou ida e volta). É importante saber que o bilhete costuma ser vendido apenas na bilheteria física, no local — não há venda online.

    Como sempre acontece na Argentina, os preços mudam com frequência devido à inflação, então use esse valor como referência aproximada e confirme atualizado no dia da sua visita.

    Por isso temos um post detalhado sobre o câmbio na Argentina e recomendo a leitura.

    Melhor época para visitar

    O Glaciar Martial vale a pena em qualquer época do ano — muda apenas o tipo de experiência:

    • No verão, o glaciar vira destino de trilha e mirante, com trekking mais acessível e paisagens verdes ao redor da neve permanente do topo.
    • No inverno, se transforma num pequeno centro de neve, com esqui, snowboard e aluguel de equipamentos disponível no local.

    Fomos em maio, no início do outono, e ainda encontramos neve suficiente para tornar o passeio mágico — mas sem a estrutura completa de esqui que provavelmente estaria disponível no auge do inverno.


    Nossa experiência

    Arquivo acervo pessoal

    Fomos de táxi até a entrada da trilha, em frente à casa de chá que fica no alto da montanha — uma parada charmosa, ótima para descansar e se aquecer depois da subida, seja de trilha ou de aerosilla. Foi ali que finalmente vimos neve de verdade, depois de já termos visto uma leve nevasca no passeio do trem, mais cedo naquele mesmo dia.

    O fim de tarde no Martial foi um dos momentos mais espontâneos e bonitos da viagem — não estava fechado com antecedência, surgiu como ideia de última hora, aproveitando a tarde livre depois do trem. Às vezes são exatamente esses passeios menos planejados que rendem as melhores lembranças.

    Para voltar à cidade, foi bem tranquilo: havia táxi disponível na saída, e retornamos à hospedagem para depois jantar num restaurante com parrilla que o próprio taxista local nos indicou — e amamos a recomendação.


    Dicas práticas

    • Combine o Glaciar Martial com outro passeio de meio período no mesmo dia, como fizemos com o Trem do Fim do Mundo. A proximidade do glaciar com o centro (só 7 km) torna essa combinação bem tranquila de encaixar num único dia.
    • Leve roupa adequada para frio intenso, mesmo que o dia pareça ameno no centro da cidade — a temperatura sobe bastante conforme você ganha altitude.
    • Confirme o horário de funcionamento da aerosilla antes de subir, principalmente fora da alta temporada, quando o horário de operação pode ser mais restrito.
    • Aproveite a Casa de Té no alto para uma pausa quentinha, seja antes ou depois da caminhada — foi um dos detalhes mais charmosos do passeio.
    • Se for pela trilha a pé, tenha em mente que a subida completa (sem aerosilla) leva cerca de 1h45min — um esforço físico moderado, mas que vale considerar se estiver com idosos ou crianças pequenas no grupo.

    Vale a pena?

    Arquivo acervo pessoal

    Sem dúvida. O Glaciar Martial tem uma vantagem rara entre as atrações de Ushuaia: entrega uma vista panorâmica espetacular da cidade e do Canal Beagle, com muito pouco esforço logístico — nada de passeio de dia inteiro, nada de reserva com semanas de antecedência. É o tipo de passeio que cabe facilmente numa tarde livre, como foi o nosso caso, e ainda assim entrega uma das experiências mais bonitas da viagem.

    Glaciar Martial x outros passeios de Ushuaia

    Comparado a passeios mais estruturados, como o Canal Beagle ou o Trem do Fim do Mundo, o Glaciar Martial se destaca justamente pela flexibilidade: não precisa de reserva antecipada, o acesso é rápido e barato, e você decide na hora quanto tempo quer ficar — seja só para fotos no mirante inicial, seja para uma trilha mais longa até o glaciar propriamente dito.

    Se você está montando um roteiro de poucos dias em Ushuaia e quer aproveitar cada tarde livre da melhor forma possível, o Martial é uma excelente carta na manga — funciona tanto como passeio principal do dia quanto como complemento de última hora, exatamente como aconteceu com a gente.


    Perguntas frequentes

    Quanto custa subir o Glaciar Martial de teleférico? Os valores costumam ficar em torno de R$ 50 para ida e volta, mas os preços na Argentina mudam com frequência — vale confirmar atualizado no dia da visita, já que o bilhete só é vendido na bilheteria física.

    Quanto tempo leva para chegar ao Glaciar Martial saindo do centro de Ushuaia? De táxi, cerca de 15 minutos, já que o glaciar fica a apenas 7 km da cidade.

    É melhor subir de trilha ou de teleférico (aerosilla)? Depende da sua disposição física e do tempo disponível. A trilha completa dura cerca de 1h45min de subida; a aerosilla leva cerca de 15 minutos. Muitos visitantes combinam as duas opções, subindo de um jeito e descendo de outro.

    Vale a pena visitar o Glaciar Martial no verão ou só no inverno? Vale a pena o ano todo — no verão, é melhor para trilha e mirante; no inverno, vira um pequeno centro de neve com esqui e snowboard disponíveis.Dá para combinar o Glaciar Martial com outro passeio no mesmo dia? Sim, e recomendamos. Por ficar tão próximo do centro, funciona muito bem como passeio de meio período, especialmente combinado com outra atividade pela manhã, como fizemos com o Trem do Fim do Mundo.

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    Leia mais: Glaciar Martial em Ushuaia: Como Chegar e O Que Esperar
  • Trem do Fim do Mundo: Preço, História e Dicas para Ushuaia)

    Trem do Fim do Mundo: Preço, História e Dicas para Ushuaia)

    Trem do Fim do Mundo em Ushuaia: história, preços atualizados, horários e como foi nossa experiência pegando o trem com neve caindo.

    Arquivo acervo pessoal

    Hoje vou contar nossa experiência com esse passeio que super recomendo, tenho post completo sobre Ushuaia aqui, se não viu ainda veja!!
    A agência nos buscou por volta das 6h da manhã. Chegamos à estação e já caía uma tímida neve — nossa primeira experiência com neve caindo naquela viagem, e confesso que ficamos completamente empolgados, ainda meio sonados de tão cedo. A Estação do Fim do Mundo já é linda por si só, e o passeio de trem que se seguiu foi um dos mais especiais de toda a nossa passagem por Ushuaia.

    Neste post, conto como funciona o Trem do Fim do Mundo, sua história curiosa (e um pouco sombria), quanto custa hoje e as dicas práticas para você aproveitar bem esse passeio clássico da cidade.

    Neste post você vai encontrar:

    • A história por trás do trem
    • Como funciona o passeio
    • Quanto custa
    • Horários e duração
    • O que esperar da experiência
    • Dicas práticas
    • Vale a pena?
    • Perguntas frequentes

    A história por trás do Trem do Fim do Mundo

    Esse não é um trem turístico qualquer — ele carrega uma história real e bastante particular da cidade. A origem de Ushuaia está diretamente ligada a um presídio, o mais isolado de toda a Argentina, criado no final do século XIX. Para lá eram enviados criminosos considerados de alta periculosidade, em meio ao frio extremo e aos cenários inóspitos da Terra do Fogo — tudo pensado propositalmente para dificultar ao máximo qualquer tentativa de fuga.

    Os presidiários acabaram sendo responsáveis por boa parte da construção da cidade — pontes, edifícios públicos, obras no cais — e também pela ferrovia que hoje dá nome ao passeio turístico. Os últimos 7 km da rota original eram o trajeto que os presos faziam para o trabalho de tala de árvores na floresta, décadas atrás.

    Hoje, o trem até brinca com essa história: é comum encontrar atores vestidos com uniformes listrados de presidiário, posando para fotos com os turistas ao longo do percurso — um contraste curioso entre o passado sombrio e o clima leve e turístico de hoje.

    Se você quiser se aprofundar ainda mais nessa história antes ou depois do passeio de trem, vale complementar com uma visita ao Museu Marítimo e Presídio do Fim do Mundo, que fica no centro da cidade — foi o que fizemos, e ajudou muito a entender o contexto por trás de tudo que vimos depois no trem.


    Como funciona o passeio

    O trem sai da Estação do Fim do Mundo, percorrendo os 7 km da rota original através do Parque Nacional Tierra del Fuego, seguindo ao longo do Rio Pipo. No meio do trajeto, há uma parada na Estação Macarena, de cerca de 15 minutos, para fotos e uma visita rápida.

    Arquivo acervo pessoal

    A bordo, o passeio conta com narração em áudio por fones individuais — inclusive em português —, contando a história do presídio, dos presidiários e da construção da própria ferrovia. É bem emocionante ouvir esse contexto histórico enquanto o trem atravessa aquela paisagem que, no nosso caso, ainda estava recebendo uma leve nevasca.

    Importante: o ingresso ao Parque Nacional Tierra del Fuego geralmente não está incluído no valor do bilhete do trem — é uma cobrança separada, obrigatória para quem embarca, já que o trajeto passa por dentro do parque.

    Quanto custa

    Os preços na Argentina mudam com frequência, por isso fiz um post sobre o câmbio na Argentina aqui, recomendo a leitura, mas para você ter uma referência: em julho de 2026, o ticket normal para adultos custava cerca de 70.000 ARS (por volta de R$ 240), e o ticket premium saía por cerca de 217.000 ARS (por volta de R$ 750). Esses valores não incluem a entrada do Parque Nacional, que é cobrada à parte.

    Para famílias, vale destacar: crianças de até 3 anos costumam viajar gratuitamente, e de 4 a 12 anos costuma haver o pagamento de meia passagem.

    Dica prática: compare as classes disponíveis (turística, premium) antes de decidir — a diferença de conforto entre elas pode ser significativa, dependendo da época do ano e da lotação do trem.

    Horários e duração

    As saídas costumam acontecer diariamente, em horários típicos como 9h30, 12h e 15h — mas isso pode variar conforme a época do ano, então vale confirmar antes de ir. O percurso total dura entre 1h45 e 2h, considerando a parada na Estação Macarena.

    Recomendamos chegar com pelo menos 30 minutos de antecedência ao horário de embarque, já que a estação também tem uma cafeteria e uma lojinha de souvenirs para aproveitar enquanto aguarda.


    O que esperar da experiência

    Arquivo acervo pessoal

    Vale ir com expectativas realistas: o trem é um passeio de ritmo tranquilo, não uma trilha ou aventura radical. A paisagem ao longo do trajeto é bonita — floresta, o Rio Pipo, montanhas ao fundo — mas o ritmo é lento, e alguns visitantes relatam que a volta pode parecer repetitiva, já que percorre a mesma paisagem em sentido contrário.

    Para nós, especialmente com a neve caindo naquela manhã, a experiência foi mágica — mas é justo dizer que parte do encanto teve a ver com a sorte do clima daquele dia específico. Mesmo em dias sem neve, a combinação da narração histórica com a paisagem da Terra do Fogo já torna o passeio válido.

    Os vagões costumam ser relativamente estreitos, então se você estiver com um grupo grande, pode ser um pouco mais apertado do que imagina — vale ter isso em mente, principalmente se viajar com idosos que precisem de mais espaço para se acomodar.


    Dicas práticas

    • Reserve com antecedência na alta temporada (outubro a março). Os horários costumam esgotar rápido, principalmente nas classes turística e superior.
    • Combine o passeio com uma visita ao Parque Nacional, já que o trem já te deixa dentro dele — muita gente aproveita a parada final para explorar trilhas curtas, mirantes e lagos ali mesmo.
    • O pagamento costuma ser exigido apenas em pesos, então tenha dinheiro em espécie disponível se for pagar ingressos complementares (como o do Parque Nacional) diretamente no local.
    • O trem funciona o ano inteiro, inclusive em dias de neve ou chuva leve — então não é necessário se preocupar com cancelamento por causa do clima, como pode acontecer em outros passeios de Ushuaia.
    • É uma ótima opção para todas as idades, incluindo crianças pequenas e idosos — as passarelas são seguras e o trem é confortável, mesmo sem ser um passeio fisicamente exigente.

    Vale a pena?

    Arquivo acervo pessoal

    Na nossa experiência, sim — principalmente pela combinação da história curiosa do presídio com a paisagem da Terra do Fogo. É importante, porém, ajustar as expectativas: não é um passeio de grandes emoções ou paisagens dramáticas o trajeto inteiro, mas sim uma experiência tranquila, educativa e visualmente bonita, especialmente se você pegar como nós, com neve caindo.

    Se seu tempo em Ushuaia for bem limitado, vale pesar esse passeio contra outros, como o Canal Beagle ou o Glaciar Martial, que trazem uma experiência um pouco mais intensa. Mas se você tem interesse em história, ou está viajando com crianças e idosos que talvez prefiram algo mais tranquilo, o Trem do Fim do Mundo entrega exatamente essa experiência.

    Trem do Fim do Mundo dentro do roteiro completo

    No nosso caso, esse passeio funcionou bem como o programa da manhã, já que a agência nos buscou bem cedo e nos deixou de volta no centro por volta das 13h — deixando a tarde inteira livre para outro passeio, que acabou sendo a visita ao Glaciar Martial. Se você está organizando seu próprio roteiro em Ushuaia, essa combinação de meio período de manhã com o trem, seguido de um passeio mais curto à tarde, funciona muito bem para aproveitar melhor cada dia na cidade.


    Perguntas frequentes

    Quanto custa o Trem do Fim do Mundo em Ushuaia? Os valores mudam com frequência devido à inflação argentina, dá uma olhada nesse post sobre o câmbio na Argentina para entender melhor, mas em julho de 2026 o ticket normal para adultos custava cerca de 70.000 ARS, e o premium cerca de 217.000 ARS — sem incluir a entrada do Parque Nacional, cobrada separadamente.

    O ingresso do Parque Nacional está incluído no bilhete do trem? Geralmente não. É uma cobrança separada, obrigatória para quem embarca no trem, já que o trajeto passa por dentro do Parque Nacional Tierra del Fuego.

    Quanto tempo dura o passeio de trem? Entre 1h45 e 2h, incluindo uma parada de cerca de 15 minutos na Estação Macarena.

    O Trem do Fim do Mundo funciona o ano todo? Sim, opera o ano inteiro, inclusive em dias de neve ou chuva leve.

    Vale a pena para quem está com pouco tempo em Ushuaia? Depende do seu perfil de viagem. É uma ótima opção para famílias com crianças ou idosos, ou para quem se interessa por história. Se você prefere passeios mais intensos e tem pouco tempo, talvez valha priorizar o Canal Beagle ou o Glaciar Martial.


    Em minhas redes sociais sempre tem atualização e dicas em tempo real. No meu canal no Youtube também posto os relatos das viagens, então quero te ver lá também:

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    Leia mais: Trem do Fim do Mundo: Preço, História e Dicas para Ushuaia)
  • Ushuaia: Roteiro Completo, O Que Fazer e Quantos Dias Ficar

    Ushuaia: Roteiro Completo, O Que Fazer e Quantos Dias Ficar

    Roteiro real de Ushuaia, a cidade do fim do mundo: como chegar, onde ficar, passeios e dicas de quem planejou essa viagem por 2 anos.

    Arquivo – acervo pessoal

    Se você já leu a história de como essa viagem começou, sabe que Ushuaia não foi só mais um destino no mapa — foi o lugar que escolhi para provar a mim mesma que eu era capaz de realizar um sonho sozinha. No fim, fui acompanhada do meu marido, Gustavo, mas a intenção e o planejamento inteiro nasceram de um desejo solo, pesquisado e sonhado por dois anos inteiros antes de finalmente acontecer.

    Neste post, reúno o roteiro completo de Ushuaia: como chegamos, onde ficamos, os passeios que fizemos e tudo que vivemos na cidade mais ao sul do continente — a cidade do fim do mundo.

    Neste post você vai encontrar:

    • Como chegar a Ushuaia (voos e conexão em Buenos Aires)
    • Câmbio: como levamos dinheiro para a viagem
    • Chegada e primeira noite na cidade
    • Onde ficamos
    • Passeio de navegação pelo Canal Beagle
    • Museu do Presídio
    • Trem do Fim do Mundo
    • Glaciar Martial
    • Trilha da Laguna Esmeralda
    • Quando ir: temporada em Ushuaia
    • Perguntas frequentes

    Como chegar a Ushuaia

    Existe voo direto do Brasil para Ushuaia, mas a nossa opção foi fazer conexão em Buenos Aires. Voamos pela GOL, em parceria com a Aerolíneas Argentinas, com conexão no aeroporto AEP (Aeroparque Jorge Newbery), o aeroporto doméstico da cidade.

    Dica prática: o ideal é ter pelo menos 4 horas de intervalo entre os voos na conexão, para não correr risco em caso de atrasos — foi a margem que deixamos, e funcionou bem tranquilo.

    Câmbio: como levamos dinheiro para a viagem

    Ainda no aeroporto de Buenos Aires, fomos até o Banco Nación para trocar alguns reais por pesos argentinos. Na Argentina, cartão também é bem aceito, mas ainda costuma valer mais a pena trocar dinheiro em espécie — não necessariamente em bancos ou casas de câmbio tradicionais. Como precisávamos chegar em Ushuaia já com alguns pesos na mão, fizemos essa primeira troca ali mesmo no aeroporto.

    Esse é um assunto que merece bastante atenção — tem toda uma lógica de câmbio na Argentina, incluindo as vantagens e desvantagens de usar a Western Union, que uso e recomendo há anos nas minhas viagens pela Argentina. Detalho tudo isso neste post específico sobre câmbio na Argentina

    Chegada e primeira noite em Ushuaia

    Chegamos à noite em Ushuaia — uma noite fria de maio, com uma leve garoa. O aeroporto já é um charme por si só: construção de madeira, pequeno, mas super aconchegante. Na saída, é fácil conseguir táxi, com valores tabelados.

    A cidade recebe muitos turistas brasileiros, assim como em boa parte da Argentina, o que facilita bastante a comunicação.

    Escolhemos uma hospedagem pelo Booking, bem próxima ao centro — a apenas duas ruas da Avenida San Martín, a rua principal, que concentra agências de turismo, lojas de suvenir e boa parte do movimento da cidade.

    Arquivo – acervo pessoal

    Nessa primeira noite, só guardamos as malas e saímos para explorar a rua principal e tomar um vinho, relaxando da viagem. Andando pela San Martín, eu mal acreditava que estava ali — no lugar que eu tanto sonhei, tanto planejei. Já tinha pesquisado tanto, assistido tantos vídeos, que aquela rua já parecia familiar, como se eu já tivesse estado ali antes.

    A manhã seguinte: as montanhas de Ushuaia

    Na manhã seguinte, eu queria muito ver o nascer do sol — que, nessa época do ano (outono), acontece quase às 9h da manhã. Como chegamos à noite, não tínhamos visto muita coisa da cidade ainda. Mas pela manhã, dava para ver, em todas as direções, montanhas e mais montanhas nevadas.

    Que cidade linda! É impressionante a quantidade de montanhas próximas à cidade — parecem coladas, de tão perto que estão.

    Arquivo – acervo pessoal

    Fomos caminhar pela orla, admirando tudo. Aproveitamos para ir à Western Union trocar mais dinheiro, e passamos no mercado para comprar alguns lanchinhos para levar nos passeios e comer na hospedagem.

    Tenho post dedicado a explicar como funciona o câmbio na Argentina aqui.

    Ainda na orla, já compramos o ingresso para o passeio de navegação pelo Canal Beagle, que eu estava ansiosa para fazer logo naquela tarde. Conto essa experiência com todos os detalhes aqui, e você pode reservar o mesmo passeio aqui diretamente no melhor site de experiências pelo mundo, Get Your Guide.

    Museu do Presídio

    Aproveitamos a manhã livre para visitar o Museu do Presídio, que fica bem próximo ao centro. Vale muito a pena — aprendemos e conhecemos bastante sobre a história da cidade, que está diretamente ligada à antiga colônia penal que deu origem a Ushuaia.

    Também passamos por algumas agências para escolher os demais passeios da viagem, já que não tínhamos fechado nada ainda no Brasil. Isso porque maio não é alta temporada em Ushuaia — a alta temporada vai de novembro a março (verão) e de junho a agosto (inverno, temporada de neve). Se você for viajar num desses períodos, recomendo fechar alguns passeios com antecedência, já que a procura é bem maior.

    Fechamos, para os próximos dias, o Trem do Fim do Mundo e um passeio de mini-trekking em El Calafate, nosso próximo destino na sequência da viagem.

    Passeio de navegação pelo Canal Beagle

    À tarde, fizemos o passeio de navegação pelo Canal Beagle — e foi incrível. Chegamos a avistar baleias durante o trajeto! Foi um dos pontos altos da viagem inteira, e [detalho toda a experiência neste post específico].

    Depois do passeio de barco, fomos descansar na hospedagem, já que na manhã seguinte seria o dia do Trem do Fim do Mundo, e a agência passaria bem cedo para nos buscar.

    Trem do Fim do Mundo

    A agência nos buscou por volta das 6h da manhã. Chegamos à estação e já caía uma tímida neve — nossa primeira experiência com neve caindo naquela viagem, e ficamos super empolgados. A estação em si já é linda, e o passeio foi maravilhoso. [Detalho toda a experiência e a história por trás do trem neste post].

    Glaciar Martial

    Esse passeio de meio dia terminou por volta das 13h, quando a agência nos deixou de volta no centro da cidade. Como tínhamos a tarde livre, tive a ideia de pegar um táxi e visitar o Glaciar Martial, uma montanha bem próxima da cidade — cerca de 15 minutos de táxi, e já estávamos na entrada da trilha, em frente a uma charmosa casa de chá que fica no alto da montanha.

    Foi ali que começamos a ver neve de verdade. Foi um fim de tarde cheio de experiências, que [relato com todos os detalhes neste post].

    Para voltar à cidade, foi bem tranquilo — havia táxi disponível, e retornamos à hospedagem. Jantamos num restaurante com parrilla que o taxista local indicou, e amamos a experiência.

    Trilha da Laguna Esmeralda

    Nosso último dia inteiro em Ushuaia foi dedicado à trilha para a Laguna Esmeralda. Quando eu pensava em fazer essa viagem sozinha, esse era um dos lugares que eu mais queria conhecer — mas, planejando ir sem companhia, acabei tirando essa trilha do roteiro por insegurança, mesmo sabendo que existia a possibilidade de ir com agência.

    Como no fim das contas fui acompanhada pelo meu marido, a trilha voltou com tudo para o roteiro. Esse é mais um daqueles lugares que pesquisei tanto, vi tantos vídeos, que parecia que eu já conhecia como a palma da minha mão.

    Pegamos um transfer na orla que nos deixou na entrada da trilha. Decidimos arriscar ir sem guia — não recomendo essa escolha, e [conto o porquê, com toda a experiência e o que poderia ter dado errado, neste post específico].

    Mesmo assim, deu tudo certo e foi perfeito. O caminho, de aproximadamente 5km, é relativamente tranquilo, mas impressionantemente lindo. A laguna estava parcialmente congelada — maio é outono na região, e o frio só aumenta a partir dali. O retorno dos 5km foi tão bom quanto a ida, e ao chegar ao final da trilha, esperamos um pouco até que chegasse o transfer de volta à cidade, que já tem horários pré-definidos.

    De volta à cidade, fomos direto descansar — o dia tinha sido bem intenso.

    Último dia: San Martín e despedida

    Nosso voo saía por volta das 11h do último dia. Aproveitamos a manhã para voltar à San Martín, comprar as últimas lembrancinhas, e seguimos para El Calafate, nosso próximo destino — [que vocês vão conhecer em detalhes aqui].


    Quando ir a Ushuaia: entendendo a temporada

    Fomos em maio, no outono, fora da alta temporada. Isso trouxe vantagens (menos gente, mais facilidade para fechar passeios na própria cidade) e algumas particularidades (nem tudo estava tão nevado quanto seria no inverno). A alta temporada em Ushuaia se divide em dois momentos: novembro a março, verão no hemisfério sul, e junho a agosto, inverno e temporada de neve mais intensa. Se você for viajar nesses períodos, vale fechar alguns passeios com antecedência, já que a procura aumenta bastante.

    Arquivo – acervo pessoal

    Perguntas frequentes

    Vale a pena fazer conexão em Buenos Aires para chegar a Ushuaia? Existe voo direto do Brasil, mas a conexão em Buenos Aires também funciona bem, especialmente se você já planeja aproveitar para trocar dinheiro ou conhecer um pouco da cidade durante a escala. O importante é deixar uma margem segura entre os voos — recomendamos pelo menos 4 horas.

    Precisa fechar os passeios de Ushuaia com antecedência? Depende da época. Fora da alta temporada (como fizemos, em maio), é tranquilo fechar tudo já na cidade, direto nas agências. Na alta temporada (novembro a março ou junho a agosto), vale reservar com mais antecedência.

    Dá para fazer a trilha da Laguna Esmeralda sem guia? É possível, mas não recomendamos — no post específico sobre essa trilha, explico os riscos e o que poderia ter dado errado com a gente.

    Vale a pena visitar o Glaciar Martial? Sim, principalmente se você tiver uma tarde livre na cidade. Fica bem próximo do centro (cerca de 15 minutos de táxi) e já entrega neve de verdade e paisagens lindas, sem precisar de um dia inteiro de passeio.

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  • A Viagem em Família que Mudou Nosso Jeito de Viajar

    A Viagem em Família que Mudou Nosso Jeito de Viajar

    A história por trás da nossa primeira viagem internacional: por que decidi ir sozinha para Ushuaia e El Calafate, e como isso mudou nossa família.


    Arquivo acervo pessoal

    Antes de qualquer roteiro, qualquer dica de hospedagem ou lista de passeios, tem uma história que precisa ser contada primeiro — porque foi ela que deu origem a tudo o que esse blog é hoje. Essa não é a história de uma viagem. É a história de uma decisão que mudou a forma como nossa família enxerga o mundo.

    De onde eu venho

    Vim de uma família humilde e muito batalhadora. Meus pais conseguiram nos dar o suficiente para uma vida digna — sem luxos extremos, mas com todas as necessidades supridas. Viajar simplesmente não fazia parte da nossa realidade. Não sei bem explicar o motivo — talvez fosse cultural — mas não era comum ver as pessoas ao nosso redor viajando, falando sobre viagens, se planejando para conhecer lugares novos. Isso parecia coisa de gente muito rica, um mundo distante do nosso.

    Foi só com a nossa geração, com a chegada da tecnologia e principalmente da internet, que viajar começou a parecer mais acessível, mais possível, mais desejável.

    Os anos que passaram

    Minha primeira filha, Letícia, nasceu em 2011, quando eu tinha 28 anos, cheia de energia. Ela foi um bebê muito tranquilo — dormia bem à noite, sempre “de boa”. Eu sempre quis ter dois filhos, e mesmo com uma filha tão fácil, fui adiando o segundo. Às vezes a desculpa era a idade dela, ainda muito pequena. Às vezes era uma questão financeira. Às vezes era minha carga horária de trabalho. Às vezes, a falta de uma rede de apoio.

    Os anos foram passando dessa forma, até que coloquei um limite para mim mesma: precisava ter o segundo filho até os 35 anos, ou não teria mais. Quando os 35 chegaram, tirei o DIU e começamos a tentar. Passaram-se meses, e nada. Um ano, e nada. Até que, finalmente, veio a notícia: estávamos esperando um bebê.

    Mas nos exames, algo não estava certo. Faltava o som dos batimentos cardíacos. Esperamos, refizemos os exames, e a confirmação veio: a gestação não havia evoluído, e perdemos aquele bebê. Foi um momento de muita dor, que me abalou profundamente. Mesmo assim, seguimos as recomendações médicas e continuamos tentando. Poucos meses depois, veio a notícia de uma nova gestação — e dessa vez, tudo certo. Em 2020, chegou nosso Samuel: um bebê grande, forte, e uma versão bem diferente de irmã mais velha tranquila que tínhamos vivido com a Letícia.

    Uma mãe em outra fase da vida

    Arquivo acervo pessoal

    Samuel foi um bebê bem mais chorão, que não dormia tão bem quanto a irmã — super saudável, mas com uma personalidade que exigia muito mais de mim. Quando ele completou 2 anos, eu já estava com 38, numa fase hormonal diferente, me sentindo mais cansada do que nunca.

    Essa combinação despertou em mim uma necessidade que eu não sabia nomear direito na época: a necessidade de me reconectar comigo mesma. De ter um momento só meu. De lembrar que eu era capaz de fazer algo só para mim, por mim — porque eu sentia que, em algum momento no meio da rotina de cuidar de todo mundo, eu tinha me deixado de lado. Esquecido do que eu gostava. De quem eu era antes de ser só “mãe”.

    A decisão de viajar sozinha

    Não me lembro exatamente como a ideia surgiu, mas decidi que queria fazer uma viagem sozinha. Sozinha mesmo — sem marido, sem filhos, sem amigos, sem grupo, sem ninguém. Só eu e a minha própria companhia.

    Mas para onde? Aí começou outro dilema. Eu não queria ir para um destino onde não me sentisse segura estando sozinha. Nada de praia, nada de resort, nada de lugar isolado.

    Foi então que, por acaso, apareceu na minha timeline algo sobre uma geleira — um gelo glacial, aqui do lado do Brasil, onde as pessoas caminhavam por uma passarela e ficavam frente a frente com aquela imensidão de gelo. Na hora, pensei: é isso que eu quero ver. Era o Perito Moreno, em El Calafate, na Argentina.

    Comecei a consumir vídeo atrás de vídeo, buscando informações sobre a região, e descobri que a combinação perfeita para essa viagem seria incluir também Ushuaia — a cidade do fim do mundo.

    Avisando (e sendo ignorada)

    Comecei a me planejar — e a avisar. Sim, avisei com antecedência que precisava fazer aquilo, que ia fazer isso por mim. Eu precisava provar para mim mesma que, se eu era capaz de cuidar da minha família inteira, também era capaz de fazer algo por mim. Capaz de realizar meus próprios sonhos, através do meu próprio trabalho, do meu próprio dinheiro. Sair sozinha pela primeira vez. Primeira vez em outro país, sozinha. E, com muita determinação, coloquei essa viagem como meta para o meu presente de 40 anos. Tinha dois anos inteiros para organizar tudo.

    Meu marido nunca acreditou que eu tivesse coragem de verdade — até o dia em que emiti as passagens. Ele nunca tentou entender de fato a motivação por trás daquilo, como seria, quando seria. Mas o dia chegou.

    Sempre que eu pesquisava, fazia reservas, via os passeios disponíveis, uma parte de mim pensava: “poxa, eu vou vivenciar tudo isso sozinha? Sem as pessoas que eu amo?” No fundo, não achava justo. Cheguei a falar para ele: “vem comigo, você quer ir?” Mostrava vídeos, tentava despertar o interesse dele. Mas ele não demonstrava interesse nenhum, e continuava duvidando — sempre dizendo que não dava, que ia atrapalhar financeiramente, sem nem ao menos saber quanto custaria a viagem.

    O dia em que comprei a passagem

    Quando finalmente comprei a passagem, mandei para ele ver. Ele ficou uma semana emburrado, sem acreditar que eu realmente tinha feito aquilo — mesmo eu tendo avisado por anos que faria. Ainda assim, insisti para que ele fosse. Ele questionou como iria, se nem sabia quando seria, quanto custaria.

    Calmamente, planilhei tudo e mostrei que eu não estava fazendo nenhuma loucura. Eu sabia exatamente como sairíamos daqui, por onde chegaríamos, o que fazer, onde ficar, onde comer, como pagar. Eu tinha o controle da situação. Eu não estava sendo impulsiva viajando sozinha para fora do país — eu sabia exatamente o que estava fazendo.

    E assim, ele topou. Corri para comprar a passagem dele também, incluí-lo nas hospedagens que eu já tinha reservado. E foi por esse atrevimento meu que nossa vida mudou completamente.

    O que essa viagem nos ensinou

    Eu realizei um sonho. Mas foi chegando lá que ele começou a sonhar também — pela primeira vez, ele mesmo, com seus próprios olhos, diante daquela paisagem que só tínhamos visto em vídeo até então.

    Foi depois de Ushuaia que nossa mente se abriu de verdade. Essa viagem nos mostrou que tudo é possível com planejamento e muita coragem. Nos mostrou que o mundo é muito maior do que imaginávamos, e que cada cantinho dele está pronto, esperando para ser conhecido.

    Hoje, olhando para trás, entendo que essa não foi apenas uma viagem para ver uma geleira. Foi o momento em que decidi que eu ainda existia, além de todos os papéis que eu exercia todos os dias. E foi essa decisão — de ir, mesmo com medo, mesmo sem apoio no começo, mesmo não sabendo exatamente como tudo terminaria — que abriu a porta para tudo que viveríamos como família depois: Bariloche, Itália, Portugal, o cruzeiro pelo Nordeste, e tantas outras viagens que ainda estão por vir.

    Se você está numa fase parecida com a que eu estava — se sentindo esquecida no meio da correria de cuidar de todo mundo, com vontade de fazer algo só seu, mas sem saber bem como ou se teria coragem — deixo aqui o que aprendi: às vezes, a única forma de descobrir se você é capaz é simplesmente comprando a passagem.

    Por que decidi contar essa história aqui

    Esse blog nasceu para compartilhar roteiros, dicas práticas e experiências reais de viagem em família. Mas antes de qualquer dica prática, achei importante você entender de onde tudo isso vem. Não fui criada numa família de viajantes. Não tive, durante a maior parte da minha vida adulta, a menor ideia de que sairia do Brasil sozinha um dia, muito menos que voltaria de lá com meu marido finalmente enxergando o mesmo sonho que eu já carregava havia anos.

    Se esse blog puder ajudar mais alguma família a se planejar, a economizar, a evitar os perrengues que já passamos, ótimo — é exatamente para isso que ele existe. Mas se, além disso, puder inspirar alguém que está na mesma encruzilhada em que eu estive — desejando algo só para si, mas sem coragem de dar o primeiro passo — esse post já terá cumprido seu propósito.


    O que vem a seguir

    Esse foi só o começo da história. Nos próximos posts, vou contar como foi de verdade a viagem: a chegada a Ushuaia, o dia em frente ao Perito Moreno em El Calafate, os passeios, os aprendizados práticos e, claro, todos os detalhes de roteiro para quem quiser viver uma experiência parecida com a nossa.


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