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  • Milão Vale a Pena? O Que Fazer, Quanto Tempo Ficar e Roteiro

    Milão merece dias de verdade no roteiro, ou é só a porta de entrada da Itália? Depois de trocar metade do tempo lá por um bate-volta à Suíça, digo o que penso.

    Milão foi a primeira cidade da nossa viagem pela Itália: dois dias reservados, um deles nem ficamos na cidade — outro bate-volta até St. Moritz, na Suíça.

    Na prática, isso significa que demos a Milão menos tempo do que demos a qualquer outra cidade do roteiro, com a única exceção de Nápoles.

    E, olhando para trás, essa foi provavelmente a decisão mais fácil de tomar de toda a viagem — o que já é, por si só, revelador de alguma coisa sobre como a gente enxerga Milão.

    A cidade que todo mundo trata como escala

    Reparei nisso pesquisando antes da viagem: praticamente ninguém trata Milão como destino final. Ela é a porta de entrada — o aeroporto mais bem conectado, a base para o Lago di Como, para os Alpes, para a Suíça, para o resto da Itália.

    Os próprios roteiros “3 dias em Milão” que encontrei online, quando eu lia com atenção, na verdade sugeriam usar Milão como ponto de partida para outra coisa em pelo menos um desses dias.

    Isso não é acidente. Milão é moderna, elegante, cheia de moda e negócios — e por isso, ela carrega menos daquele encanto histórico dramático que Roma.

    Ela não implora pela sua atenção. Ela simplesmente está lá, funcionando, elegante, esperando que você decida se quer ficar ou seguir viagem.

    E nós decidimos seguir viagem — pelo menos por um dia inteiro.

    Milão comparada a outras capitais que já conheci

    Não é a primeira cidade “de negócios e moda” que visito, e reparei que existe um padrão nesse tipo de destino: elas costumam ser julgadas de forma injusta por quem viaja a turismo, porque a régua de comparação errada é usada.

    Comparar Milão com Roma em termos de encantamento histórico é como comparar São Paulo com Ouro Preto — são cidades que existem para propósitos completamente diferentes.

    Milão não tem ruínas milenares nem canais românticos.

    O que ela tem é uma vida urbana pulsante, uma cena de moda e design que influencia o mundo inteiro, e uma arquitetura que mistura o clássico (o Duomo) com o extremamente contemporâneo, quase sem transição entre um e outro.

    É uma cidade para quem gosta de observar como uma metrópole europeia funciona no dia a dia — não para quem busca a sensação de estar dentro de um cenário histórico.

    Entendendo isso, minha visita fez mais sentido em retrospecto. Eu não estava decepcionada com Milão. Eu só estava, sem perceber, esperando que ela fosse outra coisa.

    Por que o bate-volta pesou tanto na balança

    Vale explicar melhor por que a Suíça ganhou tão facilmente esse “duelo” de tempo. St. Moritz é o tipo de lugar que concentra, num único dia, exatamente os elementos que costumam vencer qualquer disputa numa viagem:

    • Paisagem natural de tirar o fôlego
    • Uma sensação de exclusividade (é uma cidade pequena, elegante),
    • E a novidade de atravessar uma fronteira internacional dentro da mesma viagem.

    Milão, por outro lado, competia contra isso tendo que provar seu valor dentro do circuito urbano mais convencional — compras, gastronomia, arquitetura. São méritos reais, mas que raramente vencem a comparação direta com um dia inteiro cercado de montanhas nevadas e lagos alpinos. Não foi uma escolha difícil. E acho que essa facilidade da escolha diz mais sobre a natureza dos dois destinos do que sobre qualquer falha de Milão em si.

    O que vimos (e gostamos) em Milão

    No único dia cheio que passamos na cidade, o roteiro girou em torno do óbvio, e o óbvio, nesse caso, valeu muito a pena.

    O Duomo de Milão, com sua fachada gótica impressionante, e a Galleria Vittorio Emanuele II logo ao lado, com sua arquitetura de vidro e ferro que parece um cartão-postal de outra época dentro de uma cidade tão contemporânea.

    Caminhamos até a Piazza della Scala, passamos pelo Castelo Sforzesco, cercado de áreas verdes que quebram um pouco a sensação de cidade só de concreto e vidro.

    Comemos num lugar chamado San Giorgio Ristorante Pizzeria, experimentamos os sanduíches recheados do All’Antico Vinaio, e — confesso — passamos um bom tempo circulando pelas lojas ao redor do Duomo. Milão sendo capital da moda, é quase impossível não ceder a isso.

    Foi um dia bom. Foi um dia bonito.
    Mas, sendo sincera, não foi um dia que me deixou com vontade de ficar mais tempo — diferente do que senti em praticamente todas as outras cidades do roteiro.

    O bate-volta que “roubou” um dia de Milão

    O segundo dia reservado para Milão virou, na prática, um dia inteiro na Suíça.
    Saímos cedo, de trem, através dos Alpes, até St. Moritz — uma cidade charmosa, cercada de montanhas e lagos, com aquela atmosfera elegante que só lugares muito bem cuidados conseguem ter.
    Foi uma das experiências mais marcantes de toda a viagem: paisagens de cartão-postal o trajeto inteiro, e a sensação de ter conhecido dois países diferentes numa mesma viagem à Europa.

    Se você me perguntasse, no meio daquele passeio, se eu preferiria estar ali ou explorando mais um bairro de Milão, a resposta seria óbvia. E é exatamente essa clareza de escolha que me faz questionar o quanto Milão realmente “perdeu” com a nossa decisão — ou se ela só cumpriu exatamente o papel que a cidade sempre cumpre nos roteiros de quem passa por ali: ser o ponto de partida perfeito para outra coisa ainda mais bonita.

    Então, Milão vale a pena?

    Vale, mas com uma ressalva importante: vale como cidade de transição, não como destino de peso próprio dentro de uma viagem curta pela Itália. Se você tem poucos dias e está decidindo onde investir seu tempo, Milão não é onde eu diria para você esticar a estadia — ao contrário de Roma, que pede desesperadamente mais tempo do que qualquer roteiro apertado consegue dar.

    Isso não é o mesmo que dizer que Milão é uma cidade ruim, ou sem charme. É dizer que ela ocupa um lugar diferente na hierarquia emocional de uma viagem. Roma te faz querer voltar. Veneza te faz querer se perder. Milão te faz querer seguir em frente — para os Alpes, para o Lago di Como, para a próxima cidade da sua lista. E talvez esse seja, na verdade, o verdadeiro papel dela: não competir por atenção com o resto da Itália, mas te preparar bem para o resto da viagem.

    Isso vale, principalmente, para quem está montando a primeira viagem à Europa, como foi a nossa. Chegar por Milão, com sua estrutura organizada e seu inglês bem falado, funciona quase como um treino gentil antes de mergulhar em cidades que exigem mais entrega emocional e mais tolerância a imprevistos.

    O que eu faria diferente

    Se eu tivesse mais dias disponíveis no roteiro geral, adicionaria um dia extra em Milão — não porque ela precisasse desesperadamente, mas porque um dia só deixa de fora coisas que, em outro contexto, eu gostaria de ter visto com calma, como a região de Brera ou um passeio mais lento pelos canais do Naviglio.

    Mas entre “esticar Milão” e “trocar por um dia inteiro na Suíça”, eu faria exatamente a mesma escolha de novo, sem hesitar.

    Talvez essa seja a diferença mais importante entre planejar uma viagem com uma lista fixa de “obrigações turísticas” e planejar uma viagem prestando atenção no que cada lugar realmente desperta em você. Milão não me despertou o desejo de ficar.

    E, em vez de forçar essa emoção que não veio, prefiro registrar exatamente isso — porque é justamente esse tipo de honestidade que falta na maioria dos roteiros prontos que circulam por aí, todos tentando convencer você de que cada cidade “merece” o mesmo entusiasmo.


    Se você está organizando sua própria viagem pela Itália, o roteiro completo dos nossos 10 dias está aqui, incluindo os motivos pelos quais decidimos atravessar o país inteiro numa única viagem curta. E se depois de Milão você seguir para Roma, vale ler sobre os limites reais de conhecer a cidade em poucos dias antes de fechar seu próprio roteiro. Como sempre, dois itens que uso em toda viagem internacional, incluindo essa: o eSIM da Airalo e o seguro viagem que nunca deixo de contratar— mesmo numa cidade tão tranquila quanto Milão, prefiro estar coberta.

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  • Como Planejar uma Viagem do Zero: Checklist Passo a Passo

    Como Planejar uma Viagem do Zero: Checklist Passo a Passo

    Como planejar uma viagem do zero de uma maneira prática, desde a escolha do destino até os últimos preparativos antes de sair de casa.

    Planejar uma viagem começa muito antes de fazer as malas. Às vezes, tudo começa com uma foto que chama a atenção, um vídeo nas redes sociais ou simplesmente aquela vontade de conhecer um lugar que há muito tempo está na lista de sonhos. A partir daí, começam as perguntas: quanto vou gastar, quando é melhor ir, onde ficar, como comprar a passagem, quais documentos preciso levar e, principalmente, como organizar tudo sem transformar a viagem em uma enorme preocupação.

    Depois de algumas viagens, percebi que planejamento faz muita diferença, mas também aprendi que não adianta tentar controlar absolutamente tudo. Uma viagem pode ter mudanças de última hora, atrasos, alterações no clima ou até mesmo situações que obrigam a mudar completamente o roteiro. Foi o que aconteceu comigo em uma viagem pela Itália, quando uma greve de trens interferiu nos nossos planos e tivemos que reorganizar parte da programação.

    Por isso, neste guia, quero mostrar como planejar uma viagem do zero de uma maneira prática, desde a escolha do destino até os últimos preparativos antes de sair de casa. A ideia é que este passo a passo sirva tanto para viagens nacionais quanto internacionais e, principalmente, para quem viaja em família e precisa considerar as necessidades de pessoas de diferentes idades.

    Por onde começar a planejar uma viagem?

    O primeiro passo para planejar uma viagem é definir o destino, mas antes de simplesmente escolher um lugar, vale pensar no tipo de experiência que você procura. Uma viagem para descansar na praia será planejada de maneira muito diferente de uma viagem para conhecer museus, fazer trilhas ou visitar várias cidades em poucos dias.

    Também é importante considerar quem vai viajar. Uma viagem em casal pode ter um ritmo completamente diferente de uma viagem com crianças pequenas ou com idosos. Quando se viaja em família, o roteiro precisa funcionar para todos, e isso significa pensar em deslocamentos, horários, alimentação, descanso e até na localização da hospedagem.

    Eu gosto de começar fazendo uma lista simples com três perguntas: para onde quero ir, por que quero conhecer esse lugar e o que não posso deixar de fazer quando estiver lá. Essa última pergunta ajuda muito, porque é praticamente impossível conhecer tudo em uma única viagem. Quando você sabe quais são suas prioridades, fica muito mais fácil decidir o que entra ou não no roteiro.

    Como escolher a melhor época para viajar?

    Depois de definir o destino, pesquise qual é a melhor época para viajar. Mas existe uma diferença importante entre a época mais famosa e a melhor época para você. Se o objetivo é encontrar neve, por exemplo, será necessário pesquisar a temporada de inverno e as condições daquele destino. Se a intenção é economizar, talvez a baixa temporada seja mais interessante. Já para uma família com crianças em idade escolar, o calendário de férias pode ser um dos principais fatores na escolha da data.

    Também vale pesquisar o clima, a possibilidade de chuva, as temperaturas médias, feriados, eventos importantes e períodos de maior movimento. Tudo isso pode alterar os preços e também a experiência no destino.

    Na minha viagem para Ushuaia, por exemplo, fui em maio, durante o outono. Eu não encontrei a cidade exatamente como aparece nas fotos de inverno, completamente coberta de neve, mas encontrei paisagens com tons alaranjados que achei lindas. Em outro momento da viagem, inclusive, uma nevasca durante a noite deixou o Glaciar Martial completamente diferente do que eu tinha encontrado no dia anterior. Isso me mostrou que viajar fora da época mais óbvia também pode proporcionar experiências incríveis.

    Quantos dias são necessários para uma viagem?

    Essa é uma das perguntas mais difíceis de responder porque depende muito do destino e do objetivo da viagem. Não existe uma quantidade de dias perfeita para todos.

    Antes de decidir, considere o tempo de deslocamento, os horários de chegada e partida, a quantidade de atrações que pretende visitar e o ritmo dos viajantes. Uma viagem de cinco dias, por exemplo, não significa necessariamente cinco dias inteiros no destino. Se você chega à noite e retorna pela manhã, terá menos tempo disponível para passeios.

    Uma boa maneira de planejar é separar mentalmente o dia de chegada, os dias completos e o dia de retorno. Depois, distribua as atrações considerando o tempo real que você terá disponível.

    Eu também evitaria colocar atrações demais em um único dia. Um roteiro pode parecer maravilhoso no papel e se tornar cansativo quando você precisa caminhar quilômetros, enfrentar filas, pegar transporte, fazer refeições e ainda cumprir horários de ingressos.

    Como calcular quanto custa uma viagem?

    Antes de comprar qualquer coisa, faça uma estimativa do custo total da viagem. Um dos maiores erros é olhar apenas o preço da passagem e esquecer todos os outros gastos que aparecem durante o planejamento.

    O orçamento deve considerar passagens, hospedagem, alimentação, transporte, ingressos, passeios, seguro viagem, internet, bagagem, estacionamento ou aluguel de carro, quando houver, além de uma reserva para imprevistos.

    Uma forma simples de organizar é criar uma planilha com uma categoria para cada despesa e colocar primeiro os valores estimados. Depois, conforme comprar ou reservar cada item, substitua a estimativa pelo valor realmente pago.

    Também vale calcular o custo por pessoa. Isso fica ainda mais importante em viagens em família, porque uma diferença aparentemente pequena no preço pode representar uma diferença significativa quando multiplicada pelo número de viajantes.

    Como comprar passagem aérea para viajar mais barato?

    Depois de definir destino, datas e orçamento, comece a pesquisar as passagens. Eu não escolheria simplesmente a menor tarifa encontrada, porque o preço final pode mudar bastante quando entram bagagem, marcação de assento e outras condições da tarifa.

    Compare também os horários, a duração dos voos, a quantidade de escalas e os aeroportos de chegada e saída. Uma passagem mais barata pode não ser tão vantajosa se exigir uma conexão muito longa ou chegar a um aeroporto distante do destino final.

    Para quem utiliza milhas, vale fazer uma segunda comparação entre comprar a passagem com dinheiro e emitir com pontos. O ideal é considerar também as taxas cobradas na emissão e o valor que você poderia obter utilizando essas milhas em outra viagem.

    Em algumas situações, a economia pode ser excelente. Em outras, pode fazer mais sentido pagar a passagem e guardar os pontos para uma oportunidade melhor.

    Como escolher onde ficar durante a viagem?

    A escolha da hospedagem merece bastante atenção, principalmente quando a viagem é em família. O preço é importante, mas não deveria ser o único critério.

    Eu analisaria primeiro a localização. Veja se a hospedagem está próxima das atrações que pretende visitar, se existe transporte público por perto, como é o acesso ao aeroporto ou estação e se a região facilita a rotina da viagem.

    Depois, confira a estrutura. Dependendo do perfil da família, elevador, ar-condicionado, aquecimento, cozinha, lavanderia, quantidade de camas e tamanho do quarto podem fazer bastante diferença.

    Também vale observar se a hospedagem realmente comporta todos os viajantes com conforto. Uma acomodação aparentemente barata pode deixar de ser vantajosa quando você percebe que precisará utilizar dois quartos ou gastar muito com transporte.

    Por isso, quando comparar hospedagens, eu sempre colocaria localização e estrutura ao lado do preço.

    Como montar um roteiro de viagem?

    Depois de resolver destino, datas e hospedagem, chega uma das partes mais gostosas do planejamento: montar o roteiro.

    Comece fazendo uma lista de tudo que gostaria de conhecer, sem se preocupar inicialmente com a ordem. Depois, classifique os lugares de acordo com a sua prioridade. Separe aquilo que considera indispensável das atrações que gostaria de conhecer se houver tempo.

    Em seguida, abra o mapa e veja onde cada lugar está localizado. Esse é um dos passos que mais ajudam a organizar um roteiro eficiente.

    Em vez de escolher uma atração aleatoriamente para cada horário, procure agrupar lugares próximos no mesmo dia. Isso reduz deslocamentos e permite aproveitar muito melhor o tempo.

    Também considere o horário de funcionamento e a necessidade de reserva. Se determinada atração possui horário marcado, ela deve ser o ponto de partida para organizar aquele dia.

    Não transforme o roteiro em uma corrida

    Existe uma tentação enorme durante o planejamento: colocar tudo no roteiro porque você não sabe quando terá outra oportunidade de voltar.

    Eu entendo perfeitamente essa sensação. Quando estava planejando minhas viagens, também queria aproveitar o máximo possível. Mas com o tempo percebi que existe uma diferença entre aproveitar bastante e passar o dia inteiro correndo de um lugar para outro.

    Deixe espaço para uma refeição tranquila, uma pausa, um café, uma caminhada ou simplesmente para apreciar um lugar que você gostou.

    A viagem não precisa ser uma competição para descobrir quantas atrações você consegue visitar.

    Como organizar os ingressos e passeios?

    Depois de definir o roteiro, confira quais atrações precisam de ingresso antecipado e quais podem ser visitadas sem reserva.

    Para lugares muito concorridos, eu verificaria sempre a disponibilidade e as regras antes da viagem. Também prefiro consultar primeiro o site oficial da atração para entender preços, horários, regras de entrada e condições para crianças.

    Guarde os ingressos e comprovantes em um local fácil de acessar. Se possível, tenha uma cópia digital disponível no celular, principalmente quando estiver viajando internacionalmente.

    Essa organização simples pode evitar bastante estresse durante a viagem.

    Como planejar o transporte no destino?

    Pesquise antes como funciona o transporte da cidade que você vai visitar. Descubra se vale utilizar metrô, ônibus, trem, táxi, aplicativos, transfer, carro alugado ou simplesmente caminhar.

    Também procure entender como os bilhetes são comprados e, quando necessário, validados.

    Essa é uma etapa que ganhou uma importância especial para mim depois de uma experiência em Roma. Durante nossa viagem, tivemos um problema relacionado ao transporte público e recebemos uma multa de €55. Foi uma situação que eu certamente não esperava enfrentar, mas que me ensinou que conhecer o sistema de transporte antes de utilizá-lo é tão importante quanto saber qual linha pegar.

    Por isso, não presuma que o funcionamento será igual ao da sua cidade. Reserve alguns minutos durante o planejamento para entender as regras.

    Quais documentos separar antes de uma viagem internacional?

    Em viagens internacionais, a documentação precisa ser uma das primeiras coisas verificadas. Dependendo do destino, podem ser necessários passaporte, visto, autorizações, comprovantes, seguro viagem ou certificados específicos.

    As regras variam entre os países e podem mudar com o tempo, por isso a recomendação é sempre consultar fontes oficiais antes da viagem.

    Para quem viaja com crianças, essa atenção deve ser ainda maior. Confira antecipadamente quais documentos serão necessários para cada criança e se existe alguma autorização específica para a situação familiar.

    Não deixe essa verificação para os últimos dias.

    Seguro viagem: vale a pena contratar?

    O seguro viagem é outro item que eu colocaria no planejamento de uma viagem internacional. As coberturas variam bastante de acordo com o plano, por isso não vale escolher apenas pelo menor preço.

    Compare principalmente a cobertura médica, assistência para bagagem, eventuais franquias, exclusões e regras específicas da apólice.

    Também é importante verificar se o destino possui alguma exigência relacionada ao seguro e se a cobertura escolhida atende ao período completo da viagem.

    O seguro não impede que problemas aconteçam, mas pode oferecer assistência financeira e suporte em situações previstas na contratação.

    Eu sempre uso e indico fazer a cotação com a Real Seguro viagem, que é a maior empresa que faz a pesquisa e consegue os melhores preços nas melhores consolidadoras, você pode obter sua cotação aqui, aplicando cupom: PASSEPASSEANDO, ainda tem mais desconto.

    Como ter internet durante uma viagem internacional?

    Hoje, internet também faz parte do planejamento. Durante uma viagem, você pode precisar do celular para utilizar mapas, consultar reservas, chamar transporte, acessar ingressos, falar com familiares ou pesquisar informações.

    Antes de embarcar, compare as opções de chip físico, eSIM e roaming da sua operadora. A melhor alternativa depende do destino, do aparelho e da quantidade de dados que você pretende utilizar.

    Eu evitaria deixar essa decisão para depois do desembarque. Chegar ao destino já sabendo como terá acesso à internet deixa os primeiros momentos da viagem muito mais tranquilos.

    Nas minhas viagens sempre compro antecipadamente para poder chegar no destino conectada, compro sempre com Airalo, inclusive no meu link com cupom você tem desconto, cote aqui com cupom: PATRIC28900

    O que levar na mala?

    A mala deve ser planejada de acordo com o destino, a época do ano, a duração da viagem e as atividades que você pretende realizar.

    Não pense apenas na quantidade de dias. Pense nas possibilidades de combinação das roupas e, principalmente, nas condições climáticas.

    Uma viagem para Ushuaia no outono, por exemplo, exige uma preparação completamente diferente de uma viagem para uma praia brasileira no verão. Se houver trilhas ou atividades específicas, pesquise também quais equipamentos e calçados são recomendados.

    Para viagens de frio, vale pensar em camadas, roupas adequadas para chuva ou neve, calçados confortáveis e acessórios de proteção. Para trilhas, o calçado e as condições do percurso merecem atenção especial.

    E, quando houver crianças, considere também roupas extras e itens que podem facilitar a rotina durante os deslocamentos.

    Como se preparar para imprevistos?

    Essa talvez seja uma das partes mais importantes de todo o planejamento.

    Você pode organizar tudo perfeitamente e ainda assim alguma coisa sair diferente do esperado.

    Uma atração pode fechar, o voo pode atrasar, o clima pode mudar, um passeio pode ser cancelado ou uma greve pode alterar o transporte.

    Foi exatamente o que aconteceu comigo durante a viagem pela Itália. Uma greve de trem fez com que precisássemos reorganizar parte do nosso planejamento. Tivemos que adaptar a programação e alterar hospedagens que já estavam pensadas anteriormente.

    Foi uma situação frustrante, mas também foi um aprendizado.

    Hoje, quando monto um roteiro, tento deixar algum espaço para mudanças. Não significa criar um plano B para absolutamente tudo, mas pensar em alternativas para os dias mais importantes da viagem.

    Como organizar o dinheiro durante a viagem?

    Antes de viajar, defina como pretende pagar suas despesas. Em uma viagem internacional, você pode combinar dinheiro em espécie, cartão e conta internacional, por exemplo.

    Eu evitaria depender de uma única forma de pagamento. Ter uma alternativa disponível pode fazer diferença caso um cartão não funcione ou aconteça algum imprevisto.

    Também vale pesquisar antecipadamente as taxas, o câmbio e as condições do cartão ou conta que pretende utilizar.

    E, principalmente, tenha uma reserva para emergências que não faça parte do orçamento planejado.

    Boa parte do nosso dinheiro, vamos acompanhando a oscilação do dólar e transferimos diretamente para nossa conta Wise que converte para a moeda local, assim quando chegamos no destino já temos boa parte dos gastos “pagos”. Deixo aqui meu link Wise para baixar o app e já ter a 1ª transferência gratuita.

    Como organizar tudo antes de sair de casa?

    Na última semana, eu deixaria de fazer grandes alterações no roteiro e passaria a conferir tudo.

    Revise documentos, passagens, hospedagem, ingressos, seguro viagem, transporte e internet. Confira também a previsão do tempo e faça os últimos ajustes na mala.

    Deixe os principais documentos e comprovantes facilmente acessíveis e, quando possível, mantenha cópias digitais.

    Se estiver viajando com crianças, faça uma conferência específica dos documentos e itens de cada uma.

    Também gosto da ideia de ter uma pequena pasta digital com todas as informações importantes da viagem. Assim, em vez de procurar cada reserva em diferentes aplicativos ou mensagens, você consegue encontrar tudo rapidamente.

    Checklist para planejar uma viagem do zero

    Para facilitar, aqui está um checklist que você pode salvar e usar na próxima viagem.

    Destino e datas: escolha o destino, defina o objetivo da viagem, pesquise a melhor época, confira o clima e escolha as datas.

    Orçamento: estime passagens, hospedagem, alimentação, transporte, passeios, ingressos, seguro, internet, bagagem e gastos extras. Acrescente também uma reserva para imprevistos.

    Passagens: compare preços, horários, escalas, aeroportos, bagagem e regras da tarifa. Se utilizar milhas, compare a emissão com a compra em dinheiro.

    Hospedagem: pesquise localização, avaliações, estrutura, acesso ao transporte e capacidade para acomodar todos os viajantes.

    Roteiro: liste as atrações, defina prioridades, agrupe os lugares por região, confira horários e reserve antecipadamente aquilo que precisar.

    Documentos: verifique passaporte, documentos pessoais, vistos, autorizações, certificados e demais exigências do destino.

    Seguro e internet: compare as opções de seguro viagem e escolha como terá acesso à internet durante a viagem.

    Mala: confira a previsão do tempo, escolha roupas adequadas e separe calçados e equipamentos necessários para as atividades.

    Antes de sair: confira novamente reservas, documentos, passagens, ingressos, dinheiro, cartões, carregadores e demais itens essenciais.

    Erros que eu evitaria ao planejar uma viagem

    Se existe uma coisa que aprendi viajando é que planejamento não significa tentar deixar cada minuto programado. Um dos maiores erros é criar um roteiro tão cheio que qualquer pequeno atraso faz todo o restante desmoronar.

    Também evitaria escolher hospedagem somente pelo preço, ignorar o tempo de deslocamento entre as atrações, deixar documentos e reservas para a última hora e não pesquisar as regras do transporte público.

    Outro erro é não deixar nenhum dinheiro reservado para imprevistos. Mesmo quando tudo parece perfeitamente calculado, viagens podem trazer gastos que não estavam no planejamento.

    E, talvez o mais importante, eu não tentaria fazer uma viagem exatamente igual à de outra pessoa. O roteiro perfeito para uma família pode ser péssimo para um casal, assim como uma programação excelente para quem gosta de acordar cedo pode não funcionar para quem prefere começar o dia mais tarde.

    O melhor planejamento é aquele que considera a sua realidade.

    Perguntas frequentes sobre como planejar uma viagem

    Com quanto tempo de antecedência devo começar a planejar uma viagem?

    Depende do destino, da época e do tipo de viagem. Para viagens internacionais, destinos concorridos ou viagens em família, começar com alguns meses de antecedência permite pesquisar melhor preços, hospedagem, documentos e atrações.

    Como montar um roteiro de viagem?

    Comece listando as atrações que deseja conhecer, defina as prioridades e depois organize os lugares por proximidade no mapa. Considere também horários de funcionamento, ingressos, deslocamentos, alimentação e tempo de descanso.

    Se ainda assim precisar de ajuda pode falar comigo

    Quanto devo reservar para uma viagem?

    Não existe um valor único. Calcule os principais gastos, como passagem, hospedagem, alimentação, transporte e passeios, e acrescente uma reserva para imprevistos. O orçamento deve considerar o destino e o perfil da viagem.

    É melhor reservar hospedagem antes ou depois da passagem?

    O ideal é pesquisar os dois custos antes de tomar a decisão. Depois de definir as datas, você pode comparar as opções de hospedagem e passagem e verificar se o custo total cabe no orçamento.

    Preciso contratar seguro viagem para viajar para outro país?

    As exigências dependem do destino. Mesmo quando não houver obrigatoriedade, é importante avaliar a contratação de um seguro adequado, principalmente para viagens internacionais.

    Como planejar uma viagem em família?

    Considere a idade e as necessidades de todos os viajantes. Escolha uma hospedagem bem localizada, evite excesso de atrações no mesmo dia, planeje pausas e tenha atenção especial aos documentos das crianças e às condições de transporte.

    Afinal, como planejar uma viagem sem transformar o sonho em preocupação?

    Para mim, planejar uma viagem é justamente o momento em que o sonho começa a ficar real. Primeiro existe apenas o desejo de conhecer um lugar, depois aparecem as pesquisas, as datas, os preços, a hospedagem e, quando você percebe, já está pensando no que vai colocar dentro da mala.

    Mas também aprendi que planejamento não significa tentar prever tudo.

    Algumas das minhas viagens tiveram mudanças que eu jamais teria colocado no roteiro original. Tivemos greve de trem na Itália, enfrentamos situações inesperadas em Rome e, em Ushuaia, encontramos experiências que não estavam exatamente de acordo com aquilo que eu havia imaginado quando comecei a pesquisar.

    E talvez seja justamente isso que torne uma viagem tão especial.

    Planeje o que puder, pesquise bastante, organize seu orçamento, cuide dos documentos e deixe o roteiro preparado. Mas guarde também um pouco de espaço para aquilo que você não consegue planejar.

    Porque, no final, uma viagem bem planejada não é aquela em que nada dá errado. É aquela em que você está preparado o suficiente para lidar com o que acontecer e ainda conseguir aproveitar a experiência.

    Agora que você já sabe como planejar uma viagem do zero, o próximo passo é aprender a montar um roteiro que faça sentido para os dias que você realmente terá no destino.

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  • Roma em 3 Dias: Roteiro Real, O Que Fazer e Quanto Custa

    Roma em 3 Dias: Roteiro Real, O Que Fazer e Quanto Custa

    Dá para conhecer Roma em 3 dias? Depois de tentar, digo o que realmente é possível ver — e o que nenhum roteiro apertado entrega de verdade.

    Arquivo acervo pessoal

    Roma foi a cidade que mais me fez sentir que faltou tempo. Mesmo depois de três dias inteiros dedicados só a ela, saí de lá com uma lista enorme de lugares para conhecer numa próxima viagem. E isso me deixou com uma pergunta que carrego desde então: dá para “conhecer” Roma em 3 dias, ou a gente só finge que conheceu?

    Já contei o roteiro completo que fizemos por lá, com todos os pontos que visitamos, dia a dia. Este post é diferente. É sobre o que esse tipo de roteiro apertado realmente entrega — e o que ele finge entregar, mas não entrega.

    O que “conhecer Roma em 3 dias” realmente significa

    Vamos ser honestas sobre o que um roteiro de 3 dias em Roma consegue fazer: ele te leva ao Coliseu, à Fontana di Trevi, ao Panteão, ao Vaticano, à Piazza Navona. Ele te dá fotos bonitas, uma sensação de “já vi os principais pontos”, e histórias para contar quando alguém perguntar “e aí, como foi a Itália?”.

    O que ele não te dá é tempo. E Roma, mais do que qualquer outra cidade que visitei nessa viagem, é uma cidade que pune quem não tem tempo.

    Se Milão é moderna e Veneza é encantadora, Roma é grandiosa — e grandiosidade não se consome rápido. Ela reúne alguns dos monumentos mais importantes do mundo inteiro, concentrados numa densidade histórica que nenhuma outra cidade do nosso roteiro tinha. Cada esquina literalmente guarda uma camada diferente de história — Roma Antiga, Renascimento, Barroco, moderna —, e três dias são suficientes para caminhar por cima dessas camadas, mas não para realmente enxergá-las.

    Por que Roma é diferente das outras cidades do roteiro

    Em Milão, três dias teriam sido generosos — a cidade se deixa conhecer rápido, com o Duomo e a região ao redor concentrando boa parte do essencial. Em Veneza, um dia já é suficiente para se apaixonar, mesmo sabendo que a cidade merece mais tempo para ser explorada com calma. Mas Roma não segue essa lógica. Ela não tem um “centro compacto” que resuma a cidade — ela se espalha em camadas históricas que não cabem numa caminhada de meio período.

    Essa foi a percepção que mais me marcou comparando as cidades do roteiro: o tempo ideal para uma cidade não é uma métrica fixa (tantos dias por cidade), é uma métrica relativa ao que aquela cidade específica exige de você. Roma exige mais. E um roteiro que trata todas as cidades com a mesma régua de dias acaba, invariavelmente, dando a Roma menos do que ela pede.

    A armadilha do “ticar a lista”

    Arquivo acervo pessoal

    Existe uma armadilha silenciosa em qualquer roteiro apertado, e ela é essa: você começa a viagem querendo viver a cidade, e termina cumprindo uma lista. Coliseu, feito. Vaticano, feito. Fontana di Trevi, feito, feito à noite também, porque alguém disse que era ainda mais bonita iluminada. E era. Mas em algum momento do segundo dia, percebi que estava mais preocupada em não deixar nenhum item pendente do que em realmente estar presente em cada lugar.

    Isso não é exclusividade nossa — é o efeito natural de qualquer roteiro que tenta encaixar uma cidade do tamanho histórico de Roma num tempo pequeno demais. E aqui vai a parte que eu acho que pouca gente admite: às vezes a gente escolhe isso conscientemente, sabendo do trade-off, porque o tempo disponível é o que é. Foi o nosso caso — Roma era uma parada dentro de uma viagem maior pela Itália, com uma data comemorativa específica esperando lá na frente. Não dava para esticar.

    O que salvou a experiência, apesar da pressa

    Se tem uma coisa que fez esses 3 dias valerem, mesmo apertados, foi voltar aos lugares à noite. Coliseu de dia, e Coliseu iluminado à noite. Fontana di Trevi de dia, cheia de gente, e Fontana di Trevi à noite, com uma atmosfera completamente diferente. Esse pequeno hábito — revisitar em outro horário, em vez de tentar conhecer um lugar novo a cada hora do dia — foi o que deu à viagem uma sensação de profundidade que o roteiro, por si só, não tinha.

    Aprendi algo com isso: quando o tempo é curto, a escolha não precisa ser “quantos lugares consigo visitar”, mas “quantas vezes consigo voltar a um lugar que realmente valeu a pena”. Prefiro ter visto o Coliseu duas vezes, em dois climas diferentes, do que ter trocado essa segunda visita por mais um monumento novo, visto correndo, riscado de uma lista.

    O perrengue que também fez parte disso

    Arquivo acervo pessoal

    No meio dessa correria toda, também vivemos o perrengue que contei em outro post— três multas de transporte público, no nosso último dia na cidade, por causa de uma tentativa mal calculada de economizar tempo pagando o ônibus com um único cartão revezado entre o grupo. Não foi coincidência que isso tenha acontecido justamente em Roma, e justamente no dia em que estávamos mais apressadas: correria gera decisão ruim, e decisão ruim, em viagem, geralmente custa dinheiro.

    Se eu tivesse que resumir a lição maior dessa passagem por Roma, seria essa: pressa não economiza tempo, ela só desloca o problema — do tempo para o dinheiro, ou do tempo para o cansaço, ou do tempo para a experiência que fica pela metade. Roma não perdoa quem tenta atropelar essa conta.

    Então, dá ou não dá?

    Depois de tudo isso, minha resposta sincera é: dá para visitar Roma em 3 dias. Não dá para conhecê-la.

    São coisas diferentes, e acho que grande parte da frustração de quem sai de uma viagem curta pela cidade se sentindo “por baixo” vem justamente de confundir as duas coisas. Visitar é possível, e vale muito a pena — os pontos turísticos de Roma são icônicos por um motivo real, não por hype de Instagram. Mas conhecer, no sentido de entender o ritmo da cidade, os bairros fora do circuito turístico, os horários mortos entre uma atração e outra, isso exige tempo que 3 dias simplesmente não compram.

    O que eu faria diferente

    Reservaria pelo menos 5 dias, se a viagem permitisse — o suficiente para incluir um dia sem compromisso nenhum, sem lista, sem “próximo ponto do roteiro”. Compraria os ingressos do Vaticano e do Coliseu com ainda mais antecedência, para não perder tempo em fila logo pela manhã. E, honestamente, teria comprado bilhetes individuais de transporte público para cada pessoa do grupo desde o primeiro dia — teria evitado tanto a multa quanto a sensação de estar sempre correndo contra alguma coisa.

    Também repensaria a ordem do roteiro dentro da própria viagem: colocar Roma numa posição mais central, com um dia de descanso antes e depois, em vez de encaixá-la entre outros deslocamentos, teria dado mais fôlego para aproveitar cada dia sem o cansaço acumulado das cidades anteriores pesando na experiência.

    Mas não trocaria a decisão de ter ido, mesmo apertada. Prefiro uma Roma vista com pressa a uma Roma que ficou só no “algum dia eu vou”.

    O que fica depois que a pressa passa

    Voltei do Brasil com a sensação estranha de já querer voltar para um lugar de onde tinha acabado de sair. Isso não é comum — a maioria das cidades que visito me deixa satisfeita, pronta para o próximo destino sem olhar muito para trás. Roma foi diferente. E hoje entendo que essa inquietação não é sinal de que a viagem deu errado. É sinal de que Roma fez exatamente o que grandes cidades fazem: te mostrar o suficiente para te fazer perceber o quanto ainda falta.

    Se você está decidindo se vale a pena visitar Roma mesmo com poucos dias disponíveis, a resposta é sim — mas vá sabendo que vai sair de lá com uma dívida em aberto, não com um capítulo fechado. E, para mim, foi exatamente essa dívida que tornou a viagem inesquecível.


    Se você está planejando sua própria passagem por Roma, tem o roteiro completo que fizemos, dia a dia, aqui — e vale a leitura de como evitamos (ou quase evitamos) o perrengue da multa de ônibus antes de sair correndo pela cidade como nós fizemos. Se Roma for parte de uma viagem maior pela Itália,(o roteiro completo dos nossos 10 dias está aqui), incluindo os motivos pelos quais decidimos fazer o país inteiro numa única viagem curta.

    E antes de qualquer viagem internacional, meus dois itens fixos de planejamento: o eSIM da Airalo e o seguro viagem que nunca deixo de contratar — principalmente numa cidade onde imprevistos, como aprendemos, custam caro.

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    Read more: Roma em 3 Dias: Roteiro Real, O Que Fazer e Quanto Custa
  • Multa no Ônibus em Roma: Como Acontece e Como Evitar

    Multa no Ônibus em Roma: Como Acontece e Como Evitar

    Multa de ônibus em Roma: o que aconteceu com nossa família, quanto pagamos e como validar corretamente o bilhete no transporte público italiano.

    Arquivo acervo pessoal

    Nem toda viagem é só foto bonita e roteiro perfeito — e esse post é exatamente sobre um desses momentos que a gente não posta no Instagram, mas que vale muito compartilhar, porque pode economizar um bom dinheiro (e uma dor de cabeça) para quem está planejando uma viagem à Itália. No nosso último dia em Roma, levamos não uma, mas três multas de ônibus, todas no mesmo passeio. Neste post, conto exatamente o que aconteceu, por que aconteceu, e o que aprendemos sobre como funciona (de verdade) o pagamento do transporte público italiano.

    Neste post você vai encontrar:

    • Como nos deslocávamos pela Itália
    • O que deu errado no ônibus em Roma
    • Como funcionou a fiscalização
    • Quanto pagamos e as opções que tínhamos
    • O que pesquisamos depois sobre as consequências
    • O que faríamos diferente
    • Frequently asked questions

    Como nos deslocávamos pela Itália

    Ao longo da nossa viagem de 10 dias pela Itália, todos os deslocamentos entre cidades foram feitos de trem — regional ou de alta velocidade —, comprados com antecedência, usamos o app da Omio que recomendamos e deixamos esse link para obter desconto na primeira compra . Isso funcionou muito bem, sem nenhum imprevisto.

    Já dentro de cada cidade, fizemos muita coisa a pé, mas também usamos bastante transporte público: metrô, trem e ônibus. Em Milão, usamos o metrô, compramos o bilhete e validamos — tudo tranquilo, sem confusão nenhuma. Em Veneza, nem chegamos a usar transporte terrestre, já que a cidade não tem — apenas embarcações, e ali seguimos explorando a pé pelas ruelas direto da Estação Santa Lucia.

    Foi em Roma que a coisa se complicou um pouco. Nossa hospedagem ficou mais longe da estação central e do centro histórico do que parecia no mapa, então precisamos usar mais transporte público do que imaginávamos, incluindo algumas baldeações, combinando dois tipos de ônibus para nos locomover.


    O que deu errado no ônibus em Roma

    Na Itália inteira, sempre que você usa um bilhete de transporte público, ele precisa ser validado — isso é regra bem conhecida, e sabíamos disso desde o início da viagem. Mas logo no primeiro ônibus que pegamos em Roma, notamos que o validador, além de aceitar o bilhete físico, também aceitava cartão de débito diretamente na máquina. Para mim, na hora, pareceu mais prático — sem precisar comprar bilhetes físicos com antecedência para todo mundo.

    O problema é que estávamos em 6 pessoas, mas apenas eu e meu marido tínhamos cartão internacional (da Wise). Na primeira tentativa, passei meu cartão, e a máquina debitou normalmente. Mas, na sequência, quando tentei passar novamente para pagar a passagem de outra pessoa do grupo, a máquina não aceitou.

    Imaginei que funcionasse como aqui no Brasil, onde às vezes a máquina “trava” depois de um uso muito próximo e libera de novo depois de alguns minutos. Então esperei cerca de 15 minutos, tentei novamente, e dessa vez debitou uma segunda passagem. Seguimos pagando o ônibus dessa forma ao longo dos dias em Roma — sempre esperando um intervalo entre uma passagem e outra no mesmo cartão.

    Eu sabia que existia a possibilidade de fiscalização, mas como estávamos pagando certinho (ainda que de um jeito improvisado), não imaginei que isso fosse um problema real.


    Como funcionou a fiscalização

    Num dos dias, reservamos a manhã para visitar a Basílica de São Pedro, bem cedinho, para fugir do calor e das filas grandes. Pegamos o primeiro ônibus até a estação central e, de lá, outro ônibus até o Vaticano. Logo cedo, esse segundo ônibus já estava bem lotado. Passei meu cartão para validar minha passagem; minha sogra conseguiu sentar; meu marido teve que ir até o fundo do ônibus para tentar validar numa outra máquina.

    Alguns minutos depois, entraram 2 fiscais. Na hora, pensei: “não deu tempo de passar minha passagem” — porque realmente não tinha se passado o intervalo necessário entre uma validação e outra no mesmo cartão.

    Os fiscais foram passando de pessoa em pessoa, pedindo o bilhete e conferindo com um aparelhinho que eles aproximam do bilhete (ou do cartão usado) — esse aparelho indica se aquela viagem específica foi paga ou não. Quem não tinha registro de pagamento já era separado e orientado a descer do ônibus.

    Quando chegou a nossa vez, tentei explicar que tínhamos pago no débito. O fiscal aproximou o aparelhinho do meu celular (onde estava o comprovante do meu cartão) e confirmou que sim, uma passagem havia sido paga — mas e as demais pessoas do grupo? Eles não entenderam, e não aceitaram a dinâmica que eu tinha feito, de ir revezando o mesmo cartão entre as pessoas ao longo dos dias. Descemos todos do ônibus.


    Quanto pagamos e as opções que tínhamos

    Ali mesmo, os fiscais imprimiram a multa: 45 euros por pessoa, num total de 3 multas (referentes às passagens que não tinham registro de pagamento individual). Eles nos deram duas opções: pagar ali na hora, no valor de 45 euros por multa, ou pagar depois, por um valor mais alto — 106 euros por multa.

    No impulso do momento, decidimos pagar ali mesmo. Não entendíamos direito a dinâmica nem as consequências de não pagar naquele momento, e preferimos resolver logo, mesmo com o valor sendo salgado.

    Não deixamos que isso abalasse o resto da viagem — seguimos com o roteiro programado e, dali em diante, passamos a comprar bilhetes físicos individuais para cada pessoa do grupo, sem correr o risco de outra multa. Era, inclusive, nosso último dia em Roma.


    O que pesquisamos depois sobre as consequências

    Depois do episódio, pesquisei com calma para entender melhor o que teria acontecido se não tivéssemos pago a multa ali na hora. Pelo que entendi, o não pagamento não impediria a entrada na Europa, nem um possível retorno à Itália numa próxima viagem. O que pode acontecer é a multa não paga gerar multas adicionais por atraso, e até chegar a gerar cobranças internacionais, deixando a dívida em euros ainda mais alta ao longo do tempo — provavelmente por alguns anos, até prescrever. Mesmo assim, esse é um risco que eu não me arriscaria a correr, considerando a incerteza sobre como isso poderia impactar futuras viagens ou até questões burocráticas.

    Importante: essa é a nossa compreensão a partir da nossa própria pesquisa depois do ocorrido — regras de trânsito e transporte público podem mudar, e cada situação pode ter particularidades diferentes. Se você passar por algo parecido, vale considerar buscar informação oficial atualizada ou orientação jurídica local, especialmente se o valor envolvido for alto.


    O que faríamos diferente

    Arquivo acervo pessoal
    • Compraríamos bilhetes individuais para cada pessoa do grupo, desde o início, em vez de tentar usar um único cartão de débito internacional revezando entre as pessoas.
    • Entenderíamos melhor a regra local antes de improvisar uma forma de pagamento — o que parece prático ou “dá para fazer assim” no Brasil pode não valer em outro país, e em alguns lugares pode até ser considerado uma infração mais séria.
    • Levaríamos em conta que fiscalização em transporte público na Europa costuma ser rigorosa — diferente da percepção mais informal que às vezes temos no Brasil sobre esse tipo de fiscalização.

    O maior aprendizado, no fim das contas, foi esse: o que para a gente parece normal ou uma solução criativa em outro país pode, na verdade, ser tratado como infração — e em alguns casos, até como crime. Vale sempre entender bem as regras e as formas de pagamento aceitas no destino, principalmente em situações fiscalizadas com esse rigor.

    Por que compartilhamos esse perrengue

    Arquivo acervo pessoal

    Sei que não é o tipo de história que costuma aparecer nos posts mais bonitinhos de viagem, mas decidimos compartilhar justamente porque pode ajudar outras famílias a não passarem pelo mesmo aperto. Viajar em grupo grande, com pessoas de gerações diferentes e nem todo mundo com cartão internacional, é uma situação bem comum — e a “solução criativa” que encontramos no calor do momento parecia fazer sentido, até não fazer mais nenhum sentido na frente dos fiscais.

    Se você está planejando uma viagem em grupo pela Itália, esse é o tipo de detalhe que vale a pena resolver antes de embarcar: garanta que cada pessoa do grupo tenha uma forma própria de pagar e validar o transporte público, seja com bilhete físico comprado antecipadamente, seja com cartão individual. O tempo investido nisso antes da viagem é bem menor do que o tempo (e o dinheiro) perdido resolvendo uma multa no meio do passeio.


    Frequently asked questions

    É preciso validar o bilhete de ônibus em Roma mesmo pagando com cartão? Sim. Cada validação no cartão precisa corresponder exatamente a uma pessoa e uma viagem — não é possível revezar o mesmo cartão entre várias pessoas do grupo em sequência, mesmo que a máquina aceite o pagamento tecnicamente.

    Quanto custa a multa de ônibus em Roma sem bilhete validado? No nosso caso, a multa foi de 45 euros por pessoa, pagos na hora. Se optássemos por pagar depois, o valor subiria para 106 euros por pessoa.

    O que acontece se eu não pagar a multa de transporte em Roma? Segundo nossa pesquisa após o episódio, o não pagamento não impede entrada na Europa nem viagens futuras à Itália, mas pode gerar multas adicionais e cobranças internacionais ao longo do tempo. Recomendamos buscar orientação oficial atualizada caso isso aconteça com você.

    Como evitar multa de transporte público em Roma? Compre bilhetes individuais para cada pessoa do grupo, valide corretamente cada um antes de embarcar, e evite improvisar formas de pagamento não recomendadas oficialmente, mesmo que pareçam funcionar na prática.

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  • Itália em Família: Roteiro de 10 Dias por Milão, Veneza, Roma e Sorrento

    Itália em Família: Roteiro de 10 Dias por Milão, Veneza, Roma e Sorrento

    Roteiro real de 10 dias pela Itália em família: Milão, St. Moritz, Veneza, Roma, Nápoles e Sorrento. Onde ficar, o que fazer e o que faríamos diferente.

    Arquivo acervo pessoal

    Essa viagem começou com um motivo especial: o presente de 15 anos da nossa filha, que coincidiu com o Dia das Mães e com a celebração de 45 anos de casamento dos meus pais. Mais do que uma viagem, foi a realização de um sonho antigo — vivido em família, do jeito que a gente sempre imaginou.

    Decidimos fazer algo que a maioria dos roteiros tradicionais não recomenda: em vez de explorar a Itália só por região, atravessamos o país do norte ao sul em 10 dias — Milão, um bate-volta pelos Alpes Suíços, Veneza, Roma, Nápoles e Sorrento. Foi intenso, mas cada cidade valeu a experiência.

    Neste post reúno o roteiro completo, o que fazer em cada cidade, onde ficamos, como nos deslocamos entre elas, quanto tempo eu recomendaria para cada uma e — o mais importante — o que eu faria diferente numa próxima vez.

    Neste post você vai encontrar:

    • Resumo rápido do roteiro (quantos dias em cada cidade)
    • O que fazer em Milão, Veneza, Roma, Nápoles e Sorrento
    • Bate-volta para St. Moritz, na Suíça
    • Como nos deslocamos entre as cidades
    • Quanto tempo eu recomendaria para cada cidade
    • O que eu faria diferente
    • Frequently asked questions

    Resumo rápido: quantos dias em cada cidade

    CidadeDias no nosso roteiro
    Milão2 dias (incluindo bate-volta para St. Moritz)
    Veneza1 dia
    Rome3 dias
    Nápoles1 dia
    Sorrento1 dia (reduzido por uma greve no transporte)

    Se eu fosse montar o roteiro ideal hoje, com mais tempo disponível, a distribuição mudaria — falo sobre isso mais abaixo.


    Milão: 2 dias (a porta de entrada)

    Milão foi nossa base para conhecer a cidade e também para uma das experiências mais marcantes da viagem: o bate-volta para St. Moritz, na Suíça.

    Arquivo acervo pessoal

    O que fazer em Milão:

    • Duomo de Milão — o cartão-postal da cidade; vale subir ao terraço se tiver tempo
    • Galeria Vittorio Emanuele II — ao lado do Duomo, lojas e cafés numa arquitetura elegante
    • Piazza della Scala e o Teatro alla Scala
    • Castelo Sforzesco, cercado por áreas verdes
    • Igreja de San Bernardino alle Ossa, a curiosa “igreja dos ossos”
    • Arco della Pace, perto do Parque Sempione

    Dica prática: comece o dia cedo pela região do Duomo para fugir do movimento e aproveitar melhores fotos. Se sua passagem por Milão for curta, concentre-se no Duomo e no Castelo Sforzesco — dá para ir a pé entre eles.

    Onde ficamos: buscamos hospedagem próxima à Central Station, encontramos pelo Booking, amplo, limpo e ótima localização, o que facilitou bastante os deslocamentos, só ficamos triste porque esquecemos compras no armário e o anfitrião não nos avisou.

    Onde comer: All’Antico Vinaio (famoso pelos sanduíches recheados), lanche de mortadela tradicional, e San Giorgio Ristorante Pizzeria para pizza e pratos clássicos.

    Passamos o domingo dia das mães em Milão e nosso jantar foi pizza! Nossa primeira refeição na Itália, escolhemos San Giorgio Ristorante, bem próximo a nossa hospedagem.

    Bate-volta para St. Moritz (Suíça)

    Foi um dos passeios mais especiais de toda a viagem. Saindo de Milão bem cedo, seguimos de trem para a região dos Alpes, com paisagens de montanhas, lagos cristalinos e vilarejos que parecem cartão-postal.

    Arquivo acervo pessoal

    Aliás viajemos de trem por toda Itália, e nossas reservas fizemos pelo App da Omio, escolhemos pela praticidade, pois na Itália tem muitas opções de trens, existe trem regional, trem de alta velocidade, e surgiram muitas dúvidas, lá no app da Omio ele já seleciona e mostra o melhor caminho, mais rápido ou o que sai mais cedo, você escolhe!

    Em St. Moritz, caminhamos pelo centro histórico e aproveitamos a atmosfera elegante da cidade — e ainda deu tempo de voltar para Milão no mesmo dia.

    Vale a pena? Muito. Foi uma das experiências mais marcantes da viagem e uma chance de conhecer dois países numa mesma viagem, mesmo com poucos dias na Itália.


    Veneza: 1 dia (mas o ideal são pelo menos 2)

    Veneza foi, sem dúvida, uma das cidades mais encantadoras do roteiro. Caminhar por suas ruas estreitas e se perder nos cantinhos inesperados é praticamente obrigatório.

    Arquivo acervo pessoal

    O que fazer:

    • Ponte degli Scalzi, logo em frente à Estação Santa Lucia
    • Ponte de Rialto, com vista para o Grande Canal
    • Libreria Acqua Alta, a famosa livraria com livros guardados em gôndolas
    • Praça e Basílica de São Marcos
    • Passeio de gôndola pelos canais históricos
    • Ponte dos Suspiros

    Dica prática: chegue cedo — o amanhecer e o fim de tarde rendem as melhores fotos e menos movimento.

    Onde comer: Caffè Canonica para um café rápido, Al Chianti para pratos tradicionais, e Dal Moro’s Fresh Pasta To Go para uma refeição rápida com ótimo custo-benefício.

    Se pudesse voltar, reservaria pelo menos 2 dias em Veneza — daria tempo de conhecer bairros menos turísticos e as ilhas de Murano e Burano.


    Roma: 3 dias (mas sugiro 5)

    Roma foi uma das cidades mais impressionantes de toda a viagem. Três dias dão para conhecer o essencial, mas a sensação ao final é de que sempre vai faltar tempo.

    Arquivo acervo pessoal

    Dia 1 — Centro histórico: Piazza di Spagna, Fontana di Trevi, Panteão, Piazza Navona, Castelo Sant’Angelo e Campo de’ Fiori. À noite, voltamos ao Coliseu para vê-lo iluminado — vale muito a pena.

    Dia 2 — Vaticano e Trastevere: Praça e Basílica de São Pedro, Museus do Vaticano, e à noite o charmoso bairro de Trastevere, com sua gastronomia excelente.

    Dia 3 — Coliseu e Roma Antiga: Coliseu, Fórum Romano e os arredores. À noite, voltamos à Fontana di Trevi iluminada — a atmosfera é completamente diferente do dia.

    Dica prática: Roma exige muita caminhada — use calçados confortáveis. Visite os principais monumentos também à noite, quando ganham iluminação especial.

    Onde ficamos: um apartamento amplo com vista panorâmica da cidade, reservamos pelo Booking, super amplo, seguro, limpo, mas confesso que a localização não foi o ponto alto. No maps parecia mais próximo a estação central, acabamos andando muito com as malas até chegar no apartamento, mas acho que vale a penas avaliar pois o valor foi muito bom.

    Onde comer: boas opções em Trastevere (Pizzeria Ristorante, Trattoria Luzzi, Pippo a Trastevere) e não deixe de experimentar os gelatos espalhados pela cidade.

    Se tivesse mais tempo em Roma, valeria incluir: Monumento a Vittorio Emanuele II, Villa Borghese, Termas de Caracalla, Via Appia Antica e a Basílica de Santa Maria Maior.


    Nápoles: 1 dia (a Itália mais autêntica)

    Nápoles apresenta uma Itália bem diferente de Roma, Veneza ou Milão: ruas movimentadas, roupas estendidas nas janelas e muita vida acontecendo ao mesmo tempo. É também considerada o berço da pizza napolitana.

    Arquivo acervo pessoal

    O que fazer:

    • Piazza Giuseppe Garibaldi, porta de entrada para quem chega de trem
    • Porta Nolana, um dos portões históricos da cidade
    • Catedral de São Januário (Duomo di Napoli)
    • Centro Histórico, Patrimônio Mundial da UNESCO

    Onde comer: Nápoles é parada obrigatória para quem ama pizza — L’Antica Pizzeria da Michele e Antica Pizzeria Di Matteo que foi onde comi a melhor comida de rua de toda viagem! Juro, todos devem um dia provar frittatina – um famoso salgado frito de rua, feito com massa de macarrão cremosa e crocante por fora.

    Vale a pena? Sim. Nápoles pode não ser a cidade mais organizada da Itália, mas tem personalidade, história e uma energia única.

    Se tiver mais tempo, considere incluir: Nápoles Subterrânea, Castel dell’Ovo, o Museu Arqueológico Nacional e bate-voltas para Pompeia ou Capri.


    Sorrento: 1 dia (mas planeje pelo menos 2-3)

    Sorrento foi uma das cidades mais bonitas do roteiro — só que por causa de uma greve no transporte, precisamos reduzir nossa estadia de 2 dias para apenas 1. Mesmo assim, a cidade conquistou pela vista para o mar e pela atmosfera acolhedora.

    Arquivo acervo pessoal

    O que fazer:

    • Belvedere Lucio Dalla, um dos mirantes mais famosos, com vista para o Golfo de Nápoles
    • Piazza Tasso, o coração da cidade
    • Villa Comunale di Sorrento, ótima para ver o pôr do sol
    • Marina Grande, antiga vila de pescadores

    Dica prática: reserve o final da tarde para os mirantes — a luz do entardecer deixa a paisagem ainda mais bonita.

    Se eu pudesse mudar algo no roteiro, com certeza ficaria mais dias em Sorrento — a região é uma excelente base para Capri, Positano, Amalfi e Ravello, e não tivemos tempo de aproveitar nada disso.


    Como nos deslocamos entre as cidades

    Usamos principalmente trens, uma opção prática e confortável para longas distâncias. Nosso trajeto foi:

    Milão → Veneza → Roma → Nápoles → Sorrento

    O que pouca gente imagina é que planejar esses deslocamentos exige atenção: em vários trechos existem diferentes empresas de trem operando, com horários, categorias de assento e valores bem variados. A localização das estações e o número de conexões também impactam diretamente a experiência — vale muito pesquisar com antecedência antes de fechar o roteiro.

    Eu usei o app Omio pra facilitar o planejamento de todo trajeto, sugiro que faça o mesmo. pode baixar o app ou usar esse link do site bem completo.


    Quanto tempo eu recomendaria para cada cidade

    Se eu tivesse 15 dias na Itália hoje, essa seria a distribuição:

    • Milão — 2 dias: 1 para a cidade, 1 para o bate-volta a St. Moritz
    • Veneza — 2 dias: 1 para os pontos turísticos, 1 para bairros menos turísticos ou Murano e Burano
    • Roma — 5 dias: 1 para o centro histórico, 1 para o Vaticano, 1 para o Coliseu e Roma Antiga, 2 extras para explorar com mais calma
    • Nápoles — 3 dias: 2 para o centro histórico e a pizza napolitana, 1 para o Vesúvio ou Pompeia
    • Sorrento — 3 dias: 1 para a cidade, 1 para Capri, 1 para a Costa Amalfitana

    O que eu faria diferente

    • Ficaria mais dias em Sorrento, para explorar Capri e a Costa Amalfitana com calma
    • Reservaria mais tempo em Roma — viajar em grupo, com crianças e idosos, exige respeitar o ritmo de cada um
    • Compraria os ingressos do Vaticano e do Coliseu com ainda mais antecedência, para pegar os primeiros horários do dia
    • Levaria menos roupa e deixaria mais espaço na mala — a Itália é um convite às compras (massas, azeites, chocolates, cerâmicas)
    • Reservaria as hospedagens com mais antecedência para conseguir melhores localizações
    • Incluiria mais momentos livres no roteiro — muitas das melhores lembranças surgem quando a gente desacelera para observar uma praça ou caminhar sem destino
    • Compraria os bilhetes dos transporte público assim que chegasse nas cidades.

    Perguntas frequentes sobre viajar para a Itália em família

    Quantos dias são necessários para conhecer a Itália do norte ao sul? Fizemos em 10 dias (Milão, Veneza, Roma, Nápoles e Sorrento), mas o ideal — sem pressa — seriam de 15 dias.

    Vale a pena incluir St. Moritz, na Suíça, num roteiro pela Itália? Sim, especialmente saindo de Milão. É um bate-volta de um dia que permite conhecer os Alpes Suíços sem comprometer o restante do roteiro.

    Roma dá para conhecer em 3 dias? Dá para ver o essencial (centro histórico, Vaticano e Coliseu), mas o ideal são de 3 a 5 dias, especialmente viajando em família.

    Como se locomover entre as cidades da Itália? O trem foi nossa principal opção — prático, confortável e eficiente para as distâncias entre Milão, Veneza, Roma, Nápoles e Sorrento.

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  • El Calafate e Perito Moreno em 3 Dias: Roteiro com Trekking

    El Calafate e Perito Moreno em 3 Dias: Roteiro com Trekking

    Relato real de 3 dias em El Calafate: passeio de 4×4 pelos pampas, mini trekking no Perito Moreno e dicas de restaurantes. Veja como foi.

    No fim das contas, como já contei no post sobre Ushuaia, fui acompanhada pelo meu marido, Gustavo — e foi justamente em El Calafate que ele começou a se apaixonar pela viagem tanto quanto eu já estava. Depois de passar quatro dias em Ushuaia, pegamos um voo de pouco mais de 1h20min até El Calafate, prontos para viver o que viria a ser um dos capítulos mais marcantes de toda a viagem — dessa vez, os dois juntos.

    Já tinha fechado alguns passeios com uma agência de brasileiros ainda em Ushuaia, e no post de hoje conto como foram nossos três dias completos na cidade — do passeio de 4×4 pelos pampas até o mini trekking em cima do próprio glaciar.

    Neste post você vai encontrar:

    • Como chegamos a El Calafate
    • Dia 1: passeio de 4×4 pelos pampas e jantar na caverna
    • Dia 2: Perito Moreno — passarelas e mini trekking no gelo
    • Dia 3: dia livre na cidade, o lago e as últimas compras
    • Onde comemos: Isabel Cocina e Big Pizza
    • Volta ao Brasil
    • Frequently asked questions

    Como chegamos a El Calafate

    O voo saindo de Ushuaia é rápido — pouco mais de 1h20min de duração. Ficamos hospedados bem no centro da cidade, o que facilitou muito, já que El Calafate não é uma cidade grande e dá para resolver praticamente tudo a pé.

    Dia 1: passeio de 4×4 pelos pampas e jantar na caverna

    Nosso primeiro passeio já estava fechado para o mesmo dia da chegada: um passeio de 4×4 rodando pelos pampas da Patagônia, na região de El Calafate. O roteiro passa por alguns sítios arqueológicos, onde o guia vai contando toda a história do descobrimento e dos povos nativos da região, incluindo paradas em pontos com pinturas rupestres, enquanto ele explica sobre a civilização que habitava aquele território. Ele também conta um pouco da história do Lago Argentino, o grande lago que banha a cidade.

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    O passeio fecha com um jantar dentro de uma caverna equipada para receber um grupo pequeno de visitantes, de frente para o Lago Argentino. Era uma noite bem gelada, e a agência oferece um poncho e uma cobertura para ajudar com o frio — já que ficamos bem afastados da cidade, num lugar aberto em frente ao lago, embora o jantar em si aconteça dentro da própria caverna.

    O chef prepara tudo na hora: começa com um caldinho quente e saboroso, acompanhado de vinho ou refrigerante. Na sequência, vem o prato principal — um guiso, prato típico da Patagônia, servido dentro de um pão. É uma comida bem reconfortante, com pedaços de carne, cogumelos e legumes, do tipo que dá vontade de repetir. Para fechar, uma sobremesa servida num potinho pequeno: doce de leite argentino.

    Foi uma experiência incrível, cercados de pessoas do mundo todo — é um passeio bem turístico, no bom sentido. Depois do jantar, o mesmo veículo 4×4 nos levou de volta ao ponto de encontro no centro da cidade, enquanto outro grupo já chegava para viver a mesma experiência.

    Recomendo muito esse passeio, tanto para casais quanto para famílias. A dica principal é: se agasalhe bem, mesmo com o poncho oferecido pela agência — o vento do outono (ou da época do ano em que você for) pode ser bem intenso, e isso pode impactar o conforto de um passeio que, de resto, é simplesmente incrível.

    Dia 2: Perito Moreno — passarelas e mini trekking no gelo

    No dia seguinte, já tinha fechado o passeio para conhecer o Perito Moreno. O trajeto inclui um transfer de cerca de 80 km até o Parque Nacional Los Glaciares, onde a geleira fica. Assim que chegamos ao parque, fizemos o pagamento à parte da entrada — vale sempre confirmar o valor atualizado antes de ir, já que os preços na Argentina mudam com frequência.

    Ainda dentro do parque, caminhamos cerca de 15 minutos até chegar à entrada das passarelas — e já dava para avistar o Perito Moreno ao fundo, o suficiente para as primeiras fotos. Tivemos sorte com o clima: fazia frio, mas o dia estava aberto, com aquele contraste lindo entre o céu azul limpo, a vegetação em tons de outono (um verde mais alaranjado) e a geleira impressionantemente branca, com vários tons de azul, refletindo no lago.

    Nas passarelas, ficamos livres — o guia explicou que teríamos cerca de 1h a 1h30 para caminhar por conta própria antes de seguir para a trilha que dá acesso ao gelo propriamente dito. As passarelas têm vários quilômetros de extensão e caminhos diferentes, permitindo ver o Perito Moreno de vários ângulos. O tempo inteiro, você escuta estrondos — nem sempre é um desprendimento de gelo acontecendo, mas o som, parecido com um trovão, é constante.

    Só as passarelas já valem o passeio, mesmo para quem não quiser fazer o mini trekking. Mas fizemos uma pequena trilha, com o guia explicando que o Perito Moreno já foi bem mais avançado do que é hoje — já teve recuo ao longo do tempo. Depois dessa trilha, chegamos até as encostas do glaciar, onde uma equipe de apoio nos colocou os grampons nos calçados e os capacetes, com todas as instruções de segurança para o mini trekking.

    Diferente do que eu imaginava, não senti tanto frio em cima da geleira — o dia estava com sol, então foi bem confortável, mas ainda assim essencial usar protetor solar, protetor labial, óculos de sol, luvas impermeáveis e calçado também impermeável, seguindo todas as orientações do guia.

    Foi um passeio incrível — me senti super segura o tempo todo, sem nada que causasse preocupação, desde que a gente seguisse tudo certinho. É difícil descrever a sensação de caminhar por um glaciar milenar. Em determinado ponto do trajeto, passamos por dentro de um túnel de gelo formado naturalmente. No final do mini trekking, um dos guias coletou um pouco do gelo do próprio glaciar e fizemos um brinde — algumas pessoas com uísque, outras com chocolate quente ou refrigerante. A nossa agência ainda deu um chocolatinho para encerrar.

    Depois do trekking, retornamos ao ponto de encontro e voltamos de transfer para a cidade — um passeio de dia inteiro, cansativo, mas absolutamente inesquecível.

    Dia 3: dia livre na cidade, o lago e as últimas compras

    No terceiro dia, deixamos livre para explorar El Calafate por conta própria. Caminhamos pelas ruas, fizemos as últimas compras — muito vinho, alfajores e lembrancinhas comprados no mercado — e reservamos boa parte do dia para caminhar ao redor do Lago Argentino, que tem um caminho que dá para trilhar bem à beira d’água.

    Andamos bastante pelo trajeto ao redor do lago (e ainda faltou percorrer bastante, porque é realmente extenso). Ao longo do caminho, avistamos flamingos e até alguns cavalos que pareciam ser selvagens — uma paisagem bem bonita e inesperada para quem só conhecia El Calafate pelas fotos do Perito Moreno.

    A cidade em si é muito bonita, com um parque que, pelo que vi em fotos, fica completamente nevado no inverno. Também visitamos um museu na cidade. Ficaram de fora alguns outros atrativos que não deu tempo de fazer — mas nesse último dia, o foco foi mesmo em curtir a cidade com calma: conhecer as ruas, a vegetação local, e aproveitar para tirar fotos sem pressa.

    Onde comemos: Isabel Cocina e Big Pizza

    Duas recomendações de restaurante que valem registrar da nossa passagem por El Calafate: Isabel Cocina e Big Pizza. Os dois entraram no nosso roteiro de refeições durante os dias na cidade, e recomendamos como boas opções para quem estiver por lá.

    Volta ao Brasil

    No dia seguinte ao nosso terceiro dia completo em El Calafate, já retornamos ao Brasil, seguindo a mesma lógica da ida: fizemos uma conexão em Buenos Aires antes de seguir para casa.


    Frequently asked questions

    Quanto tempo dura o voo de Ushuaia até El Calafate? Pouco mais de 1h20min, o que torna essa combinação de destinos bastante prática dentro de um roteiro pela Patagônia Argentina.

    O mini trekking no Perito Moreno é seguro? Sim, desde que você siga todas as orientações da equipe de guias — uso de grampons, capacete e equipamento de proteção adequado. Na nossa experiência, nos sentimos seguros o tempo todo.

    É preciso ser experiente para fazer o mini trekking? Não. É um passeio guiado, com toda a instrução de segurança repassada antes do início, adequado para quem nunca pisou numa geleira antes.

    Vale a pena fazer as passarelas do Perito Moreno mesmo sem fazer o trekking? Sim, com certeza. As passarelas por si só já garantem uma experiência completa, com vistas incríveis da geleira de vários ângulos — o trekking é um complemento e tanto, mas não obrigatório para aproveitar o passeio.Vale a pena o passeio de 4×4 pelos pampas com jantar na caverna? Sim, recomendamos bastante, tanto para casais quanto para famílias. É uma experiência única, mas vale se agasalhar bem, já que o frio (principalmente o vento) pode ser intenso dependendo da época do ano.

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    Read more: El Calafate e Perito Moreno em 3 Dias: Roteiro com Trekking
  • El Calafate: Onde Fica, O Que Fazer e Melhor Época para Viajar

    El Calafate: Onde Fica, O Que Fazer e Melhor Época para Viajar

    El Calafate: como chegar, onde ficar, o que fazer, melhor época e dicas para viajar em família até a porta de entrada do Perito Moreno.

    Arquivo acervo pessoal

    Depois de Ushuaia, El Calafate foi o segundo destino da nossa viagem pela Patagônia Argentina — e não é exagero dizer que é praticamente uma parada obrigatória para quem quer conhecer de perto uma das geleiras mais impressionantes do planeta, o Perito Moreno. Antes de contar como foi nossa experiência lá (isso vai virar outro post, com todos os detalhes do que vivemos), decidi montar primeiro esse guia geral: onde fica a cidade, como chegar, o que fazer, onde ficar, onde comer e tudo o que vale saber antes de organizar sua própria viagem.

    Neste post você vai encontrar:

    • Onde fica El Calafate
    • Com quais cidades ela se conecta
    • Como chegar
    • O que fazer no geral
    • Onde ficar
    • Onde comer
    • Vale a pena ir com família e crianças?
    • Melhor época para visitar
    • Atividades gratuitas
    • Atividades pagas
    • Curiosidades sobre a cidade
    • Frequently asked questions

    Onde fica El Calafate

    El Calafate é uma cidade da província de Santa Cruz, na Patagônia argentina, situada às margens do Lago Argentino — o maior lago da Argentina. A cidade funciona como a principal porta de entrada para o Parque Nacional Los Glaciares, que abriga o famoso Glaciar Perito Moreno, além de outras geleiras menos visitadas, como a Upsala e a Spegazzini.

    Apesar de estar em pleno território patagônico, El Calafate tem uma característica curiosa em relação aos outros grandes destinos da região: sua baixa temporada acontece justamente no inverno, ao contrário de cidades como Ushuaia e Bariloche, que vivem do turismo de neve nessa época. Isso porque El Calafate não é um destino de esqui — no inverno, o frio intenso e as condições climáticas mais instáveis chegam a suspender alguns dos passeios mais procurados, como a caminhada sobre o próprio glaciar.

    Com quais cidades El Calafate se conecta

    Arquivo acervo pessoal

    El Calafate costuma aparecer em roteiros combinados com outros destinos da Patagônia, e essa foi exatamente a nossa lógica de viagem também. As conexões mais comuns são:

    • Ushuaia: existem voos diretos entre as duas cidades, o que torna essa combinação bastante popular entre quem quer conhecer “o fim do mundo” e o Perito Moreno na mesma viagem — foi o trajeto que fizemos.
    • Bariloche: outra combinação clássica dentro da Patagônia Argentina, também com voos diretos disponíveis.
    • Buenos Aires: a maioria dos viajantes brasileiros passa por Buenos Aires antes de seguir para El Calafate, seja como conexão rápida, seja aproveitando para conhecer a capital argentina por alguns dias.
    • El Chaltén: cidade vizinha, famosa pelo trekking até o Monte Fitz Roy, geralmente visitada como um bate-volta ou extensão de poucos dias a partir de El Calafate.

    Como chegar

    A forma mais prática de chegar a El Calafate é de avião, através do Aeroporto Internacional Comandante Armando Tola (FTE), que recebe voos diários vindos de Buenos Aires e de outras cidades patagônicas, como Ushuaia e Bariloche, especialmente durante a temporada de maior movimento.

    O aeroporto fica a cerca de 21 km do centro da cidade, e o deslocamento até lá pode ser feito de táxi, transfer compartilhado ou carro alugado — nós optamos por transfer, que costuma ser a opção mais tranquila para quem chega de viagem com bagagem.

    Existem alternativas por terra, como ônibus saindo de Buenos Aires, mas o trajeto ultrapassa 40 horas de viagem, o que praticamente inviabiliza essa opção para quem tem pouco tempo disponível. Também é possível voar até a cidade de Rio Gallegos e seguir por terra até El Calafate, mas essa rota é bem menos usada do que o voo direto.


    O que fazer no geral

    Embora o Perito Moreno seja, sem dúvida, a grande estrela da região (e mereça um post só para ele), El Calafate tem uma série de outras atrações que valem a pena, tanto dentro da cidade quanto nos arredores:

    • Glaciarium, um museu interativo dedicado ao gelo e às geleiras da Patagônia, com direito a um bar de gelo dentro do próprio espaço;
    • Cerro Frías, montanha com vista panorâmica da cidade e do Lago Argentino, acessível de carro até a base e depois a pé, a cavalo ou de teleférico;
    • Reserva Laguna Nimez, uma área natural protegida dentro do próprio perímetro urbano, ótima para observação de aves;
    • Costanera Presidente Néstor Kirchner, o charmoso passeio à beira do Lago Argentino, onde ficam as famosas letras gigantes com o nome da cidade;
    • Passeios de navegação pelos braços do Lago Argentino, incluindo opções que levam até outras geleiras, como a Upsala e a Spegazzini, para quem quer ver mais do que só o Perito Moreno.

    Onde ficar

    Arquivo acervo pessoal

    Na nossa viagem, ficamos nas Cabañas Matices, uma opção de hospedagem que recomendamos bastante — cabanas confortáveis, com boa estrutura para quem quer um pouco mais de conforto e privacidade do que um hotel tradicional, ideal para famílias ou grupos que preferem ter espaço próprio durante a estadia.

    De forma geral, El Calafate tem uma boa variedade de hospedagem, de hostels mais econômicos a hotéis de categoria superior, a maioria concentrada próxima à Avenida Libertador, a rua principal da cidade, que reúne boa parte do comércio, agências de turismo e restaurantes.

    Onde comer

    A gastronomia de El Calafate gira bastante em torno da culinária patagônica — com destaque para o cordeiro patagônicoPUNTA ARGENTINA, presente em boa parte dos restaurantes tradicionais da cidade, muitas vezes preparado no espeto, ao estilo das parrillas argentinas – Los Baguales Parrilla y Tenedor Libre.Também vale experimentar pratos com trutaSergio Restaurant y Marisquería
    e cordeiroIsabel Cocina al Disco que por sinal foi uma das melhores escolha que tivemos, mesmo não optando pelo cordeiro, escolhemos jantar um guiso, comida típica da patagônica também, típicos da região, além da tradicional carne argentina em geral.

    A Avenida Libertador concentra a maior parte das opções de restaurantes, cafés e casas de chocolate — vale reservar um tempo para passear por ali, já que é também onde fica boa parte do comércio de lembrancinhas da cidade.

    Arquivo acervo pessoal

    Vale a pena ir com família e crianças?

    Sim, El Calafate é um destino que funciona muito bem em família. A cidade tem boa infraestrutura turística, os passeios principais (como as passarelas do Perito Moreno) são acessíveis sem exigir preparo físico especial, e há opções de passeio para todos os perfis — das trilhas mais leves na Reserva Laguna Nimez até experiências mais intensas, como o trekking sobre o próprio glaciar, para quem tiver interesse e condicionamento físico adequado.

    Para famílias com crianças pequenas, vale escolher hospedagem com boa estrutura (como cabanas ou apart-hotéis, que costumam oferecer mais espaço do que quartos de hotel convencionais) e priorizar os passeios mais acessíveis, deixando as atividades mais físicas, como trekkings mais longos, para quando as crianças forem um pouco maiores.

    Melhor época para visitar

    A melhor época para visitar El Calafate vai, de forma geral, de outubro a abril, quando as temperaturas são mais amenas e as principais atrações naturais estão totalmente acessíveis. Dentro desse período, cada estação entrega uma experiência diferente:

    • Verão (dezembro a fevereiro): é a alta temporada, com dias bem longos (o sol nasce por volta das 5h30 e só se põe perto das 23h) e temperaturas mais agradáveis para trekking e atividades ao ar livre. É também quando a cidade recebe o maior volume de turistas, então vale reservar passeios e hospedagem com antecedência.
    • Outono (março a maio): paisagens em tons dourados e avermelhados, além de preços geralmente melhores do que no verão.
    • Inverno (junho a agosto): baixa temporada na cidade, com neve, cenário mais dramático — mas também com menos opções de passeio disponíveis, já que algumas atividades (incluindo o trekking sobre o glaciar) costumam ser suspensas por questões de segurança.
    • Primavera (setembro a novembro): um bom equilíbrio entre preço, clima e disponibilidade de atividades.

    Dica prática: mesmo em pleno verão, vale levar roupa em camadas, corta-vento e protetor solar — o clima patagônico é imprevisível, e é comum enfrentar sol forte, vento e frio no mesmo dia.


    Atividades gratuitas

    • Costanera Presidente Néstor Kirchner: o passeio à beira do Lago Argentino é livre e gratuito, com vista bonita e as famosas letras da cidade para fotos.
    • Caminhada pelo centro da cidade e Avenida Libertador: passear pelas lojinhas, cafés e casas de chocolate não tem custo de entrada.
    • Observação da paisagem do Lago Argentino em diversos pontos ao longo da costanera.

    Atividades pagas

    • Reserva Laguna Nimez: cobra entrada (o pagamento costuma ser feito apenas em dinheiro, em pesos argentinos), com valor mais baixo para residentes locais e entrada gratuita para menores de 18 anos.
    • Glaciarium: museu com ingresso pago, incluindo a possibilidade de visitar o bar de gelo dentro do espaço, mediante taxa adicional.
    • Passarelas do Perito Moreno: entrada paga ao Parque Nacional Los Glaciares, com valor que costuma ser cobrado à parte do transporte até lá.
    • Trekking sobre o glaciar (mini trekking ou big ice): uma das experiências mais procuradas da região, com preço mais alto do que os demais passeios, por incluir equipamento especializado e guias.
    • Cerro Frías: cobrança para acesso à base da montanha e, dependendo da opção escolhida, para a subida de teleférico ou passeio a cavalo.
    • Navegação pelos braços do Lago Argentino: passeios de barco até outras geleiras da região, com valores que variam bastante conforme a duração e o roteiro escolhido.

    Curiosidades sobre El Calafate

    • O nome da cidade vem do calafate, um arbusto nativo da Patagônia que produz uma pequena fruta roxa e azulada, muito usada na culinária local (em geleias, licores e sobremesas). Existe até uma lenda regional que diz que quem come a fruta do calafate está destinado a voltar à Patagônia um dia.
    • A Reserva Laguna Nimez é uma das primeiras reservas naturais urbanas municipais criadas na Argentina, e abriga um número impressionante de espécies de aves registradas ao longo dos anos — um verdadeiro paraíso para quem gosta de observação de pássaros, mesmo sem sair do perímetro da cidade.
    • Apesar de estar cercada por paisagens tipicamente geladas e associada ao imaginário de “fim do mundo” da Patagônia, El Calafate tem clima seco, com baixa umidade — bem diferente do que muita gente imagina antes de visitar a região pela primeira vez.

    Frequently asked questions

    El Calafate fica perto de Ushuaia? Existem voos diretos entre as duas cidades, e essa é uma das combinações mais populares para quem quer conhecer a Patagônia Argentina numa única viagem — foi o trajeto que fizemos.

    Precisa de passaporte para ir a El Calafate? Não necessariamente. Por ser um destino do Mercosul, brasileiros podem entrar na Argentina apenas com o RG em bom estado, para fins de turismo.

    Vale a pena visitar El Calafate no inverno? É possível, mas com ressalvas — algumas atividades, incluindo o trekking sobre o glaciar, costumam ser suspensas nessa época, e a cidade opera com estrutura reduzida por ser baixa temporada local.

    Quantos dias vale a pena ficar em El Calafate? Depende do roteiro, mas de 3 a 4 dias costuma ser suficiente para conhecer o Perito Moreno com calma e ainda incluir passeios pela cidade e arredores.

    El Calafate é um bom destino para viajar com crianças? Sim, a cidade tem boa infraestrutura turística e passeios acessíveis para diferentes idades, especialmente as passarelas do Perito Moreno, que não exigem preparo físico especial.

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  • Checklist de Mala de Viagem: 25 Itens que Você Pode Esquecer

    Checklist de Mala de Viagem: 25 Itens que Você Pode Esquecer

    Checklist de mala de viagem em família com itens que quase ninguém lembra: ecobag, saquinho para roupa suja, e outros truques que aprendi na prática.

    Arquivo acervo pessoal

    Toda lista de mala que encontro por aí parece ter sido copiada da mesma fonte: protetor solar, carregador, remedinho básico, documento. Óbvio, útil, mas… eu já sei disso. Depois de rodar por Bariloche, Itália, Portugal, um cruzeiro inteiro pelo Nordeste e a Patagônia Argentina — sempre em família, sempre errando um pouquinho em cada mala —, aprendi que os itens que realmente salvam uma viagem quase nunca aparecem nessas listas prontas. São coisas pequenas, baratas, que ocupam pouquíssimo espaço, mas que resolvem aquele problema chato que ninguém te avisa que vai acontecer.

    Este post não é mais uma lista genérica. É o checklist que eu mesma fui construindo, viagem após viagem, feito de erro e acerto real — não copiado de nenhum outro blog.

    Neste post você vai encontrar:

    • Por que as listas de mala tradicionais não bastam
    • Os itens que ninguém lembra (e que deveriam estar em toda mala)
    • Como organizar tudo isso na prática
    • Checklist final para copiar e usar
    • Frequently asked questions

    Por que as listas de mala tradicionais não bastam

    Reparei um padrão: praticamente todo post sobre “o que levar na mala” repete a mesma dúzia de itens, na mesma ordem, com a mesma justificativa. Isso não é errado — só é insuficiente. Ninguém esquece o carregador de celular duas vezes na vida. Mas quase todo mundo esquece o saquinho para roupa suja, ou só percebe que precisava de uma sacola extra quando já está dentro de um mercado na Itália, sem sacola, sem carrinho, com os braços cheios de compras.

    Os itens que realmente fazem diferença numa viagem em família são os que resolvem um problema específico — e esses problemas só aparecem depois que você já viveu (ou sofreu) com eles pelo menos uma vez.


    Os itens que ninguém lembra (e que deveriam estar em toda mala)

    Arquivo acervo pessoal

    1. Uma ecobag vazia e dobrável

    Essa é praticamente uma regra de ouro que aprendi rápido: fora do Brasil, principalmente na Europa, muitos mercados e supermercados não oferecem sacola — ou cobram por ela, e nem sempre você tem o troco certo em outra moeda. Levo sempre uma ecobag dobrável, que ocupa o espaço de uma meia enrolada dentro da mala, e ela já salvou minhas compras de vinho e alfajor em El Calafate e as compras de última hora em Roma mais de uma vez.

    2. Saquinhos zip de diferentes tamanhos, para roupa suja

    Esse item resolve um problema que toda família com criança conhece bem: a roupa suja se mistura com a roupa limpa dentro da mala, porque a criança (ou o cansaço do fim do dia) simplesmente joga tudo junto. Um saquinho zip resolve isso na hora — você separa a roupa suja, fecha, e ela não encosta em mais nada. Uso também para roupa de banho molhada, que senão vira um problema desagradável dentro da mochila até secar.

    3. Balancinha digital de mala

    Um item pequeno, leve, que cabe na palma da mão, e que evita uma dor de cabeça real: chegar no aeroporto de volta pra casa com a mala pesando mais do que devia, cheia de vinho, chocolate e lembrancinha, e ter que pagar excesso de bagagem ou fazer malabarismo no check-in redistribuindo peso entre malas. Pesar a mala antes de sair da hospedagem evita esse susto.

    4. Um mini rolo de fita adesiva larga

    Parece bobo, mas resolve muita coisa: lacre de emergência numa mala que abriu, conserto rápido de um sapato descolando no meio de uma trilha, fixar um cabo solto, prender algo que quebrou. Não precisa ser o rolo inteiro — corte um pedaço generoso e enrole em torno de um pedaço de papelão ou caneta, assim ele ocupa quase nenhum espaço.

    5. Varal de viagem sem prego (ou um simples elástico resistente)

    Esse item já salvou muita roupa molhada de secar em cima de uma cadeira, pingando no chão do quarto. É útil especialmente depois de um dia de neve ou chuva — algo bem comum em roteiros como Bariloche ou Ushuaia — ou depois de lavar peças básicas à mão numa viagem mais longa, para não precisar levar tanta roupa.

    6. Prendedores de roupa (pregadores)

    Um item que parece não ter nada a ver com viagem, mas que uso direto: muitos quartos de hotel e pousada, principalmente fora do Brasil, têm cortinas finas que deixam entrar luz cedo demais. Em lugares como a Patagônia, onde o sol pode nascer bem cedo dependendo da estação, isso vira um problema real para quem quer dormir um pouco mais. Um pregador simples, fechando a fresta da cortina, resolve na hora.

    7. Uma caneta

    Parece o item mais bobo dessa lista, mas em quantos aeroportos e conexões internacionais eu já vi gente pedindo caneta emprestada para preencher formulário de imigração? Formulários em papel ainda existem em vários países, e a caneta nunca está onde deveria.

    8. Garrafinha ou squeeze dobrável, vazia

    Levar uma garrafa vazia (dobrável, para ocupar pouco espaço) permite reabastecer água depois de passar pela área de segurança do aeroporto, sem precisar comprar água engarrafada toda vez — o que, em alguns aeroportos, sai bem caro.

    9. Saco separado para calçados sujos

    Depois de uma trilha como a da Laguna Esmeralda, em Ushuaia, onde o terreno de turfa deixa qualquer calçado encharcado e sujo, ter um saco (pode ser até um saco de supermercado reservado) para isolar o calçado do resto da mala evita sujar tudo o que está por perto.

    10. Lenços umedecidos

    Um item básico, mas que vira ouro em viagem com criança pequena: mãos sujas depois de um lanche, banheiro de posto sem estrutura, aquele imprevisto de última hora. Ocupa pouco espaço e resolve muita coisa rápido.

    11. Fotografar o conteúdo da mala antes de despachar

    Esse não é bem um “item”, mas um hábito que recomendo: antes de despachar a bagagem, tire uma foto rápida do que está dentro dela. Parece exagero, até o dia em que a mala é extraviada ou chega danificada — e ter esse registro ajuda (e muito) na hora de acionar o seguro viagem ou reivindicar algo junto à companhia aérea.

    12. Uma pasta ou envelope para guardar recibos

    Recibos de compras, comprovantes de passeio, ingressos impressos — tudo isso se perde fácil dentro da mala se não tiver um lugar fixo. Uma pastinha simples resolve, e ajuda bastante se você precisar acionar o seguro viagem por qualquer motivo durante a viagem.


    Como organizar tudo isso na prática

    Uma coisa que aprendi com o tempo: separar por “kits” funciona muito melhor do que separar só por tipo de roupa. Um saquinho com o essencial de praia ou neve (dependendo do destino), outro com os itens de “emergência” (fita adesiva, saquinhos zip, pregadores), outro com documentos e recibos. Isso facilita muito na hora de pegar algo com pressa, sem precisar vasculhar a mala inteira — um detalhe que faz toda diferença quando você está viajando com criança impaciente esperando no corredor do hotel.


    Checklist final para copiar e usar

    Arquivo acervo pessoal

    Os “esquecidos” que resolvem um problema real:

    • [ ] Ecobag dobrável vazia
    • [ ] Saquinhos zip de diferentes tamanhos (roupa suja, itens molhados)
    • [ ] Balancinha digital de mala
    • [ ] Mini rolo de fita adesiva larga
    • [ ] Varal de viagem sem prego ou elástico resistente
    • [ ] Prendedores de roupa (pregadores)
    • [ ] Caneta
    • [ ] Garrafinha/squeeze dobrável vazia
    • [ ] Saco separado para calçados sujos
    • [ ] Lenços umedecidos
    • [ ] Hábito: fotografar o conteúdo da mala antes de despachar
    • [ ] Pasta ou envelope para recibos e comprovantes

    O básico que você já sabe (mas vale confirmar antes de fechar a mala):

    • [ ] Documentos de viagem (e cópias, físicas e digitais)
    • [ ] Chip internacional/eSIM já instalado antes de embarcar
    • [ ] Seguro viagem contratado, com apólice salva no celular
    • [ ] Roupas adequadas ao destino e à estação
    • [ ] Medicamentos de uso pessoal

    Frequently asked questions

    Por que levar uma ecobag se a mala já está cheia de roupa? Porque ela ocupa quase nenhum espaço dobrada, e resolve um problema comum fora do Brasil: muitos mercados e lojas não oferecem sacola gratuita, e chegar sem nenhuma opção na mão pode ser um transtorno real no meio das compras.

    Vale a pena levar saquinho zip mesmo em viagens curtas? Sim. Mesmo em viagens de poucos dias, roupa suja e roupa molhada (de banho ou de chuva) precisam de um lugar separado dentro da mala, principalmente viajando com crianças.

    Esses itens fazem diferença mesmo em viagens nacionais? Sim, boa parte deles funciona em qualquer tipo de viagem — a balancinha de mala, o saquinho zip, os pregadores de roupa e a fita adesiva resolvem problemas que independem do destino.

    O que fazer se perceber que esqueceu algum item importante já na viagem? A maioria desses itens é fácil de encontrar em qualquer supermercado ou loja local do destino — o problema costuma ser mais o tempo perdido procurando do que propriamente a indisponibilidade.

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  • Trem do Fim do Mundo em Ushuaia: Vale a Pena? Preço e Relato

    Trem do Fim do Mundo em Ushuaia: Vale a Pena? Preço e Relato

    Sim! E talvez essa não seja a resposta que muita gente espera quando começa a pesquisar se o passeio realmente vale a pena.

    Antes de viajar para Ushuaia, eu também fiquei naquela dúvida: será que esse é um daqueles passeios que parecem incríveis nas fotos, mas que, quando chegam na hora, são apenas uma atração turística cara?

    Afinal, estamos falando de um trem.

    Um trem antigo, em uma região conhecida como o “fim do mundo”, passando por paisagens bonitas e carregando uma história bastante particular.

    Mas será que isso é suficiente para justificar colocar o passeio no roteiro?

    Depois de fazer o passeio durante minha viagem para Ushuaia, minha resposta é sim, eu faria novamente.

    Só que existe uma diferença importante entre dizer “vale a pena” e dizer que esse é obrigatoriamente o melhor passeio de Ushuaia.

    Não acho que seja.

    Na minha opinião, o Trem do Fim do Mundo vale a pena pelo conjunto da experiência: a história, a paisagem, o simbolismo de estar naquele lugar e a própria sensação de percorrer uma antiga ferrovia em uma das regiões mais ao sul do planeta.

    E é justamente isso que quero contar neste post.

    Não quero apenas repetir informações que você encontra em qualquer site de turismo.

    Quero contar como eu enxerguei o passeio depois de ter estado lá.


    O que é o Trem do Fim do Mundo?

    O Trem do Fim do Mundo, em Ushuaia, é uma das atrações turísticas mais conhecidas da cidade.

    O passeio está relacionado à história do antigo presídio de Ushuaia e à ferrovia utilizada pelos presos para transportar madeira e outros materiais.

    E foi justamente essa parte histórica que fez o passeio ter um significado diferente para mim.

    Antes de viajar, eu imaginava que seria basicamente um trem turístico passando por uma paisagem bonita.

    Mas, quando você conhece um pouco da história por trás daquela ferrovia, começa a olhar para o passeio de outra maneira.

    Você não está simplesmente entrando em um trem antigo.

    Está percorrendo um caminho que faz parte da história de Ushuaia.

    E isso, para mim, muda bastante a experiência.


    Mas o Trem do Fim do Mundo é realmente bonito?

    É.

    Só que eu não iria para Ushuaia esperando encontrar um cenário congelado durante todo o trajeto.

    Essa é uma expectativa que as redes sociais podem criar.

    Ushuaia tem paisagens impressionantes, mas a aparência da região muda de acordo com a estação do ano, as condições climáticas e o momento da viagem.

    Durante o passeio, o trem atravessa uma paisagem cercada por natureza, com montanhas, vegetação, rios e áreas que remetem à antiga ferrovia.

    E existe uma coisa que fotografia nenhuma consegue reproduzir direito:

    a sensação de estar ali.

    Talvez pareça clichê, mas é verdade.

    Você olha pela janela e pensa:

    “Eu realmente vim parar no fim do mundo.”

    E esse sentimento faz parte da experiência.


    Eu achei o passeio muito turístico?

    Sim.

    E não vejo isso necessariamente como algo ruim.

    O Trem do Fim do Mundo é uma atração turística.

    Ele foi criado para receber visitantes e contar parte da história da região.

    Então, se você estiver procurando uma experiência totalmente selvagem, isolada e sem estrutura turística, provavelmente esse não é o passeio que você está procurando.

    Agora, se a ideia é conhecer Ushuaia, entender um pouco da história local e ainda passar por uma paisagem muito bonita, eu considero uma boa escolha.

    Na minha viagem, eu não quis escolher apenas atividades de aventura.

    Eu queria conhecer diferentes lados do destino.

    E foi justamente por isso que gostei de combinar o trem com outras experiências.

    Fiz a navegação pelo Canal Beagle, conheci o Glaciar Martial, fiz a Laguna Esmeralda e também visitei o Museu do Presídio.

    Cada passeio tinha uma proposta diferente.

    E isso deixou minha experiência em Ushuaia muito mais completa.


    A história do Trem do Fim do Mundo faz diferença?

    Para mim, faz muita diferença.

    Se eu simplesmente embarcasse sem saber absolutamente nada sobre a história da ferrovia, talvez eu enxergasse o passeio apenas como um trem turístico bonito.

    Mas quando você entende que aquele caminho está relacionado ao antigo sistema penitenciário de Ushuaia, a viagem ganha outra dimensão.

    O presídio tinha uma relação direta com a construção e utilização da ferrovia.

    Os presos eram utilizados em diferentes trabalhos, incluindo atividades ligadas à extração de madeira.

    Por isso, o trem não é apenas uma atração criada do nada para turistas.

    Ele está conectado à história da cidade.

    E eu acho que esse é justamente um dos motivos que fazem o passeio funcionar tão bem para quem gosta de conhecer um destino além das fotografias.


    Quanto tempo dura o passeio?

    A duração pode variar conforme o roteiro e a operação escolhida, então eu recomendo conferir as informações atualizadas no momento da reserva.

    Mas uma coisa é importante para quem está montando um roteiro em Ushuaia:

    não pense apenas no tempo dentro do trem.

    Você precisa considerar o deslocamento até a estação, o horário de embarque e o restante do seu planejamento naquele dia.

    Isso parece óbvio, mas é justamente o tipo de detalhe que pode fazer diferença quando você está tentando encaixar vários passeios em poucos dias.

    Eu prefiro sempre deixar uma margem de tempo.

    Principalmente em destinos de natureza.

    O clima pode mudar.

    Um passeio pode atrasar.

    Um deslocamento pode levar mais tempo do que você imaginava.

    E ninguém merece passar as férias correndo de um lugar para outro só para cumprir uma lista de atrações.


    Trem do Fim do Mundo vale a pena?

    Para mim, sim.

    Mas vou colocar de uma maneira ainda mais prática.

    Eu faria novamente se:

    • fosse minha primeira viagem para Ushuaia;
    • gostasse de história;
    • quisesse conhecer uma atração tradicional da cidade;
    • gostasse de paisagens naturais;
    • estivesse viajando em família;
    • quisesse uma atividade que não exigisse o mesmo esforço físico de uma trilha;
    • tivesse interesse em entender melhor a relação entre o antigo presídio e a ferrovia.

    Talvez eu não priorizasse se:

    • tivesse pouquíssimo tempo em Ushuaia;
    • meu objetivo principal fosse fazer apenas trilhas e atividades de aventura;
    • já tivesse feito o passeio anteriormente e precisasse escolher entre ele e uma experiência completamente nova.

    Essa é a minha opinião depois de ter feito o passeio.

    E acho importante deixar isso claro porque “vale a pena” é uma resposta muito pessoal.

    O que eu considero imperdível pode não ser prioridade para outra pessoa.


    Eu faria o Trem do Fim do Mundo ou a Laguna Esmeralda?

    Essa é uma comparação interessante.

    Porque são experiências completamente diferentes.

    A Laguna Esmeralda envolve trilha, esforço físico, contato mais intenso com a natureza e uma sensação maior de aventura.

    Já o Trem do Fim do Mundo é uma experiência mais tranquila, histórica e contemplativa.

    Se eu tivesse que escolher apenas um, dependeria muito do perfil da pessoa.

    Para alguém apaixonado por trilhas, talvez a Laguna Esmeralda seja mais interessante.

    Para quem gosta de história, paisagens e quer uma atividade mais confortável, eu escolheria o trem.

    No meu caso, eu não precisei escolher.

    E ainda bem.

    Porque uma das coisas que mais gostei em Ushuaia foi justamente poder experimentar propostas diferentes.


    E se eu estiver viajando com crianças?

    Essa é outra situação em que eu considero o trem uma opção interessante.

    Nem todo mundo consegue ou quer fazer trilhas longas durante uma viagem.

    Crianças pequenas, pessoas mais velhas ou viajantes que não estão acostumados com atividades físicas podem aproveitar muito mais um passeio como o trem.

    Além disso, existe o próprio elemento lúdico.

    A ideia de entrar em um trem chamado Trem do Fim do Mundo já desperta curiosidade.

    E quando você acrescenta a história, as paisagens e o contexto da viagem, o passeio deixa de ser apenas um deslocamento.

    Vira uma experiência.

    Se você estiver viajando em família, vale apenas conferir as condições atuais do passeio, horários e regras para crianças antes de reservar.


    O que levar para o Trem do Fim do Mundo?

    Aqui entra uma dica que vale não só para o trem, mas para praticamente toda viagem para Ushuaia:

    não confie apenas na previsão de temperatura.

    O frio pode ser influenciado pelo vento e pelas condições do dia.

    Por isso, eu prefiro pensar em roupas por camadas.

    Uma boa combinação pode incluir:

    • roupa térmica;
    • segunda camada para aquecimento;
    • casaco corta-vento ou impermeável;
    • calça confortável;
    • calçado adequado;
    • gorro;
    • luvas;
    • cachecol ou proteção para o pescoço.

    E claro: isso precisa ser adaptado à época do ano.

    Não é porque você vai para Ushuaia que necessariamente precisa comprar um guarda-roupa inteiro de inverno.

    Antes da viagem, eu recomendo verificar o clima esperado e avaliar o que você realmente vai usar.

    Em alguns casos, também pode fazer sentido alugar equipamentos e roupas no destino, especialmente itens específicos para neve ou atividades de aventura.


    Preciso de seguro viagem para Ushuaia?

    Eu considero uma boa ideia viajar com seguro viagem.

    E não apenas por causa do Trem do Fim do Mundo.

    No meu roteiro de Ushuaia, havia navegação, trilha, deslocamentos e atividades em contato com a natureza.

    E, quando uma viagem envolve esse tipo de experiência, eu prefiro não contar com a sorte.

    Seguro viagem não é garantia de que nada vai acontecer.

    É uma forma de ter assistência caso surja algum problema.

    Antes de contratar, é importante verificar as coberturas e as condições específicas da apólice, principalmente se você pretende fazer trilhas ou outras atividades consideradas de aventura.

    Essa é uma daquelas coisas que eu prefiro pagar e não precisar usar.


    E a internet durante a viagem?

    Outro item que entrou no meu planejamento foi a internet.

    Hoje, eu considero chip internacional ou eSIM uma facilidade enorme em viagens internacionais, sempre uso e recomendo da Airalo e tenho cupom para vocês – PATRIC28900

    Em Ushuaia, ter conexão ajuda a consultar mapas, confirmar reservas, pesquisar horários, falar com familiares e acessar informações durante os deslocamentos.

    Mas existe uma regra que eu considero ainda mais importante:

    não dependa exclusivamente da internet para fazer trilhas ou atividades de natureza.

    Se você pretende fazer passeios como a Laguna Esmeralda, por exemplo, é interessante ter informações e mapas disponíveis também de forma offline.

    A conexão pode variar.

    E uma viagem de aventura exige um pouco mais de planejamento.


    O que eu faria diferente se voltasse a Ushuaia?

    Essa talvez seja a parte mais interessante.

    Porque depois que a viagem acaba, a gente começa a perceber pequenas coisas que faria diferente.

    Eu pesquisaria ainda mais os horários e a logística dos passeios antes de montar o roteiro.

    Também reservaria um tempo para simplesmente aproveitar a cidade sem transformar todos os dias em uma sequência de atrações.

    Essa é uma coisa que aprendi viajando:

    não é porque você viajou longe que precisa preencher cada minuto do dia.

    Às vezes, sentar em um lugar, observar a paisagem, tomar alguma coisa quente e simplesmente perceber onde você está também faz parte da viagem.


    Então eu pagaria novamente?

    Pagaria.

    E acho que essa é a melhor resposta que posso dar depois de ter vivido a experiência.

    Eu não sairia dizendo que o Trem do Fim do Mundo é o único passeio que você precisa fazer em Ushuaia.

    Também não diria que ele é necessariamente o mais emocionante.

    Mas ele tem uma combinação que funciona:

    história + paisagem + experiência.

    E, para mim, isso foi suficiente para fazer o passeio valer a pena.

    Se eu voltasse amanhã para Ushuaia e tivesse que montar um novo roteiro, provavelmente tentaria incluir novamente o trem.

    Talvez não exatamente pelo mesmo motivo da primeira vez.

    Na primeira viagem, existe a curiosidade.

    Você quer conhecer o famoso Trem do Fim do Mundo.

    Na segunda, você já sabe o que vai encontrar.

    E justamente por isso pode prestar atenção em outros detalhes.


    Minha conclusão: vale colocar o Trem do Fim do Mundo no roteiro?

    Se essa é sua primeira viagem para Ushuaia, eu colocaria.

    Principalmente se você tiver tempo suficiente para combinar o passeio com outras experiências.

    O Trem do Fim do Mundo não precisa ser o passeio mais radical da sua viagem.

    Ele não precisa disputar com a Laguna Esmeralda.

    Nem com a navegação pelo Canal Beagle.

    Nem com o Glaciar Martial.

    Cada um deles entrega uma experiência diferente.

    E foi justamente essa variedade que fez minha viagem a Ushuaia ser tão especial.

    Eu cheguei ao destino querendo conhecer o famoso “fim do mundo”.

    E voltei com muito mais do que algumas fotos bonitas.

    Voltei com histórias.

    Com experiências que eu ainda lembro.

    E com a certeza de que alguns passeios turísticos são, sim, turísticos — e ainda assim podem valer muito a pena.

    Então, se você me perguntar hoje: “Patty, você pagaria novamente pelo Trem do Fim do Mundo?”

    Minha resposta continua sendo:

    Sim. Eu pagaria novamente.

    E talvez o mais importante seja descobrir se, para você, ele também faria sentido.


    Quer conhecer mais da minha viagem pela Argentina?

    Ushuaia foi apenas uma parte da minha experiência pela Argentina.

    Também conheci El Calafate, onde fiz um passeio de 4×4 com visita a sítios arqueológicos e jantar dentro de uma caverna. Também conheci o Parque Nacional Los Glaciares e tive a experiência de fazer minitrekking sobre o Glaciar Perito Moreno.

    São dois destinos que podem formar uma viagem incrível pela Patagônia Argentina, mas entregam experiências completamente diferentes.

    Em breve, vou contar aqui no blog também se El Calafate realmente vale a pena, como foi caminhar sobre o Perito Moreno e quais experiências eu faria novamente.

    Porque essa é a proposta deste blog:

    não contar apenas o que é bonito nas fotos, mas o que eu realmente achei depois de estar lá.

    Em minhas redes sociais sempre tem atualização e dicas em tempo real. No meu canal no Youtube também posto os relatos das viagens, então quero te ver lá também:

    Instagram: @pattycampossilva / @passepasseando

    Youtube: Passe Passeando

    Fale conosco: contato@passepasseando.com.br

    Read more: Trem do Fim do Mundo em Ushuaia: Vale a Pena? Preço e Relato
  • Ushuaia Vale a Pena? O Que Fazer e Quando Ir

    Ushuaia Vale a Pena? O Que Fazer e Quando Ir

    Ushuaia é tudo isso que o Instagram mostra? Relato real dos passeios, roupas, seguro viagem e o que ninguém conta sobre a cidade do fim do mundo.

    Ushuaia é realmente tudo isso? Antes de conhecer a cidade, essa foi uma das perguntas que eu mais me fiz.

    Nas redes sociais, Ushuaia parece quase um cenário de filme: montanhas enormes, neve, lagos, geleiras, trilhas, barcos navegando pelo Canal Beagle e aquela sensação de estar literalmente no fim do mundo.

    Mas uma coisa é ver tudo isso em fotos e vídeos. Outra é estar lá.

    Depois de conhecer Ushuaia e fazer alguns dos passeios mais conhecidos da região, posso dizer que minha resposta é: sim, Ushuaia é tudo isso — mas não exatamente da maneira que o Instagram mostra.

    A cidade é muito mais do que neve e paisagens bonitas. E, ao mesmo tempo, existem algumas expectativas que podem fazer uma pessoa se decepcionar se chegar ao destino imaginando que encontrará neve em todos os cantos, temperaturas congelantes o tempo inteiro e uma aventura extraordinária em cada esquina.

    Neste post, vou contar como foi minha experiência em Ushuaia, quais passeios fiz, o que realmente achei de cada um e o que eu gostaria de saber antes de viajar.

    Neste post você vai encontrar:

    • Onde fica Ushuaia
    • Ushuaia é realmente tudo isso?
    • Trem do Fim do Mundo: é tudo isso mesmo?
    • Navegação pelo Canal Beagle
    • Glaciar Martial: vale a pena?
    • Laguna Esmeralda: a aventura começa antes de chegar
    • Roupas para Ushuaia
    • Seguro viagem para Ushuaia
    • Chip internacional: vale a pena?
    • Museu do Presídio: o passeio que foge do óbvio
    • Afinal, Ushuaia vale a pena?
    • Quanto tempo ficar em Ushuaia?
    • Dá para combinar Ushuaia com outros destinos da Argentina?
    • O Instagram exagera sobre Ushuaia?

    Onde fica Ushuaia?

    Ushuaia está localizada na Argentina, na região da Terra do Fogo, no extremo sul do país.

    É conhecida mundialmente como “a cidade mais austral do mundo”, e essa característica por si só já faz parte do encanto do destino.

    Quando comecei a pesquisar uma viagem para Ushuaia, confesso que o fato de estar tão distante de tudo também me atraía.

    Não era simplesmente conhecer mais uma cidade argentina.

    Era conhecer um lugar que transmite aquela sensação de estar chegando ao limite do mapa.

    E talvez seja justamente essa sensação que torne Ushuaia tão especial.

    A cidade é cercada por montanhas, florestas, lagos e pelo Canal Beagle. Dependendo da época da viagem, o cenário pode mudar completamente.

    No inverno, a neve transforma a região.

    Em outras épocas do ano, as trilhas, lagos e montanhas ganham outro protagonismo.

    Por isso, uma das primeiras coisas que percebi é que Ushuaia não precisa necessariamente ser uma viagem exclusivamente para quem quer ver neve.

    Ushuaia é realmente tudo isso?

    Depois de conhecer o destino, eu diria que sim.

    Mas existe um detalhe importante: Ushuaia não é um destino que você aproveita apenas olhando a paisagem.

    Grande parte da experiência está nos passeios.

    E foi fazendo esses passeios que comecei a entender por que tanta gente se apaixona pela cidade.

    Eu conheci o Trem do Fim do Mundo, fiz a navegação pelo Canal Beagle, conheci o Glaciar Martial, fiz a trilha da Laguna Esmeralda e também visitei o Museu do Presídio.

    Cada experiência mostrou um lado completamente diferente de Ushuaia.

    E essa variedade foi uma das coisas que mais gostei.

    Trem do Fim do Mundo: é tudo isso mesmo?

    O famoso Trem do Fim do Mundo é provavelmente uma das imagens mais associadas a Ushuaia.

    Antes de viajar, eu tinha aquela expectativa de que seria um passeio bonito, mas talvez apenas turístico.

    E sim, existe uma parte bastante turística.

    Mas o contexto histórico torna a experiência muito mais interessante.

    O trem percorre uma antiga rota relacionada ao presídio de Ushuaia, e durante o passeio é possível conhecer um pouco da história dos antigos presos que eram enviados para aquela região.

    A paisagem também ajuda muito.

    Você passa por áreas de floresta, rios e montanhas, e existe uma sensação diferente em saber que está viajando por uma região tão extrema.

    Eu faria novamente?

    Sim.

    Principalmente para quem está conhecendo Ushuaia pela primeira vez.

    Mas eu não colocaria o trem como o único motivo para visitar a cidade. Para mim, ele funciona melhor como parte de um roteiro que combina história, natureza e aventura.

    Navegação pelo Canal Beagle

    Se existe um passeio que considero indispensável em Ushuaia, é a navegação pelo Canal Beagle.

    E aqui o Instagram não exagerou.

    Estar dentro do barco, cercada pelas montanhas e olhando a cidade de outro ângulo é uma experiência completamente diferente.

    O Canal Beagle também é conhecido pela presença de animais marinhos e aves, dependendo do roteiro e das condições do dia.

    Mas, para mim, o mais impressionante foi o conjunto.

    Montanhas.

    Água.

    Céu.

    Frio.

    E aquela sensação de estar em um lugar muito distante de casa.

    É o tipo de passeio que eu acho difícil explicar apenas por fotos.

    Você precisa estar lá.

    E talvez esse seja um dos maiores problemas das redes sociais: elas mostram uma imagem bonita, mas não conseguem transmitir a dimensão real do lugar.

    Glaciar Martial: vale a pena?

    O Glaciar Martial foi outro lugar que conheci em Ushuaia.

    E aqui eu faria uma ressalva.

    É importante entender que o acesso e as condições do local podem variar bastante de acordo com a época do ano e o clima.

    Por isso, não dá para planejar o passeio esperando encontrar exatamente a mesma paisagem que aparece em uma fotografia vista na internet.

    A natureza não funciona como um cenário montado.

    E esse é um ponto que considero muito importante quando falamos de Ushuaia.

    Você pode chegar esperando uma determinada quantidade de neve e encontrar outra realidade.

    Pode esperar determinado clima e pegar outro completamente diferente.

    Por isso, minha recomendação é pesquisar as condições do destino na época específica da sua viagem.

    Laguna Esmeralda: a aventura começa antes de chegar

    A Laguna Esmeralda foi uma das experiências que mais me fizeram sentir que estava realmente vivendo uma aventura.

    Aqui não é simplesmente chegar, tirar uma foto e voltar.

    Existe a trilha.

    Existe o esforço.

    Existe o clima.

    Existe o terreno.

    E existe aquela expectativa de finalmente chegar à lagoa.

    O nome já entrega um pouco do que você encontra: a água tem uma coloração muito bonita e o cenário ao redor é impressionante.

    Mas eu colocaria a Laguna Esmeralda em uma categoria diferente dos passeios mais tranquilos de Ushuaia.

    Se você não está acostumado com trilhas, precisa considerar o nível de esforço, as condições climáticas e os equipamentos adequados.

    E essa é uma coisa que eu gostaria de reforçar para quem está planejando uma viagem para Ushuaia:

    não subestime o clima.

    Roupas para Ushuaia: não viaje pensando apenas na temperatura

    Essa foi uma das coisas que mais percebi durante a viagem.

    Quando pensamos em Ushuaia, automaticamente pensamos em frio.

    Mas escolher roupas para esse destino não significa simplesmente colocar o casaco mais grosso que você tem dentro da mala.

    Dependendo da atividade, você precisa pensar em camadas.

    Uma primeira camada confortável, uma camada de aquecimento e uma camada externa capaz de proteger contra vento e, dependendo da época, chuva ou neve.

    Para trilhas, também é importante pensar nos calçados.

    Um tênis comum pode não ser suficiente para determinados terrenos e condições.

    Em passeios de aventura, equipamentos adequados fazem diferença não apenas no conforto, mas também na segurança.

    E uma dica que vale para praticamente qualquer viagem de natureza:

    não compre tudo antes de pesquisar.

    Dependendo do seu roteiro, alguns equipamentos podem ser alugados no destino.

    Faça as contas antes de encher a mala de coisas que talvez você use uma única vez.

    E o seguro viagem para Ushuaia?

    Outro item que eu considero importante colocar no planejamento é o seguro viagem.

    Mesmo viajando para a Argentina, eu não gosto de tratar seguro viagem como algo dispensável.

    Principalmente em uma viagem que envolve trilhas, navegação, frio, deslocamentos e atividades ao ar livre.

    Não significa que alguma coisa vai acontecer.

    A ideia é justamente viajar sabendo que, caso aconteça algum imprevisto, você tem uma assistência para recorrer.

    Antes de contratar, vale comparar coberturas e verificar se elas fazem sentido para o tipo de viagem que você está fazendo.

    E aqui entra uma dica importante para quem pretende fazer trilhas ou atividades consideradas de aventura:

    Leia as condições da apólice e não escolha simplesmente pelo menor preço.

    Verifique assistência médica, cobertura para bagagem, atendimento durante a viagem e, principalmente, as regras relacionadas às atividades que você pretende realizar.

    Por esses motivos eu sempre fecho o seguro com a Real Seguro viagem, grande cobertura, melhores preços e melhor atendimento.
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    Chip internacional: vale a pena?

    Outro detalhe que muita gente deixa para resolver em cima da hora é a internet.

    Eu considero o chip ou eSIM internacional um daqueles itens pequenos que fazem uma diferença enorme durante uma viagem.

    Em Ushuaia, ter internet facilita bastante para consultar mapas, transporte, reservas, horários, localização de restaurantes e comunicação, sempre que saio do Brasil eu já compro meu eSim daAiralo, de todos que já havia comprado foi de longe o mais fácil de instalar, já chego no destino conectada, a internet é ultra rápida. Você pode fechar o seu nesse link com cupom: PATRIC28900

    E existe outro detalhe: se você estiver fazendo trilhas ou passeios, não conte exclusivamente com o celular para sua segurança.

    Baixe mapas e informações importantes antes de sair.

    Dependendo da atividade e da região, o sinal pode ser limitado ou inexistente.

    Internet é uma comodidade.

    Não deve ser seu único recurso de orientação.

    Museu do Presídio: o passeio que foge do óbvio

    Nem todo mundo coloca o Museu do Presídio entre os primeiros lugares do roteiro de Ushuaia.

    Mas eu gostei justamente por ser uma experiência completamente diferente das paisagens naturais.

    Depois de passar por montanhas, lagos e navegação, conhecer a história do antigo presídio ajuda a entender melhor como aquela região se desenvolveu.

    É um passeio para quem gosta de história e quer enxergar Ushuaia além das fotos bonitas.

    E, para mim, foi justamente essa mistura que tornou a viagem mais interessante.

    Ushuaia não foi apenas natureza.

    Foi natureza + história + aventura.

    Afinal, Ushuaia vale a pena?

    Depois de conhecer a cidade, minha resposta é sim.

    Mas eu faria uma ressalva:

    Ushuaia vale a pena para quem escolhe o destino sabendo o que vai encontrar.

    Se você está procurando uma viagem em que basta caminhar pelo centro, tirar algumas fotos e voltar para o hotel, talvez não consiga aproveitar todo o potencial do destino.

    Ushuaia pede um pouco mais.

    Pede planejamento.

    Pede disposição.

    Pede roupas adequadas.

    E, dependendo do roteiro, pede preparo físico.

    Em compensação, entrega experiências que ficam na memória.

    Quanto tempo ficar em Ushuaia?

    Essa é uma pergunta difícil porque depende muito dos passeios que você pretende fazer.

    Se a ideia for conhecer apenas os principais pontos turísticos, alguns dias podem ser suficientes.

    Mas se você quiser combinar navegação, trilhas, atrações históricas e outros passeios de natureza, eu reservaria mais tempo.

    Uma coisa que aprendi viajando é que tentar colocar tudo em poucos dias pode transformar uma viagem incrível em uma corrida contra o relógio.

    E Ushuaia é justamente o tipo de destino que merece ser aproveitado com calma.

    Dá para combinar Ushuaia com outros destinos da Argentina?

    Sim — e essa pode ser uma excelente ideia para quem está planejando uma viagem maior pela Argentina.

    Ushuaia pode ser combinada, por exemplo, com El Calafate, outro destino que conheci e que tem uma proposta completamente diferente.

    Enquanto Ushuaia mistura montanhas, trilhas, navegação e a experiência de estar no extremo sul, El Calafate é muito marcada pelos glaciares e pelo impressionante Perito Moreno.

    Foi em El Calafate que fiz um passeio de 4×4 com visita a sítios arqueológicos e jantar dentro de uma caverna.

    Também conheci o Parque Nacional Los Glaciares e fiz um minitrekking sobre o Glaciar Perito Moreno.

    E posso dizer uma coisa: se você gosta de destinos de natureza, colocar Ushuaia e El Calafate na mesma viagem pode transformar o roteiro em uma experiência completamente diferente.

    Também é possível pensar em outros destinos argentinos dependendo do tempo disponível e da época da viagem.

    O Instagram exagera sobre Ushuaia?

    Depois de conhecer Ushuaia, eu diria que não exatamente.

    O Instagram não inventou as paisagens.

    Não inventou as montanhas.

    Não inventou o Canal Beagle.

    Não inventou a Laguna Esmeralda.

    Não inventou a experiência de conhecer uma cidade tão distante no extremo sul.

    O problema é que as redes sociais mostram apenas uma parte da história.

    Elas não mostram necessariamente o cansaço depois de uma trilha.

    Não mostram o planejamento das roupas.

    Não mostram o custo dos passeios.

    Não mostram quando o clima muda seus planos.

    Não mostram que uma fotografia de neve pode ter sido tirada em uma época completamente diferente da sua viagem.

    E principalmente:

    não mostram como é estar lá.

    Por isso, se você está pensando em conhecer Ushuaia, minha recomendação é não desistir do destino por achar que as redes sociais exageram.

    Mas também não monte sua viagem baseada apenas no Instagram.

    Pesquise.

    Compare.

    Entenda a época do ano.

    Escolha os passeios de acordo com seu perfil.

    Prepare suas roupas e equipamentos.

    Faça um seguro viagem adequado.

    E deixe espaço para aquilo que nenhuma foto consegue prever.

    Porque, no meu caso, depois de conhecer Ushuaia, posso dizer que a cidade não me pareceu exagerada.

    Ela só é muito mais real do que parece nas fotos.

    E talvez seja justamente isso que faça o destino valer tanto a pena.


    📌 Salve este post para planejar sua viagem para Ushuaia

    Se Ushuaia está na sua lista de destinos, salve este conteúdo para consultar quando começar a montar seu roteiro.

    E se você gosta de viagens pela Argentina, vale também conhecer minha experiência em El Calafate, no Perito Moreno, além de outros conteúdos sobre destinos de neve e viagens internacionais que estou compartilhando aqui no blog.

    Porque viajar não precisa ser apenas chegar ao destino.

    É também entender o que realmente vale a pena, evitar perrengues desnecessários e aproveitar melhor cada experiência.

    Em minhas redes sociais sempre tem atualização e dicas em tempo real. No meu canal no Youtube também posto os relatos das viagens, então quero te ver lá também:

    Instagram: @pattycampossilva / @passepasseando

    Youtube: Passe Passeando

    Fale conosco: contato@passepasseando.com.br

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