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  • El Calafate e Perito Moreno em 3 Dias: Roteiro com Trekking

    El Calafate e Perito Moreno em 3 Dias: Roteiro com Trekking

    Relato real de 3 dias em El Calafate: passeio de 4×4 pelos pampas, mini trekking no Perito Moreno e dicas de restaurantes. Veja como foi.

    No fim das contas, como já contei no post sobre Ushuaia, fui acompanhada pelo meu marido, Gustavo — e foi justamente em El Calafate que ele começou a se apaixonar pela viagem tanto quanto eu já estava. Depois de passar quatro dias em Ushuaia, pegamos um voo de pouco mais de 1h20min até El Calafate, prontos para viver o que viria a ser um dos capítulos mais marcantes de toda a viagem — dessa vez, os dois juntos.

    Já tinha fechado alguns passeios com uma agência de brasileiros ainda em Ushuaia, e no post de hoje conto como foram nossos três dias completos na cidade — do passeio de 4×4 pelos pampas até o mini trekking em cima do próprio glaciar.

    Neste post você vai encontrar:

    • Como chegamos a El Calafate
    • Dia 1: passeio de 4×4 pelos pampas e jantar na caverna
    • Dia 2: Perito Moreno — passarelas e mini trekking no gelo
    • Dia 3: dia livre na cidade, o lago e as últimas compras
    • Onde comemos: Isabel Cocina e Big Pizza
    • Volta ao Brasil
    • Frequently asked questions

    Como chegamos a El Calafate

    O voo saindo de Ushuaia é rápido — pouco mais de 1h20min de duração. Ficamos hospedados bem no centro da cidade, o que facilitou muito, já que El Calafate não é uma cidade grande e dá para resolver praticamente tudo a pé.

    Dia 1: passeio de 4×4 pelos pampas e jantar na caverna

    Nosso primeiro passeio já estava fechado para o mesmo dia da chegada: um passeio de 4×4 rodando pelos pampas da Patagônia, na região de El Calafate. O roteiro passa por alguns sítios arqueológicos, onde o guia vai contando toda a história do descobrimento e dos povos nativos da região, incluindo paradas em pontos com pinturas rupestres, enquanto ele explica sobre a civilização que habitava aquele território. Ele também conta um pouco da história do Lago Argentino, o grande lago que banha a cidade.

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    O passeio fecha com um jantar dentro de uma caverna equipada para receber um grupo pequeno de visitantes, de frente para o Lago Argentino. Era uma noite bem gelada, e a agência oferece um poncho e uma cobertura para ajudar com o frio — já que ficamos bem afastados da cidade, num lugar aberto em frente ao lago, embora o jantar em si aconteça dentro da própria caverna.

    O chef prepara tudo na hora: começa com um caldinho quente e saboroso, acompanhado de vinho ou refrigerante. Na sequência, vem o prato principal — um guiso, prato típico da Patagônia, servido dentro de um pão. É uma comida bem reconfortante, com pedaços de carne, cogumelos e legumes, do tipo que dá vontade de repetir. Para fechar, uma sobremesa servida num potinho pequeno: doce de leite argentino.

    Foi uma experiência incrível, cercados de pessoas do mundo todo — é um passeio bem turístico, no bom sentido. Depois do jantar, o mesmo veículo 4×4 nos levou de volta ao ponto de encontro no centro da cidade, enquanto outro grupo já chegava para viver a mesma experiência.

    Recomendo muito esse passeio, tanto para casais quanto para famílias. A dica principal é: se agasalhe bem, mesmo com o poncho oferecido pela agência — o vento do outono (ou da época do ano em que você for) pode ser bem intenso, e isso pode impactar o conforto de um passeio que, de resto, é simplesmente incrível.

    Dia 2: Perito Moreno — passarelas e mini trekking no gelo

    No dia seguinte, já tinha fechado o passeio para conhecer o Perito Moreno. O trajeto inclui um transfer de cerca de 80 km até o Parque Nacional Los Glaciares, onde a geleira fica. Assim que chegamos ao parque, fizemos o pagamento à parte da entrada — vale sempre confirmar o valor atualizado antes de ir, já que os preços na Argentina mudam com frequência.

    Ainda dentro do parque, caminhamos cerca de 15 minutos até chegar à entrada das passarelas — e já dava para avistar o Perito Moreno ao fundo, o suficiente para as primeiras fotos. Tivemos sorte com o clima: fazia frio, mas o dia estava aberto, com aquele contraste lindo entre o céu azul limpo, a vegetação em tons de outono (um verde mais alaranjado) e a geleira impressionantemente branca, com vários tons de azul, refletindo no lago.

    Nas passarelas, ficamos livres — o guia explicou que teríamos cerca de 1h a 1h30 para caminhar por conta própria antes de seguir para a trilha que dá acesso ao gelo propriamente dito. As passarelas têm vários quilômetros de extensão e caminhos diferentes, permitindo ver o Perito Moreno de vários ângulos. O tempo inteiro, você escuta estrondos — nem sempre é um desprendimento de gelo acontecendo, mas o som, parecido com um trovão, é constante.

    Só as passarelas já valem o passeio, mesmo para quem não quiser fazer o mini trekking. Mas fizemos uma pequena trilha, com o guia explicando que o Perito Moreno já foi bem mais avançado do que é hoje — já teve recuo ao longo do tempo. Depois dessa trilha, chegamos até as encostas do glaciar, onde uma equipe de apoio nos colocou os grampons nos calçados e os capacetes, com todas as instruções de segurança para o mini trekking.

    Diferente do que eu imaginava, não senti tanto frio em cima da geleira — o dia estava com sol, então foi bem confortável, mas ainda assim essencial usar protetor solar, protetor labial, óculos de sol, luvas impermeáveis e calçado também impermeável, seguindo todas as orientações do guia.

    Foi um passeio incrível — me senti super segura o tempo todo, sem nada que causasse preocupação, desde que a gente seguisse tudo certinho. É difícil descrever a sensação de caminhar por um glaciar milenar. Em determinado ponto do trajeto, passamos por dentro de um túnel de gelo formado naturalmente. No final do mini trekking, um dos guias coletou um pouco do gelo do próprio glaciar e fizemos um brinde — algumas pessoas com uísque, outras com chocolate quente ou refrigerante. A nossa agência ainda deu um chocolatinho para encerrar.

    Depois do trekking, retornamos ao ponto de encontro e voltamos de transfer para a cidade — um passeio de dia inteiro, cansativo, mas absolutamente inesquecível.

    Dia 3: dia livre na cidade, o lago e as últimas compras

    No terceiro dia, deixamos livre para explorar El Calafate por conta própria. Caminhamos pelas ruas, fizemos as últimas compras — muito vinho, alfajores e lembrancinhas comprados no mercado — e reservamos boa parte do dia para caminhar ao redor do Lago Argentino, que tem um caminho que dá para trilhar bem à beira d’água.

    Andamos bastante pelo trajeto ao redor do lago (e ainda faltou percorrer bastante, porque é realmente extenso). Ao longo do caminho, avistamos flamingos e até alguns cavalos que pareciam ser selvagens — uma paisagem bem bonita e inesperada para quem só conhecia El Calafate pelas fotos do Perito Moreno.

    A cidade em si é muito bonita, com um parque que, pelo que vi em fotos, fica completamente nevado no inverno. Também visitamos um museu na cidade. Ficaram de fora alguns outros atrativos que não deu tempo de fazer — mas nesse último dia, o foco foi mesmo em curtir a cidade com calma: conhecer as ruas, a vegetação local, e aproveitar para tirar fotos sem pressa.

    Onde comemos: Isabel Cocina e Big Pizza

    Duas recomendações de restaurante que valem registrar da nossa passagem por El Calafate: Isabel Cocina e Big Pizza. Os dois entraram no nosso roteiro de refeições durante os dias na cidade, e recomendamos como boas opções para quem estiver por lá.

    Volta ao Brasil

    No dia seguinte ao nosso terceiro dia completo em El Calafate, já retornamos ao Brasil, seguindo a mesma lógica da ida: fizemos uma conexão em Buenos Aires antes de seguir para casa.


    Frequently asked questions

    Quanto tempo dura o voo de Ushuaia até El Calafate? Pouco mais de 1h20min, o que torna essa combinação de destinos bastante prática dentro de um roteiro pela Patagônia Argentina.

    O mini trekking no Perito Moreno é seguro? Sim, desde que você siga todas as orientações da equipe de guias — uso de grampons, capacete e equipamento de proteção adequado. Na nossa experiência, nos sentimos seguros o tempo todo.

    É preciso ser experiente para fazer o mini trekking? Não. É um passeio guiado, com toda a instrução de segurança repassada antes do início, adequado para quem nunca pisou numa geleira antes.

    Vale a pena fazer as passarelas do Perito Moreno mesmo sem fazer o trekking? Sim, com certeza. As passarelas por si só já garantem uma experiência completa, com vistas incríveis da geleira de vários ângulos — o trekking é um complemento e tanto, mas não obrigatório para aproveitar o passeio.Vale a pena o passeio de 4×4 pelos pampas com jantar na caverna? Sim, recomendamos bastante, tanto para casais quanto para famílias. É uma experiência única, mas vale se agasalhar bem, já que o frio (principalmente o vento) pode ser intenso dependendo da época do ano.

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  • El Calafate: Onde Fica, O Que Fazer e Melhor Época para Viajar

    El Calafate: Onde Fica, O Que Fazer e Melhor Época para Viajar

    El Calafate: como chegar, onde ficar, o que fazer, melhor época e dicas para viajar em família até a porta de entrada do Perito Moreno.

    Arquivo acervo pessoal

    Depois de Ushuaia, El Calafate foi o segundo destino da nossa viagem pela Patagônia Argentina — e não é exagero dizer que é praticamente uma parada obrigatória para quem quer conhecer de perto uma das geleiras mais impressionantes do planeta, o Perito Moreno. Antes de contar como foi nossa experiência lá (isso vai virar outro post, com todos os detalhes do que vivemos), decidi montar primeiro esse guia geral: onde fica a cidade, como chegar, o que fazer, onde ficar, onde comer e tudo o que vale saber antes de organizar sua própria viagem.

    Neste post você vai encontrar:

    • Onde fica El Calafate
    • Com quais cidades ela se conecta
    • Como chegar
    • O que fazer no geral
    • Onde ficar
    • Onde comer
    • Vale a pena ir com família e crianças?
    • Melhor época para visitar
    • Atividades gratuitas
    • Atividades pagas
    • Curiosidades sobre a cidade
    • Frequently asked questions

    Onde fica El Calafate

    El Calafate é uma cidade da província de Santa Cruz, na Patagônia argentina, situada às margens do Lago Argentino — o maior lago da Argentina. A cidade funciona como a principal porta de entrada para o Parque Nacional Los Glaciares, que abriga o famoso Glaciar Perito Moreno, além de outras geleiras menos visitadas, como a Upsala e a Spegazzini.

    Apesar de estar em pleno território patagônico, El Calafate tem uma característica curiosa em relação aos outros grandes destinos da região: sua baixa temporada acontece justamente no inverno, ao contrário de cidades como Ushuaia e Bariloche, que vivem do turismo de neve nessa época. Isso porque El Calafate não é um destino de esqui — no inverno, o frio intenso e as condições climáticas mais instáveis chegam a suspender alguns dos passeios mais procurados, como a caminhada sobre o próprio glaciar.

    Com quais cidades El Calafate se conecta

    Arquivo acervo pessoal

    El Calafate costuma aparecer em roteiros combinados com outros destinos da Patagônia, e essa foi exatamente a nossa lógica de viagem também. As conexões mais comuns são:

    • Ushuaia: existem voos diretos entre as duas cidades, o que torna essa combinação bastante popular entre quem quer conhecer “o fim do mundo” e o Perito Moreno na mesma viagem — foi o trajeto que fizemos.
    • Bariloche: outra combinação clássica dentro da Patagônia Argentina, também com voos diretos disponíveis.
    • Buenos Aires: a maioria dos viajantes brasileiros passa por Buenos Aires antes de seguir para El Calafate, seja como conexão rápida, seja aproveitando para conhecer a capital argentina por alguns dias.
    • El Chaltén: cidade vizinha, famosa pelo trekking até o Monte Fitz Roy, geralmente visitada como um bate-volta ou extensão de poucos dias a partir de El Calafate.

    Como chegar

    A forma mais prática de chegar a El Calafate é de avião, através do Aeroporto Internacional Comandante Armando Tola (FTE), que recebe voos diários vindos de Buenos Aires e de outras cidades patagônicas, como Ushuaia e Bariloche, especialmente durante a temporada de maior movimento.

    O aeroporto fica a cerca de 21 km do centro da cidade, e o deslocamento até lá pode ser feito de táxi, transfer compartilhado ou carro alugado — nós optamos por transfer, que costuma ser a opção mais tranquila para quem chega de viagem com bagagem.

    Existem alternativas por terra, como ônibus saindo de Buenos Aires, mas o trajeto ultrapassa 40 horas de viagem, o que praticamente inviabiliza essa opção para quem tem pouco tempo disponível. Também é possível voar até a cidade de Rio Gallegos e seguir por terra até El Calafate, mas essa rota é bem menos usada do que o voo direto.


    O que fazer no geral

    Embora o Perito Moreno seja, sem dúvida, a grande estrela da região (e mereça um post só para ele), El Calafate tem uma série de outras atrações que valem a pena, tanto dentro da cidade quanto nos arredores:

    • Glaciarium, um museu interativo dedicado ao gelo e às geleiras da Patagônia, com direito a um bar de gelo dentro do próprio espaço;
    • Cerro Frías, montanha com vista panorâmica da cidade e do Lago Argentino, acessível de carro até a base e depois a pé, a cavalo ou de teleférico;
    • Reserva Laguna Nimez, uma área natural protegida dentro do próprio perímetro urbano, ótima para observação de aves;
    • Costanera Presidente Néstor Kirchner, o charmoso passeio à beira do Lago Argentino, onde ficam as famosas letras gigantes com o nome da cidade;
    • Passeios de navegação pelos braços do Lago Argentino, incluindo opções que levam até outras geleiras, como a Upsala e a Spegazzini, para quem quer ver mais do que só o Perito Moreno.

    Onde ficar

    Arquivo acervo pessoal

    Na nossa viagem, ficamos nas Cabañas Matices, uma opção de hospedagem que recomendamos bastante — cabanas confortáveis, com boa estrutura para quem quer um pouco mais de conforto e privacidade do que um hotel tradicional, ideal para famílias ou grupos que preferem ter espaço próprio durante a estadia.

    De forma geral, El Calafate tem uma boa variedade de hospedagem, de hostels mais econômicos a hotéis de categoria superior, a maioria concentrada próxima à Avenida Libertador, a rua principal da cidade, que reúne boa parte do comércio, agências de turismo e restaurantes.

    Onde comer

    A gastronomia de El Calafate gira bastante em torno da culinária patagônica — com destaque para o cordeiro patagônicoPUNTA ARGENTINA, presente em boa parte dos restaurantes tradicionais da cidade, muitas vezes preparado no espeto, ao estilo das parrillas argentinas – Los Baguales Parrilla y Tenedor Libre.Também vale experimentar pratos com trutaSergio Restaurant y Marisquería
    e cordeiroIsabel Cocina al Disco que por sinal foi uma das melhores escolha que tivemos, mesmo não optando pelo cordeiro, escolhemos jantar um guiso, comida típica da patagônica também, típicos da região, além da tradicional carne argentina em geral.

    A Avenida Libertador concentra a maior parte das opções de restaurantes, cafés e casas de chocolate — vale reservar um tempo para passear por ali, já que é também onde fica boa parte do comércio de lembrancinhas da cidade.

    Arquivo acervo pessoal

    Vale a pena ir com família e crianças?

    Sim, El Calafate é um destino que funciona muito bem em família. A cidade tem boa infraestrutura turística, os passeios principais (como as passarelas do Perito Moreno) são acessíveis sem exigir preparo físico especial, e há opções de passeio para todos os perfis — das trilhas mais leves na Reserva Laguna Nimez até experiências mais intensas, como o trekking sobre o próprio glaciar, para quem tiver interesse e condicionamento físico adequado.

    Para famílias com crianças pequenas, vale escolher hospedagem com boa estrutura (como cabanas ou apart-hotéis, que costumam oferecer mais espaço do que quartos de hotel convencionais) e priorizar os passeios mais acessíveis, deixando as atividades mais físicas, como trekkings mais longos, para quando as crianças forem um pouco maiores.

    Melhor época para visitar

    A melhor época para visitar El Calafate vai, de forma geral, de outubro a abril, quando as temperaturas são mais amenas e as principais atrações naturais estão totalmente acessíveis. Dentro desse período, cada estação entrega uma experiência diferente:

    • Verão (dezembro a fevereiro): é a alta temporada, com dias bem longos (o sol nasce por volta das 5h30 e só se põe perto das 23h) e temperaturas mais agradáveis para trekking e atividades ao ar livre. É também quando a cidade recebe o maior volume de turistas, então vale reservar passeios e hospedagem com antecedência.
    • Outono (março a maio): paisagens em tons dourados e avermelhados, além de preços geralmente melhores do que no verão.
    • Inverno (junho a agosto): baixa temporada na cidade, com neve, cenário mais dramático — mas também com menos opções de passeio disponíveis, já que algumas atividades (incluindo o trekking sobre o glaciar) costumam ser suspensas por questões de segurança.
    • Primavera (setembro a novembro): um bom equilíbrio entre preço, clima e disponibilidade de atividades.

    Dica prática: mesmo em pleno verão, vale levar roupa em camadas, corta-vento e protetor solar — o clima patagônico é imprevisível, e é comum enfrentar sol forte, vento e frio no mesmo dia.


    Atividades gratuitas

    • Costanera Presidente Néstor Kirchner: o passeio à beira do Lago Argentino é livre e gratuito, com vista bonita e as famosas letras da cidade para fotos.
    • Caminhada pelo centro da cidade e Avenida Libertador: passear pelas lojinhas, cafés e casas de chocolate não tem custo de entrada.
    • Observação da paisagem do Lago Argentino em diversos pontos ao longo da costanera.

    Atividades pagas

    • Reserva Laguna Nimez: cobra entrada (o pagamento costuma ser feito apenas em dinheiro, em pesos argentinos), com valor mais baixo para residentes locais e entrada gratuita para menores de 18 anos.
    • Glaciarium: museu com ingresso pago, incluindo a possibilidade de visitar o bar de gelo dentro do espaço, mediante taxa adicional.
    • Passarelas do Perito Moreno: entrada paga ao Parque Nacional Los Glaciares, com valor que costuma ser cobrado à parte do transporte até lá.
    • Trekking sobre o glaciar (mini trekking ou big ice): uma das experiências mais procuradas da região, com preço mais alto do que os demais passeios, por incluir equipamento especializado e guias.
    • Cerro Frías: cobrança para acesso à base da montanha e, dependendo da opção escolhida, para a subida de teleférico ou passeio a cavalo.
    • Navegação pelos braços do Lago Argentino: passeios de barco até outras geleiras da região, com valores que variam bastante conforme a duração e o roteiro escolhido.

    Curiosidades sobre El Calafate

    • O nome da cidade vem do calafate, um arbusto nativo da Patagônia que produz uma pequena fruta roxa e azulada, muito usada na culinária local (em geleias, licores e sobremesas). Existe até uma lenda regional que diz que quem come a fruta do calafate está destinado a voltar à Patagônia um dia.
    • A Reserva Laguna Nimez é uma das primeiras reservas naturais urbanas municipais criadas na Argentina, e abriga um número impressionante de espécies de aves registradas ao longo dos anos — um verdadeiro paraíso para quem gosta de observação de pássaros, mesmo sem sair do perímetro da cidade.
    • Apesar de estar cercada por paisagens tipicamente geladas e associada ao imaginário de “fim do mundo” da Patagônia, El Calafate tem clima seco, com baixa umidade — bem diferente do que muita gente imagina antes de visitar a região pela primeira vez.

    Frequently asked questions

    El Calafate fica perto de Ushuaia? Existem voos diretos entre as duas cidades, e essa é uma das combinações mais populares para quem quer conhecer a Patagônia Argentina numa única viagem — foi o trajeto que fizemos.

    Precisa de passaporte para ir a El Calafate? Não necessariamente. Por ser um destino do Mercosul, brasileiros podem entrar na Argentina apenas com o RG em bom estado, para fins de turismo.

    Vale a pena visitar El Calafate no inverno? É possível, mas com ressalvas — algumas atividades, incluindo o trekking sobre o glaciar, costumam ser suspensas nessa época, e a cidade opera com estrutura reduzida por ser baixa temporada local.

    Quantos dias vale a pena ficar em El Calafate? Depende do roteiro, mas de 3 a 4 dias costuma ser suficiente para conhecer o Perito Moreno com calma e ainda incluir passeios pela cidade e arredores.

    El Calafate é um bom destino para viajar com crianças? Sim, a cidade tem boa infraestrutura turística e passeios acessíveis para diferentes idades, especialmente as passarelas do Perito Moreno, que não exigem preparo físico especial.

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  • Checklist de Mala de Viagem: 25 Itens que Você Pode Esquecer

    Checklist de Mala de Viagem: 25 Itens que Você Pode Esquecer

    Checklist de mala de viagem em família com itens que quase ninguém lembra: ecobag, saquinho para roupa suja, e outros truques que aprendi na prática.

    Arquivo acervo pessoal

    Toda lista de mala que encontro por aí parece ter sido copiada da mesma fonte: protetor solar, carregador, remedinho básico, documento. Óbvio, útil, mas… eu já sei disso. Depois de rodar por Bariloche, Itália, Portugal, um cruzeiro inteiro pelo Nordeste e a Patagônia Argentina — sempre em família, sempre errando um pouquinho em cada mala —, aprendi que os itens que realmente salvam uma viagem quase nunca aparecem nessas listas prontas. São coisas pequenas, baratas, que ocupam pouquíssimo espaço, mas que resolvem aquele problema chato que ninguém te avisa que vai acontecer.

    Este post não é mais uma lista genérica. É o checklist que eu mesma fui construindo, viagem após viagem, feito de erro e acerto real — não copiado de nenhum outro blog.

    Neste post você vai encontrar:

    • Por que as listas de mala tradicionais não bastam
    • Os itens que ninguém lembra (e que deveriam estar em toda mala)
    • Como organizar tudo isso na prática
    • Checklist final para copiar e usar
    • Frequently asked questions

    Por que as listas de mala tradicionais não bastam

    Reparei um padrão: praticamente todo post sobre “o que levar na mala” repete a mesma dúzia de itens, na mesma ordem, com a mesma justificativa. Isso não é errado — só é insuficiente. Ninguém esquece o carregador de celular duas vezes na vida. Mas quase todo mundo esquece o saquinho para roupa suja, ou só percebe que precisava de uma sacola extra quando já está dentro de um mercado na Itália, sem sacola, sem carrinho, com os braços cheios de compras.

    Os itens que realmente fazem diferença numa viagem em família são os que resolvem um problema específico — e esses problemas só aparecem depois que você já viveu (ou sofreu) com eles pelo menos uma vez.


    Os itens que ninguém lembra (e que deveriam estar em toda mala)

    Arquivo acervo pessoal

    1. Uma ecobag vazia e dobrável

    Essa é praticamente uma regra de ouro que aprendi rápido: fora do Brasil, principalmente na Europa, muitos mercados e supermercados não oferecem sacola — ou cobram por ela, e nem sempre você tem o troco certo em outra moeda. Levo sempre uma ecobag dobrável, que ocupa o espaço de uma meia enrolada dentro da mala, e ela já salvou minhas compras de vinho e alfajor em El Calafate e as compras de última hora em Roma mais de uma vez.

    2. Saquinhos zip de diferentes tamanhos, para roupa suja

    Esse item resolve um problema que toda família com criança conhece bem: a roupa suja se mistura com a roupa limpa dentro da mala, porque a criança (ou o cansaço do fim do dia) simplesmente joga tudo junto. Um saquinho zip resolve isso na hora — você separa a roupa suja, fecha, e ela não encosta em mais nada. Uso também para roupa de banho molhada, que senão vira um problema desagradável dentro da mochila até secar.

    3. Balancinha digital de mala

    Um item pequeno, leve, que cabe na palma da mão, e que evita uma dor de cabeça real: chegar no aeroporto de volta pra casa com a mala pesando mais do que devia, cheia de vinho, chocolate e lembrancinha, e ter que pagar excesso de bagagem ou fazer malabarismo no check-in redistribuindo peso entre malas. Pesar a mala antes de sair da hospedagem evita esse susto.

    4. Um mini rolo de fita adesiva larga

    Parece bobo, mas resolve muita coisa: lacre de emergência numa mala que abriu, conserto rápido de um sapato descolando no meio de uma trilha, fixar um cabo solto, prender algo que quebrou. Não precisa ser o rolo inteiro — corte um pedaço generoso e enrole em torno de um pedaço de papelão ou caneta, assim ele ocupa quase nenhum espaço.

    5. Varal de viagem sem prego (ou um simples elástico resistente)

    Esse item já salvou muita roupa molhada de secar em cima de uma cadeira, pingando no chão do quarto. É útil especialmente depois de um dia de neve ou chuva — algo bem comum em roteiros como Bariloche ou Ushuaia — ou depois de lavar peças básicas à mão numa viagem mais longa, para não precisar levar tanta roupa.

    6. Prendedores de roupa (pregadores)

    Um item que parece não ter nada a ver com viagem, mas que uso direto: muitos quartos de hotel e pousada, principalmente fora do Brasil, têm cortinas finas que deixam entrar luz cedo demais. Em lugares como a Patagônia, onde o sol pode nascer bem cedo dependendo da estação, isso vira um problema real para quem quer dormir um pouco mais. Um pregador simples, fechando a fresta da cortina, resolve na hora.

    7. Uma caneta

    Parece o item mais bobo dessa lista, mas em quantos aeroportos e conexões internacionais eu já vi gente pedindo caneta emprestada para preencher formulário de imigração? Formulários em papel ainda existem em vários países, e a caneta nunca está onde deveria.

    8. Garrafinha ou squeeze dobrável, vazia

    Levar uma garrafa vazia (dobrável, para ocupar pouco espaço) permite reabastecer água depois de passar pela área de segurança do aeroporto, sem precisar comprar água engarrafada toda vez — o que, em alguns aeroportos, sai bem caro.

    9. Saco separado para calçados sujos

    Depois de uma trilha como a da Laguna Esmeralda, em Ushuaia, onde o terreno de turfa deixa qualquer calçado encharcado e sujo, ter um saco (pode ser até um saco de supermercado reservado) para isolar o calçado do resto da mala evita sujar tudo o que está por perto.

    10. Lenços umedecidos

    Um item básico, mas que vira ouro em viagem com criança pequena: mãos sujas depois de um lanche, banheiro de posto sem estrutura, aquele imprevisto de última hora. Ocupa pouco espaço e resolve muita coisa rápido.

    11. Fotografar o conteúdo da mala antes de despachar

    Esse não é bem um “item”, mas um hábito que recomendo: antes de despachar a bagagem, tire uma foto rápida do que está dentro dela. Parece exagero, até o dia em que a mala é extraviada ou chega danificada — e ter esse registro ajuda (e muito) na hora de acionar o seguro viagem ou reivindicar algo junto à companhia aérea.

    12. Uma pasta ou envelope para guardar recibos

    Recibos de compras, comprovantes de passeio, ingressos impressos — tudo isso se perde fácil dentro da mala se não tiver um lugar fixo. Uma pastinha simples resolve, e ajuda bastante se você precisar acionar o seguro viagem por qualquer motivo durante a viagem.


    Como organizar tudo isso na prática

    Uma coisa que aprendi com o tempo: separar por “kits” funciona muito melhor do que separar só por tipo de roupa. Um saquinho com o essencial de praia ou neve (dependendo do destino), outro com os itens de “emergência” (fita adesiva, saquinhos zip, pregadores), outro com documentos e recibos. Isso facilita muito na hora de pegar algo com pressa, sem precisar vasculhar a mala inteira — um detalhe que faz toda diferença quando você está viajando com criança impaciente esperando no corredor do hotel.


    Checklist final para copiar e usar

    Arquivo acervo pessoal

    Os “esquecidos” que resolvem um problema real:

    • [ ] Ecobag dobrável vazia
    • [ ] Saquinhos zip de diferentes tamanhos (roupa suja, itens molhados)
    • [ ] Balancinha digital de mala
    • [ ] Mini rolo de fita adesiva larga
    • [ ] Varal de viagem sem prego ou elástico resistente
    • [ ] Prendedores de roupa (pregadores)
    • [ ] Caneta
    • [ ] Garrafinha/squeeze dobrável vazia
    • [ ] Saco separado para calçados sujos
    • [ ] Lenços umedecidos
    • [ ] Hábito: fotografar o conteúdo da mala antes de despachar
    • [ ] Pasta ou envelope para recibos e comprovantes

    O básico que você já sabe (mas vale confirmar antes de fechar a mala):

    • [ ] Documentos de viagem (e cópias, físicas e digitais)
    • [ ] Chip internacional/eSIM já instalado antes de embarcar
    • [ ] Seguro viagem contratado, com apólice salva no celular
    • [ ] Roupas adequadas ao destino e à estação
    • [ ] Medicamentos de uso pessoal

    Frequently asked questions

    Por que levar uma ecobag se a mala já está cheia de roupa? Porque ela ocupa quase nenhum espaço dobrada, e resolve um problema comum fora do Brasil: muitos mercados e lojas não oferecem sacola gratuita, e chegar sem nenhuma opção na mão pode ser um transtorno real no meio das compras.

    Vale a pena levar saquinho zip mesmo em viagens curtas? Sim. Mesmo em viagens de poucos dias, roupa suja e roupa molhada (de banho ou de chuva) precisam de um lugar separado dentro da mala, principalmente viajando com crianças.

    Esses itens fazem diferença mesmo em viagens nacionais? Sim, boa parte deles funciona em qualquer tipo de viagem — a balancinha de mala, o saquinho zip, os pregadores de roupa e a fita adesiva resolvem problemas que independem do destino.

    O que fazer se perceber que esqueceu algum item importante já na viagem? A maioria desses itens é fácil de encontrar em qualquer supermercado ou loja local do destino — o problema costuma ser mais o tempo perdido procurando do que propriamente a indisponibilidade.

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  • Trem do Fim do Mundo em Ushuaia: Vale a Pena? Preço e Relato

    Trem do Fim do Mundo em Ushuaia: Vale a Pena? Preço e Relato

    Sim! E talvez essa não seja a resposta que muita gente espera quando começa a pesquisar se o passeio realmente vale a pena.

    Antes de viajar para Ushuaia, eu também fiquei naquela dúvida: será que esse é um daqueles passeios que parecem incríveis nas fotos, mas que, quando chegam na hora, são apenas uma atração turística cara?

    Afinal, estamos falando de um trem.

    Um trem antigo, em uma região conhecida como o “fim do mundo”, passando por paisagens bonitas e carregando uma história bastante particular.

    Mas será que isso é suficiente para justificar colocar o passeio no roteiro?

    Depois de fazer o passeio durante minha viagem para Ushuaia, minha resposta é sim, eu faria novamente.

    Só que existe uma diferença importante entre dizer “vale a pena” e dizer que esse é obrigatoriamente o melhor passeio de Ushuaia.

    Não acho que seja.

    Na minha opinião, o Trem do Fim do Mundo vale a pena pelo conjunto da experiência: a história, a paisagem, o simbolismo de estar naquele lugar e a própria sensação de percorrer uma antiga ferrovia em uma das regiões mais ao sul do planeta.

    E é justamente isso que quero contar neste post.

    Não quero apenas repetir informações que você encontra em qualquer site de turismo.

    Quero contar como eu enxerguei o passeio depois de ter estado lá.


    O que é o Trem do Fim do Mundo?

    O Trem do Fim do Mundo, em Ushuaia, é uma das atrações turísticas mais conhecidas da cidade.

    O passeio está relacionado à história do antigo presídio de Ushuaia e à ferrovia utilizada pelos presos para transportar madeira e outros materiais.

    E foi justamente essa parte histórica que fez o passeio ter um significado diferente para mim.

    Antes de viajar, eu imaginava que seria basicamente um trem turístico passando por uma paisagem bonita.

    Mas, quando você conhece um pouco da história por trás daquela ferrovia, começa a olhar para o passeio de outra maneira.

    Você não está simplesmente entrando em um trem antigo.

    Está percorrendo um caminho que faz parte da história de Ushuaia.

    E isso, para mim, muda bastante a experiência.


    Mas o Trem do Fim do Mundo é realmente bonito?

    É.

    Só que eu não iria para Ushuaia esperando encontrar um cenário congelado durante todo o trajeto.

    Essa é uma expectativa que as redes sociais podem criar.

    Ushuaia tem paisagens impressionantes, mas a aparência da região muda de acordo com a estação do ano, as condições climáticas e o momento da viagem.

    Durante o passeio, o trem atravessa uma paisagem cercada por natureza, com montanhas, vegetação, rios e áreas que remetem à antiga ferrovia.

    E existe uma coisa que fotografia nenhuma consegue reproduzir direito:

    a sensação de estar ali.

    Talvez pareça clichê, mas é verdade.

    Você olha pela janela e pensa:

    “Eu realmente vim parar no fim do mundo.”

    E esse sentimento faz parte da experiência.


    Eu achei o passeio muito turístico?

    Sim.

    E não vejo isso necessariamente como algo ruim.

    O Trem do Fim do Mundo é uma atração turística.

    Ele foi criado para receber visitantes e contar parte da história da região.

    Então, se você estiver procurando uma experiência totalmente selvagem, isolada e sem estrutura turística, provavelmente esse não é o passeio que você está procurando.

    Agora, se a ideia é conhecer Ushuaia, entender um pouco da história local e ainda passar por uma paisagem muito bonita, eu considero uma boa escolha.

    Na minha viagem, eu não quis escolher apenas atividades de aventura.

    Eu queria conhecer diferentes lados do destino.

    E foi justamente por isso que gostei de combinar o trem com outras experiências.

    Fiz a navegação pelo Canal Beagle, conheci o Glaciar Martial, fiz a Laguna Esmeralda e também visitei o Museu do Presídio.

    Cada passeio tinha uma proposta diferente.

    E isso deixou minha experiência em Ushuaia muito mais completa.


    A história do Trem do Fim do Mundo faz diferença?

    Para mim, faz muita diferença.

    Se eu simplesmente embarcasse sem saber absolutamente nada sobre a história da ferrovia, talvez eu enxergasse o passeio apenas como um trem turístico bonito.

    Mas quando você entende que aquele caminho está relacionado ao antigo sistema penitenciário de Ushuaia, a viagem ganha outra dimensão.

    O presídio tinha uma relação direta com a construção e utilização da ferrovia.

    Os presos eram utilizados em diferentes trabalhos, incluindo atividades ligadas à extração de madeira.

    Por isso, o trem não é apenas uma atração criada do nada para turistas.

    Ele está conectado à história da cidade.

    E eu acho que esse é justamente um dos motivos que fazem o passeio funcionar tão bem para quem gosta de conhecer um destino além das fotografias.


    Quanto tempo dura o passeio?

    A duração pode variar conforme o roteiro e a operação escolhida, então eu recomendo conferir as informações atualizadas no momento da reserva.

    Mas uma coisa é importante para quem está montando um roteiro em Ushuaia:

    não pense apenas no tempo dentro do trem.

    Você precisa considerar o deslocamento até a estação, o horário de embarque e o restante do seu planejamento naquele dia.

    Isso parece óbvio, mas é justamente o tipo de detalhe que pode fazer diferença quando você está tentando encaixar vários passeios em poucos dias.

    Eu prefiro sempre deixar uma margem de tempo.

    Principalmente em destinos de natureza.

    O clima pode mudar.

    Um passeio pode atrasar.

    Um deslocamento pode levar mais tempo do que você imaginava.

    E ninguém merece passar as férias correndo de um lugar para outro só para cumprir uma lista de atrações.


    Trem do Fim do Mundo vale a pena?

    Para mim, sim.

    Mas vou colocar de uma maneira ainda mais prática.

    Eu faria novamente se:

    • fosse minha primeira viagem para Ushuaia;
    • gostasse de história;
    • quisesse conhecer uma atração tradicional da cidade;
    • gostasse de paisagens naturais;
    • estivesse viajando em família;
    • quisesse uma atividade que não exigisse o mesmo esforço físico de uma trilha;
    • tivesse interesse em entender melhor a relação entre o antigo presídio e a ferrovia.

    Talvez eu não priorizasse se:

    • tivesse pouquíssimo tempo em Ushuaia;
    • meu objetivo principal fosse fazer apenas trilhas e atividades de aventura;
    • já tivesse feito o passeio anteriormente e precisasse escolher entre ele e uma experiência completamente nova.

    Essa é a minha opinião depois de ter feito o passeio.

    E acho importante deixar isso claro porque “vale a pena” é uma resposta muito pessoal.

    O que eu considero imperdível pode não ser prioridade para outra pessoa.


    Eu faria o Trem do Fim do Mundo ou a Laguna Esmeralda?

    Essa é uma comparação interessante.

    Porque são experiências completamente diferentes.

    A Laguna Esmeralda envolve trilha, esforço físico, contato mais intenso com a natureza e uma sensação maior de aventura.

    Já o Trem do Fim do Mundo é uma experiência mais tranquila, histórica e contemplativa.

    Se eu tivesse que escolher apenas um, dependeria muito do perfil da pessoa.

    Para alguém apaixonado por trilhas, talvez a Laguna Esmeralda seja mais interessante.

    Para quem gosta de história, paisagens e quer uma atividade mais confortável, eu escolheria o trem.

    No meu caso, eu não precisei escolher.

    E ainda bem.

    Porque uma das coisas que mais gostei em Ushuaia foi justamente poder experimentar propostas diferentes.


    E se eu estiver viajando com crianças?

    Essa é outra situação em que eu considero o trem uma opção interessante.

    Nem todo mundo consegue ou quer fazer trilhas longas durante uma viagem.

    Crianças pequenas, pessoas mais velhas ou viajantes que não estão acostumados com atividades físicas podem aproveitar muito mais um passeio como o trem.

    Além disso, existe o próprio elemento lúdico.

    A ideia de entrar em um trem chamado Trem do Fim do Mundo já desperta curiosidade.

    E quando você acrescenta a história, as paisagens e o contexto da viagem, o passeio deixa de ser apenas um deslocamento.

    Vira uma experiência.

    Se você estiver viajando em família, vale apenas conferir as condições atuais do passeio, horários e regras para crianças antes de reservar.


    O que levar para o Trem do Fim do Mundo?

    Aqui entra uma dica que vale não só para o trem, mas para praticamente toda viagem para Ushuaia:

    não confie apenas na previsão de temperatura.

    O frio pode ser influenciado pelo vento e pelas condições do dia.

    Por isso, eu prefiro pensar em roupas por camadas.

    Uma boa combinação pode incluir:

    • roupa térmica;
    • segunda camada para aquecimento;
    • casaco corta-vento ou impermeável;
    • calça confortável;
    • calçado adequado;
    • gorro;
    • luvas;
    • cachecol ou proteção para o pescoço.

    E claro: isso precisa ser adaptado à época do ano.

    Não é porque você vai para Ushuaia que necessariamente precisa comprar um guarda-roupa inteiro de inverno.

    Antes da viagem, eu recomendo verificar o clima esperado e avaliar o que você realmente vai usar.

    Em alguns casos, também pode fazer sentido alugar equipamentos e roupas no destino, especialmente itens específicos para neve ou atividades de aventura.


    Preciso de seguro viagem para Ushuaia?

    Eu considero uma boa ideia viajar com seguro viagem.

    E não apenas por causa do Trem do Fim do Mundo.

    No meu roteiro de Ushuaia, havia navegação, trilha, deslocamentos e atividades em contato com a natureza.

    E, quando uma viagem envolve esse tipo de experiência, eu prefiro não contar com a sorte.

    Seguro viagem não é garantia de que nada vai acontecer.

    É uma forma de ter assistência caso surja algum problema.

    Antes de contratar, é importante verificar as coberturas e as condições específicas da apólice, principalmente se você pretende fazer trilhas ou outras atividades consideradas de aventura.

    Essa é uma daquelas coisas que eu prefiro pagar e não precisar usar.


    E a internet durante a viagem?

    Outro item que entrou no meu planejamento foi a internet.

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    Em Ushuaia, ter conexão ajuda a consultar mapas, confirmar reservas, pesquisar horários, falar com familiares e acessar informações durante os deslocamentos.

    Mas existe uma regra que eu considero ainda mais importante:

    não dependa exclusivamente da internet para fazer trilhas ou atividades de natureza.

    Se você pretende fazer passeios como a Laguna Esmeralda, por exemplo, é interessante ter informações e mapas disponíveis também de forma offline.

    A conexão pode variar.

    E uma viagem de aventura exige um pouco mais de planejamento.


    O que eu faria diferente se voltasse a Ushuaia?

    Essa talvez seja a parte mais interessante.

    Porque depois que a viagem acaba, a gente começa a perceber pequenas coisas que faria diferente.

    Eu pesquisaria ainda mais os horários e a logística dos passeios antes de montar o roteiro.

    Também reservaria um tempo para simplesmente aproveitar a cidade sem transformar todos os dias em uma sequência de atrações.

    Essa é uma coisa que aprendi viajando:

    não é porque você viajou longe que precisa preencher cada minuto do dia.

    Às vezes, sentar em um lugar, observar a paisagem, tomar alguma coisa quente e simplesmente perceber onde você está também faz parte da viagem.


    Então eu pagaria novamente?

    Pagaria.

    E acho que essa é a melhor resposta que posso dar depois de ter vivido a experiência.

    Eu não sairia dizendo que o Trem do Fim do Mundo é o único passeio que você precisa fazer em Ushuaia.

    Também não diria que ele é necessariamente o mais emocionante.

    Mas ele tem uma combinação que funciona:

    história + paisagem + experiência.

    E, para mim, isso foi suficiente para fazer o passeio valer a pena.

    Se eu voltasse amanhã para Ushuaia e tivesse que montar um novo roteiro, provavelmente tentaria incluir novamente o trem.

    Talvez não exatamente pelo mesmo motivo da primeira vez.

    Na primeira viagem, existe a curiosidade.

    Você quer conhecer o famoso Trem do Fim do Mundo.

    Na segunda, você já sabe o que vai encontrar.

    E justamente por isso pode prestar atenção em outros detalhes.


    Minha conclusão: vale colocar o Trem do Fim do Mundo no roteiro?

    Se essa é sua primeira viagem para Ushuaia, eu colocaria.

    Principalmente se você tiver tempo suficiente para combinar o passeio com outras experiências.

    O Trem do Fim do Mundo não precisa ser o passeio mais radical da sua viagem.

    Ele não precisa disputar com a Laguna Esmeralda.

    Nem com a navegação pelo Canal Beagle.

    Nem com o Glaciar Martial.

    Cada um deles entrega uma experiência diferente.

    E foi justamente essa variedade que fez minha viagem a Ushuaia ser tão especial.

    Eu cheguei ao destino querendo conhecer o famoso “fim do mundo”.

    E voltei com muito mais do que algumas fotos bonitas.

    Voltei com histórias.

    Com experiências que eu ainda lembro.

    E com a certeza de que alguns passeios turísticos são, sim, turísticos — e ainda assim podem valer muito a pena.

    Então, se você me perguntar hoje: “Patty, você pagaria novamente pelo Trem do Fim do Mundo?”

    Minha resposta continua sendo:

    Sim. Eu pagaria novamente.

    E talvez o mais importante seja descobrir se, para você, ele também faria sentido.


    Quer conhecer mais da minha viagem pela Argentina?

    Ushuaia foi apenas uma parte da minha experiência pela Argentina.

    Também conheci El Calafate, onde fiz um passeio de 4×4 com visita a sítios arqueológicos e jantar dentro de uma caverna. Também conheci o Parque Nacional Los Glaciares e tive a experiência de fazer minitrekking sobre o Glaciar Perito Moreno.

    São dois destinos que podem formar uma viagem incrível pela Patagônia Argentina, mas entregam experiências completamente diferentes.

    Em breve, vou contar aqui no blog também se El Calafate realmente vale a pena, como foi caminhar sobre o Perito Moreno e quais experiências eu faria novamente.

    Porque essa é a proposta deste blog:

    não contar apenas o que é bonito nas fotos, mas o que eu realmente achei depois de estar lá.

    Em minhas redes sociais sempre tem atualização e dicas em tempo real. No meu canal no Youtube também posto os relatos das viagens, então quero te ver lá também:

    Instagram: @pattycampossilva / @passepasseando

    Youtube: Passe Passeando

    Fale conosco: contato@passepasseando.com.br

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  • Ushuaia Vale a Pena? O Que Fazer e Quando Ir

    Ushuaia Vale a Pena? O Que Fazer e Quando Ir

    Ushuaia é tudo isso que o Instagram mostra? Relato real dos passeios, roupas, seguro viagem e o que ninguém conta sobre a cidade do fim do mundo.

    Ushuaia é realmente tudo isso? Antes de conhecer a cidade, essa foi uma das perguntas que eu mais me fiz.

    Nas redes sociais, Ushuaia parece quase um cenário de filme: montanhas enormes, neve, lagos, geleiras, trilhas, barcos navegando pelo Canal Beagle e aquela sensação de estar literalmente no fim do mundo.

    Mas uma coisa é ver tudo isso em fotos e vídeos. Outra é estar lá.

    Depois de conhecer Ushuaia e fazer alguns dos passeios mais conhecidos da região, posso dizer que minha resposta é: sim, Ushuaia é tudo isso — mas não exatamente da maneira que o Instagram mostra.

    A cidade é muito mais do que neve e paisagens bonitas. E, ao mesmo tempo, existem algumas expectativas que podem fazer uma pessoa se decepcionar se chegar ao destino imaginando que encontrará neve em todos os cantos, temperaturas congelantes o tempo inteiro e uma aventura extraordinária em cada esquina.

    Neste post, vou contar como foi minha experiência em Ushuaia, quais passeios fiz, o que realmente achei de cada um e o que eu gostaria de saber antes de viajar.

    Neste post você vai encontrar:

    • Onde fica Ushuaia
    • Ushuaia é realmente tudo isso?
    • Trem do Fim do Mundo: é tudo isso mesmo?
    • Navegação pelo Canal Beagle
    • Glaciar Martial: vale a pena?
    • Laguna Esmeralda: a aventura começa antes de chegar
    • Roupas para Ushuaia
    • Seguro viagem para Ushuaia
    • Chip internacional: vale a pena?
    • Museu do Presídio: o passeio que foge do óbvio
    • Afinal, Ushuaia vale a pena?
    • Quanto tempo ficar em Ushuaia?
    • Dá para combinar Ushuaia com outros destinos da Argentina?
    • O Instagram exagera sobre Ushuaia?

    Onde fica Ushuaia?

    Ushuaia está localizada na Argentina, na região da Terra do Fogo, no extremo sul do país.

    É conhecida mundialmente como “a cidade mais austral do mundo”, e essa característica por si só já faz parte do encanto do destino.

    Quando comecei a pesquisar uma viagem para Ushuaia, confesso que o fato de estar tão distante de tudo também me atraía.

    Não era simplesmente conhecer mais uma cidade argentina.

    Era conhecer um lugar que transmite aquela sensação de estar chegando ao limite do mapa.

    E talvez seja justamente essa sensação que torne Ushuaia tão especial.

    A cidade é cercada por montanhas, florestas, lagos e pelo Canal Beagle. Dependendo da época da viagem, o cenário pode mudar completamente.

    No inverno, a neve transforma a região.

    Em outras épocas do ano, as trilhas, lagos e montanhas ganham outro protagonismo.

    Por isso, uma das primeiras coisas que percebi é que Ushuaia não precisa necessariamente ser uma viagem exclusivamente para quem quer ver neve.

    Ushuaia é realmente tudo isso?

    Depois de conhecer o destino, eu diria que sim.

    Mas existe um detalhe importante: Ushuaia não é um destino que você aproveita apenas olhando a paisagem.

    Grande parte da experiência está nos passeios.

    E foi fazendo esses passeios que comecei a entender por que tanta gente se apaixona pela cidade.

    Eu conheci o Trem do Fim do Mundo, fiz a navegação pelo Canal Beagle, conheci o Glaciar Martial, fiz a trilha da Laguna Esmeralda e também visitei o Museu do Presídio.

    Cada experiência mostrou um lado completamente diferente de Ushuaia.

    E essa variedade foi uma das coisas que mais gostei.

    Trem do Fim do Mundo: é tudo isso mesmo?

    O famoso Trem do Fim do Mundo é provavelmente uma das imagens mais associadas a Ushuaia.

    Antes de viajar, eu tinha aquela expectativa de que seria um passeio bonito, mas talvez apenas turístico.

    E sim, existe uma parte bastante turística.

    Mas o contexto histórico torna a experiência muito mais interessante.

    O trem percorre uma antiga rota relacionada ao presídio de Ushuaia, e durante o passeio é possível conhecer um pouco da história dos antigos presos que eram enviados para aquela região.

    A paisagem também ajuda muito.

    Você passa por áreas de floresta, rios e montanhas, e existe uma sensação diferente em saber que está viajando por uma região tão extrema.

    Eu faria novamente?

    Sim.

    Principalmente para quem está conhecendo Ushuaia pela primeira vez.

    Mas eu não colocaria o trem como o único motivo para visitar a cidade. Para mim, ele funciona melhor como parte de um roteiro que combina história, natureza e aventura.

    Navegação pelo Canal Beagle

    Se existe um passeio que considero indispensável em Ushuaia, é a navegação pelo Canal Beagle.

    E aqui o Instagram não exagerou.

    Estar dentro do barco, cercada pelas montanhas e olhando a cidade de outro ângulo é uma experiência completamente diferente.

    O Canal Beagle também é conhecido pela presença de animais marinhos e aves, dependendo do roteiro e das condições do dia.

    Mas, para mim, o mais impressionante foi o conjunto.

    Montanhas.

    Água.

    Céu.

    Frio.

    E aquela sensação de estar em um lugar muito distante de casa.

    É o tipo de passeio que eu acho difícil explicar apenas por fotos.

    Você precisa estar lá.

    E talvez esse seja um dos maiores problemas das redes sociais: elas mostram uma imagem bonita, mas não conseguem transmitir a dimensão real do lugar.

    Glaciar Martial: vale a pena?

    O Glaciar Martial foi outro lugar que conheci em Ushuaia.

    E aqui eu faria uma ressalva.

    É importante entender que o acesso e as condições do local podem variar bastante de acordo com a época do ano e o clima.

    Por isso, não dá para planejar o passeio esperando encontrar exatamente a mesma paisagem que aparece em uma fotografia vista na internet.

    A natureza não funciona como um cenário montado.

    E esse é um ponto que considero muito importante quando falamos de Ushuaia.

    Você pode chegar esperando uma determinada quantidade de neve e encontrar outra realidade.

    Pode esperar determinado clima e pegar outro completamente diferente.

    Por isso, minha recomendação é pesquisar as condições do destino na época específica da sua viagem.

    Laguna Esmeralda: a aventura começa antes de chegar

    A Laguna Esmeralda foi uma das experiências que mais me fizeram sentir que estava realmente vivendo uma aventura.

    Aqui não é simplesmente chegar, tirar uma foto e voltar.

    Existe a trilha.

    Existe o esforço.

    Existe o clima.

    Existe o terreno.

    E existe aquela expectativa de finalmente chegar à lagoa.

    O nome já entrega um pouco do que você encontra: a água tem uma coloração muito bonita e o cenário ao redor é impressionante.

    Mas eu colocaria a Laguna Esmeralda em uma categoria diferente dos passeios mais tranquilos de Ushuaia.

    Se você não está acostumado com trilhas, precisa considerar o nível de esforço, as condições climáticas e os equipamentos adequados.

    E essa é uma coisa que eu gostaria de reforçar para quem está planejando uma viagem para Ushuaia:

    não subestime o clima.

    Roupas para Ushuaia: não viaje pensando apenas na temperatura

    Essa foi uma das coisas que mais percebi durante a viagem.

    Quando pensamos em Ushuaia, automaticamente pensamos em frio.

    Mas escolher roupas para esse destino não significa simplesmente colocar o casaco mais grosso que você tem dentro da mala.

    Dependendo da atividade, você precisa pensar em camadas.

    Uma primeira camada confortável, uma camada de aquecimento e uma camada externa capaz de proteger contra vento e, dependendo da época, chuva ou neve.

    Para trilhas, também é importante pensar nos calçados.

    Um tênis comum pode não ser suficiente para determinados terrenos e condições.

    Em passeios de aventura, equipamentos adequados fazem diferença não apenas no conforto, mas também na segurança.

    E uma dica que vale para praticamente qualquer viagem de natureza:

    não compre tudo antes de pesquisar.

    Dependendo do seu roteiro, alguns equipamentos podem ser alugados no destino.

    Faça as contas antes de encher a mala de coisas que talvez você use uma única vez.

    E o seguro viagem para Ushuaia?

    Outro item que eu considero importante colocar no planejamento é o seguro viagem.

    Mesmo viajando para a Argentina, eu não gosto de tratar seguro viagem como algo dispensável.

    Principalmente em uma viagem que envolve trilhas, navegação, frio, deslocamentos e atividades ao ar livre.

    Não significa que alguma coisa vai acontecer.

    A ideia é justamente viajar sabendo que, caso aconteça algum imprevisto, você tem uma assistência para recorrer.

    Antes de contratar, vale comparar coberturas e verificar se elas fazem sentido para o tipo de viagem que você está fazendo.

    E aqui entra uma dica importante para quem pretende fazer trilhas ou atividades consideradas de aventura:

    Leia as condições da apólice e não escolha simplesmente pelo menor preço.

    Verifique assistência médica, cobertura para bagagem, atendimento durante a viagem e, principalmente, as regras relacionadas às atividades que você pretende realizar.

    Por esses motivos eu sempre fecho o seguro com a Real Seguro viagem, grande cobertura, melhores preços e melhor atendimento.
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    Chip internacional: vale a pena?

    Outro detalhe que muita gente deixa para resolver em cima da hora é a internet.

    Eu considero o chip ou eSIM internacional um daqueles itens pequenos que fazem uma diferença enorme durante uma viagem.

    Em Ushuaia, ter internet facilita bastante para consultar mapas, transporte, reservas, horários, localização de restaurantes e comunicação, sempre que saio do Brasil eu já compro meu eSim daAiralo, de todos que já havia comprado foi de longe o mais fácil de instalar, já chego no destino conectada, a internet é ultra rápida. Você pode fechar o seu nesse link com cupom: PATRIC28900

    E existe outro detalhe: se você estiver fazendo trilhas ou passeios, não conte exclusivamente com o celular para sua segurança.

    Baixe mapas e informações importantes antes de sair.

    Dependendo da atividade e da região, o sinal pode ser limitado ou inexistente.

    Internet é uma comodidade.

    Não deve ser seu único recurso de orientação.

    Museu do Presídio: o passeio que foge do óbvio

    Nem todo mundo coloca o Museu do Presídio entre os primeiros lugares do roteiro de Ushuaia.

    Mas eu gostei justamente por ser uma experiência completamente diferente das paisagens naturais.

    Depois de passar por montanhas, lagos e navegação, conhecer a história do antigo presídio ajuda a entender melhor como aquela região se desenvolveu.

    É um passeio para quem gosta de história e quer enxergar Ushuaia além das fotos bonitas.

    E, para mim, foi justamente essa mistura que tornou a viagem mais interessante.

    Ushuaia não foi apenas natureza.

    Foi natureza + história + aventura.

    Afinal, Ushuaia vale a pena?

    Depois de conhecer a cidade, minha resposta é sim.

    Mas eu faria uma ressalva:

    Ushuaia vale a pena para quem escolhe o destino sabendo o que vai encontrar.

    Se você está procurando uma viagem em que basta caminhar pelo centro, tirar algumas fotos e voltar para o hotel, talvez não consiga aproveitar todo o potencial do destino.

    Ushuaia pede um pouco mais.

    Pede planejamento.

    Pede disposição.

    Pede roupas adequadas.

    E, dependendo do roteiro, pede preparo físico.

    Em compensação, entrega experiências que ficam na memória.

    Quanto tempo ficar em Ushuaia?

    Essa é uma pergunta difícil porque depende muito dos passeios que você pretende fazer.

    Se a ideia for conhecer apenas os principais pontos turísticos, alguns dias podem ser suficientes.

    Mas se você quiser combinar navegação, trilhas, atrações históricas e outros passeios de natureza, eu reservaria mais tempo.

    Uma coisa que aprendi viajando é que tentar colocar tudo em poucos dias pode transformar uma viagem incrível em uma corrida contra o relógio.

    E Ushuaia é justamente o tipo de destino que merece ser aproveitado com calma.

    Dá para combinar Ushuaia com outros destinos da Argentina?

    Sim — e essa pode ser uma excelente ideia para quem está planejando uma viagem maior pela Argentina.

    Ushuaia pode ser combinada, por exemplo, com El Calafate, outro destino que conheci e que tem uma proposta completamente diferente.

    Enquanto Ushuaia mistura montanhas, trilhas, navegação e a experiência de estar no extremo sul, El Calafate é muito marcada pelos glaciares e pelo impressionante Perito Moreno.

    Foi em El Calafate que fiz um passeio de 4×4 com visita a sítios arqueológicos e jantar dentro de uma caverna.

    Também conheci o Parque Nacional Los Glaciares e fiz um minitrekking sobre o Glaciar Perito Moreno.

    E posso dizer uma coisa: se você gosta de destinos de natureza, colocar Ushuaia e El Calafate na mesma viagem pode transformar o roteiro em uma experiência completamente diferente.

    Também é possível pensar em outros destinos argentinos dependendo do tempo disponível e da época da viagem.

    O Instagram exagera sobre Ushuaia?

    Depois de conhecer Ushuaia, eu diria que não exatamente.

    O Instagram não inventou as paisagens.

    Não inventou as montanhas.

    Não inventou o Canal Beagle.

    Não inventou a Laguna Esmeralda.

    Não inventou a experiência de conhecer uma cidade tão distante no extremo sul.

    O problema é que as redes sociais mostram apenas uma parte da história.

    Elas não mostram necessariamente o cansaço depois de uma trilha.

    Não mostram o planejamento das roupas.

    Não mostram o custo dos passeios.

    Não mostram quando o clima muda seus planos.

    Não mostram que uma fotografia de neve pode ter sido tirada em uma época completamente diferente da sua viagem.

    E principalmente:

    não mostram como é estar lá.

    Por isso, se você está pensando em conhecer Ushuaia, minha recomendação é não desistir do destino por achar que as redes sociais exageram.

    Mas também não monte sua viagem baseada apenas no Instagram.

    Pesquise.

    Compare.

    Entenda a época do ano.

    Escolha os passeios de acordo com seu perfil.

    Prepare suas roupas e equipamentos.

    Faça um seguro viagem adequado.

    E deixe espaço para aquilo que nenhuma foto consegue prever.

    Porque, no meu caso, depois de conhecer Ushuaia, posso dizer que a cidade não me pareceu exagerada.

    Ela só é muito mais real do que parece nas fotos.

    E talvez seja justamente isso que faça o destino valer tanto a pena.


    📌 Salve este post para planejar sua viagem para Ushuaia

    Se Ushuaia está na sua lista de destinos, salve este conteúdo para consultar quando começar a montar seu roteiro.

    E se você gosta de viagens pela Argentina, vale também conhecer minha experiência em El Calafate, no Perito Moreno, além de outros conteúdos sobre destinos de neve e viagens internacionais que estou compartilhando aqui no blog.

    Porque viajar não precisa ser apenas chegar ao destino.

    É também entender o que realmente vale a pena, evitar perrengues desnecessários e aproveitar melhor cada experiência.

    Em minhas redes sociais sempre tem atualização e dicas em tempo real. No meu canal no Youtube também posto os relatos das viagens, então quero te ver lá também:

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  • Circuito Chico em Bariloche: Roteiro de 1 Dia de Carro com Crianças

    Circuito Chico em Bariloche: Roteiro de 1 Dia de Carro com Crianças

    Como fazer o Circuito Chico em Bariloche de carro: pontos parada, valor do aluguel e dicas para aproveitar com a família. Relato real.

    Arquivo acervo pessoal

    O plano para esse dia era aproveitar ao máximo as paisagens que Bariloche tem para oferecer — e o Circuito Chico foi, sem dúvida, um dos dias mais incríveis de toda a viagem. Pesquisamos bem a rota antes de ir, selecionamos os pontos que valiam a pena parar dentro do nosso tempo disponível, e alugamos um carro só para esse dia. Recomendam esse passeio no primeiro dia, pro turista já se impressionar com tanta beleza, mas escolhemos o fazer último pra ter o gostinho de quero mais!

    Neste post, conto como organizamos o roteiro, quanto custou o aluguel do carro e quais paradas realmente valeram a pena com a família.

    Neste post você vai encontrar:

    • Como organizar o Circuito Chico
    • Alugar carro vale a pena?
    • Pontos de parada que fizemos
    • Quanto custou
    • Dicas para roteiro completo em Bariloche
    • Frequently asked questions

    O que é o Circuito Chico

    O Circuito Chico é uma estrada cênica de cerca de 60 km que contorna parte do Lago Nahuel Huapi, saindo do centro de Bariloche e passando por uma sequência de mirantes, praias, vilarejos e pontos históricos. É considerado um dos passeios mais bonitos — e mais tranquilos — de toda a região, e por isso aparece em praticamente todo roteiro de Bariloche em família.

    A grande vantagem do Circuito Chico é que ele funciona bem tanto para quem quer um dia de aventura (parando em cada mirante, fazendo pequenas caminhadas) quanto para quem prefere um ritmo mais lento, com poucas paradas e mais tempo de contemplação — o que faz toda diferença quando você viaja com idosos ou crianças pequenas no grupo.

    Como organizar o Circuito Chico

    O Circuito Chico é uma rota cheia de mirantes e pontos turísticos ao redor de Bariloche, e tem muito mais lugares do que dá para visitar num único dia. Nossa recomendação, que também foi o que fizemos: pesquise os principais pontos antes de ir, escolha alguns para fazer com calma, e coloque os nomes direto no GPS — o trajeto é tranquilo de fazer por conta própria, com sinalização boa e estrada em bom estado na maior parte do percurso.

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    Uma dica prática: monte sua lista de paradas antes de sair, mas não tente visitar tudo. O erro mais comum de quem faz o Circuito Chico pela primeira vez é querer parar em cada ponto do mapa e acabar com o dia corrido demais — o que tira justamente a graça de um passeio pensado para ser feito com calma.


    Alugar carro vale a pena?

    Sim — foi a única vez que alugamos carro em toda a viagem (o restante dos deslocamentos fizemos de Uber, táxi ou remis), e valeu muito a pena para ter liberdade de parar onde quiséssemos, no nosso próprio ritmo.

    Valor: alugamos um carro de 7 lugares na Hertz apenas para esse dia, por um total de 160.000 ARS (cerca de R$100 por pessoa, dividido entre o grupo).


    Pontos de parada que fizemos

    • Punto Panorâmico
    • Cerro Campanario — vista 360º, com opção de subir de teleférico
    • Ponte Angostura
    • Lago Escondido
    • Playa Bonita
    • Colônia Suíça — uma vila charmosa, com várias opções de almoço, lojinhas de suvenires e lanchinhos; foi uma das paradas favoritas do grupo

    Cada um desses pontos tem uma característica diferente: o Cerro Campanario, por exemplo, exige a subida de teleférico (pago à parte) para chegar à vista de 360º, considerada uma das mais bonitas de toda a região — vale reservar um tempo maior aqui se a família gostar de fotos panorâmicas. Já o Lago Escondido e a Playa Bonita são paradas mais rápidas, ideais para esticar as pernas e tirar fotos à beira d’água.

    A Colônia Suíça, por outro lado, pede mais tempo: é uma vila pequena, mas com bastante concentração de lojinhas e opções de comida, então funciona bem como parada para o almoço no meio do passeio.

    Dicas específicas para viajar com crianças no Circuito Chico

    • Faça pausas frequentes, mesmo que curtas. Crianças pequenas se cansam de ficar muito tempo no carro, então intercalar trechos de estrada com paradas nos mirantes ajuda a manter o clima leve.
    • Leve lanches e água — nem todos os pontos do circuito têm opções de comida, especialmente fora da Colônia Suíça.
    • Cerro Campanario com crianças pequenas: o teleférico costuma ser uma atração à parte, então vale reservar tempo extra se as crianças gostarem da experiência.
    • Playa Bonita é uma boa parada para deixar as crianças brincarem livremente por alguns minutos, especialmente se o dia estiver ensolarado.

    Dicas para o roteiro completo em Bariloche

    Arquivo acervo pessoal
    • Reserve o carro só para esse dia — no restante da viagem, Uber e remis dão conta bem em Bariloche (com a ressalva de que em dias de festa na cidade pode faltar Uber, como aconteceu num outro passeio nosso).
    • Leve dinheiro em espécie (pesos argentinos) para as lojinhas da Colônia Suíça — nem todo lugar aceita cartão.
    • Abasteça o carro antes de sair do centro — os postos de combustível ao longo do circuito são mais escassos do que se imagina.
    • Se possível, comece o passeio cedo. Isso dá folga para prolongar o tempo em algum ponto que a família goste mais, sem correr contra o relógio no fim da tarde.
    • Verifique a previsão do tempo antes de sair — algumas das vistas mais bonitas do circuito (como o Cerro Campanario) dependem de um dia claro para valer realmente a pena.

    Circuito Chico x excursão organizada

    Se dirigir não for uma opção para o seu grupo, existem excursões organizadas que fazem o mesmo trajeto, geralmente em vans com guia. A vantagem é não se preocupar com direção nem estacionamento; a desvantagem é ter menos flexibilidade para escolher onde parar e por quanto tempo — algo que, para famílias com crianças pequenas ou idosos, pode fazer bastante diferença. Na nossa experiência, o carro alugado valeu a pena justamente por essa liberdade de ritmo.

    Nossa impressão geral sobre o dia


    Frequently asked questions

    Arquivo acervo pessoal

    Vale a pena alugar carro para o Circuito Chico em Bariloche? Sim. É o passeio que mais compensa ter carro próprio, já que dá liberdade para parar nos mirantes no seu próprio ritmo.

    Quanto custa alugar um carro em Bariloche para o Circuito Chico? Alugamos um carro de 7 lugares por um dia na Hertz por 160.000 ARS no total (~R$100 por pessoa, dividido entre o grupo).

    O Circuito Chico é bom para famílias com crianças pequenas? Sim, é um passeio de ritmo mais tranquilo — muita paisagem, poucas caminhadas longas, e paradas para comer na Colônia Suíça.

    Dá para fazer o Circuito Chico sem carro alugado? É possível com excursões organizadas, mas ter carro próprio dá mais liberdade para escolher onde e quanto tempo parar em cada ponto.

    Quanto tempo dura o Circuito Chico completo? Um dia inteiro é o ideal, considerando paradas com calma nos principais mirantes e uma pausa para almoço na Colônia Suíça.

    Qual a melhor época para fazer o Circuito Chico? O passeio vale a pena o ano todo, mas dias claros favorecem bastante as vistas panorâmicas, especialmente no Cerro Campanario.

    O Circuito Chico é seguro para dirigir por conta própria? Sim. A estrada é bem sinalizada e em bom estado na maior parte do percurso, e colocar os nomes dos pontos direto no GPS torna o trajeto bem tranquilo mesmo para quem não conhece a região.

    Dá para fazer o Circuito Chico junto com outro passeio no mesmo dia? Não recomendamos. O circuito já ocupa um dia inteiro se for feito com calma, e tentar encaixar outro passeio no mesmo dia tira justamente o que há de melhor nele: o ritmo tranquilo e sem pressa.

    Em minhas redes sociais sempre tem atualização e dicas em tempo real. No meu canal no Youtube também posto os relatos das viagens, então quero te ver lá também:

    Youtube: Passe Passeando

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  • Piedras Blancas em Bariloche: Preço, Como Chegar e Dicas

    Piedras Blancas em Bariloche: Preço, Como Chegar e Dicas

    Piedras Blancas em Bariloche com crianças: ingressos, o que levar, como chegar e por que vale a pena. Relato real de uma viagem em família.

    Arquivo acervo pessoal

    A animação para conhecer esse passeio era geral entre todo o grupo — dos 4 aos 74 anos. Piedras Blancas é um parque de neve com várias atividades, o mais famoso sendo o teleférico e o “trineo” (aquele que aqui no Brasil viraria “skybunda”), mas o parque é grande o suficiente para você passar o dia inteiro aproveitando o acúmulo de neve da montanha.

    Neste post, conto como foi nossa experiência, quanto custou, o que levar e por que esse foi um dos passeios mais garantidos de agradar todas as idades da família.

    Neste post você vai encontrar:

    • O que fazer em Piedras Blancas
    • Como chegar (e o que fazer se Uber/táxi não estiverem disponíveis)
    • Quanto custa
    • O que levar (equipamentos de neve)
    • Vale a pena com crianças pequenas?
    • Frequently asked questions

    O que é Piedras Blancas

    Piedras Blancas é um dos parques de neve mais procurados por famílias em Bariloche, principalmente por não exigir experiência prévia com esqui ou snowboard — é o tipo de passeio pensado para quem quer brincar na neve, tirar fotos bonitas e curtir a paisagem sem compromisso técnico. Isso o torna uma ótima opção para grupos com faixas etárias bem diferentes, como foi o nosso caso.

    O que fazer em Piedras Blancas

    O parque reúne várias atividades de neve. As mais procuradas são:

    • Teleférico, para subir e ter uma vista panorâmica da montanha
    • Trineo (skybunda), a atividade preferida das crianças — dá para descer a montanha repetidas vezes
    • Áreas para simplesmente brincar na neve, fazer fotos e até um piquenique, se o dia estiver bom

    O parque é grande, então mesmo sem esquiar dá para aproveitar o dia inteiro — não é um passeio rápido, é programa de dia cheio. Reserve o dia sem compromissos posteriores, porque é comum sair de lá tarde e cansado (no bom sentido).

    Outro ponto interessante é que, mesmo sem alugar equipamento de esqui, o parque tem estrutura para quem quer só “brincar” na neve — algo que muitas famílias não esperam e que acaba sendo uma boa surpresa: não é preciso ser esquiador para aproveitar o dia inteiro por lá.


    Como chegar

    Fomos com remis, já que nem Uber nem táxi estavam aceitando corridas naquele dia. Aprendemos a lição e já combinamos a ida e a volta com o mesmo motorista — isso evita ficar sem transporte de volta no fim do dia, algo que também nos pegou de surpresa em outro passeio na mesma viagem (o da Isla Victoria), leia aqui nosso perrengue para não passar também

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    Dica para o roteiro completo: em Bariloche, é comum que Uber e táxi fiquem indisponíveis em dias de maior movimento na cidade. Sempre que for para um passeio mais afastado do centro, vale já perguntar ao motorista se ele pode buscar vocês depois, ou anotar um contato de remis local.

    Isso vale especialmente para quem está montando um roteiro de vários dias em Bariloche: os passeios que ficam mais distantes do centro (como Piedras Blancas e a Isla Victoria) são justamente os que mais exigem esse cuidado extra com o transporte de volta. Quem planeja com antecedência evita ficar esperando no frio no fim do dia, depois de um dia inteiro de atividades.


    Quanto custa

    • Ingresso: $25.000 ARS
    • Aluguel de óculos de neve (opcional): valor à parte — alugamos apenas para um dos membros do grupo
    • Não alugamos roupa de neve específica — mais detalhes na seção “o que levar” abaixo
    • Veja esse post sobre o câmbio na Argentina, ele pode ajudar a planejar sua viagem e seus gastos.

    O que levar para Piedras Blancas

    Arquivo acervo pessoal

    Não é obrigatório alugar roupa de neve completa. Compramos algumas peças ainda no Brasil, mas nada muito técnico, e funcionou bem. O que realmente recomendamos:

    • Luvas impermeáveis — compramos numa lojinha no centro de Bariloche para nosso filho de 4 anos
    • Botas adequadas para neve
    • Óculos de neve são opcionais — alugamos para uma das crianças, que ficou o dia todo no trenó, mas nem seria estritamente necessário

    Lista rápida do que não pode faltar:

    • Roupas em camadas (uma térmica, um casaco corta-vento e um casaco mais grosso por cima)
    • Luvas impermeáveis (essenciais — luvas comuns encharcam rápido na neve)
    • Botas fechadas e à prova d’água
    • Protetor solar, mesmo no frio — a reverberação da neve queima bastante
    • Óculos de sol (diferente dos óculos de neve, ajudam contra o brilho forte)
    • Uma muda de roupa extra para as crianças, caso fiquem completamente molhadas de brincar

    Estrutura do parque

    Piedras Blancas conta com áreas de alimentação, então não é necessário levar comida para o dia inteiro — mas leve lanches e água para as crianças terem sempre à mão, especialmente durante as atividades no trenó, que costumam ser as que mais demandam energia. Também há espaço para descanso e aquecimento, o que ajuda bastante quando o grupo tem idosos que precisam de pausas mais frequentes.

    Vale a pena com crianças pequenas?

    Sim, com folga. Esse foi um dos passeios que reuniu diversão garantida para todas as idades do nosso grupo — dos 4 aos 74 anos, todo mundo se divertiu muito. Ficamos o dia inteiro no parque e voltamos exaustos, mas satisfeitos.

    Se você está decidindo entre Piedras Blancas e outros parques de neve da região, nossa recomendação é justamente essa: para famílias com crianças bem pequenas ou idosos, Piedras Blancas tende a ser mais acessível do que opções voltadas para esqui avançado, exatamente por não exigir preparo técnico.

    Piedras Blancas dentro do roteiro completo de Bariloche

    Arquivo acervo pessoal

    Se você está organizando um roteiro de vários dias em Bariloche, vale posicionar Piedras Blancas em um dia que não exija muita caminhada extra depois — é comum voltar cansado, especialmente com crianças que aproveitaram o trenó o dia inteiro. Um jantar mais tranquilo à noite (como fizemos, num restaurante perto da hospedagem) fecha bem o dia.

    Piedras Blancas x outros parques de neve da região

    Bariloche tem mais de uma opção de parque de neve, e cada um tem um perfil um pouco diferente. Piedras Blancas se destaca justamente pela acessibilidade: não exige nível técnico de esqui, tem boa estrutura de apoio (alimentação, aquecimento, aluguel de equipamentos básicos) e reúne atividades para várias faixas etárias ao mesmo tempo — foi por isso que funcionou tão bem para o nosso grupo, que ia dos 4 aos 74 anos.

    Se sua família tem esquiadores mais experientes que quer explorar pistas mais avançadas, vale pesquisar outras opções da região complementares a essa. Mas para um dia de diversão em família, sem compromisso técnico, Piedras Blancas cumpriu exatamente o que prometia.

    Nossa impressão geral

    Foi, sem dúvida, um dos dias mais fáceis de agradar todo mundo em toda a viagem. Não exigiu nenhuma habilidade especial, não teve nenhum imprevisto de logística grave (fora o transporte, resolvido com remis) e rendeu boas fotos e boas risadas — o tipo de passeio que vale a pena reservar um dia inteiro, sem pressa.


    Frequently asked questions

    Piedras Blancas vale a pena com criança pequena? Sim. É um dos passeios mais indicados para famílias em Bariloche, com atividades para todas as idades, do trenó ao teleférico.

    Precisa alugar roupa de neve para ir a Piedras Blancas? Não é obrigatório. Roupas em camadas compradas no Brasil funcionam bem — o essencial é ter luvas impermeáveis e botas adequadas.

    Como chegar em Piedras Blancas se não tiver Uber disponível? Remis é uma boa alternativa em dias de maior movimento na cidade. Combine a volta com o motorista antes de descer, para não ficar sem transporte no fim do passeio. Evite perrengue lendo esse artigo que passamos em Bariloche

    Quanto tempo reservar para Piedras Blancas? Um dia inteiro. O parque é grande e vale aproveitar com calma — não é um passeio de poucas horas.

    É preciso saber esquiar para aproveitar Piedras Blancas? Não. O parque tem estrutura voltada para quem quer brincar na neve, andar de trenó e aproveitar a paisagem, sem exigir nenhuma experiência técnica prévia.

    Piedras Blancas tem estrutura de alimentação? Sim, o parque conta com áreas de alimentação, mas vale levar lanches e água extra para as crianças, especialmente durante as atividades mais longas no trenó.


    Nossa impressão final

    Piedras Blancas ficou como um dos passeios favoritos de toda a viagem, especialmente pela unanimidade: em grupos com faixas etárias muito diferentes, é raro achar um passeio que agrade a todo mundo por igual, mas foi exatamente isso que aconteceu aqui. Se você está decidindo quais passeios priorizar num roteiro corrido em Bariloche, esse é um dos que recomendamos não deixar de fora — o custo-benefício, considerando diversão garantida para todas as idades, é difícil de superar entre as opções de neve da região.

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  • Seguro Viagem: Como Escolher a Cobertura Ideal para sua Viagem

    Seguro Viagem: Como Escolher a Cobertura Ideal para sua Viagem

    Seguro viagem: como funciona, coberturas essenciais, diferença entre seguradora e cartão de crédito, e por que uso a Real Seguro Viagem em todas as viagens.

    Arquivo acervo pessoal

    De todos os itens que entram no planejamento de uma viagem internacional, o seguro viagem é provavelmente o mais subestimado — até o dia em que você (ou alguém do seu grupo) realmente precisa dele. Nunca embarco para fora do Brasil sem um, e depois de anos viajando e testando diferentes opções, tenho hoje uma seguradora fixa que uso em todas as viagens: a Real Seguro Viagem.

    Neste post, vou além da recomendação — quero explicar de verdade como funciona um seguro viagem, por que ele importa tanto, a diferença entre contratar de uma seguradora ou confiar só no seguro do cartão de crédito, e como escolher a cobertura certa para o seu roteiro.

    Neste post você vai encontrar:

    • Por que o seguro viagem é importante
    • Seguro por região ou por país: como funciona
    • Coberturas essenciais para observar
    • Seguradora x seguro do cartão de crédito: as diferenças reais
    • Quando o seguro viagem é obrigatório
    • Como escolher o seguro ideal para sua viagem
    • Minha recomendação: Real Seguro Viagem
    • Frequently asked questions

    Por que o seguro viagem é importante

    Fora do Brasil, você não tem acesso ao SUS, e a saúde pública (quando existe) tem regras completamente diferentes das que estamos acostumados. Em muitos países, mesmo um atendimento simples em pronto-socorro pode custar milhares de dólares ou euros — sem seguro, essa conta sai inteiramente do seu bolso, no meio da viagem, muitas vezes num momento de estresse e vulnerabilidade.

    Além da parte médica, um bom seguro viagem também cobre situações como extravio de bagagem, cancelamento ou atraso de voo, perda de documentos e, dependendo do plano, até problemas com aluguel de carro. Ou seja: não é só sobre “e se eu ficar doente”, é sobre estar protegido diante de qualquer imprevisto real de viagem — e imprevistos, a essa altura do blog, você já sabe que acontecem (é só lembrar do nosso perrengue com a multa em Roma ou da falta de transporte em Bariloche).

    Seguro por região ou por país: como funciona

    Arquivo acervo pessoal

    Uma dúvida comum de quem está contratando o primeiro seguro viagem: é melhor contratar por país específico ou por região?

    A maioria das seguradoras oferece planos organizados por regiões amplas — “Europa”, “América do Sul”, “Mundo” (cobertura global) — em vez de planos individuais por país. Isso costuma ser vantajoso para quem está fazendo um roteiro por múltiplos países numa mesma viagem, como fizemos na Itália (com direito a um bate-volta para a Suíça) ou nas viagens pela Argentina.

    Atenção especial: se o seu roteiro passar por mais de uma região continental — por exemplo, começar na Europa e depois seguir para os Estados Unidos —, verifique se o seu plano cobre ambos os destinos, ou se será necessário contratar coberturas específicas para cada trecho. Não presuma que um plano “Europa” cobre automaticamente uma escala nos EUA, mesmo que seja rápida.

    Coberturas essenciais para observar

    Na hora de comparar planos, esses são os itens que mais importam:

    • Despesas médicas e hospitalares (DMH): o item mais importante de qualquer apólice. É o valor disponível para consultas, exames, internação e procedimentos médicos no exterior.
    • Despesas odontológicas: geralmente com um limite bem menor que o médico geral, mas cobre emergências como dor de dente forte ou problema decorrente de acidente.
    • Traslado médico e repatriação: cobre o transporte até um hospital adequado ou, em casos graves, a volta ao Brasil em condições especiais.
    • Extravio e atraso de bagagem: indenização em caso de mala extraviada ou atrasada pela companhia aérea.
    • Cancelamento ou interrupção de viagem: reembolso de custos não recuperáveis caso você precise cancelar ou encerrar a viagem antes do previsto, por motivo coberto na apólice.
    • Assistência 24h em português: um diferencial enorme na prática — em momentos de emergência, conseguir se comunicar no seu idioma facilita muito a resolução do problema.

    Seguradora x seguro do cartão de crédito: as diferenças reais

    Muita gente acredita que o seguro que já vem incluso em cartões de crédito das categorias mais altas (Platinum, Black, Infinite) é suficiente — e às vezes até é, dependendo do perfil da viagem. Mas vale entender as diferenças reais antes de contar só com esse benefício:

    O seguro do cartão de crédito:

    • Geralmente exige que a passagem aérea tenha sido comprada com aquele cartão específico, e que você emita o certificado de seguro antes de embarcar — esquecer esse passo significa não ter cobertura nenhuma, mesmo tendo o cartão “certo”.
    • Costuma ter cobertura padronizada, sem opção de personalizar conforme o seu perfil ou destino.
    • Frequentemente não cobre doenças preexistentes.
    • Nem sempre estende a cobertura para cônjuge e filhos — depende da bandeira e categoria do cartão, e geralmente exige que as passagens de todos também tenham sido compradas no mesmo cartão.
    • Em muitos casos, funciona por reembolso: você paga a despesa médica primeiro, do próprio bolso, e só depois é ressarcido — o que pode ser bem complicado numa emergência real, longe de casa.

    O seguro contratado com uma seguradora especializada:

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    Arquivo acervo pessoal
    • Permite escolher o plano de acordo com o seu roteiro, idade dos viajantes e tipo de atividade prevista (inclusive esportes de aventura, se for o caso).
    • Costuma oferecer rede credenciada com pagamento direto, sem você precisar adiantar o valor da despesa médica.
    • Cobre doenças preexistentes, em muitos planos.
    • Facilmente inclui todos os membros da família na mesma apólice, com valores compatíveis por faixa etária.

    Na prática: o seguro do cartão de crédito pode até funcionar como complemento, mas depender só dele — sem entender exatamente o que está (ou não está) coberto — é um risco real, especialmente em viagens internacionais mais longas ou com crianças e idosos no grupo.

    Quando o seguro viagem é obrigatório

    Para quem vai à Europa, esse é um ponto essencial: o seguro viagem é obrigatório para entrar nos 29 países do Espaço Schengen (que inclui destinos populares como Portugal, Itália, Espanha, França e Alemanha), com cobertura mínima exigida de 30 mil euros para despesas médicas e hospitalares. Sem uma apólice válida com esse valor mínimo destacado, você pode ser barrado ainda na imigração — um risco real que nenhuma economia vale a pena correr.

    Outros destinos fora da Europa também exigem seguro viagem obrigatório, então vale sempre confirmar essa exigência específica antes de fechar o roteiro.

    Como escolher o seguro ideal para sua viagem

    • Verifique a cobertura mínima exigida pelo destino (como os 30 mil euros do Espaço Schengen) e escolha um plano que já ultrapasse esse valor com folga, para ter uma margem de segurança real.
    • Considere o perfil da viagem: trilhas, esportes de aventura, esqui, mergulho — atividades assim geralmente exigem cobertura específica, que nem todo plano básico inclui.
    • Pense na idade dos viajantes. Planos para idosos costumam ter valores diferenciados, e vale garantir que a cobertura seja adequada para essa faixa etária, especialmente se estiver viajando com avós no grupo, como já fizemos em algumas das nossas viagens.
    • Verifique se há cobertura para doenças preexistentes, caso algum membro do grupo tenha alguma condição de saúde relevante.
    • Compare o atendimento 24h — assistência em português faz muita diferença na hora de resolver qualquer imprevisto rapidamente.

    Minha recomendação: Real Seguro Viagem

    Depois de anos viajando e comparando opções, minha escolha fixa é a Real Seguro Viagem. Uso em todas as viagens internacionais que faço, e recomendo pelos seguintes motivos:

    • Planos com cobertura acima do valor mínimo exigido pelo Espaço Schengen, ideal para quem viaja para a Europa;
    • Possibilidade de personalizar a apólice conforme o perfil da viagem — família, casal, viagem de aventura, idosos;
    • Rede de atendimento e suporte pensada para o viajante brasileiro;
    • Preços competitivos, especialmente com cupom de desconto.

    Se quiser contratar o seu seguro com desconto, use meu link e o cupom PASSEPASSEANDO:


    Frequently asked questions

    O seguro viagem é obrigatório para todos os destinos? Não para todos, mas é obrigatório para entrar nos 29 países do Espaço Schengen, na Europa, com cobertura mínima de 30 mil euros. Outros destinos também podem ter exigências específicas — vale sempre confirmar antes de viajar.

    O seguro do cartão de crédito é suficiente para viajar? Pode ser suficiente em alguns casos, mas tem limitações importantes: cobertura padronizada, exigência de compra de passagem com aquele cartão específico, muitas vezes sem cobertura para doenças preexistentes, e sistema de reembolso (você paga primeiro, recebe depois). Para viagens mais longas, em família, ou com atividades específicas, um seguro especializado costuma ser mais seguro.

    Qual o valor mínimo de cobertura para viajar para a Europa? 30 mil euros para despesas médicas e hospitalares (DMH), conforme exigência do Espaço Schengen. Esse valor precisa estar destacado especificamente na apólice, não apenas somado a outras coberturas.

    Vale a pena contratar seguro por região ou por país específico? Para roteiros que passam por múltiplos países numa mesma região (como vários países europeus), planos regionais costumam ser mais vantajosos. Fique atento apenas se o roteiro cruzar diferentes continentes, já que nem todo plano cobre automaticamente essa combinação.

    Onde contratar o seguro viagem com desconto? Uso e recomendo a Real Seguro Viagem, com desconto através do cupom PASSEPASSEANDO no meu link de parceria.

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  • eSIM Internacional para Viagem: Como Funciona e Quando Vale a Pena

    eSIM Internacional para Viagem: Como Funciona e Quando Vale a Pena

    Chip internacional para viagem: como funciona o eSIM, por que a Airalo é minha escolha em todas as viagens, e como instalar antes de embarcar.

    Arquivo acervo pessoal

    Se tem uma coisa que aparece em praticamente todos os relatos que já escrevi aqui no blog, é essa: compre um chip internacional antes de embarcar. Na nossa viagem a Bariloche, o erro de não ter feito isso na hora nos deixou dependendo do wifi do aeroporto só para avisar o anfitrião que tínhamos chegado. De lá para cá, virou regra: uso o eSIM da Airalo em toda viagem internacional que faço, e tenho CUPOM: PATRIC28900 e por isso decidi dedicar um post inteiro só para explicar por que essa se tornou minha escolha fixa — e como você pode fazer o mesmo antes da sua próxima viagem.

    Neste post você vai encontrar:

    • O que é um eSIM e como ele funciona
    • Por que uso a Airalo em todas as minhas viagens
    • eSIM x chip físico x roaming: qual vale mais a pena
    • Como comprar e instalar antes de embarcar
    • Meu celular é compatível?
    • Dicas práticas de uso
    • Frequently asked questions

    O que é um eSIM e como ele funciona

    O eSIM (embedded SIM, ou “chip incorporado”) é a evolução do chip de celular tradicional. Em vez daquele cartãozinho físico que você encaixa numa bandeja do aparelho, o eSIM é um perfil digital instalado diretamente no seu celular. Ele funciona exatamente como um chip normal — te dá acesso à internet e, em alguns planos, também a chamadas e SMS —, mas sem precisar de nenhuma peça física.

    Isso significa que você pode comprar, instalar e ativar seu plano de dados antes mesmo de embarcar, e garantir conexão assim que pisar no destino, sem precisar procurar loja de operadora, sem trocar chip físico e sem depender do wifi de aeroporto para os primeiros passos da viagem.

    Por que uso a Airalo em todas as minhas viagens

    Arquivo acervo pessoal

    A Airalo é hoje a maior loja de eSIMs do mundo, com cobertura em mais de 200 países e regiões — o que, na prática, significa que dificilmente vou visitar um destino em que ela não tenha alguma opção de plano disponível. Uso a Airalo desde a minha primeira viagem internacional, e continuo escolhendo ela por alguns motivos bem práticos:

    1. Comodidade de comprar tudo pelo app, antes de viajar. Não preciso pesquisar operadora local em cada país novo — entro no app, escolho meu destino, escolho o plano de dados que preciso, e já saio de casa com tudo pronto para ativar assim que o avião pousar.

    2. Não preciso trocar meu chip físico. Como a maioria dos smartphones modernos já suporta dual SIM, deixo meu chip nativo funcionando normalmente (para receber ligações e SMS do Brasil) e uso o eSIM da Airalo só para os dados de internet no exterior. Ou seja, meu número continua ativo o tempo todo, sem precisar avisar todo mundo que “estou viajando e posso não responder”.

    3. Suporte 24/7. Isso me dá segurança de resolver qualquer imprevisto de conexão em qualquer horário, em qualquer fuso, o que é bem relevante quando você está literalmente do outro lado do mundo, como estivemos em Ushuaia.

    4. Praticidade nos vários tipos de plano. A Airalo oferece planos locais (para um único país), regionais (vários países ao mesmo tempo, ótimo para quem está fazendo uma viagem por várias fronteiras, como fizemos na Itália) e globais. Isso facilita bastante o planejamento, já que dá para escolher o formato certo conforme o roteiro da viagem.

    5. Programa de fidelidade. A cada compra, você já acumula pontos (chamados de Airmoney) que podem ser usados em compras futuras — e o percentual de retorno aumenta conforme você vai comprando mais. Como uso em praticamente toda viagem, isso já rendeu desconto em compras seguintes mais de uma vez.

    eSIM x chip físico x roaming: qual vale mais a pena

    Vale entender as alternativas antes de decidir:

    • Roaming internacional (via sua operadora brasileira): geralmente a opção mais cara e menos flexível, com pacotes de dados limitados e preços que costumam pesar bastante na fatura.
    • Chip físico comprado no destino: exige achar uma loja, muitas vezes com fila, documentação e processo de ativação que pode consumir um tempo precioso logo na chegada — e às vezes seu chip brasileiro fica sem conexão por um período até a troca.
    • eSIM (como o da Airalo): compra e ativação antes de embarcar, sem precisar trocar chip físico, com o seu número original continuando ativo em paralelo.

    Na nossa experiência, o eSIM ganha nos três critérios que mais importam numa viagem: praticidade, custo e não precisar se preocupar com isso assim que a gente desembarca — o que, convenhamos, já tem coisa demais para resolver na chegada de um destino novo.

    Como comprar e instalar antes de embarcar

    O processo é bem simples, e pode ser feito ainda em casa, antes de sair de viagem:

    1. Baixe o app da Airalo ou acesse pelo site;
    2. Escolha o destino (ou região, se for uma viagem por vários países);
    3. Escolha o plano de dados de acordo com a duração e o uso previsto da viagem;
    4. Finalize a compra e siga as instruções para instalar o eSIM (geralmente por QR code) usando meu cupom para ter desconto: PATRIC28900
    5. Ative o eSIM só quando estiver no destino ou próximo da data de início do plano, para não desperdiçar dias de uso.

    Recomendo fazer essa instalação com pelo menos um ou dois dias de antecedência, ainda com o wifi de casa disponível, para resolver qualquer detalhe com calma — não é algo que você quer estar aprendendo a fazer correndo, no meio do caos do aeroporto.

    Meu celular é compatível?

    A maioria dos smartphones lançados a partir de 2018 já tem suporte para eSIM — o que inclui boa parte dos iPhones e Android mais recentes. Antes de comprar, vale conferir na própria página da Airalo se o seu modelo específico está na lista de aparelhos compatíveis, para evitar qualquer surpresa.


    Dicas práticas de uso

    Arquivo acervo pessoal
    • Escolha o plano pelo consumo real que você espera ter, não pelo maior pacote disponível — planos de dados menores costumam ter ótimo custo-benefício para quem usa o celular principalmente para navegação, redes sociais e mensagens.
    • Ative o eSIM só quando for realmente usar, geralmente ao chegar ao destino — a maioria dos planos começa a contar a validade a partir da primeira conexão, não da data da compra.
    • Para viagens por múltiplos países, avalie os planos regionais — costuma sair mais em conta e mais prático do que comprar um eSIM separado para cada destino.
    • Mantenha seu chip físico brasileiro ativo em paralelo, para continuar recebendo ligações e SMS de verificação (bancos, por exemplo), enquanto usa o eSIM só para dados.
    • Guarde o comprovante de compra e o QR code de instalação até ter certeza de que tudo funcionou corretamente — em caso de qualquer problema, o suporte da Airalo consegue te ajudar mais rápido com essas informações em mãos.

    Minha recomendação

    Depois de usar em praticamente todas as viagens internacionais que já fiz — Argentina, Itália, Portugal —, o eSIM da Airalo virou item indispensável no meu planejamento, do mesmo jeito que passaporte e seguro viagem. Recomendo genuinamente, porque é exatamente o que uso: chegar no destino já conectada, sem depender de wifi de aeroporto, sem fila de loja de operadora, e sem surpresa negativa na fatura do celular ao voltar para o Brasil.

    Se você quiser experimentar para sua próxima viagem, compre o seu eSIM Airalo através deste link — é o mesmo que eu uso, e ajuda a manter esse blog funcionando


    Frequently asked questions

    O que é um eSIM e qual a diferença para o chip físico? O eSIM é um chip digital, instalado diretamente no celular, sem precisar de nenhuma peça física. Ele funciona da mesma forma que um chip tradicional — dando acesso à internet e, em alguns planos, chamadas e SMS —, mas com a vantagem de poder ser comprado e ativado antes mesmo de embarcar.

    Preciso trocar meu chip brasileiro para usar o eSIM da Airalo? Não. A maioria dos smartphones modernos suporta dual SIM, permitindo manter o chip físico brasileiro ativo (para ligações e SMS) enquanto usa o eSIM só para dados no exterior.

    Meu celular é compatível com eSIM? A maioria dos aparelhos lançados a partir de 2018 já é compatível. Vale conferir o modelo específico na lista de aparelhos compatíveis da Airalo antes de comprar.

    Quando devo ativar o eSIM da Airalo? O ideal é instalar (baixar o perfil) ainda em casa, com antecedência, mas ativar (começar a usar os dados) apenas quando chegar ao destino — a validade do plano geralmente começa a contar a partir da primeira conexão.

    Vale a pena para viagens de poucos dias? Sim. Existem planos de diferentes tamanhos e durações, então dá para escolher exatamente o volume de dados necessário, mesmo para viagens curtas.

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    Read more: eSIM Internacional para Viagem: Como Funciona e Quando Vale a Pena
  • Laguna Esmeralda sem Guia: Como Chegar, Riscos e Dicas de Segurança

    Laguna Esmeralda sem Guia: Como Chegar, Riscos e Dicas de Segurança

    Fizemos a trilha da Laguna Esmeralda em Ushuaia sem guia. Contamos os riscos reais, o que aprendemos e por que não recomendamos repetir sem apoio.

    Arquivo acervo pessoal

    Quando eu planejava ir para a Patagônia sozinha, a Laguna Esmeralda era um dos lugares que eu mais queria conhecer. Mas, pensando numa viagem solo, acabei tirando essa trilha do roteiro por insegurança — mesmo sabendo que existia a possibilidade de fazê-la com agência. Como no fim das contas fui acompanhada pelo meu marido, a trilha voltou com tudo para o roteiro. O problema é que decidimos ir sem guia — e essa foi uma escolha que, olhando em retrospecto e depois de pesquisar mais a fundo, não recomendo sem ressalvas.

    Neste post, conto como foi nossa experiência, o que deu certo, o que poderia ter dado muito errado, e o que aprendi depois pesquisando sobre os riscos reais dessa trilha — para te ajudar a decidir com mais informação do que tivemos na hora.

    Neste post você vai encontrar:

    • Como é a trilha da Laguna Esmeralda
    • Como chegamos até a entrada da trilha
    • Nossa experiência fazendo sem guia
    • Os riscos reais de ir sem guia
    • Quando vale a pena contratar um guia
    • Equipamento necessário
    • Vale a pena?
    • Frequently asked questions

    Como é a trilha da Laguna Esmeralda

    A Laguna Esmeralda é um dos cartões-postais mais visitados de Ushuaia — um lago em tons de verde-esmeralda e azul-turquesa, resultado do degelo glacial, cercado por montanhas e bosques patagônicos típicos da região. A trilha até lá atravessa floresta de lengas, pântanos de turfa e margeia um riacho que forma pequenas quedas d’água ao longo do caminho.

    O trajeto tem aproximadamente 5 km (algumas fontes mencionam até 9 km, dependendo de como se mede o percurso completo de ida e volta), com um caminho relativamente bem marcado, mas sem ser tecnicamente exigente em termos de inclinação — o maior desafio não é subir morro, e sim lidar com a turfa: um solo esponjoso, formado por matéria orgânica, que pode afundar até o joelho se você sair da trilha demarcada.

    Como chegamos até a entrada da trilha

    Arquivo acervo pessoal

    A trilha começa num estacionamento à margem da Ruta 3, a cerca de 17-18 km do centro de Ushuaia. Pegamos um transfer na orla da cidade, que nos deixou direto na entrada. Essa costuma ser a opção mais prática — outras alternativas incluem táxi, remis, ou até carro próprio, já que o estacionamento é aberto e gratuito.

    Ao final da trilha, esperamos um pouco até que chegasse o transfer de volta à cidade, que já tem horários pré-definidos combinados no momento da contratação.

    Nossa experiência fazendo sem guia

    Arriscamos ir sem guia. O caminho de aproximadamente 5 km foi relativamente tranquilo de seguir, e impressionantemente lindo — a laguna estava parcialmente congelada (fomos em maio, no outono, quando o frio já começa a intensificar), e o retorno dos 5 km foi tão bom quanto a ida.

    Deu tudo certo com a gente. Mas, sendo honesta: tivemos sorte nas condições do dia, e não tínhamos, na hora, real dimensão dos riscos que essa trilha pode oferecer fora de condições ideais.

    Os riscos reais de ir sem guia

    Depois da viagem, pesquisei mais a fundo sobre os riscos dessa trilha, e é importante compartilhar o que descobri — porque no calor da empolgação de estar ali, é fácil subestimar:

    • A turfa (é um tipo de solo esponjoso e encharcado, formado pelo acúmulo de matéria orgânica vegetal em decomposição ao longo de milhares de anos) é o maior risco físico do percurso. Sair da trilha demarcada, mesmo que pareça um atalho inofensivo, pode fazer você afundar até o joelho nesse solo esponjoso — além de danificar um ecossistema frágil, que demora muito para se regenerar.
    • O clima muda rápido e sem aviso. A trilha não é recomendada em dias de vento forte, pela possibilidade de queda de árvores e galhos ao longo do caminho.
    • Fora do verão, os riscos aumentam consideravelmente. Entre abril e setembro, placas na própria entrada da trilha advertem que as condições podem ficar altamente perigosas por causa da neve e das horas limitadas de luz do dia — justamente a época em que fizemos a trilha.
    • Horário de início importa mais do que parece. A recomendação é começar a trilha antes das 15h no verão, e antes do meio-dia no inverno, para evitar ficar no escuro durante o retorno.
    • Terreno gelado aumenta o risco de escorregões e desorientação, especialmente entre junho e setembro, quando o caminho costuma ficar coberto de neve e a própria laguna congela.

    Nenhum desses riscos nos afetou diretamente naquele dia — tivemos um dia de clima estável e conseguimos completar o percurso sem intercorrências. Mas é importante deixar claro: a ausência de problema no nosso caso não significa ausência de risco real na trilha.

    Quando vale a pena contratar um guia

    Guias garantem mais segurança, oferecem informações sobre a fauna e a flora local, e costumam já incluir transporte confortável até o início da trilha. Vale considerar contratar um guia especialmente se:

    • Você estiver viajando fora do verão (abril a setembro), quando as condições ficam objetivamente mais perigosas;
    • For sua primeira trilha nesse tipo de terreno, sem experiência prévia com turfa ou terrenos patagônicos;
    • Estiver viajando com crianças ou pessoas com mobilidade reduzida;
    • A previsão do tempo indicar vento forte ou instabilidade climática no dia planejado.

    Mesmo sendo uma trilha tecnicamente autoguiada — com sinalização e um caminho relativamente claro —, o acompanhamento de um especialista local torna a experiência mais segura, especialmente para quem está pisando ali pela primeira vez.

    Equipamento necessário

    Independentemente de ir com ou sem guia, alguns itens são praticamente obrigatórios para essa trilha:

    • Botas de trekking impermeáveis — tênis esportivo comum não é recomendado, pelo risco de entorses e por encharcar rapidamente na turfa
    • Roupas em camadas, com uma jaqueta corta-vento por cima
    • Água e lanches suficientes — por ser um trajeto relativamente curto, é comum subestimar a necessidade, mas vento e frio aumentam o gasto energético do corpo
    • Seguro de viagem que cubra trekking e atendimento médico — atividade ao ar livre em terreno irregular sempre tem algum risco, e consulta médica no exterior pode sair muito cara sem cobertura adequada

    Vale a pena?

    A Laguna Esmeralda continua sendo, para nós, um dos lugares mais bonitos que já visitamos — a paisagem realmente compensa o esforço da trilha. Mas, sendo honesta com você: não recomendamos repetir a experiência sem guia, especialmente fora do verão. Tivemos sorte com o clima e com as condições do dia, mas a trilha tem riscos reais que só entendi de verdade depois de pesquisar com calma, já de volta ao Brasil.

    Se você está decidido a fazer essa trilha, principalmente numa época de mais risco (outono ou inverno, como fizemos), o mais responsável é contratar um guia local ou, no mínimo, ir muito bem preparado, com equipamento adequado e ciente das condições climáticas do dia.

    O aprendizado que levo dessa trilha

    Arquivo acervo pessoal

    Olhando para trás, entendo que fomos favorecidos por uma combinação de sorte: clima estável, trilha bem sinalizada naquele dia específico, e nenhuma condição climática adversa que testasse de verdade nosso preparo. Mas decisões de segurança não deveriam se basear em sorte — deveriam se basear em preparo real.

    Se esse post puder evitar que outra família tome a mesma decisão que tomamos, sem entender de fato os riscos envolvidos, ele já terá cumprido seu propósito. Viajar com coragem não significa viajar sem prudência — e essa é uma linha que, admito, cruzamos sem perceber naquele dia em Ushuaia.

    Vale lembrar também que existem trilhas alternativas na mesma região para quem quer uma experiência parecida com um pouco mais de segurança ou menos tempo disponível — como a Laguna Turquesa, mais curta e íngreme, também com um lago colorido de tirar o fôlego.


    Frequently asked questions

    É seguro fazer a trilha da Laguna Esmeralda sem guia? É possível, e a trilha é relativamente bem sinalizada, mas envolve riscos reais — especialmente fora do verão, quando neve, gelo e horas de luz reduzidas aumentam bastante o perigo. Recomendamos contratar guia, principalmente entre abril e setembro.

    Quanto tempo dura a trilha da Laguna Esmeralda? O percurso de ida e volta gira em torno de 3 a 4 horas de caminhada, dependendo do ritmo do grupo e das paradas para fotos.

    Como chegar até a entrada da trilha? A trilha começa num estacionamento na Ruta 3, a cerca de 17-18 km do centro de Ushuaia. É possível ir de transfer contratado, táxi, remis ou carro próprio.

    Que equipamento é necessário para a trilha? Botas de trekking impermeáveis são essenciais, além de roupas em camadas, água, lanches e, idealmente, seguro de viagem que cubra atividades de trekking.

    Qual a melhor época para fazer a trilha da Laguna Esmeralda? O verão (dezembro a março) é considerado mais seguro, com menos risco de neve e gelo no caminho. Fora desse período, como fizemos, os riscos aumentam bastante, e vale reforçar os cuidados.

    Em minhas redes sociais sempre tem atualização e dicas em tempo real. No meu canal no Youtube também posto os relatos das viagens, então quero te ver lá também:

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    Fale conosco: contato@passepasseando.com.br

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